16
Combate à corrupção prioritário no Ministério Público
- 1h00
Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
Entrevista: Paula Teixeira da Cruz
Ministra da Justiça diz que terminou a impunidade dos políticos e que o combate à corrupção é uma das prioridades. Defende que não há um problema com as escutas telefónicas e que o procurador-geral da República tem os poderes de que precisa para exercer o cargo. A criminalização do enriquecimento ilícito é vista como fundamental.
Por: Eduardo Dâmaso / Manuela Moura Guedes
(...)
“Tenho a certeza que teremos condições para em conjunto encontrar um recorte para o crime de enriquecimento ilícito”, disse Paula Teixeira da Cruz, em declarações aos jornalistas, no final do segundo dia de apresentação do programa do Governo no Parlamento.
Paula Teixeira da Cruz disse estar confiante porque a sociedade portuguesa já sofreu muito nos últimos anos no que diz respeito a esta matéria.
“É uma sociedade dorida e é uma sociedade que está disposta a reencontrar-se de alguma forma e a procurar uma outra ética política e por isso penso que há condições”, defendeu.
Relativamente à medida anunciada na quinta-feira no Parlamento de que o Governo vai avançar com um imposto sobre o subsídio de Natal, a ministra da Justiça salientou que esta foi uma medida justificada com a “situação muitíssimo mais grave do que aquela que era evidenciada” e lembrou que todos terão de fazer sacrifícios.
“Todos sabemos que vamos ter de fazer sacrifícios, mas que esses sacrifícios sejam potenciados e pela primeira vez sirvam para de facto, e com justiça e com equidade, construirmos uma alternativa”, adiantou.
Questionada sobre que medidas o Governo tem previstas para reduzir a pendência processual nos tribunais, Teixeira da Cruz disse apenas que algumas serão de ordem legislativa, outras serão concertadas com os respetivos conselhos e representantes dos operadores judiciários.
Sobre a nomeação do próximo diretor do Centro de Estudos Judiciários, Paula Teixeira da Cruz disse ser extemporâneo fazer qualquer consideração sobre a matéria.
Lusa / SOL
A todos os que tiveram a paciência de dedicar algum tempo a este espaço de opinião, o que agradeço, permito-me sublinhar que o deixar de ter o privilégio de expor o que penso, de partilhar reflexões e receios no Correio da Manhã não é uma despedida, mas antes uma intervenção que passará a ter outra natureza, porém, acreditem, diferente e, acreditem, com a mesma partilha, com as mesmas convicções (só que com mais dificuldades). Por isso vou continuar.
Por: Paula Teixeira da Cruz, Ministra da Justiça
Ao Correio da Manhã fica uma palavra sentida de profundo reconhecimento. Há que enaltecer o incentivo à Liberdade de pensamento que esta Instituição faz e proporciona e a luta por essa mesma Liberdade que diariamente trava, com respeito pela pluralidade e pela diversidade, o que é mesmo muito raro, sobretudo na acção diária. A Liberdade é o Valor.
Mas justamente, a crise de valores, as crises sistémicas, o fim destes tempos e início de outros – tudo a uma velocidade vertiginosa – pré-anunciam uma gigantesca alteração de paradigma para a qual nada nos preparara, o que torna tudo ainda muito mais difícil. Estamos em mutação de mundos e, nesse turbilhão, há que restaurar solidariedades sociais que um individualismo cego foi corroendo.
Vou continuar sim, ainda que de forma diferente, e contribuir o melhor que souber, e puder, em cada dia.
Até amanhã.

Esperança - Opinião - Correio da Manhã
Paula Teixeira da Cruz: Não se pode provocar uma crise política nesta altura
Poupar - Opinião - Correio da Manhã
As minhas razões - Opinião - Correio da Manhã

CM 19 Novembro 2009 - 09h00
12 Novembro 2009 - 09h00
