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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Carnavais, pieguices, queixinhas manhosos

Por António Ribeiro Ferreira, publicado em 8 Fev 2012 - 03:00 | Actualizado há 9 horas 43 minutos

É adorável assistir a tanta indignação inteligente com o país de cócoras

  • Assembleia da República
    Assembleia da República
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Continuem que vão muito longe. Continuem a disfarçar, a assobiar para o lado, a inventar polémicas sobre tudo e sobre nada que a realidade, essa, não muda por milagre e vai cair violentamente em cima das vossas cabecinhas, quer queiram quer não. Vale a pena recordar uma coisa importante antes da discussão suprema sobre a terça-feira de Carnaval. A dívida de Portugal é a terceira maior da União Europeia e atingiu no final do ano passado 110% do PIB. Agora sim, vale a pena chorar e muito, não só sobre esta obscenidade mas também a fazer contas aos muitos milhões de milhões que esta calamidade irá custar a esta e à outra geração de lusitanos que teve a desgraçada infelicidade de nascer em Portugal. Vale a pena recordar outra coisa importante antes de se indignarem com as pieguices do senhor primeiro-ministro. As exportações portugueses não chegam aos 35% do PIB, uma miséria comparada com a média europeia. Uma calamidade que não se resolve por decreto e que só com muito investimento privado, nacional ou estrangeiro, se consegue ultrapassar. E não só são precisos muitos anos como é preciso criar condições para convencer quem tem dinheiro e projectos a investir em Portugal. Nomeadamente nos custos do trabalho, na fiscalidade, na burocracia do Estado, na justiça e na corrupção. Vale a pena recordar também, antes de se indignarem com o fim dos feriados do 5 de Outubro e quejandos, que a economia portuguesa estagnou na primeira década do século e segue pelo mesmo caminho na segunda. E não se esqueçam, indignados, queixinhas e manhosos da pátria, que só há criação de emprego quando a economia crescer acima de 2 por cento. Abaixo deste valor há estagnação ou continuará a perda irreparável de postos de trabalho. Antes de ficarem muito zangados com o custe o que custar de Pedro Passos Coelho, vale a pena recordar que o défice das contas do Estado é escandaloso e que é preciso cortar a sério e de forma estrutural a despesa pública. Custa muito, mas tem de ser. E não vale a pena andarem por aí a chorar pelo Serviço Nacional de Saúde e pela educação pública. O Estado vai ter de reduzir o défice à bruta, não gastar mais do que arrecada em impostos, isto é, tem de passar a ser uma pessoa de bem. E antes de inventarem uma nova polémica para disfarçarem a triste e violenta realidade do país, vale a pena recordar o que disse ontem um alto responsável da União Europeia, nada mais nada menos que o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira, o famoso FEEF: os países do Sul da Europa, onde Portugal se situa, seus manhosos, têm de reduzir o seu nível de vida nos próximos anos. É isto que vai acontecer, seus queixinhas muito indignados com as pieguices do senhor primeiro-ministro, com o fim de uns desfiles pindéricos tão frequentados pela elite manhosa da pátria e pelo fim dos magníficos feriados que ninguém comemorava. Pois é. A vidinha está difícil, muito difícil. A festa acabou e agora ninguém sabe o que irá acontecer no futuro. Mas não há necessidade, piegas lusitanos, de inventarem polémicas ou desculpas. Isto ou vai ou racha. E provavelmente vai rachar. Sorry.

terça-feira, 15 de março de 2011

Pontapé no traseiro


Diário da Manha

Pontapé no traseiro

O Orçamento para 2011 tinha um buraco superior a mil milhões de euros. Bruxelas descobriu, fez queixa a Berlim e os vigaristas foram chamados à presença da senhora Merkel, a chanceler da Alemanha e governadora de Portugal. O castigo aplicado foi mais um PEC contra os indígenas.


Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Apanhado com as calças na mão, o engenheiro relativo não esteve com meias medidas e desatou a provocar tudo e todos. Escondeu o pacote do seu parceiro de tango, vingou-se do discurso de posse de Cavaco Silva e quer mais uma vez aparecer travestido de vítima do Mundo. A oposição, como de costume, anda a empurrar a bola de um lado para o outro com medo do ónus da crise. No meio desta lixeira, o que faz falta é alguém que corra esta cambada toda com um valente pontapé no traseiro.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Está lélé da cuca


Diário da Manha

Está lélé da cuca

Duzentos mil indígenas protestaram em Lisboa. Oitenta mil no Porto. E mais uns milhares em diversas cidades da Pátria. Novos, velhos e de meia-idade. Pobres, remediados, bem instalados na vida, empregados e sem trabalho. Precários e seguros. Unidos contra uma classe política caduca, cega, surda e muda, agarrada a um regime falido e sem qualquer futuro.

Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista

É natural por isso mesmo que os líderes dos partidos tenham andado longe das manifestações. Prudentemente, limitaram-se a fazer uns comentários vagos de simpatia pela gentinha que está cada vez mais à rasca. A excepção, como não podia deixar de ser, foi o senhor engenheiro relativo. Puxou dos galões e enumerou as medidas que tinha aprovado a pensar nos jovens. Divórcios, casamentos gay, abortos e mudanças de sexo. Definitivamente, o homem está lelé da cuca.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A manada do regime


Opinião

Por: António Ribeiro Ferreira



A história não é nova. É tão velhinha como a democracia, mas conheceu o seu momento de glória com o famigerado Bloco Central. Santana Lopes voltou à ribalta com um desabafo muito sincero. Está cada vez mais farto do PSD. E a razão é simples.


O partido não tem emenda, programa ou estratégia para Portugal. Continua a ser uma enorme agência de tachos e tachinhos. A coisa começa nas freguesias, passa pelas câmaras, empresas públicas e acaba nos mais altos cargos do Estado. Só assim se explica o seu voto ao lado do PS para evitar o corte dos ordenados dos gestores e outras malandragens para proteger a sua clientela. É óbvio que Santana Lopes tem toda a razão em estar enojado com tanta porcaria. Mas para que tudo não fique na mesma, importa que comece a pôr nomes. Aos bois e às vacas. À manada do regime.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Grandes chapeladas


Grandes chapeladas


Diário da Manhã

As últimas eleições presidenciais revelaram que anda muita porcaria escondida debaixo dos tapetes do regime democrático.

  • 0h30

Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Mortos e emigrantes nos cadernos eleitorais, indígenas impedidos de votar por incompetência ou má-fé e, agora, qual cereja em cima da lixeira, veio a saber-se que entre os dados recolhidos pelos Governos Civis das mesas de voto e o apuramento final do Tribunal Constitucional há uma diferença de 60 mil eleitores. Nada mau para um País com mais de trinta e seis anos de democracia e muitas eleições no currículo. É evidente que ninguém quer ir ao fundo da questão. Fica mal reconhecer os podres num Estado de direito que faz juras de amor eternas à legalidade e à ética. Mas que cheira mal, cheira. E faz lembrar os velhos tempos das grandes chapeladas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Implacável vigilância


Implacável vigilância

Diário da Manhã

O comportamento do Governo na campanha presidencial foi vergonhoso.

  • 0h30

Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Promoveu e alimentou calúnias e infâmias contra Cavaco Silva, com a conveniente cumplicidade de uns tantos palhaços e de um numeroso bando de idiotas úteis. Para culminar a sua actuação, impediu milhares e milhares de portugueses de exercerem o seu direito de voto na vã esperança de aumentar a abstenção e assim poder levar o seu triste candidato a uma mais do que improvável segunda volta.

Como tudo falhou, resta-lhe espalhar por aí que, afinal, o grande vencedor de dia 23 acabou por perder e ficou ferido na sua credibilidade para exercer em pleno o seu mandato. Perante este quadro de miséria, não basta decretar tolerância zero ao senhor engenheiro relativo. A bem da Nação, exige-se do Presidente da República uma implacável vigilância.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chamem é o FBI


Chamem é o FBI

Diário da Manhã



Os deputados do PS, com a abstenção do PSD, aprovaram uma interessante alteração ao Orçamento de Estado. É assim.


Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista





As empresas públicas, todas, locais, regionais e nacionais, que, com raras excepções, estão endividadas até ao tutano e apresentam todos os anos prejuízos obscenos, ficam isentas dos cortes salariais aplicados aos funcionários do Estado. Percebe-se porquê.

É neste imenso universo que estão alojados os apaniguados, os boys, as girls, os amantes de ambos os sexos, amigos, parentes e companhia limitada dos partidos do Bloco Central. Já não vale a pena falar em pouca vergonha e dar gritinhos de indignação. Já não vale a pena falar em moral, ética e outras coisas mais. Já não vale a pena sequer chamar o FMI. Portugal já é um caso de polícia. Chamem é o FBI.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cheira a Portugal



Cheira a Portugal


Diário da Manhã


A realidade mata todos os sonhos, mentiras, corporações, reivindicações e devia, em circunstâncias normais, liquidar os vigaristas que andam há anos a encher os bolsos à esquerda e à direita.

0h30

Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Democraticamente, à pala dos votos que os indígenas depositam alegremente nas urnas. Vamos a factos. A economia lusa foi a terceira que menos cresceu na última década num conjunto de 180 países.

A Justiça é a segunda mais lenta, a que emprega mais juízes e a que paga melhor a procuradores e magistrados do topo da carreira. Este retrato pode estender-se a outras classes e a outros sectores da vida nacional. As crises não têm apenas coisas más. Permitem desmascarar muitas carecas e destapar muitas panelas e panelinhas.

