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quarta-feira, 13 de junho de 2012

A crise



   Nas notícias que todos os dias nos chegam há um factor comum a quase todos os países em crise: a aposta desenfreada que foi feita no imobiliário e em grandes obras públicas tendo-se criado uma situação de dívida, difícil de resolver.
   O nosso País não é excepção e aqui no nosso Município de Oeiras há bastantes exemplos de um volume de construção de habitação e escritórios que ultrapassam as necessidades conduzindo já há existência de um número apreciável de andares à espera de moradores. Também, como apontam algumas notícias, concretizaram-se várias opções rodoviárias que não foram bem esquematizadas e não resolveram os problemas de uma correcta mobilidade.
   Mas, apesar da clara constatação que grandes obras deverão ser muito bem ponderadas e até esperar por uma retoma dos mercados, Oeiras já está a fazer propaganda à sua megalomania de Município excelso e, além de outras coisas, o Alto da Boa Viagem – Vale do Jamor começam a ser noticias (?), acrescentando-se as marinas…
   Nestes tempos de crise que estão mesmo a obrigar à paragem de grandes investimentos, não se poderia aproveitar todo o saber e experiência que os Serviços da Câmara possuem para concretizar acções de recuperação do património edificado no nosso Município, na dinamização da ocupação das muitas casas devolutas, na correcção e melhoria das acessibilidades, nos transportes… mesmo que para isso o Município de Oeiras tivesse um papel de parceiro dinâmico e harmonioso entre outras Entidades e não o arauto que tem querido ser?   

Maria Clotilde Moreira  / Algés

Artigo publicado no Jornal de Oeiras de ontem 


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ideias e projectos para Oeiras



     Tem sido divulgado um apelo para a participação dos cidadãos na apresentação de propostas para melhorar o nosso Município e já é conhecido o calendário das várias Assembleias Participativas que irão decorrer no Município de Oeiras durante o mês de Junho. O site da CMO dá pormenores http://op2012.cm-oeiras.pt
     Nestas Assembleias as várias propostas podem ser discutidas e com um intercâmbio de ideias e de conhecimentos de vários quadrantes e experiências, talvez meia dúzia delas possam ser aceites e encontrar realização.
     Não sei se estará dentro do espírito desta iniciativa, mas um assunto que gostaria de ver discutido, ou melhor, que tivesse uma boa resolução é a segurança dos nossos jovens no espaço escolar. Com frequência, infelizmente, temos noticias que nas escolas portuguesas acontecem acidente e incidentes entre alunos que poderiam ter sido evitados se a escola tivesse colaboradores preparados que acompanhassem mais de perto os alunos. Os órgãos do Município podem não ter uma intervenção directa nas escolas, mas têm com certeza o dever de conhecer as falhas de pessoal e denunciar e intervir junto dos responsáveis para a sua correcção. Claro que com esta mentalidade de “poupar”, um dos sectores bastante atingido é na área da escola/educação.
     Mas com a colaboração de todos – pais, professores, eleitos e cidadãos – poderá ser atendível esta necessidade das escolas serem dotadas de pessoal que permita que as escolas do Município de Oeiras sejam simplesmente seguras.

