quarta-feira, 20 de maio de 2009

Descubra as diferenças!

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( clique na foto para a aumentar e descobrir)

Não consegue ver claramente as diferenças? É só preciso estar atento!

José Sócrates - afirma que com a candidatura de Marcos Perestrello à Câmara Municipal de Oeiras, o PS quer «continuar o caminho de excelência» no concelho de Oeiras.

Marcos Perestrello - afirma que o mandato de Isaltino Morais “foi mau” e que o concelho “corre risco de declínio”.

Será o caminho da excelência do declínio?

Ler e Ouvir!

É óbvio que não




CM - 19 Maio 2009 - 09h00

Causas e Consequências

À ideia de que tudo se pode fazer na sombra, junta-se a convicção de que o País se habituou ao pior e se conforma com qualquer situação.


Num primeiro momento, a Procuradoria-Geral da República garantiu, através de um comunicado, que não existiam quaisquer pressões sobre os magistrados que investigam o Freeport. Uns parágrafos à frente, usando de uma lógica especialíssima, anunciava um inquérito sobre essas pressões que não existiam. O facto, embora tenha levantado sérias dúvidas nalguns espíritos mais conspirativos, não foi suficiente para que se abrisse um inquérito à Procuradoria. Para todos os efeitos, num país de pequenos e grandes favores, tolhido por recados enviesados e conversinhas de bastidores, é natural que a palavra pressão se preste aos mais improváveis equívocos: como explicou Lopes da Mota, presidente do Eurojust, antigo secretário de Estado do PS, parceiro de Governo de Sócrates e de Alberto Costa, o que uns chamam uma pressão é, no entender de outros, nomeadamente no seu, algo habitual entre amigos que não tem dimensão pública nem merece averiguações.

É verdade que, como o próprio admitiu, na altura, ele se desdobrou numa série de iniciativas "privadas". Falou com os procuradores que tutelam o caso Freeport, deu-lhes conta dos desejos do primeiro-ministro, encontrou-se várias vezes com o ministro da Justiça e desenvolveu umas teses sobre os benefícios que poderiam advir de um súbito arquivamento do processo. Mas, aparentemente, tudo isto lhe pareceu fazer parte das suas atribuições enquanto presidente de um organismo europeu que coordena as investigações sobre esse mesmo caso, que, como se sabe, envolve o nome do engº Sócrates.

Tudo isto, por si só, já seria mais do que suficiente para se considerar que o dr. Lopes da Mota não tinha condições para continuar a exercer o cargo para o qual tinha sido nomeado. Agora que o inquérito deu azo a um processo disciplinar que revela indícios fortes de que foram feitas pressões sobre os magistrados em causa por parte do presidente do Eurojust, a permanência do dr. Lopes da Mota em funções mostra apenas o grau de impunidade que se atingiu entre nós. À ideia de que tudo se pode fazer na sombra, ao abrigo de qualquer denúncia, junta-se a convicção de que o País se habituou ao pior e se conforma com qualquer situação. Ao ponto do dr. Arnaut, mandatário do candidato do PS às Europeias, se sentir no direito de acusar publicamente os procuradores que se sentiram pressionados de "delação", como se a Justiça fosse uma espécie de Máfia obrigada ao dever do silêncio e às regras do compadrio. Alguém, no PS, se sentiu obrigado a tirar as devidas consequências destas declarações? É óbvio que não!

Constança Cunha e Sá, Jornalista

Feira do Livro de Paço de Arcos


23 de Maio a 7 de Junho no Jardim Municipal.

Com a presença de Editores e Livreiros e actividades durante os dias de Feira

  • 23/5 Inauguração com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos às 12.00
  • 24/5 Sessão de Autógrafos com o General Loureiro dos Santos às 16.00
  • 29/5 Concerto do Coro da Ermida às 21.00
  • 31/5 Actividades todo o dia dedicadas ao Dia Mundial da Criança (Ateliers de Olaria e Pintura, Leitura de contos, malabaristas, etc.) e conferencia sobre "Bulling! com a presença de uma psicóloga.
  • Com emissões em directo do local com a Rádio Miramar.

