Penso que é consensual o reconhecimento geral de que existe um défice de civismo entre a população portuguesa. Vou um pouco mais longe e considero mesmo que a falta de civismo é um dos grandes males que afecta transversalmente a nossa sociedade, com consequências nefastas para Portugal tanto a nível social como económico. (...)
antonio manuel bento disse...
Vem também este tema e muito a propósito de um outro que se passou com um conhecido também de Oeiras - um cidadão honesto e que muito prezo - que nos contou um abuso cívico que ocorria - pois que já não ocorre - na sua zona de residência - que não interessa aqui mencionar - e que a todos nos deixou extremamente indignados e diria mesmo revoltados.
Pois que o referido cidadão tem um vizinho que abusivamente se considera “deficiente” tendo por isso um dístico no carro alusivo ao seu padecimento que ao mesmo tempo lhe confere um lugar de estacionamento para deficientes na sua rua - a mesma do meu conhecido.
Tal facto seria compreensível e é mesmo bom que assim seja, já que todos devemos respeitar os deficientes - portadores de efeméride. Ora passa-se - passava-se - que o referido sujeito - auto intitulado abusivamente de “deficiente” - não tem mais deficiências do que eu ou do que muitos outros colegas de bairro assim como membros da colectividade. Um pouco coxo, é certo, mas nada a que se possa chamar de deficiência no sentido real do termo - Eu também vejo mal e não sou deficiente, já se fosse cego seria pois deficiente. É importante saber distinguir os graus de padecimentos e compreender que se o sujeito não tivesse uma perna ou mancasse demasiado a situação seria pois de deficiência, ora não é esse o caso.
Sabedores desta realidade muitos cidadãos, como este meu conterrâneo, por vezes - e revoltados com o abuso - estacionam o carro no lugar do sujeito, o qual achando-se dono da verdade e do poder absoluto chama a policia que já rebocou algumas viaturas. Quando a policia não vem o sujeito atravessa vilmente o seu carro em segunda fila impedindo que o outro saia - alguns casos de longas horas.
Ficando pois ao corrente desta situação e respeitando muito os verdadeiros “deficientes” julgo ser inqualificável a atribuição de lugar de estacionamento a um sujeito deste nível - que não nasceu em Oeiras certamente - por parte da CMO. Compreendendo também que quem lá está apenas se preocupa em atentar ao contribuinte - espoliado em seus impostos - e em encher os bolsos - nomeadamente o bandido e o sócio cabecilha.
Por tudo isso e após ouvirmos o cidadão repusemos a legalidade actuando a bem da verdade e da causa pública. Assim chamámos uns conterrâneos mais novos de colectividade e com uma chave inglesa retirámos uma das placas indicadoras da matricula vil de um dos extremos do referido lugar (deixando o poste). Assim e deste modo não está definido se o lugar do “dificiente” é à direita ou à esquerda e assim e perante a lei o denominado “auto de noticia” é inválido e ilegal. Assim e deste modo hoje já ninguém liga ao sujeito e a policia não pode mesmo MULTAR - não há sinalética…
Se fossemos uma país de gente séria e honesta o povo não teria necessidade de descer à rua para pôr na ordem certas situações, mas ao estado de descalabro a que a sociedade chegou o que é preciso é agir e exercer o direito em acção popular. Não é tempo de complexos esquerdistas, é tempo de combater demagogias sociais impostas vilmente!
Viva Portugal! Viva Oeiras! Viva o Oeiras Local!
António Manuel Bento, um cidadão ao serviço da comunidade.
20 de Novembro de 2007 17:13
20 de Novembro de 2007 17:13