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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O novo ciclo

O novo ciclo


Esta última semana de campanha comprovou a tendência anteriormente desenhada – o PSD a descolar, a caminho de uma vitória confortável, e o PS a deslizar para uma derrota inevitável.


  • 0h30

Por: Marques Mendes, Ex-líder do PSD

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Punição exemplar


Punição exemplar



Sem Rodeios

Punição exemplar

Ao contrário do que alguns pensam, as eleições de 5 de Junho não têm paralelo na nossa democracia. São mesmo eleições excepcionais. Desta vez, não se trata apenas de avaliar um governo que governou mal, que teve políticas erradas e que não tem obra para apresentar. É muito mais do que isso. É julgar um governo que nos deixou à beira da bancarrota, que lançou o País na maior crise social do pós-25 de Abril e que levou a política a uma degradação nunca vista.

  • 0h30

Por: Luís Marques Mendes, Ex-líder do PSD

Não fossem os 78 mil milhões de euros de ajuda externa e Portugal estaria agora a entrar em bancarrota. Sem dinheiro para salários e pensões. Sem meios para solver os seus compromissos. Já desde 1892, há mais de um século, que não se falava de bancarrota em Portugal. O vexame voltou agora através da governação de José Sócrates. O País não merecia tamanha irresponsabilidade.

Um primeiro-ministro que ganhou eleições há 6 anos a prometer 150 mil empregos deixa-nos agora mergulhados na maior crise social de sempre – 700 mil desempregados, famílias inteiras sem emprego, jovens sem oportunidades, idosos sem dinheiro para medicamentos, uma parte da classe média atirada para uma pobreza envergonhada. O mais chocante é que, para ganhar, todas as promessas de emprego serviram. Agora, nem uma palavra de solidariedade para quem caiu no drama do desemprego.

A esta falência financeira, económica e social somou-se uma degradação política nunca vista. Não foi só o abuso da propaganda, da publicidade enganosa e da chantagem. Foi muito mais do que isso. Foram a mentira e a aldrabice transformadas em instrumentos de acção política. Nem sequer em relação à versão final do acordo com a troika o primeiro-ministro agiu de forma linear e verdadeira. Não há volta a dar: este homem tem um problema estrutural e compulsivo com a verdade. Foge dela como o diabo da cruz. Tenho a certeza de que até muitos socialistas – também eles pessoas de bem – se devem sentir incomodados com esta forma insensível e degradante de fazer política.

Um primeiro-ministro assim não merece apenas ser derrotado. O que merece mesmo é uma punição exemplar. Como sucedeu na Irlanda e em Espanha. Para acabar com este desastre e terminar com este pesadelo. Sobretudo para reabilitar a imagem do País. Em política, não pode valer tudo. O País precisa de quem o sirva com seriedade. Não de quem dele se sirva sem regras nem escrúpulos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Afinal havia crise



Afinal havia crise


Sem Rodeios

Foi e é a propaganda a grande imagem deste governo. Eles nunca souberam governar.

0h30
Por: Luís Marques Mendes, Ex-líder do PSD


Durante meses, o discurso oficial era categórico: Portugal estava no bom caminho, as previsões orçamentais estavam certas, éramos os campeões do crescimento na Europa, um verdadeiro caso de sucesso. Quando muitos vaticinavam a necessidade de mudar de vida, logo o governo os apelidava de profetas da desgraça. Onde muitos viam o país a resvalar para o precipício, o primeiro-ministro só descortinava razões para optimismo.

Até que surgiu o duríssimo programa de austeridade da semana passada. Um programa que chocou o país e fez muito boa gente abrir a boca de espanto e revolta. Afinal era tudo propaganda e mentira. Afinal havia crise.

Num ápice, caiu a máscara e todos pedem explicações. Afinal o que falhou? À boa maneira dos políticos sem vergonha, o primeiro-ministro não explica. Em duas programadas entrevistas televisivas, o Hugo Chávez à portuguesa despreza tudo – a verdade, a explicação, a inteligência dos portugueses.

Em boa verdade, não há nada a explicar. Está tudo explicado há muito tempo, em três palavras: irresponsabilidade, incompetência e propaganda. Só não vê quem não quer ver.

Foi a irresponsabilidade que conduziu em 2009 às eleições mais caras de sempre. Para sacar votos, mesmo hipotecando o futuro, Sócrates fez de tudo: aumentou em grande os funcionários públicos, o abono de família e as reformas, baixou o preço dos medicamentos, meteu dinheiro a eito nas empresas do regime, até acorreu com milhões ao BPN, tentando salvar com a política aquilo que era e é um caso de polícia. Com a mesma irresponsabilidade chegámos ao desastre deste ano – mais impostos e mais despesa, menos economia e menos emprego.

Foi a incompetência que nos trouxe até aqui – cinco anos de governação que empobreceram o país, com o défice mais alto de sempre, o maior desemprego de sempre, os impostos mais altos de sempre, a maior dívida pública de sempre, as maiores desigualdades sociais de sempre, a maior desfaçatez de sempre.

Foi e é a propaganda a grande imagem de marca deste governo. Eles nunca souberam governar. Especializaram-se, sim, na propaganda. Na arte de manobrar, controlar, mentir e enganar.

Só que não é possível enganar toda a gente durante o tempo todo. Por isso, o primeiro-ministro assinou na semana passada a sua própria certidão de óbito político. É que ninguém aceitará ser enganado durante mais tempo.

