Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
sábado, 14 de julho de 2007
CCB
sexta-feira, 13 de julho de 2007
MESTRE ALMADA

às gerações portuguesas do século XX
Eu não pertenço a nenhuma das gerações revolucionárias. Eu pertenço a uma geração construtiva.
Eu sou um poeta português que ama a sua pátria. Eu tenho a idolatria da minha profissão e peso-a. Eu resolvo com a minha existência o significado actual da palavra poeta com toda a intensidade do privilégio.
Eu tenho 22 anos fortes de saúde e de inteligência.
Eu sou o resultado consciente da minha própria experiência: a experiência do que nasceu completo e aproveitou todas as vantagens dos atavismos. A experiência e precocidade do meu organismo transbordante. A experiência daquele que tem vivido toda a instensidade de todos os instantes da sua própria vida. A experiência daquele que assistindo ao desenrolar sensacional da própria personalidade deduz a apoteóse do homem completo.
Eu sou aquele que se espanta da própria personalidade e creio-me, portanto, como português, com o direito de exigir uma pátria que me mereça. Isto quer dizer: eu sou português e quero portanto que Portugal seja a minha pátria.
Eu não tenho culpa nenhuma de ser português, mas sinto a força para não ter, como vós outros, a cobardia de deixar apodrecer a pátria. (...)
Almada Negreiros
Obras Completas
Vol.VI
Textos de Intervenção
INCM
Centro Histórico da Vila de Oeiras (II)
Rua Cândido dos Reis
Alguns dos edifícios têm, pelo menos, a 'cara' lavada
Candeeiro de iluminação pública.Fotos: Isabel Magalhães ©
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Declaração do Presidente do PSD

Declaração do Presidente do PSD, Fui durante 3 anos Presidente da Direcção da Universidade Atlântica cargo que exerci até Abril de 2002, data em que iniciei funções governativas.
Ou seja, de acordo com esta deliberação, durante os 33 meses do exercício daquelas funções eu deveria ter auferido um total de 28.500 contos.
Ora, a verdade é que recebi muito menos do que aquele valor.
Recebi apenas cerca de 16.000 contos. Embora o próprio “Correio da Manhã” até já tivesse referido um valor inferior.
Ou seja, recebi menos 12 mil contos do que estava previsto. Pouco mais de metade do montante que estava inicialmente deliberado.
A drástica redução de valores tem uma única explicação: a Universidade Atlântica estava, à data, em situação de falência técnica, com graves dificuldades para pagar mesmo os salários dos seus trabalhadores.
Constatada esta situação, foi entendido que era impossível pagar a remuneração deliberada tendo ficado acordado que só havia possibilidade de pagar despesas de representação e senhas de presença às reuniões e mesmo assim só quando a tesouraria o permitisse.
É esta a razão pela qual em 1999 não recebi qualquer montante. Em todo o ano de 2000 foi-me feito um único pagamento em Dezembro. Em 2001 foram-me feitos 2 pagamentos, um em Julho e outro em Dezembro. Em 2002 foi-me feito um último pagamento à data de cessação de funções.
Aqui chegados, importa dizer que a tese do Correio da Manhã é falsa e é absurda.
Segundo este jornal, eu transformei aquilo que seria um recebimento de 750 contos mensais em recebimentos de senhas de presença com vista a fugir ao pagamento dos descontos à segurança social.
É falso. Não transformei nada e tudo o que recebi da Atlântica foi sujeito aos devidos descontos legais.
Para além de falso é absurdo.
Então eu, ou alguém no seu perfeito juízo, abdicaria de receber cerca de 12.000 contos só para evitar pagar cerca de 3.000 contos à segurança social?
Isto faz algum sentido?
Cabe na cabeça de alguém?
É evidente que não!
Tudo é por isso muito claro. Não houve qualquer fuga a pagamentos à segurança social.
Mais, em face da deliberação inicial, e por causa da difícil situação financeira da universidade, o único prejudicado fui eu que recebi muito menos do que estava previsto desde o início.
