
A PRAÇA DE TOUROS
Uma História, lembranças e fantasia
Uma História, lembranças e fantasia
Nos fins do século XIX foi construída a Praça de Touros de Algés, pelo clube Tauromáquico e as touradas tinham uma fama espantosa. Muitos foram os artistas de renome incluindo Manuel Casimiro conforme se lê nas Memórias da Linha de Cascais.
Quando comecei a ter atenção a esta Terra, a Praça estava velha e abandonada e, já não sei quando, foi deitada abaixo. Mas lembro-me de se falar que iam fazer um grande, grande prédio coisa para mais de vinte andares. Logo muitos mostravam estranheza que isso fosse possível pois, diziam que a ribeira que por ali passava tal não permitia. E dissertavam sobre leitos de cheia, fundações, ribeiras tapadas indevidamente. Eles falavam e eu ia ouvindo e aprendendo.
Outros rematavam que dado o avanço da engenharia tudo era possível e o dono de tal terreno era quem mandava naquilo que era seu. Depois do 25 de Abril, lembro que alguns estavam contentes pois já havia outro projecto só para 17 andares; entretanto foi estacionamento e depois fizeram um passeio à volta, deram nome à rotunda. Mais tarde as conversas confirmavam o perigo da implantação de um prédio em cima da ribeira e começou a falar-se, também, do viaduto, da ligação por cima da linha do comboio e que o tal terreno estava desvalorizado. E o viaduto foi feito.
Ultimamente lá esteve o terreno abandonado, cheio de carros e lixo com uma rede à volta. Parece que tentaram levar o dono a dar-lhe um ar mais aprazível dado tratar-se de uma entrada não só de Algés, mas de todo o Município. Até parece que foi redigido um “protocolo” pela Câmara: mas nada, o abandono continuou.
Porém, parece que já encontraram uma solução: não entrando no terreno que é particular, mas na linha periférica envolvente que é área pública, foi colocada uma rede metálica que irá ser rematada com “muro” de plantas e – parece – com cartazes.
Vamos lá a ter esperança e fazer votos para que aquele sítio fique mais atraente; depois informo para virem cá ver.
Apenas uma pergunta: mesmo sendo terreno privado, mesmo não conseguindo fazer um grande negócio para que estava perspectivado, o particular não devia ter a obrigação de manter o terreno limpo e aprazível? Esta pergunta estende-se a todos os terrenos, prédios etc. que estão abandonados.
Quando comecei a ter atenção a esta Terra, a Praça estava velha e abandonada e, já não sei quando, foi deitada abaixo. Mas lembro-me de se falar que iam fazer um grande, grande prédio coisa para mais de vinte andares. Logo muitos mostravam estranheza que isso fosse possível pois, diziam que a ribeira que por ali passava tal não permitia. E dissertavam sobre leitos de cheia, fundações, ribeiras tapadas indevidamente. Eles falavam e eu ia ouvindo e aprendendo.
Outros rematavam que dado o avanço da engenharia tudo era possível e o dono de tal terreno era quem mandava naquilo que era seu. Depois do 25 de Abril, lembro que alguns estavam contentes pois já havia outro projecto só para 17 andares; entretanto foi estacionamento e depois fizeram um passeio à volta, deram nome à rotunda. Mais tarde as conversas confirmavam o perigo da implantação de um prédio em cima da ribeira e começou a falar-se, também, do viaduto, da ligação por cima da linha do comboio e que o tal terreno estava desvalorizado. E o viaduto foi feito.
Ultimamente lá esteve o terreno abandonado, cheio de carros e lixo com uma rede à volta. Parece que tentaram levar o dono a dar-lhe um ar mais aprazível dado tratar-se de uma entrada não só de Algés, mas de todo o Município. Até parece que foi redigido um “protocolo” pela Câmara: mas nada, o abandono continuou.
Porém, parece que já encontraram uma solução: não entrando no terreno que é particular, mas na linha periférica envolvente que é área pública, foi colocada uma rede metálica que irá ser rematada com “muro” de plantas e – parece – com cartazes.
Vamos lá a ter esperança e fazer votos para que aquele sítio fique mais atraente; depois informo para virem cá ver.
Apenas uma pergunta: mesmo sendo terreno privado, mesmo não conseguindo fazer um grande negócio para que estava perspectivado, o particular não devia ter a obrigação de manter o terreno limpo e aprazível? Esta pergunta estende-se a todos os terrenos, prédios etc. que estão abandonados.
Foto: JFAlgés