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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Podia ser diferente?


Cheguei de férias! Deparei-me com a oficialização da falência de Portugal; com os mesmos de sempre a pagarem o despesismo daqueles que foram eleitos para governarem; com as mesma velhas receitas para resolver o déficite e que nunca deram resultado; com os funcionários públicos a serem os "judeus do Socrátes"; com a usura e ganância do mundo financeiro; com a estupidez (sim, disse estupidez e podem ficar melindrados que eu não me importo!) daqueles que insistem sempre nas mesmas forças políticas para..... Continuem!


Deparei-me com todas as medidas que podiam "tocar" nos privilégios dos políticos e boys a não serem aplicadas, e com o despesismo absolutamente pornográfico em ostentação, festas e afins, do poder central e autárquico.

E a pegunta impõem-se: Como penalizou o cidadão os políticos por gastarem à tripa forra o que não era deles e por enriquecerem de forma pouco clara?

Como os penalizaram por não saberem distribuir a riqueza que produzimos?


Como os penalizaram?
Pois é, não penalizaram, mudaram apenas de "moscas" não foi?

Sabem, Portugal podia ser um país asseado...

Bom! Poder podia mas, não era o mesmo paraíso para alguns....

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Há coincidências

por Sílvia De Oliveira, Publicado em 10 de Novembro de 2009 Jornal I

Neste país o que parece quase nunca é, e qualquer suspeita tem de ser obra de mentes maquiavélicas, ou pior, manipuladas.

As mesmas pessoas no mesmo sítio e à mesma hora. Pura coincidência.
Neste país o que parece quase nunca é, e qualquer suspeita tem de ser obra de mentes maquiavélicas, ou pior, completamente manipuladas. E nos últimos tempos as coincidências parecem não ter fim. Senão vejamos. José Sócrates e Armando Vara falaram ao telefone sobre o negócio de compra da TVI. Estariam, o primeiro-ministro e o vice-presidente do maior banco privado português, entretanto suspenso, pessoalmente interessados no futuro de um canal de televisão privado, aquele que mais incomodava o Governo? Ou haveria naquela conversa informação privilegiada, já que um dos interlocutores era vice-presidente de um dos principais financiadores da Ongoing, que acabou por fechar a compra de uma participação significativa da estação de Queluz? Não, claro que não. Tratou-se apenas de uma conversa de amigos, uma inconsequente troca de impressões, pura coincidência.

A Ongoing é um dos principais accionistas da Portugal Telecom, que tentou comprar aos espanhóis da Prisa a Media Capital, embora o negócio tenha acabado por ser travado por Sócrates. A Ongoing acabou por anunciar a concretização deste mesmo negócio, um dia depois das eleições legislativas que deram a vitória a José Sócrates, mas, claro, foi resultado de um mero encontro entre a oferta e a procura. No meio desta operação ficou também a saber-se que os fundos de pensões e de saúde da PT investiram dinheiro em sociedades veículos da Ongoing, mas que nem um cêntimo, garantiu a Ongoing, servirá para financiar a compra da Media Capital. Como o dinheiro é tanto fungível quanto divisível, estranho seria pensar o contrário. Não, a PT não financiou, ainda que indirectamente, o negócio de compra da Media Capital pela Ongoing. Nada de mal-entendidos.

E na Face Oculta, a quantidade de obras do acaso? Foram constituídos 15 arguidos por suspeitas de tráfico de influências e de corrupção, entre outros crimes; um deles, Manuel Godinho, foi detido e outros quatro já suspenderam as suas funções nas empresas públicas onde trabalhavam; os almoços, os encontros, os telefonemas escutados, os envelopes, as prendas, foram tudo meras coincidências ou esquemas inventados por gente ardilosa, com especial destaque para os investigadores do processo. Nada disto na Face Oculta faz sentido; aliás, os arguidos caem que nem tordos das suas empresas exclusivamente como prova sincera da sua seriedade e inocência. Neste país, os políticos e ex-titulares de cargos públicos passam para o sector privado sem que haja qualquer interesse dos primeiros na influência e no poder dos segundos. Quantos casos temos de ex-ministros que passaram a integrar os conselhos de administração de empresas privadas? Tantos... Mas que fique claro, é tudo uma questão de competência.