2009 – Algés – 16

O futuro Centro de Saúde

Este assunto está referido na pág 14 do "Oeiras Actual" do mês de Abril. Localiza-se na Rua Dr. Manuel Arriaga. Há tempos vieram delimitar a área com uma parede de lata que desagradou aos moradores contíguos por entenderem que ficavam desprotegidos a um fácil acesso às suas janelas. A imprensa local até fez notícia sobre o assunto. Diziam que esta parede seria para se afixar informação sobre o Centro de Saúde.



E… milagre… hoje dia 19 de Maio, a parede de lata está revestida de informação sobre a data de conclusão: 2010/2011. Convida-se a população e amigos a virem até cá ver o painel.




Em ano de eleições todos os gastos são justificados. Uma parede de lata, que entretanto já estava a servir para uns desenhos grafitados, mais o seu revestimento artístico de hoje. E amanhã, quem sabe, de novo embelezado com uns grafitis à maneira.


Pensamento: Alguém ficará cá para contar a história
Fotos: Maria Clotilde Moreira

terça-feira, 19 de maio de 2009

LISBOA DEBAIXO DA TERRA

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(Canal História)

As Galerias Romanas da Rua da Prata
http://www.youtube.com/watch?v=Ivs6km260Kk

A Sé de Lisboa
http://www.youtube.com/watch?v=quO0qXC8EFI&feature=related

O Aqueduto das Águas Livres
http://www.youtube.com/watch?v=fr2Et9XIvkI&feature=related

Bairro Estrela D'Ouro
http://www.youtube.com/watch?v=vbOW0meYjv4&feature=related

O Teatro Romano
http://www.youtube.com/watch?v=KgRO3C6lxkA&feature=related

Reservatório da Patriarcal
http://www.youtube.com/watch?v=l_INtKF8d1g&feature=related

Convento de Corpus Christi
http://www.youtube.com/watch?v=QMKvo0ZqGVQ&feature=related

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
http://www.youtube.com/watch?v=9XGps3kHVfE&feature=related

Padrão do Chão Salgado
http://www.youtube.com/watch?v=poyiROJFmM8&feature=related

A Muralha Fernandina
http://www.youtube.com/watch?v=9MCUTjKaFxw&feature=related

Os Moinhos de Vento
http://www.youtube.com/watch?v=PtDw4vK-qkI&feature=related

Estacionamento e Autoridade


Há pouco estacionamento em certas áreas deste Município de Oeiras, muita mais falta de civismo e autoridade não há nenhuma. Todos querem o carro bem pertinho de si, pondo em risco uma mobilidade segura principalmente nos centros mais antigos das nossas vilas.

Muitas garagens estão a ser utilizadas para outros fins e ninguém repõe a sua utilização; enchem-se os passeios com pilaretes e os automobilistas colocam os carros nas curvas ou em “2ª fila” ou em larguezas que são os únicos acessos em casos de emergência e ninguém corrige esta prática; há parques sub-aproveitados ou vazios (da Ribeira em Algés) e não se motivam os residentes nem se adequam os tarifários; há carros sem utilização que tiram lugar a outros, e até estacionam mesmo junto aos sinais que proíbem tal prática. E com “um deixa andar” que há pouca área para se estacionar o carro, tudo está a ser permitido.

Nunca mais há a coragem para se actuar. É preciso que várias entidades se juntem, façam um levantamento do que há e como se aproveitar, se sensibilize o cidadão para comportamentos cívicos, se fiscalize o cumprimento de boas práticas e por fim se apliquem multas. Talvez um dia seja realmente bom viver em Oeiras.