Saí da Universidade Atlântica há mais de cinco anos. Durante todo este tempo, nenhuma entidade pública ou privada, o fisco, a segurança social, a Câmara Municipal de Oeiras ou outro accionista, fez qualquer reparo a esta situação ou me notificou de qualquer irregularidade.
Mais, as contas da Universidade relativas aos anos de 1999 a 2002 foram sempre auditadas por um Revisor Oficial de Contas e foram sempre aprovadas pelos accionistas em Assembleia Geral.
O Correio da Manhã vai ainda mais longe. Acha que havia incompatibilidade entre o exercício do mandato de Deputado e as funções de Presidente da Direcção de uma entidade privada.
É falso.
Não houve qualquer incompatibilidade. Cumpri, além de mais, todas as formalidades legais indispensáveis. Declarei as minhas funções no Registo de Interesses na Assembleia da República, deixei de ser deputado em regime de exclusividade e todos os rendimentos respectivos foram inseridos na competente Declaração apresentada no Tribunal Constitucional.
Tal como não fugi ao cumprimento da Lei, também não fujo hoje a dar esta explicação ao País. Uma explicação que entendo obrigatória dada a minha qualidade de Presidente do maior Partido da Oposição.
Aliás, sei bem que esta notícia e o relevo que lhe é dado, não pretende atingir o cidadão Luís Marques Mendes. Pretende sim atingir o líder do PSD.
E também sei que não é por acaso que estas notícias saem a poucos dias de eleições em Lisboa e depois do PSD ter feito severas denúncias de comportamentos políticos do Governo e no âmbito da campanha de Lisboa.
Sei que algumas denúncias políticas que fiz são incómodas. Sei que ao denunciar pus o dedo na ferida de algumas situações. Sei que há sempre a tentação, ainda que com falsidades, de fazer retaliações.
Mas uma coisa quero deixar claro: se esta ou outras notícias do mesmo género visam intimidar-me ou condicionar a minha acção política, desenganem-se.
Continuarei a denunciar tudo o que tiver que denunciar. Continuarei a decidir o que tiver que decidir. Fiel aos princípios e valores em que sempre acreditei.
Feito este esclarecimento, informo que vou entregar este assunto ao meu advogado.
Lisboa, 12 de Julho de 2007
Comboio da Praia
De acordo com o solicitado informa-se que o serviço não foi interrompido, encontrando-se programado até ao final de Setembro. A ter havido uma falha ela foi certamente pontual, sendo que irá ser averiguada a causa.
Com os melhores cumprimentos
Nuno Barros Graça
Eng.º Civil
Divisão de Trânsito e Transportes
Centro Histórico da Vila de Oeiras (I)
A rua mais antiga da Vila de Oeiras
Portão Manuelino - são visiveis as marcas do alargamento
Rua das Alcássimas
No centro histórico a dois passos da Galeria Verney e da Igreja Matriz
Páteo setecentista com porta de alumínio anodizado
Fotos recolhidas durante a visita guiada promovida pela CMO no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Fotos: Isabel Magalhães (reservados os direitos)
quarta-feira, 11 de julho de 2007
LISBOA / ELEIÇÕES
"Os problemas não se levantam por acaso", disse o candidato social-democrata, Fernando Negrão, em declarações aos jornalistas no final de uma 'arruada' entre a Igreja de São Mamede, na zona do Rato, e o Príncipe Real. >>>
A Defesa da Vida
«Um país onde não nascem crianças não tem futuro», disse o Chefe de Estado
terça-feira, 10 de julho de 2007
Originais de Gémeo Luís, em Algés
Para ver de perto as imagens-objecto e encontrar um mundo de histórias
A Galeria Municipal Palácio Ribamar apresenta, de 29 de Junho a 29 de Julho, uma exposição de originais de Gémeo Luís, constituída por ilustrações originais dos livros O Quê Que Quem - Notas de Rodapé (com texto de Eugénio Roda, Edições Éterogémeas, 2005, edição bilingue: português-inglês) e de Corrimão e O Sam e o Som (com texto de Ana Saldanha e Basil Deane, Caminho, 2006, edição bilingue: português-inglês).
