Artigo publicado no jornal Público desta data
Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal Público. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal Público. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
"É URGENTE O AMOR"
Uma verdade retirada do Jornal Público de 14 de Fevereiro
Um homem desejoso de trabalhar, e que não consegue encontrar trabalho,
talvez seja o espectáculo mais triste que a desigualdade ostenta ao cimo da
terra.
Thomas Carlyle 1795-1881
“É urgente o amor”
É urgente que o arco-íris
Una terra distantes
Em países longínquos
É urgente
que as manhãs frias
aqueçam com promessas de sol
E que as tardes adormeçam
em noites silenciosas
É urgente o amor
É urgente o teu sorriso
ouvir as tuas palavras
sentir a tua mão na minha
É urgente que venhas
pois cada minuto sem ti
são séculos de separação
É apenas urgente que venha.
Labels:
dia de são valentim,
Jornal Público,
POESIA
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
QUEM ME EXPLICA?
Texto não publicado
(...) ... Às vezes é muito pior e quem paga é o Povo, Por
exemplo,
(...) … Como há professores desempregados podia-se fazer
turmas mais pequenas, dar emprego a mais pessoas e os nossos jovens estarem
mais acompanhados. Não que isso custa dinheiro. Mas ainda não fizeram contas ao
dinheiro que gastaram nas tais auto-estradas e estádios de futebol que pouca
utilização têm.
Artigo publicado nas Cartas à Directora no jornal Público de 13.02.2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
PRECE DE NATAL
(...)
Menino Jesus castigai estes
pecadores obrigando-os a corrigirem os seus disparates pedindo desculpas
públicas e rapidamente implementarem as muitas alternativas possíveis para tornar
o nosso País produtivo e com empregos.
Jornal Público 24.12.2012
Labels:
Jornal Público,
Maria Clotilde Moreira
domingo, 30 de dezembro de 2012
Os convidados da mesa de Natal dos portugueses
Apesar de Pacheco Pereira não ser fã do FB, este seu texto merece ser amplamente divulgado, inclusivé no FB.
José Pacheco Pereira no Público
Os convidados da mesa de Natal dos portugueses.
«[...] O desdém pela “classe média” vem deste moralismo punitivo sobre os portugueses que melhoraram a sua condição desde o 25 de Abril [...] O ataque à classe média é um remake do ódio à “burguesia”, quer na versão esquerdista, quer na visão direitista, a que tinha, por exemplo, O Independente, que adorava a “velha riqueza” e escarnecia dos que tinham “peúgas brancas”, ou, como Macário Correia, tinham pais pobres e isso “via-se”. Como sempre acontece, os melhores intérpretes desta sanha são eles próprios típicos membros e representantes dos grupos que escarnecem, falsos senhoritos com pretensões monárquicas, pequeno-burgueses que acham que, como falam ao telefone com Ricardo Salgado, estão noutro escalão social, gente que gostava mesmo de ir a Marbella, mas hoje faz de conta que nunca fez nada disso. Os caminhos do Senhor são de facto tortuosos.
A mensagem do “Pedro e da Laura” no Facebook, um casal que resolveu falar-nos no Natal com uma proximidade forçada que incomoda, é um exemplo típico deste marxismo vulgar da “infraestrutura”. [...] A todos eles o “Pedro e a Laura” aconselham que não tenham “pesar”, por estarem falidos, ou desempregados, ou endividados, ou terem perdido a casa, ou não terem dinheiro para a renda, ou terem que dizer ao filho que não há dinheiro para continuar a estudar, ou que já não podem mais ajudar os pais reformados, ou por estarem tão zangados com a vida que todos à volta pagam um preço elevado em violência verbal e não só. [...]
Não, “Pedro e Laura”, na mesa de Natal de muitos portugueses o que preocupa não é a falta de rabanadas, nem brinquedos, nem pessoas, mas sim o facto de lá estar sentado o medo, a indignidade, a vergonha e o desespero, coisas que não vêm em estatística nenhuma. E isso não garante futuro nenhum que valha a pena viver, nem aos pais, nem aos filhos, nem aos netos.»
Labels:
J Pacheco Pereira,
Jornal Público
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
GASTÁMOS ACIMA DAS NOSSAS POSSIBILIDADES?
