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sábado, 24 de março de 2012

Violência. Polícias atribuem responsabilidade a quem deu ordem de actuar | iOnline

Violência. Polícias atribuem responsabilidade a quem deu ordem de actuar | iOnline


Violência. Polícias atribuem responsabilidade a quem deu ordem de actuar

 

Por Ricardo Paz Barroso, publicado em 24 Mar 2012 - 03:10


“As imagens são muito fortes para que a PSP não faça nada”, reconheceu o porta-voz. A condenação foi unânime




  • Patrícia Melo agredida
(foto Hugo Correia/Reuters)

“Quando dão a ordem para avançar, é quase impossível travar-nos, já não ouvimos ninguém, deixa de haver uma linha de pensamento, e a questão de serem fotojornalistas ou cidadãos nem se nos coloca naquele momento: a nossa função é limpar o local”, confessou ao i um agente do Corpo de Intervenção (CI) que pediu o anonimato.


Depois da escalada de violência entre PSP e manifestantes na greve geral de quinta-feira, com uma detenção e três feridos (dois deles fotojornalistas), ontem foi a vez da escalada mediática das consequências. E a condenação pública foi unânime (ver caixa).


Mesmo a PSP, através do seu porta-voz, Paulo Flor, reconheceu aos jornalistas que “as imagens são muito fortes para que a PSP não faça nada”, referindo-se às fotografias e vídeos que ontem circularam mundo fora, via redes sociais e a imprensa. Emblemática passou a ser a fotografia da Reuters em que um agente espanca uma fotojornalista da AFP, Patrícia de Melo Moreira, também colaboradora do i. Paulo Flor revelou ainda que a PSP “já está a recolher todas as imagens e notícias para analisar o sucedido”, pois “quer perceber o que se passou”.


Patrícia de Melo Moreira foi agredida por agentes da Equipa de Intervenção Rápida da PSP, mas já o fotojornalista da Lusa, José Sena Goulão, que recebeu assistência hospitalar, foi agredido por três elementos do CI, que actuou depois de perdido o controlo. “E bateram para magoar”, garantiu Sena Goulão.


Segundo Ricardo Noronha, uma testemunha ouvida pelo i, “tanto o polícia agressor como a fotojornalista agredida já nos acompanhavam desde a praça do Saldanha, era impossível o agente não saber quem ela era quando a agrediu no Chiado”. Segundo Noronha, os incidentes surgiram “quando a PSP tentou deter um dos manifestantes”. Os restantes “tentaram pacificamente impedir e foi aí que a PSP começou à bastonada”. A resposta “foi o arremesso de garrafas de água e cerveja”, seguindo-se “a entrada da polícia de choque, que até senhoras de idade agrediu”.


Não só a PSP vai averiguar internamente as decisões que levaram a esta violência. Também a Inspecção-Geral da Administração Interna o vai fazer. Estes inquéritos juntam-se aos de 24 de Novembro de 2011, data da última greve geral, em que também se registaram agressões policiais, uma delas também a um colaborador do i, o fotojornalista Eduardo Martins. Segundo fonte policial, “um inquérito deste género demora no mínimo seis meses, mas pode ir até ano e meio, pois ouvem-se todos os envolvidos, polícias e queixosos”.


Os processos de averiguação “são prejudiciais para os agentes, a suspeita de irregularidades afecta a carreira, o que até trava os agentes mais impulsivos”, revelou o mesmo agente do Corpo de Intervenção. “Tenho a certeza de que, 20 minutos depois da bastonada à jornalista, o agente arrependeu-se e muito, pois a cara dele está nos jornais”, acrescentou.


Este polícia de choque lembrou que “na greve de 24 de Novembro detivemos um homem que estava a dar pontapés nas grades frente à Assembleia da República, mas quando já estava algemado disse que pertencia às brigadas de investigação criminal da PSP”. Recordou o episódio a rir para lembrar que “às vezes basta um polícia para lançar a confusão, basta uma acção individual precipitada para tudo descambar, pois estamos ali muitas horas, sem saber se vamos entrar em acção, é stressante”. Este agente não tem dúvidas de “que a violência das manifestações vai aumentar a partir daqui”. Ainda assim, garantiu que “as chefias recomendam- -nos sempre calma, pois não querem raspanetes do director nacional [da PSP], que por sua vez não quer raspanetes do ministro [da Administração Interna]”.


