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terça-feira, 18 de novembro de 2008
sábado, 17 de novembro de 2007
Carta-aberta ao sr. "menistro" das Finanças
À minha caixa de correio electrónico, também chegou esta corajosa missiva de um concidadão ao Exmo. Sr. Ministro das Finanças de Portugal, acompanhada deste comentário, que subscrevo:
"Se todos tivéssemos a atitude deste homem, que não conheço, certamente outras seguir-se-iam, tal o estado de calamidade e amorfismo a que tão tristemente chegámos, com gente que, usufruindo dos votos colocados nas urnas eleitorais, se apropriou do Poder e com ele está a impor uma autêntica ditadura de silêncio. Passem a todos este acto de coragem."
Eis o teor da carta-aberta:
"Ex.mo Senhor Ministro das Finanças,
Victor Lopes da Gama Cerqueira, cidadão eleitor e contribuinte deste País,com o número de B.I. 8388517, do Arquivo de Identificação de Lisboa, contribuinte n.º 152115870 vem por este meio junto de V.Ex.a para lhe fazer uma proposta: A minha Esposa, Maria Amélia Pereira Gonçalves Sampaio Cerqueira, foi vítima de CANCRO DE MAMA em 2004, foi operada em 6 Janeiro com a extracção radical da mesma. Por esta "coisinha" sem qualquer importância foi-lhe atribuída uma incapacidade de 80%; imagine, que deu origem a que a minha Esposa tenha usufruído de alguns benefícios fiscais. Assim, e tendo em conta as suas orientações, nomeadamente para a CGA, que confirma que para si o CANCRO é uma questão de somenos importância. Considerando ainda o facto de V. Ex.ª, coerentemente, querer que para o ano sejam retirados os benefícios fiscais a qualquer um que ganhe um pouco mais do que o salário mínimo, venho propor a V. Ex.ª o seguinte:
a) a devolução do CANCRO de MAMA da minha Mulher a V. Ex.ª que, com os meus cumprimentos, o dará à sua Esposa ou Filha.
b) Concomitantemente com esta oferta, gostaria que aceitasse para a sua Esposa ou Filha ainda:
c) os seis (6) tratamentos de quimioterapia.
d) os vinte e oito (28) tratamentos de radioterapia.
e) a angústia e a ansiedade que nós sofremos antes, durante e depois.
f) os exames semestrais (que desperdício Senhor Ministro, terá que orientar o seu colega da saúde para acabar com este escândalo).
g) ansiedade com que são acompanhados estes exames.
h) A angústia em que vivemos permanentemente.
Em troca de V. Ex.ª ficar para si e para os seus com a doença da minha Esposa e os nossos sofrimentos, eu DEVOLVEREI todos os benefícios fiscais de que a minha Esposa terá beneficiado, pedindo um empréstimo para o fazer.
Penso sinceramente que é uma proposta justa e com a qual, estou certo, a sua Esposa ou filha também estarão de acordo.
Grato pela atenção que possa dar a esta proposta, informo V.Ex.a que darei conhecimento da mesma a Sua Ex.ª o Presidente da República, agradecendo fervorosamente o apoio que tem dispensado ao seu Governo e a medidas como esta e também o aumento de impostos aos reformados e outras...
Reservo-me ainda o direito (será que tenho direitos?) de divulgar esta carta como muito bem entender.
Como V. Ex.ª não acreditará em Deus (por se considerar como tal...) e por isso dorme em paz, abraçando e beijando os seus, só lhe posso desejar que Deus lhe perdoe, porque eu não posso (jamais) perdoar-lhe.
Atentamente,
19/Outubro/2007
Victor Lopes da Gama Cerqueira"
Serão precisas mais e mais cartas destas para despertarmos do torpor?
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