Artigo publicado no jornal Público de hoje:
E ainda o último parágrafo não publicado pelo Público:
E ainda o último parágrafo não publicado pelo Público:
(...) Estes últimos anos têm sido uma grande confusão
devidamente organizada por uns, aceite por outros e mal explicada pelos tais
“palrantes” que utilizam muitos meios da comunicação social para
irem baralhando os pobres, desempregados e matando a esperança dos jovens. Que
canal TV e Rádio terá coragem para substituir os “actuais senhores
comentadores” por donas de casa, desempregados e jovens sofridos nas
muitas rubricas, algumas bem pagas, que nos vão entretendo?
Maria Clotilde Moreira / Algés
sábado, 3 de novembro de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Alves Reis e a economia
Saiu hoje no Jornal Público – 29 de
Fevereiro – nas Cartas à Directora. Eu não escrevi Alves dos Reis foram
eles que acrescentaram como fazem muitas pessoas.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
domingo, 18 de setembro de 2011
Alguns ganham pequenas fortunas
De vez em quando aparecem umas informações sobre quanto ganham umas certas pessoas. Algumas delas até vão à TV periodicamente explicar que os portugueses têm mesmo de apertar o cinto (e também nestas presenças devem ganhar alguns Euros). São advogados, engenheiros ou economistas com bons empregos e que, fazendo parte de administrações de importantes empresas, ganham bom dinheiro por estarem presentes nas várias reuniões. Estas reuniões de administração são pagas muitas vezes a mais de três mil euros. Ora num dos casos documentados aconteceram 22 reuniões anuais nas várias empresas pelo que teria recebido cerca de 80 mil euros. Mas se as empresas forem do PSI-20 as suas presenças podem atingir valores mais altos.
Estas informações são publicadas na comunicação social mas muitas vezes passam despercebidas à maior parte das pessoas. No entanto, há alguns atentos que as vão coligindo e fazem o favor de ir divulgando aproveitando as redes sociais.
Se estes senhores recebessem menos talvez as empresas pudessem contratar mais funcionários e, portanto, ajudar a baixar o desemprego. E com estes novos funcionários as empresas poderiam deixar de obrigar a cumprir horários desumanos que muitos têm de aceitar para assegurar o salário.
Claro que se não ocorressem estes rendimentos escandalosos não haveria quem comprasse carros de alta cilindrada ou fizesse depósitos fora de Portugal como vamos sabendo pelos jornais.
Texto integral

Estas informações são publicadas na comunicação social mas muitas vezes passam despercebidas à maior parte das pessoas. No entanto, há alguns atentos que as vão coligindo e fazem o favor de ir divulgando aproveitando as redes sociais.
Se estes senhores recebessem menos talvez as empresas pudessem contratar mais funcionários e, portanto, ajudar a baixar o desemprego. E com estes novos funcionários as empresas poderiam deixar de obrigar a cumprir horários desumanos que muitos têm de aceitar para assegurar o salário.
Claro que se não ocorressem estes rendimentos escandalosos não haveria quem comprasse carros de alta cilindrada ou fizesse depósitos fora de Portugal como vamos sabendo pelos jornais.
Texto integral

Maria Clotilde Moreira
Publicado hoje no Publico nas Cartas à Directora
sábado, 22 de maio de 2010
Cartas à Directora
V. Exas. estais errados!
Ao aprovarem cortes nos ordenados, nos subsídios de férias e/ou Natal, e aumentarem os impostos estais a cometer erros muito graves. Senão vejamos: se diminuir o dinheiro que cada trabalhador recebe ele será obrigado a comprar menos e quem vende terá menores receitas e também não reporá os seus stocks... estiolando-se a produção. Ao contrário, se cada português tiver um rendimento aceitável até poderá comer mais um pastel de nata por semana, o que levará a uma produção maior na pastelaria e, consequentemente esta também irá comprar mais ovos, farinha, açúcar e até a criar mais um posto de trabalho que, por sua vez irá contribuir para diminuir o desemprego.