Foto: Maria Clotilde Moreira

Publicado hoje no Jornal de Oeiras – Correio do Leitor

PSD ainda não escolheu candidato para Oeiras


Público - 19.05.2009, José António Cerejo


Designação do candidato à presidência da câmara está nas mãos da direcção nacional do partido



Numa altura em que muitos candidatos às autárquicas do Outono já estão em pré-campanha, o PSD ainda não decidiu quem vai encabeçar a sua candidatura à Câmara de Oeiras, uma das mais importantes do país. O desentendimento entre as duas secções do concelho, Oeiras e Algés, acerca do candidato, levou na semana passada a Comissão Política Distrital de Lisboa a remeter a escolha para a Comissão Autárquica nacional.
Quem atravessar o concelho até pode pensar que os dados estão lançados e que a disputa eleitoral se vai desenrolar em volta de três nomes: Isaltino Morais, o actual autarca, a braços com o julgamento em que é acusado de corrupção, Marcos Perestrelo, pelo PS, e Pedro Simões, pelo PSD. Os outdoors e a propaganda dos dois últimos já estão na rua, mas a concretização da candidatura de Pedro Simões é tudo menos certa.
Apoiado apenas pela secção de Oeiras, o actual vereador, que aceitou no ano passado os pelouros oferecidos por Isaltino Morais, tem a oposição declarada dos seus correligionários de Algés. O diferendo tem origem não só no perfil de Pedro Simões, mas, sobretudo, na alegada proximidade que mantém com Isaltino e que é extensível a toda a liderança da secção.
Na quarta-feira passada, a presidente da secção de Algés, a deputada Helena Lopes da Costa, foi à reunião da distrital dizer que não apoiava Simões, mas também que tinha indicações de que a Comissão Autárquica nacional e a própria Manuela Ferreira Leite não aceitariam o seu nome. Perante este cenário, o presidente da distrital, Carlos Carreiras, fez votar uma moção que põe o nome de Pedro Simões à consideração da Comissão Autárquica. O texto, aprovado com 28 votos a favor, quatro contra e seis abstenções, foi apresentado por Alexandre Luz, presidente da secção de Oeiras e adjunto do vice-presidente de Isaltino na câmara, como sendo uma "recomendação" do nome do seu candidato. Carlos Carreiras disse, porém, ao PÚBLICO, que não é bem disso que se trata: "Fizemos uma moção a dar conta da situação - uma secção pronunciou-se a favor de um nome e a outra não - e perguntámos à Comissão Autárquica se está disponível para aceitar Pedro Simões, ou, caso contrário, que nos indique uma alternativa até ao fim do mês."
É essa decisão que falta agora para que todos os candidatos do PSD às câmaras do distrito de Lisboa sejam conhecidos. No resto dos municípios do país faltam ainda alguns nomes, mas Oeiras é de longe o mais importante pelo seu significado político.
Garantindo que "não acredita" que a direcção nacional aceite a candidatura de Pedro Simões, Helena Lopes da Costa diz que se isso acontecesse significaria que o PSD "abdicava de ganhar as eleições em Oeiras". Manuel Castro Almeida, presidente da Comisão Autárquica, excusou-se ontem a prestar quaisquer declarações sobre o assunto.

A Alegre prisão domiciliária...

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Pitecos

Verdade e consequência

Opinião






00h00m
1. Na entrevista que concedeu, no passado fim-de-semana, ao diário "Público" e à Rádio Renascença, Manuela Ferreira Leite apresentou-se com um novo "look": mais modernaça na indumentária, mais solta, menos rígida, com um discurso mais fluente, menos ríspida nas respostas. Bom sinal: a líder do PSD apreendeu com os tremendos erros de comunicação que os seus mais directos conselheiros lhe impingiram, propositadamente ou não, no início da empreitada.

Durante a conversa com os jornalistas Manuela Ferreira Leite deixou no ar uma pergunta de enorme relevância que passou praticamente despercebida. A dada altura, questionada sobre os investimentos anunciados pelo Governo para ultrapassar a crise, a líder social-democrata disse o seguinte (cito para evitar interpretações dúbias): "É estranho que o Governo tenha anunciado tantas medidas, tantos milhões que vão surgindo sem necessidade de fazer um orçamento rectificativo. O orçamento não estava preparado para este tipo de medidas, logo, se elas estão a surgir, quer dizer que não estão a sair do orçamento, se não ele tinha que ser corrigido. Portanto, são capazes de estar a sair da Segurança Social. Se for isso que está a acontecer, pode-se violar o princípio da relação de confiança com os cidadãos se não se lhes assegurar uma pensão na sua velhice. Tal seria dramático".

(Aconselho nova leitura da frase na íntegra para se perceber a gravidade da acusação.)