CMO. Newsletter nº 26 - 10072007
Notícias: MEXE-TE NAS FÉRIAS
Cerca de três centenas de crianças e jovens, entre os oito e os 16 anos, estão a participar no Projecto “Mexe-te nas Férias” da Câmara Municipal de Oeiras, que tem por objectivo ocupar a pausa escolar do Verão, até ao dia 10 de Agosto, através da realização de várias iniciativas.
Há actividades para todos os gostos e idades, que vão desde as de âmbito cultural até às de preservação do património e do ambiente, tais como ateliers de reciclagem ou de teatro. Do programa também fazem parte inúmeras modalidades desportivas, tais como minigolfe, canoagem e hóquei em campo, entre outras. E, ainda, acções em piscinas - gincanas, jogos de água e experiência de mergulho - e em praias do concelho. Todas as actividades são devidamente acompanhadas por monitores.
O skate e o windsurf são as novidades deste ano, assim como a realização de ateliers Unicidade, que consistem na promoção de aquisição de estilos de vida saudáveis, sensibilizando os mais novos para questões como por exemplo a prevenção da toxicodependência e o exercício da cidadania.
Além de facilitar a vida aos encarregados de educação em tempo de férias, as actividades oferecidas pelo projecto “Mexe-te nas Férias” pretendem proporcionar a todos os participantes um conjunto de iniciativas que abranjam não apenas uma vertente lúdico-desportiva, mas que apelem também ao espírito criativo. Além do mais, trata-se de uma oportunidade que proporcionará a troca de conhecimentos e o relacionamento entre os participantes, muitos dos quais provenientes de bairros sociais do concelho.
Newsletter nº 26 - 10072007
Empenhada em fomentar a actividade de entidades que dêem resposta às necessidades locais no âmbito de um programa integrado de inserção e desenvolvimento sócio-cultural, a Câmara Municipal de Oeiras tem apoiado financeiramente o desenvolvimento e a divulgação da cultura, com vista ao incentivo à participação da população em acções desta natureza.
Deste modo, a autarquia celebrou um protocolo com a “Associação “Pancada – Produção de Espectáculos”, vulgarmente conhecida por Teatro Independente de Oeiras, que prevê a atribuição de subsídios por parte desta autarquia àquela entidade, até ao montante global de € 130.961,93, para a aquisição de equipamento diverso.
Deste valor já foram atribuídos dois subsídios:
Um no valor de € 81.829,28, para aquisição de cadeiras suplementares para a plateia, equipamento de cozinha e bar, extensões e adaptadores, cortinas, calhas e respectiva colocação e decoração de palco;
Outro, no valor de € 29.989,11, a fim de dotar esta colectividade dos recursos necessários para a aquisição de equipamento de som. »»»
domingo, 8 de julho de 2007
comboio da praia ou... COMBOIO FANTASMA !?
Peço prévia desculpa pela extensão deste post, não era para tão grande ser, mas é inevitável.
Diz o povo que "para quem é, bacalhau basta", e creio que esta asserção se aplica na generalidade à mentalidade espúria, caduca e atrofiada tão difundida entre os lusos mortais de que o que é gratuito não deve nem pode ser alvo, nem de competência na execução nem de reclamação no usufruto.
Ou seja, "É de 'borla', não temos que cumprir o que prometemos nem tendes o que reclamar do nosso incumprimento". Sejam quais forem as consequências...
A Reportagem:
Confesso que foi com júbilo e um misto de emoção quase infantil e enorme agrado que ontem, sábado, por volta das 17h36 embarquei, sozinho apesar dos 90 lugares disponíveis, no recém criado COMBOIO DA PRAIA, promovido por uma campanha de marketing do Carrefour e apoiado pela Câmara Municipal de Oeiras (que paga o combustível).
A viagem, desde a Estação da CP de Oeiras até à Praia da Torre, ao longo da Estrada da Medrosa, por mim bem conhecida desde criança e que não consigo deixar de referir com o nome aprendido há muitos anos de Estrada Militar, a viagem dizia, decorreu de forma aprazível e sem percalços. A tarde estava boa e convidava ao passeio. Cerca de 10 minutos depois, após uma paragem a meio para o embarque de quatro jovens, chegámos à Torre.