Maria Clotilde Moreira / Algés



Publicado no Jornal de Oeiras de 29.5.2012
 

terça-feira, 27 de março de 2012

Coisas da comunicação social



   Aqui há tempos, notícias amplamente divulgadas informaram que um jogador de futebol internacional português foi assaltado dentro do seu Audi R8, tendo sido obrigado a entregar bens como algumas jóias, um anel, um relógio e algum dinheiro, cerca de oito mil euros. Ao todo, terá ficado sem 45 mil euros.
   Nos tempos que estão a correr, impressionou-me nesta notícia os factos de um homem andar no dia a dia com jóias – um caríssimo diamante num brinco, e oito mil euros como dinheiro de bolso.
   Também sabemos que na Av. da Liberdade há muitas lojas a venderem – e vendem – artigos de muito milhares de euros. Serão jogadores de futebol alguns dos seus clientes e, se calhar, também, aqueles “gestores” que dispondo já de boas pensões por lustrosas carreiras, ainda acumulam uns bons milhares de euros por outras modernas funções, que poderão gastar nestes luxos e dar emprego a meia dúzia de portugueses nesta avenida de referência. Também têm sido divulgadas os ordenados principescos de muitos gestores e até os valores pagos pela presença de certas individualidades em programas televisivos.
   Mas fico a pensar se alguns milhares destes euros não podiam, não deviam, ser canalizados para assegurar empregos necessários e que por falta de verbas levam a tanto desemprego. Um jogador não podia ter um salário mais baixo? (Afinal anda só a correr atrás de uma bola!) …e os tais milionários incluindo os que aparecem na TV com frequência a opinar sobre todas as coisas, não podiam gastar o seu saber a encontrar soluções para os nossos jovens ficarem no nosso País? É que ser rico também tem obrigações para com a Sociedade.

Maria Clotilde Moreira / Algés


Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

 
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terça-feira, 13 de setembro de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Funcionários Públicos



Muito se fala destes trabalhadores e a maior parte das referências são depreciativas. Eu tenho a declarar que os meus contactos com estes funcionários têm sido bastante positivos sejam ao nível de Escolas, Câmaras e Juntas de Freguesia, Finanças, Conservatórias, serviços médicos e até Policia. Em muitos serviços nota-se uma grande sobrecarga de utilizadores e solicitações para os funcionários existentes, o que leva a impaciência e desânimo dos “clientes” e até, a uns desabafos dos funcionários. E quando se pergunta porque o quadro de pessoal está por preencher face à procura, somos informados que o governo não deixa admitir pessoal e agora até parece que a troika também proibiu. É caso para dizer: então a tal entidade que quer mandar nos portugueses que venha para cá fazer estes serviços.

Muitas escolas não têm pessoal auxiliar necessário para acompanhar correctamente os alunos e só quando acontecem acidentes todos falam mas não resolvem o problema. Também muito do trabalho administrativo das escolas é feito pelos professores tirando a estes forças e tempo para melhor se dedicarem ao ensino. O mau dimensionamento dos quadros de pessoal ao nível de atendimento em muitos Serviços Públicos, desespera os utentes, cansa os trabalhadores e cria o descrédito nas entidades oficiais chegando mesmo a privar as populações de serviços essenciais em vilas e aldeias.

Mas parece que há excesso de estruturas que acolhem praticamente só chefias e assessores com boas remunerações mascaradas de fundações e parcerias e outras designações, que talvez, essas sim, pudessem ser reestruturadas incluindo os vencimentos e mordomias que auferem. Com estas poupanças seria possível termos os quadros de pessoal da função pública preenchidos assegurando um mais eficiente serviço público. E até contribuir para baixar o desemprego, permitindo que mais famílias tenham rendimentos que possibilitem comprar produtos portugueses e cumprir os apelos dos governantes nesta matéria.


Maria Clotilde Moreira


Publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Algés em tempo de Férias



O calor continua e o movimento na baixa de Algés é menor; o Mercado também tem mais bancas sem ninguém. Há menos carros mas continuam a estacionar nas curvas sem que as autoridades actuem. Há mais lojas fechadas. Tempos de férias e também de crise.

E neste calor as baratas saltaram para a rua. Parece que os Serviços já deviam ter actuado mais cedo mas na semana passada ao sentirem o insecticida saíram pelas sarjetas e andaram a passear pela rua provocando algum desconforto. Os moradores lá foram matando as mais atrevidas que queriam subir pelas paredes. Também se tem visto pombos mortos que parece não aguentarem o calor. E a ribeira, como de costume, também tem tido o seu mau cheiro característico.

