Mostrar mensagens com a etiqueta Clara Ferreira Alves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Clara Ferreira Alves. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Está desde já convidada!

O Boletim Municipal "Oeiras Actual" do mês de Maio, a páginas 23 informa-nos, pela pena do cronista de serviço de seu nome Luís Vaz do Carmo, (não... não é de Camões) que a jornalista Clara Ferreira Alves no programa televisivo " Eixo do Mal" teria dito e cito-o:

"Em Oeiras, até no chão se pode comer, tal a limpeza do município".

Está desde já convidada para um lauto pequeno almoço, na Freguesia de Linda-a-Velha ou outra do concelho de Oeiras, dado que a paisagem circundante é a ideal para numa agradável manhã de Verão deglutir o desconhecimento que lhe saiu da boca para fora.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado"

( carregue nas imagens para ampliar)

Saíu hoje no Jornal de Notícias/RTP uma sondagem sobre o caso "Freeport" .

O sr. Sousa, que gosta de sondagens não pode sequer ignorar o seu resultado, pelo que terá de deixar a teoria da cabala negra.

Será que não o preocupa que 61% dos inquiridos considerem que não esclareceu completamente as dúvidas que surgiram neste caso ou deixou coisas por esclarecer ?

Será que não o obriga a pensar saber que 43% não acreditam na sua palavra quando referiu que não houve qualquer espécie de favorecimento no processo de aprovação do "Freeport"?

Sr.Primeiro Ministro: deveria saber que só a transparência pode transmitir qualidade à democracia que vivemos. Atitudes como as suas favorecem a descrença e podem pôr em causa a democracia.

O seu Governo não pode deixar de tirar consequências quando 48% dos inquiridos não tem confiança que a investigação vá esclarecer rapidamente todas as dúvidas e 42% avaliam a actuação das autoridades portuguesas neste processo como má ou muito má .

Sabe quando o cidadão têm a percepção que o sistema judicial não funciona só revela que os políticos foram incapazes, incompetentes e não estão preocupados com a qualidade da democracia .

Como diz Clara Ferreira Alves num artigo no Expresso e cito" Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.(...) Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?(...)Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças,de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.(...) Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.

Como diria Almada Negreiros "Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado".