No Dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução de 16 horas de carga diária de trabalho para dez horas, e ainda, a equiparação dos seus salários com os dos homens (as mulheres recebiam um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com tal violência, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada, e cerca de 130 mulheres morreram carbonizadas.
No ano de 1910 na conferência da Dinamarca, ficou deliberado que o dia 8 de Março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica americana em 1857. Mas só no ano de 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas.
HOJE NADA TERIA DE EXCEPCIONAL, ESTA CONQUISTA, SALVO O FACTO DE:
Em Portugal, no ano da Graça de Deus de 2008, haver trabalhadores que são obrigados, a ter de realizar 16 horas consecutivas de trabalho, sem que lhes sejam pagas horas ou compensações extraordinárias, com apenas 1 hora para refeição.
Mais, em diferentes lugares do Nosso país, na região de Lisboa e noutros locais, trabalhadores portugueses, em pleno século XXI, são obrigados a trabalhar sem interrupção para refeições, ou mesmo idas à casa de banho, durante mais de 6 horas consecutivas, e a paragem para uma refeição, ao fim dessas horas, reduz-se a uma sandes, e não excede os 15 minutos.
Entidades oficiais, quando colocadas ao corrente do assunto, não reagem, face à Lei do Trabalho, Direitos Liberdades e Garantias dos Cidadãos.
Assim vai Portugal na primeira década do século XXI. Onde o desemprego, o empobrecimento do Povo, já justificam todo o tipo de medidas de repressão.
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