Com um cheirinho nojento muito especial. Um cheiro a Portugal.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Uma década pedófila


Uma década pedófila

Dia a dia


A sentença do processo Casa Pia será lida hoje. Cinco anos e dez meses depois do início do julgamento.

0h30
Por: António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter


É evidente que o caso não termina aqui. A via-sacra dos recursos vai ocupar durante muito tempo os tribunais superiores e a atenção da opinião pública. Mas a primeira década do século XXI fica indiscutivelmente ligada à pedofilia. Da justiça à política, nada escapou a este vendaval que chegou a Portugal no dia 25 de Novembro de 2002 com as primeiras denúncias de abusos praticados numa instituição do Estado. Diga-se, em abono da verdade, que nem tudo foi mau.

O abuso sexual de crianças deixou de ser um assunto tabu e as queixas, processos e condenações tiveram um aumento exponencial. Mas há decisões gravíssimas que marcam de forma indelével a classe política portuguesa. Uma delas, talvez a pior, foi a revisão do Código Penal e do Código do Processo Penal feita à pressa, em cima do joelho, com dois objectivos bem claros: proteger os pedófilos, com a história de o crime continuado ser aplicado aos abusos sexuais de menores, e limitar seriamente a liberdade de imprensa, com a proibição de divulgação de escutas sem o consentimento dos escutados. Uma página negra, uma vergonha que mancha os seus autores e os seus cúmplices. Uma lei criminosa feita por e para criminosos. Que veio para ficar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estupidez obscena



Estupidez obscena

Diário da Manhã


A conversa é sempre a mesma quando saem números sobre o desemprego.

0h30
Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Venham de Bruxelas ou de Lisboa, é certo e sabido que os actores do costume saltam para o palco cheios de explicações, certezas, críticas e palavras balofas que não resolvem coisa alguma. Discutem até à exaustão tendências, atacam-se uns aos outros e, no final, despedem-se cordialmente até aos próximos indicadores.

O mais chocante neste estéril debate é que os políticos, no poder ou na oposição, de esquerda, do centro ou de direita, desprezam o essencial. Quando falam de décimas para cima ou para baixo, esquecem-se das pessoas que estão por detrás desses números. Só por isso merecem ser corridos à paulada por uma plateia cheia de décimas farta de tanta estupidez e obscenidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia do pano encharcado



Dia do pano encharcado

Diário da Manhã


O Governo decidiu liberalizar os horários dos hipermercados. Muito bem. Mas como não há bela sem senão, deu a última palavra às autarquias locais. Acontece que em Lisboa uma estranha aliança chumbou essa medida elementar de liberdade, tanto para os comerciantes como para os consumidores.

0h30
Por: António Ribeiro Ferreira, jornalista


O Zé, que faz tanta falta à capital como uma viola num enterro, o PCP, o BE e, imagine-se, o CDS de Paulo Portas rejeitaram a medida do engenheiro relativo. As razões são tão velhas como os trapos desta democracia da treta. A esquerda reaccionária votou contra em nome do pequeno comércio, que, entretanto, continua fechado aos domingos e feriados. A direita reaccionária em nome do dia do Senhor. Mereciam levar todos com um pano encharcado à entrada da missa.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Emergência médica

Emergência médica


O senhor professor Carlos Queiroz é peremptório: só morto sai da selecção.

0h30
Por:António Ribeiro Ferreira, Jornalista


Excelente ideia. Esqueceu-se apenas de explicar como pretende ser executado: a tiro, o que seria um manifesto desperdício em tempos de poupança e austeridade, enforcado num estádio de futebol, esfaqueado com uma simples faca de cozinha, o que seria manifestamente mais barato, envenenado com cianeto ou simplesmente linchado por adeptos fartos da sua incompetência. Delirante, conseguiu descobrir a cabeça de um polvo e suspeita de uma enorme conspiração política para o liquidar sem apelo nem agravo. Sinais obviamente muito preocupantes do que vai pela cabecinha do homem que um bando de irresponsáveis pôs à frente da selecção nacional. O senhor não precisa de um castigo. Precisa urgentemente de um médico.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os imbecis vencerão



Os imbecis vencerão

Diário da Manhã

0h30


O engenheiro relativo foi de férias e deixou por cá a sua ajudante da Educação a entreter os papalvos com propostas parvas.

A ministra, especialista em muitas aventuras, quer eliminar os chumbos, uma palavra terrível para os pedagogos que têm destruído o ensino ao longo destes anos de democracia. Gostam mais de repetência ou retenção. Fere menos os ouvidos sensíveis das criancinhas, mamãs e papás. Avante, Alçada!