Pena é que, por descobrir a verdade, todos tenham de pagar esta factura pesada. Provavelmente por muitos e bons anos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Processo Casa Pia

Processo Casa Pia


Sem rodeios

Infelizmente, apesar da sentença, o processo Casa Pia ainda não acabou. Mas já é possível tirar importantes ilações. Primeira ilação: a morosidade. Nos EUA, o caso Madoff – uma das maiores e mais sofisticadas burlas financeiras de sempre – foi investigado e decidido em meia dúzia de meses. Em Portugal, o processo Casa Pia já vai em quase oito anos e, com os recursos, ainda está longe do fim.

(...)

0:30
Por: Luís Marques Mendes, Ex-Líder do PSD

sábado, 12 de junho de 2010

Mendes critica PS e PSD



Mendes critica PS e PSD - Última Hora - Correio da Manhã

Assessores sem corte salarial


O ex-líder do PSD Luís Marques Mendes afirmou esta quinta-feira na TVI24 que "é vergonhoso" não se mexer nos salários dos gabinetes do Governo.

10 Junho 2010


Num comentário ao facto de se cortar cinco por cento nos salários dos políticos, Marques Mendes saudou a medida mas criticou e classificou de 'vergonhoso' não se mexer nos rendimentos de assessores e adjuntos. 'PS e PSD não andam bem', declarou, aludindo à aprovação da medida no Parlamento.

Sobre o discurso do 10 de Junho de Cavaco Silva, Mendes elogiou-o e considerou que o Chefe de Estado relatou 'a verdade dos factos' e foi 'coerente'.

Para o PSD deixou um elogio pela proposta de tectos nas pensões máximas. 'Corajoso e moralizador', rematou.

Quanto à Entidade Reguladora para a Comunicação Social, fez uma análise critíca da sua actuação, e sugeriu um debate sobre para uma restruturação. No limite, se nada se alterar, admitiu a sua extinção.

Sobre a comissão de inquérito PT/TVI, Marques Mendes colocou-se ao lado do deputado do PSD Pacheco Pereira e defendeu a inclusão dos despachos do caso "Face Oculta', enviados ao Parlamento e a sua dilvugação. O relatório do inquérito é conhecido esta sexta-feira.

sábado, 20 de setembro de 2008

MUDAR DE VIDA

Ex-líder desafia PSD a recuperar bandeira da Ética na política
Mendes propõe inelegibilidade para Isaltino e Valentim
Tornar inelegíveis e obrigar à imediata suspensão de funções de autarcas como Isaltino, Valentim ou Felgueiras, é uma das propostas incluídas no livro que Marques Mendes lança para a semana.




"Administrar uma empresa que se tutelou no governo pode ser considerado pouco ético? Se um político estiver pronunciado por crimes de corrupção poderá candidatar-se a eleições? Onde nasce o conflito de interesses que conduz à ausência de ética na política? O enriquecimento ilícito deve passar a ser crime?", são algumas das perguntas a que Marques Mendes dá resposta no capítulo sobre a ética na política que incluiu no livro "Mudar da vida", cujo lançamento está marcado para a próxima quinta-feira.

Num claro desafio aos partidos para que combatem as resistências internas e façam da bandeira da ética uma prioridade, Marques Mendes defende que se consagre na lei a imediata suspensão de funções e a inelegibilidade de titulares de órgãos de soberania e autarcas, pronunciados definitivamente por corrupção, sendo esta uma das propostas inscritas no referido capítulo, a que o Expresso teve acesso. Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais seriam abrangidos por uma medida deste tipo. Para o ex-líder do PSD é urgente acabar com a tese de que autarca que consegue ganhar eleições tem um bónus de credibilidade.

Marques Mendes reconhece que "a maior dificuldade em afirmar a ética na política está dentro dos próprios partidos", mas avisa que o que está em causa "é algo que não é mensurável mas que se ouve, se sente e se percebe" e que vai deixando a política "corroída, minada e perdendo credibilidade". Na sua opinião, um ano como o de 2009, com quatro eleições no horizonte que vão obrigar os partidos a escolher centenas de candidatos, "é um bom momento para arrepiar caminho e voltar a colocar no centro da agenda política nacional o tema da ética na vida política".

Difícil? O ex-líder do PSD reconhece que sim, e aponta as que considera serem as principais dificuldades para quem acredita que o exemplo deve vir de cima: em democracia, a ética não se confunde com a lei; a política não se confunde com a justiça; governar nos dias de hoje exige cada vez mais uma relação de proximidade entre o poder político e o económico; e os partidos resistem à mudança - aqui, Mendes defende que "há momentos em que é preciso correr o risco de perder uma eleição para afirmar uma linha política", convicto de que "um político que não seja um exemplo em termos de comportamento cívico e de respeito por exigentes padrões éticos, é um político sem autoridade".

Feito o diagnóstico, Marques Mendes avança propostas. Entre elas, o compromisso, por parte dos partidos, de que criarão comissões de ética encarregues de apreciar situações de impedimentos dos seus responsáveis ou eleitos; a definição e divulgação, por parte dos partidos, dos critérios que presidem à escolha dos seus candidatos a deputados e autarcas, passando a incluir regras de conduta ética; instituir a regra de que os processos de investigação que recaiam sobre responsáveis políticos deve ter carácter urgente; e consagrar na lei como crime o enriquecimento ilícito.

O lançamento do livro é quinta-feira, no Museu de Electricidade, em Lisboa. A obra é apresentada por João Lobo Antunes, conselheiro de Estado e ex-mandatário nacional das candidaturas presidenciais de Jorge Sampaio e Cavaco Silva.

Expresso