E o espaço não chega para mais coincidências, todas as que cabem num país de inocentes bem-intencionados, a de um país que afinal é tão pequenino que se está a tornar irrespirável.

Primo de Sócrates já prestou declarações

Caso Freeport

Por Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo
José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, prestou declarações hoje de manhã e negou ser ele o ‘Bernardo’ e o ‘Gordo’ referidos nos emails de administradores da Freeport


O primo de José Sócrates foi ouvido hoje de manhã pela equipa de investigadores coordenada pelos procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães. José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, que tem estado ausente de Portugal (nomeadamente no Brasil e em Angola) compareceu no DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) depois de as autoridades o terem notificado na semana passada, na sua residência.

O primo do primeiro-ministro foi confrontado com as fotos divulgadas pela TVI na sexta-feira passada – em que aparece com José Sócrates –, mas indicou tratar-se do seu irmão António Pinto de Sousa, que se encontra em Angola, na província de Benguela (onde gere os negócios da família, nomeadamente salinas). José Paulo foi também confrontado com elementos constantes no processo (nomeadamente, nomes constantes em emails trocados entre administradores da Freeport PLC e Charles Smith, consultor do outlet), com a empresa Mecaso e uma offshore a que esta está ligada – a Sante Services Company, sediada em Gibraltar.

‘Conforme combinado com Bernardo’

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa é primo de José Sócrates pelo lado paterno. Em 2006, Alan Perkins – um funcionário da Freeport PLC enviado de Inglaterra para investigar o rombo financeiro que o empreendimento de Alcochete provocara na empresa em Londres – filmou, durante duas horas e meia, uma conversa com Charles Smith. Na gravação em DVD, estes dois consultores da Freeport em Portugal referem várias vezes, como seu ' homem de mão', um primo de José Sócrates.

Inicialmente pensou-se que seria o primo que se encontra na China, Hugo Monteiro (filho de Júlio Monteiro, que revelou ao SOL ter posto o consultor Charles Smith em contacto com Sócrates), pois este chegou a enviar um emall ao Freeport em que invocava o parentesco com o primeiro-ministro para conseguir obter um contrato com o outlet.

Mas, segundo o SOL entretanto apurou, Charles Smith enviou um email a Manuel Pedro, a 18 de Maio de 2002, pedindo-lhe que contactasse, «conforme combinado com Bernardo», os administradores da Freeport PLC para que fossem transferidas 80 mil libras para pagar a 'Pinóquio' (um nome de código usado para designar outra figura-chave no processo, ainda não identificada).

Em Janeiro deste ano, no seguimento de uma investigação do SOL às empresas em que participa Maria Adelaide Monteiro (mãe do primeiro-ministro, que desde o início da investigação faz parte da lista de suspeitos), apareceu a empresa Mecaso. Esta sociedade já estava referenciada noutro inquérito, em que se investigam indícios de tráfico de influências, corrupção, financiamento a partidos e branqueamento de capitais, por uma rede de pessoas ligadas à Câmara Municipal da Amadora e a empresas de construção civil. No âmbito deste processo e em buscas efectuadas pela PJ, em 2004, a empresas e a vários serviços da Câmara da Amadora foi apreendido um computador com uma listagem de empresas que teriam recebido 'luvas'. Aí aparece a Mecaso, da qual são sócios José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, o pai deste (António Pinto de Sousa), o irmão e a mãe de José Sócrates.

Há alguns meses, em entrevista ao SOL, António Pinto de Sousa afirmou que a Mecaso é uma empresa «que nunca teve vida nenhuma». Mas, segundo o SOL apurou, continua a ser esta empresa a pagar um ordenado à mulher de Bernardo Pinto de Sousa.

felicia.cabrita@sol.pt e paula.azevedo@sol.pt

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A teia socialista

http://jornalodiabo.blogs.sapo.pt/36337.html

Certidões do Face Oculta paradas quatro meses na PGR

Pinto Monteiro quer saber se há matéria que merece ser investigada


Público 08.11.2009 - 09:38
Por António Arnaldo Mesquita, Mariana Oliveira

As nove certidões que o Departamento de Investigação e Acção Penal de Aveiro extraiu do processo de investigação conhecido como Face Oculta estiveram perto de quatro meses na Procuradoria-Geral da República (PGR) sem que o procurador-geral, Pinto Monteiro, lhes desse um destino. »»»

sábado, 29 de março de 2008