Portanto: Manuela Ferreira acha (ou, no mínimo, desconfia) que o Governo nos anda a enganar a todos e, simultaneamente, a hipotecar a reforma dos cidadãos portugueses. Que o Executivo de José Sócrates tenha deixado passar em claro tamanha pancada pode revelar uma de duas coisas: distracção (hipótese muito pouco credível) ou interesse em deixar que o vento leve, rapidamente e em força, as palavras de Manuela Ferreira Leite.

Convinha sabermos tudo o que há para saber sobre esta matéria. Porque das duas uma: ou o que Ferreira Leite diz é verdade e é grave, ou é mentira - e aí passamos a ter o direito de não dar grande crédito ao que diz a líder do PSD. Haja quem nos esclareça.

2. Rui Rio vai lançar por estes dias o cartaz da sua recandidatura à Câmara do Porto. Slogan : "Com os dois pés no Porto". A frase é boa. E má. Boa, porque mata dois coelhos de uma só cajadada: dá uma (merecida) bicada em Elisa Ferreira (a candidata do PS à autarquia também se candidata ao Parlamento Europeu) e afasta do eleitorado a ideia de que, se a vida correr mal a Manuela Ferreira Leite, Rio troca a Invicta por Lisboa. Má, porque obrigará a Rio a um gigante flique-flaque, caso o partido suspire em uníssono por si para suceder a Ferreira Leite.

SER SOLIDÁRIO


Hoje em dia todos sabemos que dar sangue não custa nada e para muitos faz já parte da rotina da sua vida.

Mas doar Medula Óssea? Também não doí. Tem um ritual um pouco mais complexo que se pode aprender em http://www.chsul.pt/. Muito resumidamente: primeiro temos de nos inscrever preenchendo um questionário sobre as nossas doenças, depois fazem uma recolha do sangue para determinar as nossas características e se tivermos condições para doar a medula ficam em registo os nossos dados.

Era bom que ninguém fosse chamado, pois seria sinal de não haver doentes à espera de um transplante. Mas se alguém precisar responderemos à chamada.

Informa-te, contacta, inscreve-te:


Local de recolha de sangue para estudo de compatibilidade de Medula Óssea

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA PORTUGAL
(dentro da cerca do Hospital Pulido Valente)
http://www.chsul.pt/
Email: lusotransplante@chsul.pt
Telf. +351 217 504 100
Fax. +351 217 504 101

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CEDACE
Segunda a quinta-feira das 8 às 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas


Dei sangue durante muitos anos (duas vezes por ano) mas pela minha idade, agora, nem sangue nem medula.
Mas ajudei este Centro durante uns tempos fazendo envelopes para enviar as circulares e os formulários quando ainda era no Campo Santana.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nenhuma gota de Chuva se julga culpada pela inundação


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A campanha eleitoral já começou.

Em ano de três eleições, pensar em Portugal tornou-se desagradável, desencantado, triste e perigoso. Criou-se entre os portugueses uma leve sensação, incómoda, que nada irá mudar. Estamos condenados a sermos medíocres, pobres, corruptos, megalómanos e fatalistas.

Os políticos, esses alvos da nossa desconfiança, vão-nos dando razões para alimentar essa sensação. Mas, também quem nos mandou delegar apenas neles o nosso destino?

O PS mostra-se como um poço de virtudes e um reservatório de homens honestos e bons sempre a pensar no melhor para Portugal, dedicados à causa pública e prontos a servir. Uma “ alegre” poesia tecida no interesses dos mesmos.

O PSD fala verdade a mentir, e quer ser alternância para que tudo fique na mesma usando os mesmos de sempre.

O CDS é PP, é Portas desde as feiras até aos submarinos.

O PCP mantêm - se igual a si próprio e fiel às suas cassetes.

O BE consegue o milagre de o Zé não fazer falta a não ser ao Costa.

E aquilo que vemos que nos deixa estupefactos, é que nesta crise que nos assola, com o desemprego a aumentar em flecha, nenhum deles quer efectivamente discutir Portugal as soluções, os caminhos e as éticas.

