

Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.


Diário da Manha
O Orçamento para 2011 tinha um buraco superior a mil milhões de euros. Bruxelas descobriu, fez queixa a Berlim e os vigaristas foram chamados à presença da senhora Merkel, a chanceler da Alemanha e governadora de Portugal. O castigo aplicado foi mais um PEC contra os indígenas.
Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista
Apanhado com as calças na mão, o engenheiro relativo não esteve com meias medidas e desatou a provocar tudo e todos. Escondeu o pacote do seu parceiro de tango, vingou-se do discurso de posse de Cavaco Silva e quer mais uma vez aparecer travestido de vítima do Mundo. A oposição, como de costume, anda a empurrar a bola de um lado para o outro com medo do ónus da crise. No meio desta lixeira, o que faz falta é alguém que corra esta cambada toda com um valente pontapé no traseiro.

Diário da Manha
Duzentos mil indígenas protestaram em Lisboa. Oitenta mil no Porto. E mais uns milhares em diversas cidades da Pátria. Novos, velhos e de meia-idade. Pobres, remediados, bem instalados na vida, empregados e sem trabalho. Precários e seguros. Unidos contra uma classe política caduca, cega, surda e muda, agarrada a um regime falido e sem qualquer futuro.
Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista
É natural por isso mesmo que os líderes dos partidos tenham andado longe das manifestações. Prudentemente, limitaram-se a fazer uns comentários vagos de simpatia pela gentinha que está cada vez mais à rasca. A excepção, como não podia deixar de ser, foi o senhor engenheiro relativo. Puxou dos galões e enumerou as medidas que tinha aprovado a pensar nos jovens. Divórcios, casamentos gay, abortos e mudanças de sexo. Definitivamente, o homem está lelé da cuca.

A Voz da Razão
Estava tudo a correr tão bem: nos dois primeiros meses de 2011, a execução orçamental não era apenas boa. Era muito boa e, pasme-se, superior ao esperado. O défice descia. A despesa também.
Por: João Pereira Coutinho, Colunista
Verdade que os portugueses continuavam a ser espremidos, mas os portugueses gostam de ser espremidos. O clima era tal que um semanário titulava na primeira página que o FMI já não vinha. E até Sócrates, com compreensível mágoa, lamentava a relutância da Oposição em canonizá-lo.
A festa acabou: com a apresentação de um novo pacote de austeridade, que só por maldade pode ser visto como uma confissão de incompetência, o PSD não está disponível para dar mais uma mão ao governo. Um capricho intolerável de quem não percebe que as pessoas não têm que acertar à primeira ou à segunda; nem à terceira ou à quarta; mas talvez só à quinta ou à sexta; ou quem sabe à décima. Claro que, neste processo de teste e erro sobre o país, existe sempre a possibilidade de matarmos a cobaia. Mas a falta de espírito científico do PSD é a prova de que o plano tecnológico do engº Sócrates não chegou a toda a gente.


Ilda Figueiredo
Por: L.F.S. com agência
Ilda Figueiredo, eurodeputada do PCP, foi ‘apanhada’ a regressar a Portugal numa sexta-feira de manhã, pouco depois de ter assinado o registo de presenças no Parlamento, em Bruxelas. O caso foi denunciado por um jornal inglês, que inclui Ilda Figueiredo num conjunto de parlamentares de vários países que, às sextas-feiras, assinam a presença, garantindo assim a diária de 305 euros, mas logo voltam aos seus países.
Ilda Figueiredo foi ‘apanhada’ a 28 de Janeiro. Entrou no Parlamento às 08h20 e às 10h04 foi fotografada no aeroporto de Bruxelas. Em declarações ao CM, Ilda Figueiredo disse que foi uma situação extraordinária, já que habitualmente às sextas trabalha em Portugal. A eurodeputada diz ainda que não é o dinheiro que a move, já que recebe só o vencimento de deputada em Portugal, sendo paga pela Assembleia da República.
Não queremos ser recordadas
por sermos mães
Não queremos ser recordadas
por sermos filhas
irmãs
companheiras...
Não queremos ser recordadas
em nenhuma data especial.
Lembrem-se que apenas somos MULHERES
e que todos os dias são NOSSOS!
De: Maria Clotilde Moreira
Porquê o 8 de Março?





Diário da Manhã
As últimas eleições presidenciais revelaram que anda muita porcaria escondida debaixo dos tapetes do regime democrático.
Por: António Ribeiro Ferreira, Jornalista
Mortos e emigrantes nos cadernos eleitorais, indígenas impedidos de votar por incompetência ou má-fé e, agora, qual cereja em cima da lixeira, veio a saber-se que entre os dados recolhidos pelos Governos Civis das mesas de voto e o apuramento final do Tribunal Constitucional há uma diferença de 60 mil eleitores. Nada mau para um País com mais de trinta e seis anos de democracia e muitas eleições no currículo. É evidente que ninguém quer ir ao fundo da questão. Fica mal reconhecer os podres num Estado de direito que faz juras de amor eternas à legalidade e à ética. Mas que cheira mal, cheira. E faz lembrar os velhos tempos das grandes chapeladas.

Hoje, 12h47m