Após descer no 'terminal', junto ao túnel de acesso à Torre, o qual passa por baixo da Estrada Marginal, antes de me afastar, dirigi-me ao motorista do comboio - pois é, este 'comboio' não tem maquinista, visto ser um veículo de rodas que transita na via pública - com a intenção de lhe pedir alguns, poucos, esclarecimentos. Ele mostrou-se bastante solícito.
Se ali era o local para apanhar o comboio para o regresso - que "Sim".
Se se podia entrar e sair em qualquer ponto do percurso - que "Sim, há uma campainha para sair em qualquer ponto, é só tocar, e é só fazer sinal para entrar que eu páro".
Se demorava muito - que "Passo de 20 em 20 minutos".
Se era todos os dias das 09h00 até às 22h00 - que "Sim".
Afastei-me dizendo-lhe que ali estaria dali a pouco para o regresso.
A tarde estava de facto magnífica e para mim que tinha tantas saudades de esplanar na 'praia da minha vida', foi uma meia hora de descontracção maravilhosa aquela que passei na esplanada do restaurante Torre-Mar, acompanhado duma Carlsberg fresquinha, a observar o mar oceano onde navegavam alguns veleiros aproveitando o moderado e fresco noroeste, divagando o olhar no eternamente fascinante Bugio, passeando-o até ao Cabo Espichel, difuso quase escondido no longe pelo ar sujo, regressando a terra, através da morada das Tágides para o deter momentaneamente nos mastros da embarcações em descanso no Porto de Recreio e imobilizando-o no enorme rabo duma gigantesca Baleia Azul que um dia mergulhou naquele lugar.
Completei o esplanar por uma voltinha a pé até ao Mergulho da Baleia para tirar algumas fotografias, um vício que não me larga, e confirmar a presença próxima das tendas de prova de produtos montadas pelo Carrefour, cuja presença tinha sido referida nas notícias.
Fui 'cuscar' as tendas de prova montadas do lado esquerdo da estrada que desce para o Porto de Recreio e Piscina Oceânica.
Uma simpatiquíssima moça ofereceu-me um copo de cerveja que não recusei - perdoem-me, mas não publicito a marca... pronto, está bem! É a nova Sagres Bohemia d'Ouro - que me soube maravilhosamente debaixo da canícula que ainda se fazia sentir. O vodka, esse recusei-o. Não eram horas para estar com misturas... Foi um pedaço de tarde excelente, calmo e descontraído, exactamente o que precisava (eu e muitos) para combater o stress que nos agride quotidianamente.
Assim, após ter experimentado a viagem no COMBOIO DA PRAIA, após ter esplanado, após as muitas fotografias que tirei, pelas 18h30 considerei que era chegada a hora de regressar. Não sem antes ter decidido repetir a proeza no dia seguinte, hoje, domingo, desta feita acompanhado da minha esposa que, por razões de trabalho, não tinha tido possibilidades de me acompanhar (é, e ainda há quem ache que os professores não fazem nada...)
Dirigi-me então ao 'terminal' para apanhar o COMBOIO DA PRAIA de regresso até à Estação de Oeiras. Ao sítio cheguei por volta das 19h00. Já lá estavam duas pessoas, também à espera. Sentei-me no murete a fumar uma cigarrada e aguardei. No entretanto mais algumas pessoas foram chegando e fazendo a natural pergunta "Estão à espera do comboio?"
Contabilizei umas 9 ou 10 pessoas, entre as quais idosos e algumas crianças.
Raciocinei - é outro dos meus vícios - que se os comboios passavam de 20 em 20 minutos, como me disseram as notícias e confirmara o motorista, e eu chegara pelas 19h00, certamente passaria algum até às 19h30 o mais tardar, já contando com as incertezas do trânsito ao longo do percurso e de um transporte sem horário determinado como este. E deixei-me ficar à espera.
Bom, vou abreviar esta prosa...
