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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Oeiras: Comunicado à População sobre o Fim da Recolha Porta-a-Porta
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
"Fitness Ecológico no Alto de Algés"
Boa noite aos leitores do OL;
Permitam-me este pequeno intervalo no debate político.
Reporto mais uma vez problemas reais causados por uma administração local que chama ao exercício de cidadania dos munícipes - ruído (quer a data e local da afirmação senhora vereadora?).
O meu bairro foi um dos (in)felizes contemplados com a instalação das famosas Ilhas Ecológicas (triste exemplo de desperdício de dinheiros públicos, nunca é demais repeti-lo) por desactivação das casas-do-lixo existentes em cada um dos edifícios.
Sempre achei curiosa esta designação. A classificação de ecológica sinónimo de amiga do ambiente leva-me sempre à associação a conceitos como natureza, ar puro, desportos ao ar livre e de manutenção, etc.
Ainda não sei, analisando as fotografias que partilho convosco se algum dos meus vizinhos pensou da mesma forma e levou a ideia ao extremo de levar uma bicicleta para fazer "RPM" bem junto do espaço ecológico que a CMO nos presenteou sem nunca o termos solicitado.
Também não sei em que pensaram outros residentes e munícipes que ao longo dos últimos meses colocaram juntos das Ilhas Ecológicas objectos pouco…ecológicos e estranhos como cadeiras e mesas (para um jantar romântico ao ar livre na Ilha?), colchões (alguém decidiu namorar ao luar na Ilha?), numerosos brinquedos praticamente novos de crianças exigentes, etc, etc.
Enfim a variedade de objectos que têm sido colocados no exterior destes equipamentos daria para equipar um T2...
Estas Ilhas trouxeram pouca ecologia ao bairro e muito lixo para a rua.
Nunca mas nunca tal foi visto anteriormente no bairro. Os objectos ficavam recolhidos nos respectivos compartimentos privativos dos edifícios e se algum vizinho distraído não o fazia, outros chamavam os serviços respectivos da CMO para a a recolha.
Lixeiras à vista NUNCA!
Recordo mais uma vez as conclusões de estudo da própria CMO de 1994 (o sublinhado é meu) e atente-se como continua actual:
Fonte “Naturlink “
“Sofia Gomes/CMO:
… O sistema porta-a-porta é adequado a vivendas e edifícios com arrecadação de contentores, as chamadas casas do lixo. É adequado porque as pessoas não têm que se deslocar aos ecopontos e porque não é necessário colocar recipientes na via pública. Os bairros e a maioria das ruas não estão preparados para receber ecopontos. Eles tiram visibilidade nos cruzamentos, causam dificuldades de estacionamento e são impedimentos de passagem nos passeios”. Ou seja, um ecoponto é uma barreira arquitectónica e os nossos espaços já estão demasiado ocupados com sinais de trânsito, contentores do lixo e outras coisas que funcionam como obstáculos à livre circulação das pessoas. Sem contar com o estacionamento, que é cada vez mais um problema das zonas urbanas, e com o facto de cada material exigir um camião do lixo que demora cerca de dez minutos a recolher. Multiplique-se isto por quatro, o número habitual de contentores num ecoponto. A agravar a situação, muitas vezes os ecopontos estão demasiado cheios e “como os resíduos não cabem lá dentro, ficam de fora, originando pequenas lixeiras”.
Elas aí estão.
Voltarei a este tema da recolha e tratamento de resíduos no nosso Concelho divulgando aqui no OL e em primeira mão um dossier que me foi entregue sobre um potencial problema ambiental cujo (pela dimensão e consequências) entregarei nos próximos dias à Quercus.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Seminário Sociedade Ponto Verde - CMO agendou e... faltou!
Ainda a Reciclagem no Concelho de Oeiras : Fim da Recolha de RSU Sistema Porta-a-Porta.
Um grupo de moradores de Algés esteve presente no dia 22 de Maio no Seminário patrocinado pela Sociedade Ponto verde e versando o tema "Traçar Caminhos - Ecopontos vs Porta-a-Porta" com a agenda que junto.
Face à ausência de respostas oficiais da CMO e respectivos estudos que levaram à alteração de sistema, a anunciada presença e intervenção da responsável pelo Ambiente e Equipamentos da CMO e o debate seguinte iria proporcionar-nos uma oportunidade de esclarecer este assunto em fórum adequado.
Surpresa e Vergonha !
Num evento com a presença de vários responsáveis de câmara e especialistas estrangeiros, a CMO foi a única que não cumpriu o agendamento primando pela ausência e perante a perplexidade dos responsáveis da Sociedade Ponto Verde. Justificação informal: "imprevisto de última hora em... Barcelona".
Resta-me acrescentar que TODAS as intervenções das restantes câmaras e especialistas internacionais (que poderão em breve ser vistas no site da SPV) confirmam as vantagens do sistema actual e que CMO anuncia ir abandonar.
Obrigado Isabel, mais uma vez, pela disponibilidade de divulgação deste tema.
João Salgueiro
Clique na imagem para ampliarterça-feira, 5 de maio de 2009
Moradores de Oeiras contra fim da recolha porta a porta de resíduos domésticos
Município pioneiro neste tipo de recolha de lixo deverá substituir o actual sistema pela instalação de ecopontos no concelho
Um grupo de moradores vai denunciar hoje ao secretário de Estado do Ambiente a intenção da Câmara Municipal de Oeiras de suspender o sistema de recolha de resíduos porta a porta no concelho, mantendo-o apenas nas zonas de moradias. A associação ambientalista Quercus já pediu esclarecimentos à autarquia, que foi pioneira a nível nacional por ter adoptado este sistema há 14 anos.
João Salgueiro, morador que coordena a contestação, está descontente com os buracos que entretanto começaram a aparecer nas ruas para instalar os ecopontos. Ou melhor, "na sua essência e consequências, os contentores são um mal menor sempre que não é possível a recolha selectiva porta a porta", contou ao PÚBLICO.
A confirmação dos seus receios surgiu numa reunião de câmara de 22 de Abril quando confrontou a autarquia. Foi-lhe respondido que o sistema apenas se manterá nas zonas de moradias por causa das "emissões de dióxido de carbono, da falta de pessoal, problemas nas portas dos edifícios".
Apesar de a câmara não ter oficializado a decisão, João Salgueiro já preparou um dossier que entregou "a todas as forças políticas" locais e que vai entregar hoje a Humberto Rosa. "Quero aproveitar a presença do secretário de Estado num colóquio sobre Ambiente e sustentabilidade em Oeiras para lhe perguntar se tem conhecimento" desta situação. Além disso, tem um abaixo-assinado com mais de 60 assinaturas de moradores de dez a 15 edifícios do bairro Urbanização do Alto de Algés. Entretanto, a recolha porta a porta continua, ainda que mais "intermitentemente". Actualmente, o cartão, papel e plástico são recolhidos duas vezes por semana; o lixo orgânico, todos os dias. "Ultimamente, temos reparado que essa frequência diminuiu", salientou.
A Quercus considera que, assim, "Oeiras passa de excelente a péssimo exemplo": "A recolha porta a porta é o caminho a seguir e não estamos a ver qual o motivo técnico para este abandono", comentou Rui Berkemeier. "É uma frustração muito grande que a câmara que 'lançou' a recolha porta a porta no país queira agora abandoná-la." O PÚBLICO tentou obter respostas da Câmara de Oeiras, mas sem sucesso.