Mas o que está preocupando todos é que “a coisa aqui tá preta” como diz a canção do Chico Buarque. O Comércio mesmo com preços de saldo não vende. As noticias com que nos martelam os dias são assustadoras: vai haver mais desemprego porque são ordens do estrangeiro. Conversa-se a incoerência destas medidas e apontam-se pequenos exemplos: porque não se preenchem as faltas de pessoal que sabemos que há nas escolas? Porque se aumenta o número de alunos por turma e se manda embora professores? Porquê? Porquê? E todos têm um caso para contar de serviços que têm falta de pessoal.

Depois fala-se dos impostos que vêm travar as compras levando, portanto, a que o comércio morra mais depressa mas há já um bom número de amigos, das conversas de fim de dia, que estão jurando que vão ajudar o País comprando apenas o que é nosso para que os nossos euros não sejam para pagar as importações. Vamos assim vivendo este tempo de férias.


Maria Clotilde Moreira


Artigo publicado hoje no Correio dos leitores do JO.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Trabalhos para Férias


Alguns irão para férias e outros terão de descansar em casa, mas todos devemos reservar algumas horas para trabalho cívico e ajudar os responsáveis da nossa Terra a tomarem conhecimento das imperfeições que ainda existem.

Um dos grandes problemas que está a alastrar é a desorganização nos transportes além dos aumentos dos bilhetes. Aqui, por Oeiras, a rede de transportes tem piorado e existe até uma Comissão de Utentes que tem uma petição pública que deve ser apoiada e existem também vários movimentos locais que estão a chamar a atenção para a falta de carreiras e maus horários. E se nos informássemos e ajudássemos esses movimentos a serem ouvidos pelas Juntas de Freguesia e pela CMO para que interviesse com os meios que têm para melhorar os transportes no nosso Município?

E se cada um, cada semana, fizesse um apontamento das árvores que devem ser podadas porque os ramos nos batem na cabeça, dos buracos que há nas ruas que percorremos, dos carros abandonados que tiram lugares tão necessários a um bom estacionamento? E se assinalássemos os locais onde há sempre carros mal estacionados pondo em perigo o acesso em caso de acidente? E se utilizássemos os contactos telefónicos da CMO para informar de monos fora dos contentores para os Serviços fazerem um melhor traçado dos percursos?

Talvez sejam umas férias diferentes mas marcantes se atendermos nos pequenos nada junto à nossa porta e fazer chegar esses reparos aos Responsáveis porque, como cidadãos que somos, a vida da nossa Terra diz-nos respeito. Muitas vezes não são precisas estruturas pomposas para melhorar as coisas: é preciso apenas boa vontade e imaginação, e empenhados havemos de encontrar muito mais ideias para consolidar o Município de Oeiras num local onde apetece ficar.


Maria Clotilde Moreira / Algés


Artigo publicado hoje no correio dos leitores do JO

terça-feira, 26 de julho de 2011

Muitas vezes não nos ouvem

Claro que nem todas as sugestões podem ter seguimento mas às vezes ficamos admirados face a outras iniciativas que mais parecem ser propaganda. Vem isto a propósito de um balanço superficial que fiz de algumas sugestões que foram enviadas à autarquia e que nunca tiveram ao menos uma palavra de: vá passear.

Desde 2003 que tentei sensibilizar a área das Bibliotecas Municipais para terem livros em Braille ou gravados para facilitar o acesso aos livros às pessoas com deficiência visual ou para, ao menos, divulgarem a utilização do cecograma e as ligações que podem ter com outras bibliotecas com este tipo de disponibilidades.

Também pedi atenção para a identificação das várias paragens dos transportes com o nome da localidade onde se encontram e referência local. Sugeri a afixação em vários locais do mapa do Município com indicação das várias ligações para informar os moradores como se podem deslocar. Algumas Freguesias colocaram os horários das carreiras nas paragens como recurso mínimo de informação.

Pedi atenção para o tratamento adequado das árvores do estacionamento junto da área canina das traseiras da Av dos Bombeiros que deitam um tipo de cola numa época do ano e ficam os carros todos sujos. Pedi para corrigirem a cerca desta área canina que deixa passar a areia e com o vento inunda as redondezas.

Tenho pedido a intervenção urgente das autoridades para corrigirem o mau estacionamento que todos os dias piora pondo em risco a segurança das pessoas.

Apesar deste silêncio que em muitos casos poucos custos têm, não vou desistir.


Maria Clotilde Moreira / Algés



Publicado no Correio dos Leitores do JO desta data

terça-feira, 19 de julho de 2011

Acabou o 800 201 205 do Ambiente

Há uns anos foi divulgado o telefone do Ambiente da CMO – 800 201 205 com dois atendimentos: um directo dentro das horas de expediente. Outro atendimento para se deixar mensagens durante as 24 horas do dia. Assim, durante o dia ou da noite era possível informar este Departamento, do lixo fora dos contentores, monos abandonados ou outras ocorrências possibilitando assim que estes Serviços tivessem conhecimento das anomalias que iam por este Concelho fora e organizassem as voltas das recolhas face aos registos.

Se muitas vezes as coisas não eram recolhidas com a urgência que o cidadão gostava talvez fosse devido ao elevado número de lixo e aos poucos carros afectados a esta recolha. Mas agora acabou. Terá acabado de vez ou será por causa da época das férias?

Fomos surpreendidos há dias pela informação que ouvimos ao ligar este contacto à noite: só seríamos atendidos nas horas de expediente. Fazendo ligação naquele horário ficámos esclarecidos de viva voz por uma senhora funcionária, que realmente já não há registo de mensagens. Uma coisa que funcionava tão bem, acaba assim? Contactada a CMO pelo telefone 21 440 83 00 para tentarmos apresentar o nosso espanto, nova surpresa. Agora, a patetice de carregue no 1 ou no 2 etc. está instalada em Oeiras. Parece que se chama Call Center. Com paciência lá esperámos ouvir uma voz humana a quem pedimos que registasse a nossa reclamação: voltar a ter o telefone do Ambiente como estava e que não achamos que seja uma modernidade aquela coisa automática do carregue durante o dia. Será uma política de contenção de despesas? É que o número de contacto do Oeiras Está Lá - 800 208 301 – parece que também está indisponível.


Maria Clotilde Moreira / Algés



Publicado no Correio dos Leitores do JO de 19.7.2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Centro de Saúde de Algés

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Como se devem lembrar esta obra tem feito noticia de vez enquanto: o local escolhido, a inauguração da placa em tempos de eleições, a maquete na comunicação social e também um arranque de obras com delimitação do local, canalizações, plataforma para a grua mas, entretanto, o Tribunal de Contas chumbou o concurso e tudo voltou à estaca zero. Dizem que o novo concurso será aberto em Setembro próximo. O edifício como se lembram, terá duas caves para 73 carros e houve, desde o princípio, quem se interrogasse se seria sensato caves tão fundas num local tão sensível até por ali perto há um prédio sobre estacas exactamente por se tratar duma zona de ribeira. Bem, há duas ou três semanas esteve, durante alguns dias, uma viatura do LEMO (Laboratório de Ensaios de Materiais de Obras) dentro do local delimitado pela tal parede de lata verde. De pergunta em pergunta parece ter-se compreendido que eram técnicos que andavam a fazer prospecções geológicas pois ali passa um “braço” da ribeira, e uma vez que está em curso a elaboração do concurso é para depois não haver trabalhos a mais. Ficámos baralhados: ali não passa um “braço” – passa a ribeira. Depois, espanta-nos que agora é que se façam prospecções geológicas. Então o primeiro concurso não tinha já este aspecto incluído? Entretanto, do lado da Av. dos Bombeiros foram retiradas alguns taipais para que o local fique mais arejado e logo que possível também os taipais da Rua Manuel Arriaga irão recuar um pouco para melhorar a mobilidade desta via o que são medidas acertadas neste eterno adiar. Seria interessante alguém fazer a história verdadeira deste atribulado Centro de Saúde pois estas vicissitudes não devem ser ignoradas.