Não demorei a perceber que "no melhor pano cai a nódoa" e que eu estava à espera, não do COMBOIO DA PRAIA mas sim do COMBOIO FANTASMA...
Os ponteiros do relógio iam cumprindo a sua obrigação e o Comboio Fantasma (anterior Comboio da Praia) nunca mais aparecia...
As outras pessoas foram desistindo de esperar e optaram por fazer a pé os cerca de 1.500 m. até à Estação de Oeiras.
Eu, com os meus problemas físicos, motores e visuais, não estava em condições de tomar essa opção, e fiquei à espera, adiando até ao limite do possível a dolorosa decisão de caminhar a pé.
Claro que acabei por ali ficar sozinho.
Eram 21h10, já o Sol tinha ido dormir e o típico vento frio fim de dia fazia arrepiar os cabelos dos braços nus, quando finalmente e após uma espera infrutífera e cansativa de 2h10, a minha paciência se esgotou e decidi ir a pé para a Estação de Oeiras.
Lembrei-me de seguir o provável percurso do comboio na viagem de regresso, não fosse dar-se o caso dele aparecer.
Sorte a minha! Mas não, não é o que estão a pensar.
Ainda não tinha percorrido 200 m quando ouvi chamar por mim. Olhei e era um carro que tinha parado. A condutora perguntava-me se eu queria boleia que, é claro, aceitei.
Esta senhora era uma brasileira com uma criança dos seus 5 ou 6 anitos que, também ela, tinha estado comigo à espera do comboio, e com quem eu tinha conversado, e que tinha desistido de esperar mais.
Ela contara-me que na ida deixara o carro num parque na Estação de Oeiras e decidira levar a criança a gozar a viagem de comboio para passarem o dia na praia. Como no regresso o comboio nunca mais aparecia, estava a ficar frio e a criança estava com frio e fome, desistiu e foi a pé com a criança, buscar o carro para rumar ao conforto de casa. Lembrou-se que eu tinha ficado à espera e decidira ir ao local buscar-me!
Não sei o seu nome nem isso é o importante. Apenas sei que é de Paço de Arcos. Agradeço-lhe a gentileza e a solidariedade e registo estas aqui publicamente.
Em Síntese:
- A informação divulgada, visível nas telas que estão na Estação de Oeiras, e em mais lado nenhum que eu saiba, afirma que o comboio circula TODOS os dias entre as 09h00 e as 22h00. Confirmado pelas notícias na Imprensa.
-Uma notícia que encontrei no Jornal de Notícias, realça que o comboio só pára entre as 12h30 e as 13h30 para almoço do motorista.
- O motorista disse-me que passava de 20 em 20 minutos.
- Nas telas colocadas na Estação de Oeiras, não está indicado nenhum contacto, p. ex. telefónico, através do qual seja possível obter informações, apoio, ajuda, ou perguntar seja o que for.
- O terminal junto ao túnel da Praia da Torre tem apenas 5 grades identificadas com o Brazão da Polícia Municipal. Nem sequer um placard informativo ali existe, tal como acontece na Estação de Oeiras.
- Não apareceu ninguém para informar de que não havia comboio para o regresso ou porquê.
- A senhora brasileira que citei acima chegou mesmo, porque estava sem crédito no telemóvel para o poder usar, e já num acto de enorme desespero pela presença da criança porque a noite aproximava-se naquele lugar que ia ficando isolado, chegou dizia, a telefonar para o 112 (falou com um sr. que se identificou como Gaspar) pedindo ajuda no sentido de pedir que contactassem a Polícia Municipal (identificada nas grades) ou a PSP para lhe dar ajuda.
Será desnecessário referir que o 112 RECUSOU ajudar com o argumento de que não era uma emergência...
Uma mãe com uma criança muito pequena, num lugar onde vão rareando os passantes (só de carro) com a noite a aproximar-se, à espera dum transporte cujo destino desconhece, com um marmanjão de óculos escuros, corte 'pente-zero' na cabeça e bigode, barba por desfazer, ar mal encarado - EU - por perto e em quem não sabe se pode confiar, NÃO é uma emergência... digo eu que gosto de dizer coisas...