Claro que há faixas de “trabalhadores” que estão a ser pagos a peso de ouro, pesando muito nos orçamentos do Estado e das Empresas. Estes podiam – e deviam – receber menos sem que o seu estilo de vida fosse afectado. Talvez não pudessem todos os meses passear no jacto privado ou ter uma colecção de sapatos Prada, mas de certeza que teriam o suficiente para andarem bem calçados. Também nos bens supérfluos e mais valias que abundam por aí, se podia obter mais impostos, que poderiam ajudar a compensar o desagravamento dos bens de primeira necessidade.
Isto não é nivelar por baixo; isto é alargar a riqueza a um maior número de portugueses e encolher o fosso entre quem não tem nada – desempregados – e aqueles que recebem três milhões de prémio além de um belíssimo ordenado mensal.
Ao aprovarem cortes nos ordenados, nos subsídios de férias e/ou Natal, e aumentarem os impostos estais a cometer erros muito graves. Senão vejamos: se diminuir o dinheiro que cada trabalhador recebe ele será obrigado a comprar menos e quem vende terá menores receitas e também não reporá os seus stocks... estiolando-se a produção. Ao contrário, se cada português tiver um rendimento aceitável até poderá comer mais um pastel de nata por semana, o que levará a uma produção maior na pastelaria e, consequentemente esta também irá comprar mais ovos, farinha, açúcar e até a criar mais um posto de trabalho que, por sua vez irá contribuir para diminuir o desemprego.
Claro que há faixas de “trabalhadores” que estão a ser pagos a peso de ouro, pesando muito nos orçamentos do Estado e das Empresas. Estes podiam – e deviam – receber menos sem que o seu estilo de vida fosse afectado. Talvez não pudessem todos os meses passear no jacto privado ou ter uma colecção de sapatos Prada, mas de certeza que teriam o suficiente para andarem bem calçados. Também nos bens supérfluos e mais valias que abundam por aí, se podia obter mais impostos, que poderiam ajudar a compensar o desagravamento dos bens de primeira necessidade.
Isto não é nivelar por baixo; isto é alargar a riqueza a um maior número de portugueses e encolher o fosso entre quem não tem nada – desempregados – e aqueles que recebem três milhões de prémio além de um belíssimo ordenado mensal.
Maria Clotilde Moreira, Algés
(Jornal Público de hoje)
domingo, 30 de novembro de 2008
A nova oportunidade que a Ministra não pode ter
Quando a ministra da Educação ensaiou as primeiras arremetidas de destruição massiva da escola Pública, muitos elogiaram a "determinação" e até o presidente da República lhe deu suporte expresso.
Quando os primeiros protestos surgiram, muita imprensa os silenciou e vários comentaristas os depreciaram.
Quando os professores e os seus sindicatos disseram que o modelo de avaliação do desempenho era inexequível, para além de inaceitável, o primeiro ministro veio à liça, mentiu e lançou lama sobre os professores.
Quando os 100.000 saíram à rua, o país interrogou-se.
Quando a plataforma sindical assinou o memorando para salvar as escolas e o caos em que o fim do ano lectivo de então estava mergulhado, a ministra salvou-se.
Quando a ministra respondeu agora, cínica e autista, aos 120.000 que lhe disseram não, condenou-se. Não pode ter segunda oportunidade.
O país está hoje esclarecido. Foram três anos de tempo perdido, de retrocesso, de injustiças, de atropelos à lei e a aquisições civilizacionais básicas. É tempo de fazer o que tem que ser feito e não ceder.
As falsas vestais já se movem, seráficas, em beatíficos apelos à paz. Mas quem fez a guerra e a perdeu é que tem que ceder. Não deve ceder a força da razão. Deve ceder a razão da força.
Os professores não devem ter medo das ameaças. Complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada.
A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado.
Ouvi Cavaco Silva, na abertura do ano lectivo da Escola Naval, dizer: "O meu apelo é este: que cada um faça um esforço para que a tranquilidade e a serenidade regressem às escolas. Pelo menos para desanuviar esta situação que existe de alguma tensão no sector."
A inflexibilidade do primeiro ministro e a bonomia do apelo à "serenidade de todos" devem-se entender nas reuniões da boa coexistência institucional de Belém. Mas não devem influenciar a determinação dos professores e dos seus sindicatos. A contenção que o Presidente da República advoga é por vezes difícil de entender.