Maria Clotilde Moreira / Algés


Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do JO.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Os pequenos gestos

A comunicação social não pára de nos ir actualizando sobre os maus dias que estão para vir. Realmente a situação portuguesa é preocupante e um dos problemas situa-se no dinheiro que sai para pagar as importações que aumentam a nossa divida externa. E as importações referem-se, muitas vezes, a coisas que temos ou podíamos ter cá no nosso País. Mas há pequenos gestos que talvez possam ajudar a não nos afundarmos tanto.

Nunca será demais voltarmos a falar dos produtos portugueses. Se não existirem compradores para produtos importados e começarmos a pedir, seja nas pequenas lojas mas principalmente nas grandes superfícies, coisas nossas, talvez as importações diminuam e as nossas verduras e frutas encham as prateleiras dos supermercados. E também os nossos têxteis, por exemplo.

Mas existe um pequeno gesto que temos obrigação de implementar já ao nível da restauração: mostrar interesse em que os produtos utilizados sejam nossos e, também, não deixar comida nos pratos. Mesmo num restaurante que sirva “muito bem” devemos ter em atenção a quantidade necessária para cada comensal evitando desperdícios.

Depois podemos ter mais atenção aos gastos da luz procurando não apenas lâmpadas e equipamentos económicos mas fazer uso moderado e apenas o necessário. E quando tivermos ocasião talvez se possa optar pela instalação de painéis solares.

Se cada um de nós cumprir diariamente um dever de cidadania, haverá menos desperdício e ajudaremos a ultrapassar rapidamente este mau momento. Lembram-se da frase “o que é Nacional é bom”? Vamos pô-la em pratica.


Maria Clotilde Moreira / Algés


Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

terça-feira, 14 de junho de 2011

Coisas de Oeiras

Nos vários órgãos autárquicos do nosso Município houve sempre Eleitos que votaram contra muitos das propostas apresentadas. E muitas outras vezes abstiveram-se. Todas estas tomadas de posição foram devidamente justificadas e muitas das vezes apresentadas alternativas. E também muitas vezes foram apontados como empecilhos ao desenvolvimento de Oeiras.

Tiveram sempre razão? Talvez não, mas o estado em que nos encontramos – e não só Oeiras como o próprio País – poderia não ser tão grave se muitos dos gastos tivessem sido mais racionais. Por exemplo: o célebre SATU cujo primeiro quilómetro custou 23 milhões de Euros e desde 2004 espera o seu prolongamento para, como insistem, então ser rentável e, entretanto, crescem os custos de manutenção e a sua utilização é bastante diminuta.

Pela comunicação social foi comunicado que, para poupar a CMO reduziu o Combus a uma carreira abrangendo quatro Freguesias. Quando da sua implantação disseram: “A Autarquia tem presente a necessidade de alargamento do sistema de transportes colectivos de passageiros a todos os estratos da população, numa perspectiva de inclusão de todos quantos têm maiores dificuldades de deslocação”. Em Algés e apesar da Junta de Freguesia já ter afixado o novo percurso, sente-se uma desorientação pois nas paragens desactivadas nada foi afixado sobre as novas paragens. Uma muito utilizada, era junto ao Pingo Doce que ajudava a levar as compras para as casas na alta de Algés. Apesar de tudo não são tempos para desistir e todos são necessários para estudar e apresentar alternativas.


Maria Clotilde Moreira / Algés


Publicado hoje no Correio dos Leitores do JO


terça-feira, 31 de maio de 2011

Os algerozes

Os algerozes são canos de escoamento das águas da chuva dos telhados de modo a evitar a sua infiltração nas paredes dos prédios, encaminhando o seu fluxo para a rede de águas pluviais ou ligando a umas caleiras a nível do passeio que desaguam no asfalto mantendo os passeios sem água adicional em dias de chuva. Normalmente são construídas no interior das paredes dos prédios, mas quando se danificam a solução adoptada tem sido a colocação de tubos fixados nas fachadas e mantendo as ligações anteriores ao nível dos passeios.

