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sábado, 18 de setembro de 2010

O comunicado

( foto oficial)


Isaltino Morais mandou novo comunicado à comunicação social por mor da notícia do CNN - Crazy News Network e publicada no OL.

Reza assim:


"O PCMO ao contratar o sr. Ezequiel Lino para seu assessor fê-lo porque no Mapa de Pessoal do IOMAF se encontrava uma vaga de "Mordedor sénior" com perfil ligitante. Acresce ainda que no curricula do dito, consta um mini MBA certificado pela Universidade Independente de Sesimbra em "Cuspidelas e Mordeduras" e uma pós graduação em "O ranho e o muco: As secreções húmidas autárquicas".

"Salienta ainda a capacidade evidênciada pelo referido colaborador no desempenho das suas funções de mordidor sénior e reafirma que este nunca ferrou o dentito em quem não devia".

A alegada acusação de mordidela a agentes da autoridade não passou de um salivar abundante motivado pelo "stress" e pelo bater sincopado da prótese amovível recheada das peças dentárias que lhe ornam cavidade bucal.


Refere ainda o dito comunicado que o sr. assessor está de consciência tranquila e a seu tempo demonstrará a sua inocência provando que toda a situação se deve a uma cabala política urdida laboriosamente contra si, o IOMAF e contra o PCMO.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ezequiel Lino era presidente da câmara quando atropelou GNR - Portugal - DN

Ezequiel Lino era presidente da câmara quando atropelou GNR - Portugal - DN

Sesimbra
13 Setembro 2010


O actual adjunto de Isaltino Morais era presidente da Câmara Municipal de Sesimbra quando foi constituído arguido num processo-crime por ter desobedecido, atropelado e abandonado sem assistência um militar da GNR. Foi há 18 anos.

Segundo notícia do jornal Público de 5 de Março de 1992, a ocorrência verificou-se quando decorria o desfile carnavalesco em Sesimbra, havia ruas cortadas ao trânsito e reforço de militares da GNR na vila. Só passavam as viaturas identificadas. Um Volvo conduzido pelo presidente da câmara Ezequiel Lino tentou seguir por uma rua cortada ao trânsito. Ainda segundo a notícia, o cabo da GNR Viriato Vasconcelos deu ordem de paragem. Ezequiel Lino, eleito pelo PCP, perguntou ao militar se não o conhecia, ao que o cabo respondeu que não, pois nem sequer prestava serviço em Sesimbra e estava ali devido ao reforço prestado pelo Comando de Setúbal. Ezequiel Lino disse e repetiu por várias vezes que era o presidente da câmara. O militar manteve-se impassível e colocou--se no meio da via para impedir a passagem do autarca.

Foi então que Lino acelerou e abalroou o militar, o qual andou cerca de quatro metros sobre a viatura até cair no solo. Segundo testemunhas citadas então, o militar queixou-se da perna direita, mas o presidente da câmara seguiu a sua marcha rua fora, sem se importar com o estado em que o deixou. O cabo foi transferido para o Hospital de Setúbal e teve de ser tratado nos serviços de ortopedia. A 6 de Março de 1992, o Público noticiava que Ezequiel Lino admitia processar o comando de Setúbal da GNR e pedir uma indemnização por danos morais. O autarca desmentia que tivesse atropelado o cabo Vasconcelos. Mas o militar, ouvido então pela TSF, afirmou: "O senhor em causa, como político que é, está sempre pronto a desdizer a realidade dos factos." O cabo confirmou que foi levado pelo carro uns metros.

O DN tentou ontem obter uma reacção de Ezequiel Lino, mas o adjunto de Isaltino Morais nunca esteve disponível.