Acaba-se de uma vez com o insucesso escolar, o País sobe uns lugares na estatística e a escola pública, tão querida da esquerda, passa a ser um armazém de calões e analfabetos que ninguém quer. Nem de borla. Só mais uma sugestão. Os exames devem ser extintos. As vergonhosas notas a Português e Matemática exigem uma medida radical, uma revolução. Os imbecis vencerão.


António Ribeiro Ferreira, Jornalista

domingo, 1 de agosto de 2010

Ao servico da Patria



Ao servico da Patria

Dia a dia

0h30

Vai aceso o debate sobre o caso Freeport. Polícias e magistrados do Ministério Público andam a sacudir a água do capote, e a partir de agora vale tudo.

Acusações, denúncias, fontes anónimas, perguntas para o primeiro-ministro que ficaram no papel, a já célebre falta de tempo para concluir as investigações e, qual cereja em cima do bolo, o inquérito mandado instaurar pelo procurador--geral da República com a pompa e a circunstância do costume. É caso para rir ou para chorar convulsivamente. O resultado desta imensa palhaçada é igual a zero. Vai ficar tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. Já se sabe que em Portugal há muita corrupção, mas nunca há políticos corruptos. Isto é, a corrupção chega às autarquias e parou.

Ministros e secretários de Estado, sejam do PS, PSD ou CDS, nunca foram acusados, julgados e condenados por corrupção. Já se sabe que em Portugal polícias e magistrados do Ministério Público tremem de medo sempre que lhes cai no colo um qualquer processo que envolva gente do poder. É por isso que não vale a pena andarem por aí a perder tempo com pacotes contra a corrupção. Bastava decretarem que ministros e secretários de Estado podem encher os bolsos à vontade. Que diabo! Os homens são mal pagos e estão a prestar um enorme serviço à Pátria.

António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A medida dos clientes



A medida dos clientes


Dia a dia

O procurador-geral da República queria manter Mário Gomes Dias como seu vice, apesar de já ter ultrapassado o limite de idade.

O Governo disse que sim, e lá saiu um decreto-lei feito à medida. A Polícia Judiciária enviou para o Ministério Público o relatório sobre o Freeport no dia 21 de Junho. No dia 4 saiu um despacho de Mário Gomes Dias a estabelecer o dia 25 de Julho como data-limite para o Ministério Público concluir o processo.

Os dois procuradores encarregues da investigação lamentam não ter tido tempo para interrogar o então ministro do Ambiente, José Sócrates, e o seu secretário de Estado, Rui Gonçalves. Tinham 27 perguntas para o actual primeiro-ministro e dez para o segundo. Nada feito. Resta a acusação de extorsão a dois dos arguidos e uma participação por suspeitas de fraude fiscal para os restantes intervenientes do processo.

Sem haver, obviamente, qualquer político metido ao barulho. O primeiro-ministro fez uma comunicação ao País e os seus mais directos apoiantes vieram a público zurzir a Comunicação Social por ter andado a denegrir o nome de Sócrates nestes últimos seis anos. Não havia necessidade. Como agora se percebe ao ler o relatório final do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, a Justiça e as leis são feitas à medida dos clientes. E isto anda tudo ligado.


António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Parabéns engenheiro

Parabéns engenheiro

Diário da Manhã

0h30


Foi uma semana em grande. Saiu ileso do caso Freeport, o PS está bem colocado nas sondagens e conseguiu extorquir mais 350 milhões aos espanhóis na venda da Vivo. Almeida Santos, um poço de sabedoria, tem razão.

O engenheiro relativo está em todo o lado. Como Deus nosso Senhor. Mais do que isso. Ensinou os incompetentes da PT a fazer negócios. Os factos são factos e não vale a pena disfarçá-los. Tudo o que se passa em Portugal tem o dedo visível ou invisível do homem que chegou ao poder há mais de cinco anos com uma licenciatura manhosa feita numa universidade da treta. E que tem todas as condições para ficar mais uns tantos. A caminho do socialismo, como diz a sagrada Constituição, ou do abismo. Não interessa. O povo é quem mais ordena. Sempre.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Capuchinho vermelho

Capuchinho vermelho

Diário da Manhã

0h30


O PS já tem pronto o programa para as eleições antecipadas. O desemprego disparou por causa do PSD, que admite despedimentos por razões atendíveis. O Serviço Nacional de Saúde piorou porque o PSD quer acabar com o tendencionalmente gratuito na Constituição.

A educação é uma vergonha, com alunos ignorantes e professores incompetentes, porque o PSD quer eliminar o tendencionalmente gratuito no texto constitucional. O País está cada vez mais miserável por causa do PSD, que anda por aí a perturbar a paz dos cemitérios, com propostas que põem em causa o Estado social, a esquerda e os seus sagrados princípios. O engenheiro relativo está de parabéns. De lobo mau passou a Capuchinho Vermelho, com a pele oferecida gratuitamente pelo seu parceiro de tango.

António Ribeiro Ferreira, jornalista