Por exemplo, e para não nos afastarmos no tempo, independentemente da razão que julgo assistir-lhe, não foi contido no caso do estatuto dos Açores, que motivou até uma comunicação ao país. Mas já foi magnanimemente contido quando Alberto João lhe fechou a porta da Assembleia Regional e se remeteu a um silêncio ensurdecedor a propósito das diatribes que se seguiram à exibição do símbolo nazi. Devem os professores reflectir sobre isto e preparar-se para os passinhos de lã que, em nome dos interesses do Estado, se começam a ensaiar.
Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou.
Santana Castilho (Público)
Quando os primeiros protestos surgiram, muita imprensa os silenciou e vários comentaristas os depreciaram.
Quando os professores e os seus sindicatos disseram que o modelo de avaliação do desempenho era inexequível, para além de inaceitável, o primeiro ministro veio à liça, mentiu e lançou lama sobre os professores.
Quando os 100.000 saíram à rua, o país interrogou-se.
Quando a plataforma sindical assinou o memorando para salvar as escolas e o caos em que o fim do ano lectivo de então estava mergulhado, a ministra salvou-se.
Quando a ministra respondeu agora, cínica e autista, aos 120.000 que lhe disseram não, condenou-se. Não pode ter segunda oportunidade.
O país está hoje esclarecido. Foram três anos de tempo perdido, de retrocesso, de injustiças, de atropelos à lei e a aquisições civilizacionais básicas. É tempo de fazer o que tem que ser feito e não ceder.
As falsas vestais já se movem, seráficas, em beatíficos apelos à paz. Mas quem fez a guerra e a perdeu é que tem que ceder. Não deve ceder a força da razão. Deve ceder a razão da força.
Os professores não devem ter medo das ameaças. Complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada.
A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado.
Ouvi Cavaco Silva, na abertura do ano lectivo da Escola Naval, dizer: "O meu apelo é este: que cada um faça um esforço para que a tranquilidade e a serenidade regressem às escolas. Pelo menos para desanuviar esta situação que existe de alguma tensão no sector."
A inflexibilidade do primeiro ministro e a bonomia do apelo à "serenidade de todos" devem-se entender nas reuniões da boa coexistência institucional de Belém. Mas não devem influenciar a determinação dos professores e dos seus sindicatos. A contenção que o Presidente da República advoga é por vezes difícil de entender.
Por exemplo, e para não nos afastarmos no tempo, independentemente da razão que julgo assistir-lhe, não foi contido no caso do estatuto dos Açores, que motivou até uma comunicação ao país. Mas já foi magnanimemente contido quando Alberto João lhe fechou a porta da Assembleia Regional e se remeteu a um silêncio ensurdecedor a propósito das diatribes que se seguiram à exibição do símbolo nazi. Devem os professores reflectir sobre isto e preparar-se para os passinhos de lã que, em nome dos interesses do Estado, se começam a ensaiar.
Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou.
Santana Castilho (Público)
domingo, 23 de novembro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
PREOCUPAÇÕES
Pé ante pé, eles estão aí. Não se vêem, não se ouvem, mas já se começa a sentir que não estão preocupados connosco. Os interesses deles são outros.
Fecham aqui, desactivam ali, deslocalizam no outro lado. Falam do PIB, em ratios e rankings, na convergência e em projectos estruturantes, em parcerias públicas ou privadas. Falam os do governo e os empresários com o calor de salva pátrias. Aparentam que não se combinaram, mas os finalmentes são os mesmos.
O pior é que nivelam por baixo, criam sistemas sem acesso ao cidadão comum, diminuem o pouco que é de muitos e aumentam o muito que é de poucos.
Não há perspectivas para os nossos jovens, estabilidade para quem ainda tem trabalho, nem tranquilidade para os velhos. Estes até são apontados como pesos desequilibradores das contas da saúde e da segurança social.
Que País é este que se esquece dos homens e aposta, apenas, em certa classe de eleitos. Eles estão aí, repito e como disse Bertolt Brecht só quando te levarem é que compreendes que será tarde.
Clotilde Moreira
Algés
Publicado no Jornal Público em 8/7/2007 nas cartas ao Director
Publicado no Jornal Público em 8/7/2007 nas cartas ao Director
Labels:
Cartas ao Director,
Clotilde Moreira,
Jornal Público
Subscrever:
Mensagens (Atom)