Prendem-se como sempre no “sound-byte” no cartaz propagandístico, como se o político fosse um sabonete. Prendem-se nas minudências colaterais e fúteis que na realidade só servem para manipular.
Porém, aquilo que nos é dado observar, cada vez mais, é a capacidade de os “políticos” se orientarem utilizando os cargos públicos como trampolim da sua ambição.

O Silva Lopes mesmo com 77 anos, sempre a pedir a baixa dos salários, junta agora às suas reformas e indemnização por sair de um Banco, a nomeação como administrador da EDP - Renováveis. Nós, pobres cidadãos de segunda juntamos a factura da electricidade mais cara da Europa.

O Vítor Constâncio mantém-se de pedra e cal mesmo sabendo que falhou nas funções de supervisão do sistema financeiro sendo principescamente bem pago. O trabalhador mais competente e zeloso é premiado com o desemprego e muitas vezes sem direito ao respectivo subsídio.

O Dias Loureiro continua impune como Conselheiro de Estado sendo que o PR diz que nada pode fazer. Claro que pode. Pode dizer que não confia nele. Ser claro transparente. Mas eles lá continuam a justificar o injustificável e todos nós a pagar a fraude do BPN. Mas não há dinheiro para alterar o cálculo do subsídio de Desemprego de modo abranger mais pessoas.

O caso “Freport” continua a corroer o Primeiro-ministro, o PS e o sistema Judicial. Quatro anos de inoperância da investigação tendo sido preciso uma polícia estrangeira alertar para o facto. Mas, o PM mantém a tese da cabala e arrasta a situação quando podia resolver em três dias o assunto dando luz verde às suas contas bancárias e dizendo “quem não deve não teme”.

A imoralidade da unanimidade do acordo que os deputados conseguiram em relação ao valor do financiamento dos partidos com dinheiro vivo, é absolutamente pornográfica. Quando toca ao vil metal a dialéctica torna-se unânime e o consenso um bem democrático.

Mas, os nossos pequeninos partidos, cheios de políticos pequeninos, acham que política é esgrimir frases publicitárias sonantes e isso basta para serem eleitos. Foi o bastante no passado... Porque carga de água se há-de mudar, pensará o mais inocente?

Pois pensem que devemos mudar porque em 35 anos de democracia apenas nos foi devolvido a hipocrisia, a mediocridade, a dissimulação e o aumento da pobreza. Esperança passou a ser apenas uma palavra vã em desuso, honestidade um comportamento disfuncional e a integridade uma excentricidade.
Devemos mudar porque este vosso comportamento é insustentável.

E quem de vós nos devolve a esperança?

Quem de vós nos devolve a capacidade de acreditar e contribuir para um projecto? Nenhum de vós, por mais duro que seja reconhecer esta afirmação aos olhos dos fundamentalistas partidários.

Está na altura de perceberem que se vos acabou a impunidade e a imunidade.

Nós habitamos o mundo e o mundo é a nossa tarefa. Recusamos que a solidariedade fique circunscrita às poeiras da memória, os sonhos restritos a bens de consumo e os afectos aquecidos no micro-ondas.

E sabem que mais, devolve-me a esperança acreditar que nas nossas mãos está o nosso futuro. Se não houver futuro, se não tivermos futuro, seremos como dizia o outro, "cadáveres adiados que procriam". Nós precisamos do futuro como do ar que respiramos. Transforma-se o mundo em nós e fora de nós. E nesta mudança dos tempos e das vontades temos de participar.

Não podemos participar apenas através do voto de 4 em 4 anos e/ou da militância partidária. A nossa cidadania pode-se exprimir de muitas formas independente da vossa oligarquia politico-partidária incontrolável.


"Às vezes lavando as mãos sujamos a consciência ".

Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades


Santana Castilho arrasa Ministra da Educação: "a senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina"


Santana Castilho arrasa as políticas educativas do Governo. Neste artigo, publicado no Público a 13.5.2009 (clique em cima da imagem para ler), Santana Castilho arrasa, ponto por ponto, todas as bandeiras do Governo na área da Educação. A herança que Maria de Lurdes Rodrigues deixa é uma escola pior do que a que encontrou em 2005.

