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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sócrates sabia de “operação conspirativa”



Sócrates sabia de “operação conspirativa” Económico


O PSD está certo de que houve em 2009 uma operação política de carácter conspirativo, com conhecimento do primeiro-ministro para controlar órgãos da comunicação social.


"Não temos dúvidas, fundamentadas nos materiais enviados à comissão de inquérito, da existência no ano de 2009 de uma operação política de carácter conspirativo de controlo de órgãos da comunicação social, desenvolvida com conhecimento do primeiro-ministro por quadros do PS nas empresas em que o Estado tem participação", declarou Pacheco Pereira.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TVI: Mota Amaral proíbe uso escutas na comissão e no relatório

Diário Digital


quarta-feira, 19 de Maio de 2010 19:01

TVI: Mota Amaral proíbe uso escutas na comissão e no relatório


O presidente da comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra da TVI, Mota Amaral, proibiu as referências ao conteúdo das escutas telefónicas na comissão e no relatório, considerando que seria inconstitucional.

terça-feira, 18 de maio de 2010

PAU PARA TODA A OBRA: NEGÓCIO AVASSALADOR

PAU PARA TODA A OBRA: NEGÓCIO AVASSALADOR


O deputado Pacheco Pereira (PSD) anunciou que as escutas telefónicas que integram conversas com o primeiro-ministro tem material "avassalador" que demonstra ter havido "um negócio concertado para a aquisição da TVI". Pacheco Pereira adiantou que se não for tomada em conta a gravidade do material em causa "então, não estamos aqui a fazer nada".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um acto de censura


PP e PCP dizem que fim do jornal de Moura Guedes é fruto de pressão do PS

O líder do CDS-PP considerou, hoje, evidente que o cancelamento do Jornal nacional da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes, foi "ordem socialista" que classificou como um "acto de censura" que afecta a liberdade de expressão. O PCP também relacionou os factos com o "conhecido e notório incómodo" do Governo e primeiro-ministro "face aos conteúdos e critérios" deste programa. »»»

TVI 03-09-2009 19:09

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Não ouvi!


Importa-se de repetir?

domingo, 12 de abril de 2009

EM DIRECTO

DITO & FEITO

10 April 09 09:00 AM

EM POUCOS dias, José Sócrates e o seu Governo avançaram com processos judiciais contra três jornalistas do Público, contra a TVI, contra o SOL, devido à divulgação de notícias relacionadas com o caso Freeport ou matérias afins. E até interpuseram uma queixa-crime contra um jornalista do DN por causa de um normal artigo de opinião, em tom de crítica irónica e corrosiva mas não ofensiva, que terá desagradado particularmente à irritadiça susceptibilidade do primeiro-ministro. Não há memória, no passado recente, de um chefe de Governo com tão exacerbado furor punitivo contra a comunicação social e com tamanha incompatibilidade de conviver com uma informação livre e plural, sem dependências nem constrangimentos, e, por isso, inconveniente para os poderes em exercício.

Sócrates revela-se um paroquial aprendiz de Berlusconi, na sua fúria antidemocrática contra a diversidade de críticas e opiniões que ponham em causa a sua figura, os seus actos, o seu transitório poder.

MAS este passo, o dos processos em tribunal e ameaças de pesadas indemnizações, é apenas o coroar de uma estratégia de condicionamento e intimidação da comunicação social não alinhada com o Governo. Estratégia que começou com pressões directas, de Sócrates e dos seus assessores, sobre vários jornalistas por ocasião das primeiras notícias sobre a sua estranha licenciatura na Universidade Independente. Que prosseguiu com manobras de coacção e de asfixia financeira sobre patrões e empresas de media. Que se acentuou, perante a sucessão de episódios mal esclarecidos da vida e da carreira de Sócrates, com intervenções e inquéritos da ERC em oportuna convergência com as reclamações do próprio.

E que culminou agora, já em desespero de causa devido ao continuado desgaste do caso Freeport, com pressões sobre magistrados e o poder judicial acompanhadas desta chuva de processos à la carte contra jornalistas e órgãos de comunicação social.

São sinais preocupantes de intolerância face a princípios e direitos basilares da vida democrática. E sintomas de uma perigosa deriva para o autoritarismo. Não era Mário Soares que falava dos riscos da «ditadura da maioria»? Mas é fácil e barato pôr acções intimidatórias em tribunal, para quem não suporta as custas dos processos e os honorários dos advogados. Sócrates e a sua maioria controleira decidiram, agora, usar advogados como novos coronéis do lápis azul da censura. Pagos, como dantes, pelo Estado.

jal@sol.pt