Repúdio   Ontem foi dia de “repúdio”. Cerca de 80 jornalistas, muitos deles da Agência Lusa, cuja direcção de informação apresentou queixa pela agressão a Goulão, estiveram frente à Direcção Nacional da PSP em protesto. Entregaram uma carta a repudiar a acção policial e exigiram desculpas formais.
Também o Sindicato de Jornalistas (SJ) pediu um inquérito “rigoroso” e “condenou a acção policial”. Quanto à sugestão feita pela comissária Carla Duarte, da PSP, para que os jornalistas passem a usar coletes, o SJ diz que o uso de coletes não pode tornar-se lei, pois “os jornalistas passam a ser um alvo a abater”.


Já o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, quer uma reunião com o SJ e com os directores de informação para definir as regras que identifiquem os jornalistas.

Ministro espera dados do inquérito (COM VIDEO)

Ministro espera dados do inquérito (COM VIDEO)
 

Lisboa
16º 
Hugo Correia

De bastão extensível em punho, o agente da PSP Manuel Pinto atingiu a fotojornalista Patrícia Melo durante

Jornalistas apresentam queixa e IGAI abre processo

Ministro espera dados do inquérito (COM VÍDEO)

 

 

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, foi "o primeiro a lamentar" os confrontos entre manifestantes e a polícia na quinta--feira, durante os quais ficaram feridos dois jornalistas, mas não vai agir enquanto não forem apurados os factos.

Por: José Rodrigues com M.C.


Questionado pelo CM se tenciona proceder a demissões, dada a severidade da carga policial, Miguel Macedo disse que fez "o que tinha a fazer", em cumprimento da lei: ordenar um processo de averiguações à Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI), entidade independente, sem o prejuízo das diligências que a PSP vai fazer. "Na parte do ministério, no que tem a ver com a intervenção policial, não posso fazer mais nada", disse o ministro. Num plano proactivo, o ministro disse que vai reunir-se com o Sindicato dos Jornalistas na segunda-feira e depois com directores dos órgãos de Comunicação Social, com o objectivo de se encontrarem soluções e procedimentos a adoptar para que não volte a acontecer o mesmo. Macedo fala mesmo numa melhor identificação dos jornalistas, que poderiam usar, por exemplo, coletes. Macedo disse ainda que a comparação com a Grécia "é completamente desajustada". 


CHEFE DA PSP FICOU FERIDO
O chefe Libânio, colocado numa Equipa de Intervenção Rápida da PSP da Amadora, ficou ferido durante a carga policial de anteontem na manifestação do largo do Chiado, em Lisboa. O graduado, que comandava uma equipa que carregou sobre os manifestantes, foi atingido com uma chávena na cara, tendo sido suturado com vários pontos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Autarca atropelou GNR no Carnaval

Autarca atropelou GNR no Carnaval


Actual adjunto de Isaltino feriu militar por o impedir de seguir em rua de trânsito proibido.


Ezequiel Lino feriu um militar da GNR quando ainda era presidente da Câmara de Sesimbra. Na altura, também foi identificado e presente ao tribunal, mas acabou por ser absolvido

domingo, 12 de setembro de 2010

Adjunto de Isaltino morde polícias Geral TVI24



Adjunto de Isaltino morde polícias Geral TVI24


Tudo começou com o reboque de um carro que estava estacionado numa passadeira
Por: Redacção 12- 09- 2010 14: 45

Ezequiel Lino, ex-presidente da Câmara de Sesimbra e actual adjunto de Isaltino Morais, é acusado de agredir e morder agentes da PSP numa discussão de trânsito.

Segundo o «Correio da Manhã», tudo começou porque o carro da filha do autarca foi rebocado por estar estacionado em cima de uma passadeira.

A filha de Ezequiel Lino foi a primeira a chegar ao posto da polícia em Oeiras para regularizar a situação. Mas ao saber do sucedido também o político entrou em cena e foi à PSP confrontar os agentes.

Chegou exaltado, insultou os agentes e agrediu dois polícias, um homem e uma mulher. Um deles teve mesmo de receber tratamento hospitalar

Ezequiel Lino foi detido e presente a tribunal no dia seguinte. Respondeu pelos crimes de resistência e coacção sobre agentes da autoridade e ficou com termo de identidade e residência.

A TVI tentou contactar a assessoria do ajunto da câmara mas até ao momento não foi possível obter mais esclarecimentos.

O político dirigiu os destinos da câmara de Sesimbra durante mais de 20 anos. É adjunto de Isaltino Morais. Está ligado ao pelouro da habitação, da Protecção Civil, Ambiente e Polícia Municipal.