A ministra falhou com o sistema de avaliação dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto da carreira docente. Falhou quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com os problemas de indisciplina. Falhou quando defendeu uma sociedade em que os pais não têm tempo para estar com os filhos. Falhou quando promoveu a escola que não ensina. Falhou quando permitiu que as crianças fossem usadas em actividades de propaganda política.

(Recebido por e-mail)

Vital para o PSD

Opinião


18 Maio 2009 - 09h00 – Correio da Manhã
Estado do Sítio

Pelo andar da carruagem é caso para dizer que o candidato do senhor presidente do Conselho nem à estalada vai lá.





O doutor que o senhor presidente do Conselho escolheu para cabeça-de-lista do PS às Europeias é um dos trunfos mais importantes de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as eleições de 7 de Junho. É evidente que Paulo Rangel, candidato social-democrata, está a surpreender muita alma deste sítio cada vez mais mal frequentado que andou semanas a atirar nomes para o ar e a zurzir a liderança do PSD por um suposto atraso na divulgação da lista às Europeias.
Mas nada se compara com o extraordinário desempenho de Vital Moreira, um homem de Coimbra, inteligente, esperto quanto baste, apoiante ferveroso das políticas do senhor presidente do Conselho, que lhe deu o merecido prémio de ir para Bruxelas cinco anos e lhe pagou com o dinheiro do Estado uma inédita promoção do livro "Nós, Europeus", que teve direito a cartazes por todas as terras do sítio. O candidato do PS entrou nesta campanha cheio de si próprio, com o ego ao mais alto nível e nem por um minuto imaginou que não seria a sua excelsa figura a definir a agenda e a estratégia para esta corrida eleitoral.
Enganou-se redondamente. Queria discutir assuntos europeus e deixar as minudências nacionais para os pobres de espírito e logo o chefe lhe saltou ao caminho a dizer que as políticas do Governo iam obviamente a julgamento. Atirou-se a Durão Barroso, esse perigoso neoliberal da vergonhosa cimeira das Lajes, e logo o chefe lhe saltou ao caminho a dizer que o PS está incondicionalmente ao lado de José Manuel porque sim e porque é português. Queria a suspensão de Lopes da Mota, o homem do Eurojust que andou a invocar o nome do senhor presidente do Conselho e do ministro da Justiça nas conversas com os procuradores do caso Freeport, e logo veio o antigo ministro do Ambiente dizer que não senhor, o suspeito de pressões sobre a investigação ficaria no lugar até ao fim do processo disciplinar.
Enfim, Vital Moreira participa em sessões de propaganda e quando começa a discursar uma boa parte do rebanho socialista vai à sua vidinha porque está farto de baboseiras e manifestamente não gosta do doutor de Coimbra. Vital Moreira é esperto e inteligente. Mas ainda não percebeu que foi escolhido pelo senhor presidente do Conselho para servir de carne para canhão e levar com as culpas no caso de uma derrota eleitoral. E pelo andar da carruagem é caso para dizer que o candidato do senhor presidente do Conselho nem à estalada vai lá. E é vital para o PSD ganhar as eleições.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista

ENCONTROS COM ARTE em LINDA-A-VELHA

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6 a 20 de Junho 2009
CASA ALEXANDRE DE GUSMÃO
Largo do Mercado
Linda-a-Velha

Alegria no trabalho

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01h02m
O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal.

Notícia é continuar a fazê-lo, ante a mandarínica indiferença do Ministério da "Educação". Agora deu-lhe para o lirismo metafísico, num e-mail de agradecimento às escolas pelo seu "apoio" (pelos vistos está convencida de que tem o apoio das escolas): "Faz hoje 4 Anos./ Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas./ Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem./ Contudo há algo que o tempo tem os limites certos".

É verdade que momentos, ou "algo que o tempo tem os limites certos", de boa disposição como os que provoca a correspondência da directora regional são importantes em dias de tensão como os que hoje se vivem nas escolas.

Talvez, quem sabe?, seja esse louvável objectivo que move Margarida Moreira: pôr as escolas a rir.

Alegados crimes e alegados inocentes

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00h35m
Um líder europeu disse-me que no passado a justiça em Portugal tinha a fama de ser lenta mas séria e que agora continua lenta, mas perdeu a imagem de seriedade.