Mas parece que é complicado fazer-se a ligação dos algerozes modernos (exteriores) aos anteriores encanamentos ao nível dos passeios e, assim, com muita frequência, em dias de muita chuva somos surpreendidos por caudais abundantes de água que nos encharcam os pés. Isto podia evitar-se se os fazedores das obras tivessem a sensibilidade necessária ou os conhecimentos técnicos suficientes para manterem as ligações iniciais. E, claro, se existisse fiscalização que percebesse porque não se devem deixar as saídas dos algerozes de qualquer maneira.



Texto e imagem: Maria Clotilde Moreira / Algés

(Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do JO)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Os Vizinhos


Estamos num momento de grandes transformações que até podem vir a interferir no nosso Município. Mas também é verdade que está a haver uma certa confusão com tanta informação, pareceres, opiniões… Por isso talvez seja melhor esperarmos que a tempestade acalme um pouco. É que há mesmo inverdades quando afirmam que ninguém fez propostas alternativas, que ninguém apontou erros em tempo oportuno. Um dia a verdade como o azeite virá ao de cima e quem estiver de boa fé sabe já que eles não têm razão.

Mas vamos ao que importa. Felizes os que têm bons vizinhos. Está a ouvir-se, com muita frequência, queixas de má vizinhança: música em altos berros, atirar com portas, roupa molhada que encharca a dos vizinhos de baixo, lixo espalhado à porta do prédio (quando não é atirado pela janela) e há quem aspire a casa às quatro da manhã ou de madrugada ande a mudar móveis.

E também o passeio com carros e os caixotes de lixo a abarrotar por fora (e com espaço vazio ainda no interior), as regas das plantas da varanda sem cuidar de quem passa ou quem sacuda tudo sem ver se incomoda. E quando alguém se queixa além de responderem mal ainda pioram o comportamento.

Este tipo de estar na Vida resulta, talvez, de falta de educação, de respeito pelo seu semelhante e de sensibilidade no relacionamento com os outros e são coisas quase invisíveis que tornam difícil a intervenção de uma Autoridade. Como agir para melhorar este relacionamento? Vamos começar, por cada um de nós, tentar ser sempre um bom “exemplo”.


Maria Clotilde Moreira / Algés


Artigo publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

terça-feira, 3 de maio de 2011

O PDM de Oeiras

No Oeiras Actual de Abril vem uma notícia sobre “Sessões de esclarecimento – Oeiras prepara revisão do PDM”. Esta notícia indica a temática e os oradores, não indica que estas sessões são por convite, portanto para uma assistência seleccionada. Os temas a tratar são de alta importância de acordo com os seus oradores. Serão exposições daquilo que entendem teoricamente que será o desenvolvimento de uma terra.

Mas o que eu gostava era que se reflectisse sobre o uso abusivo dos solos pelos calhaus e betão. Quem terá coragem de indicar a quantidade de imóveis que continuam a surgir e qual a solução face à sua não utilização. Quem encontrará solução para os muitos prédios degradados que apodrecem nas nossas Freguesias sem que ninguém tome uma atitude? Para quando uma solução para obrigar os proprietários a cumprirem a manutenção do edificado? E a mobilidade? Não seria um tema para reflectir sobre as falhas em transportes?

Oeiras tem coisas boas, é verdade. Mas talvez fosse mais humano promover “acções/seminários temáticos” nas várias freguesias ouvindo o que está errado, o que faz falta e as propostas para melhorar e actuar.

Às vezes parar as grandes “acções” e centrarmo-nos na correcção do que existe poderá também fazer com que fiquemos na História.



