Como oportunamente divulgado no OL realizou-se no passado sábado dia 16 de Janeiro no Palácio Ribamar em Algés uma iniciativa sob o tema: Arrendamento Jovem e as dificuldades à fixação dos jovens no Concelho. Esta iniciativa contou com a intervenção de Ivo Gonçalves, um jovem de Algés de quem partiu a ideia para o tema do debate e de Ana Oliveira que foi apresentando e coordenando as várias intervenções.
Carlos Coutinho, eleito do PCP na Assembleia de Freguesia de Algés, detalhou a visão de um Município onde há informação e propaganda nas questões da habitação para jovens, mas onde o orçamento previsto para fazer face a esta questão é irrisório face a investimentos noutras ” prioridades” como a construção de bancadas no Estádio Municipal de Oeiras conforme consta do site da CMO.
Rita Rato, deputada do PCP na Assembleia da República lembrou que o direito a uma habitação condigna é um direito inscrito na Constituição da República Portuguesa, mas a verdade é que os sucessivos governos não têm resolvido este problema e hoje, com o programa de arrendamento jovem, (o Porta 65) é ainda mais difícil para os jovens arrendar casa.
Realmente a CMO tem mais de uma dúzia de projectos para converter prédios degradados nos Centros das várias Freguesias, em fogos para jovens (Oeiras, Paço de Arcos, Carnaxide, Barcarena, Dafundo e Leião) mas tarda a sua rápida concretização. Falou-se dos problemas referentes
- à urgência de uma política de rendas controladas acessíveis ao Jovens que estão a iniciar a sua Vida;
- ao realojamento de pessoas que ainda vivem nestes prédios degradados;
- aos valores que terão de ser gastos – muitas vezes a reabilitação é mais cara do que a construção de raiz;
- às razões porque se tem deixado degradar as habitações;
- à desertificação dos Centros Históricos;
- aos mais de três mil pedidos de casas registados nos Serviços da Câmara;
- ao número assustador de prédios vazios não só degradados como acabados de construir;
- à necessidade de Algés dispor de um gabinete técnico para fazer o levantamento do edificado;
- à falta de empregos estáveis, falta de perspectivas para todos e em especial para os jovens…
As várias intervenções por parte das mais de 40 pessoas (principalmente jovens) que assistiram ao debate, foram no sentido de reforçar a necessidade de multiplicar iniciativas deste género para se começar a enunciar e registar os problemas concretos com que os jovens se deparam nas várias Freguesias do Concelho e se partir para propostas que visem perspectivas de fixação dos Jovens não só na nossa Freguesia de Algés mas no Município de Oeiras.
Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Arrendamento Jovem e as dificuldades de fixação dos jovens no Concelho
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