As razões são muitas. O infame caso da Casa Pia mantém-se sem conclusão num processo que atesta a falência de todas as fases do sistema de justiça, da investigação ao julgamento.

A imagem no estrangeiro deste clássico da pedofilia é a dos poderosos portugueses que iam aliviar medonhos ímpetos sexuais em asilos do Estado e que continuam protegidos pelas delongas do sistema de justiça com intermináveis julgamentos e intermináveis recursos. Há mais. Os McCann estabeleceram, com a argúcia de uma máquina de relações públicas, uma ligação entre uma suposta propensão portuguesa para a pedofilia e o desaparecimento da filha num enredo extraordinário que envolve túneis na Praia da Luz, por onde a menina poderia ter sido levada sabe-se lá para onde, sabe-se lá por quem. Inverosímil esta urdidura? Nem por isso. Decorre directamente da incompetência com que o caso Maddie foi conduzido desde o princípio, e da insensibilidade bruta das autoridades em geral quando as transmissões em directo em várias línguas saíam da Praia da Luz, 24 horas por dia, levando ao Mundo uma imagem de ineficácia e bandalheira, entre almoçaradas bem regadas (que nas horas de serviço da Polícia são crime no Reino Unido), arguições injustificadas e perícias insuficientes.

Tudo isto constitui um study-case do que não deve ser feito numa investigação com aquele grau de melindre internacional, afectando uma indústria crítica para a economia do país. O deserto turístico em que se tornou a Praia da Luz atesta que estes erros se pagam. O golpe de misericórdia na imagem da justiça nacional vem agora com Lopes da Mota e a sua obstinação em manter-se no Eurojust, enquanto pesam sobre si gravíssimas suspeitas que ferem a essência da independência judicial e arrastam no processo o chefe de Governo e o ministro da Justiça. Este é também um study-case de nervo e desprezo pelos interesses nacionais. O Eurojust é um organismo da União Europeia que nas rotatividades comunitárias coube a Portugal presidir. O que lá se passa é directamente transmitido aos 27 estados que entre si lidam com crimes como a pedofilia, raptos de crianças, fraudes bancárias internacionais e corrupção. Para mal da auto-estima lusitana, para cada uma destas tipificações Portugal tem um contributo actual a despacho no Eurojust, com a agravante do nosso compatriota presidente estar alegadamente envolvido numa situação de alegada corrupção que alegadamente envolve dinheiro estrangeiro.

Por isso, para os seus pares no Eurojust, a esta hora certamente conhecedores das alegadas irregularidades e alegadas manipulações do sistema judicial, Lopes da Mota aparece, quanto muito, como um alegado inocente, aval insuficiente para representar a honorabilidade e ética de um Estado num organismo internacional que tem por missão assegurar a defesa colectiva desses mesmos valores.

A declaração de Cândida Almeida de que no lugar de Lopes da Mota também não se demitia não ajuda nada. É que se isto é cultura que se entranhou no Ministério Público, é bom recordar-lhes que por insensibilidade para as realidades terrenas o Marquês de Pombal, no século XVIII, expulsou os Jesuítas do chamado Noviciato da Cotovia, o esplêndido complexo de quintas e palácios onde hoje funciona a Procuradoria-Geral da República.

CASCAIS - Museus 18 de Maio


Leia o Programa no blog da Agenda Cultural de Cascais aqui

Da escola antiga à escola moderna

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domingo, 17 de maio de 2009

Se precisa de impressos, não os compre!


Para os que não conhecem, existe um site


http://www.irn.mj.pt/IRN/sections/irn/legislacao/impressos


onde é possível consultar e imprimir os vários impressos necessários para registos, alterações, etc, relativos a BI, registos Prediais, registo Automóvel, etc.

Ou seja, em vez de nos dirigirmos propositadamente às Finanças, Notários, Cartórios, etc., e ficar em filas para comprar os respectivos impressos, preenchê-los ou pagar exorbitâncias para os serviços o preencherem, quando podemos ser nós a fazê-lo. Com esta facilidade poupamos tempo e dinheiro.

CONCERTO "EPHEDRA"

Clique na imagem para ampliar