Maria Clotilde Moreira / Algés


Publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

terça-feira, 19 de abril de 2011

A garrafa e o violino

Noticias na net divulgam duas situações que serão representativas do nosso Mundo. Um vídeo “La botella de plastico” mostra-nos uma experiência: uma garrafa de plástico foi deixada, de propósito, no chão junto a um caixote, na zona dos cafés num Centro Comercial e, durante uns bons minutos, uma quantidade de pessoas passam indiferentes. Até que um jovem apanha a garrafa e coloca dentro do caixote. Esta atitude é saudada com uma ovação monumental dos envolvidos nesta experiência.

A outra é o desafio lançado por Joshua Bell um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. De calças de ganga e boné, toca durante 45 minutos, numa estação de metro de Nova York, e a multidão passa indiferente; apenas uma mulher terá parado, ouvido e cumprimentado o violonista. No Symphony Hall de Boston, há lugares que podem custar 1000 dólares para ouvirem este músico.

Tanta coisa que devia chamar a nossa atenção e colaborarmos para que seja corrigida ou intervir no momento ou simplesmente cumprirmos as regras de cidadania. O nosso comportamento tem de ser um exemplo, seja na deposição correcta do lixo nos respectivos caixotes, seja não abandonando os monos sem avisar os responsáveis para a sua recolha, seja apanhar os dejectos de quem tem cães, ou não fazer barulho principalmente fora de horas, ou estacionar correctamente. E participarmos na informação aos responsáveis das anomalias detectadas. Só colaborando poderemos exigir que a nossa terra seja um exemplo. Enfim: ser cidadão seja na apanha da garrafa ou no saborear de um som de violino.



Maria Clotilde Moreira / Algés



Publicado hoje no Correio dos Leitores do JO

quarta-feira, 23 de março de 2011

Escola Prof. José Augusto Lucas

Como já aqui nos referimos esta Escola Secundária de Linda a Velha tem tido falhas graves no preenchimento do quadro de pessoal não docente o que originou uma movimentação da Associação de Pais e Encarregados de Educação e a marcação de uma Assembleia para o passado dia 3. Resultante desta tomada de posição e dos contactos feitos pela Direcção da Escola, a DRELVT comunicou que estava atribuída à Escola a partir do 3º período, uma empresa especializada de limpeza, e entretanto a Escola estava autorizada a colmatar esta falta, por contratos de curta duração.

Também o Gabinete de Segurança do Ministério da Educação destacou um piquete de vigilância para colmatar insuficiências nesta área. Foi ainda garantido pelo Ministério o envio de um Técnico para uma vistoria às janelas que estão em risco de cair podendo pôr em causa a segurança dos alunos, docentes e outros.

Estes problemas do conhecimento dos responsáveis do Ministério e insistentemente lembrados pela Direcção da Escola só agora foram minimamente atendidos face à pressão da Associação e da Comunicação Social pelo que está já marcada nova Assembleia de Pais e Encarregados de Educação para o dia 7 de Abril. É com preocupação que continuamos a olhar o Ministério de Educação com desconfiança, pois não é só o desregulamento no tratamento dado ao corpo Docente das nossas Escolas mas até estas coisas pequenas de limpeza e segurança dos nossos Filhos e Netos estão negligenciadas.




Artigo publicado no Correio dos Leitores do JO de ontem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Algés – de Vila a Bairro

Num suplemento de fim de semana de um Jornal diário é-nos apresentado um mega projecto para 10 a 20 anos, que enunciando querer trazer a praia para a zona urbana da Vila de Algés, pega até em ideias já referidas há anos por algumas pessoas que pretendiam dar ares de inovação.

Lá vem referida a tal regularização da ribeira que continua adiada, a linha de eléctrico ligeiro (que já foi também chamado de metro de superfície) na Av. dos Bombeiros, e um arranha céus com vista sobre a foz do Tejo; a transferência do S. A. Dafundo e o aproveitamento do actual espaço, tão cobiçado, para escritórios (referem que lá ficaria um “quartinho” perpetuando esta memória). Os acessos viários e pedonais aos terrenos junto ao mar têm sido apenas miragens não se prevendo a sua concretização e, portanto a transferência deste clube será para entreter. Também não esquecem o actual Mercado desenhando-se uma valência comercial, etc. É interessante ver os apoios e as incriminações às entidades por não ligarem já a estas propostas.

Realmente Algés tem uma localização e densidade populacional importantes mas também é verdade que continua a existir um número apreciável de fogos novos por ocupar bem como espaços para escritório vazios (não sendo previsível que a natalidade aumente exponencialmente nem que haja uma invasão de visigodos vai ser difícil ocupar todos este imobiliário edificado)

É também de referir o número de edifícios abandonados e a degradarem-se sem que se veja qualquer actuação concreta em travar este desconsolo principalmente no centro desta Vila. Também o número de lojas fechadas não ajudam a aceitar a vertente comercial para o Mercado. Estes “suspiros” de inovação vêm recordar as tais 22 vivendas de luxo (mais 44 carros) para a Rua Mestre Avis e os problemas do escoamento de trânsito na Rua João Chagas.

E se começassem por apostar na manutenção e reabilitação e reaproveitamento do edificado?



Maria Clotilde Moreira / Algés



in Correio dos Leitores do JO desta data

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Enquanto não há dinheiro

Enquanto não há dinheiro para se concretizar o eléctrico para a Falagueira mesmo quando alguns o baptizaram de metro de superfície, ou para fazer a segunda maior sala de espectáculos do país com capacidade para quatro mil pessoas e o tal viaduto do Alto da Boa Viagem, ou ainda enterrar o comboio ou ligar por desnível o Jardim de Algés à zona ribeirinha e tantos outros “ous” com que se vai entretendo o Município de Oeiras talvez os seus técnicos pudessem estudar um melhor traçado das carreiras de transportes existentes de modo a servir um maior número de pessoas.

É sabido que será impossível termos todos um transporte à nossa porta, mas talvez fosse possível melhorar as rotas que existem, adequar horários, identificar as paragens. Depois poderia partir-se para metas de menos carros em horas de ponta e até tornar estas terras de Oeiras em exemplos de mobilidade.

Poder-se-ia também encontrar formas de ir junto das populações e sensibilizá-las para posturas correctas de cidadania – como os lixos, os dejectos caninos, o estacionamento, o barulho fora de horas – e até obter algumas receitas pela aplicação de coimas como último recurso. E porque não apostar na organização de equipas multidisciplinares integrando moradores para a efectiva conservação e reabilitação da habitação municipal para que estes bairros se mantenham sempre “novos”. A Câmara dispõe de bons técnicos e conhecimentos que poderão dar visibilidade a este Município mesmo em áreas que parecem invisíveis.






Publicado no Correio dos Leitores do J.O. desta data

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Algés e o SMS-reboque

Pela comunicação social e no site da CMO ficámos a saber que este Município aderiu ao programa “SMS Reboque” através do qual o cidadão poderá localizar facilmente para onde o seu veículo foi rebocado. A cerimónia de assinatura deste protocolo contou mesmo com a presença do senhor ministro da Administração Interna. Todos desejamos um comportamento exemplar dos automobilistas e que não haja estacionamento irregular.

Aqui em Algés dado a configuração da baixa deste Freguesia há ruas onde o estacionamento é feito com as rodas em cima dos passeios, procedimento que embora irregular tem de ser permitido. Porém, o que não se entende é que, antes deste programa do SMS, não haja Autoridade atenta e interventiva que sensibilize e depois reboque os veículos que ficam estacionados, por exemplo, nos vários cruzamentos da Av. dos Combatentes impedindo a necessária mobilidade, na entrada da Av. da República, também na Calçada do Rio locais onde existe sinalização proibindo tal estacionamento. Agora também está a ser moda estacionar, com alguma frequência, no sentido descendente da Rua João Chagas via com bastante movimento incluído camionetas. Haverá mais exemplos em que um mau estacionamento poderá ser um grave obstáculo em caso de acidente.



Maria Clotilde Moreira / Algés

in Correio dos Leitores, Jornal de Oeiras desta data