Dizer ao polícia da motinha "Oh pá, passa por lá só para ver o que é que se passa e de caminho bebe uma bujeca por mim" deve estar de facto para lá, muito para lá, das competências do 112...
A Conclusão prévia:
O que parecia ser uma boa e louvável estratégia de marketing do Carrefour, de parceria com a Câmara Municipal de Oeiras (leia-se "com o dinheiro dos contribuintes"), com enorme utilidade e vantagens para os Munícipes de Oeiras, os Turistas e os muitos Visitantes que escolhem o nosso Concelho para frequentar as nossas Praias e os equipamentos disponíveis, como Piscinas, Porto de Recreio, Passeio Marítimo, Restauração, etc., fica assim comprometido devido a um acontecimento incompreensível, sobretudo pela sensação que nos fica de nos estarem a ignorar. De se estarem completamente nas tintas para aqueles a quem prometem o usufruto dum transporte.
Faço notar que qualquer pessoa que saiba da existência deste transporte, de acordo com as informações divulgadas, e que o utilize 'à confiança' corre assim o risco de ir para a Torre, sim, mas convencida que vai ter transporte no regresso, ver defraudadas as suas expectativas.
Pense-se em casos que podem ser dramáticos, como um deficiente, um idoso ou uma criança. Alguém que precise MESMO de acreditar que o transporte existe e não vai, de repente, virar FANTASMA... Alguém que fique, perante uma situação assim, impossibilitado de se deslocar pelos seus próprios meios.
Esteve MAL o Carrefour e esteve MAL a Câmara Municipal de Oeiras, que devia escolher mais cuidadosamente a quem é que DÁ o dinheiro dos contribuintes.
Pelo facto de ter acontecido a um fim de semana, como todos sabem, não valeria a pena tentar contactar fosse quem fosse porque pela certa não deveria haver ninguém responsável disponível em lado nenhum - Carrefour, C.M.O., Polícia Municipal - para prestar um esclarecimento sobre este acontecimento e esta matéria. Tal terá que ficar para 'outras núpcias'. E naquelas circunstâncias e lugar, telefonar para quem?
Uma curta nota final: Um Munícipe confidenciou-me há momentos que algumas pessoas suas conhecidas, também Munícipes, que usaram o comboio há uns dias estavam a pensar fazer uma queixa do motorista que conduzia o comboio naquele dia e viagem, segundo elas porque o mesmo, sempre que parava na Estação de Oeiras, era visto a "ir beber uns copinhos" e a viagem que fizeram ter sido muito atribulada a ponto de terem temido que o comboio se virasse. Segundo me disse a mesma fonte, os motoristas são bombeiros.
Para finalizar, e já que estou com a 'mão na massa', mas na dúvida de que os implicados o mereçam, deixo algumas das fotografias que tirei do que poderia ter sido uma boa reportagem, promotora das entidades envolvidas:
frente ao antigo CINCIBERLANT, com a imponente torre do farol
do Forte de São Julião da Barra, a assomar ao fundo.
junto ao túnel de acesso à Praia da Torre
(note-se a total ausência de informação).
junto ao túnel de acesso à Praia da Torre, já o dia entardecia.
nicles... nem um sinal de 'luz ao fundo do túnel'...
.
sábado, 7 de julho de 2007
comboio da praia
sexta-feira, 6 de julho de 2007
comboio gratuito
Oeiras: Comboio gratuito liga estação comboio à praia da Torre até Setembro
5 de Julho de 2007, 15:34
Oeiras, Lisboa, 05 Jul (Lusa) - Os visitantes da praia da Torre, da Piscina Oceânica e da marina de Oeiras dispõem até Setembro de um novo transporte gratuito e diário, o "comboio da praia", que liga aquela zona costeira à estação de Oeiras.
Todos os dias, entre as 09:00 e as 22:00 (sem frequência de passagem definida), o pequeno veículo, com capacidade para 90 pessoas, estabelece a primeira ligação de sempre entre a estação de comboios de Oeiras e a praia da Torre, na mesma freguesia, em apenas dez minutos.
A carreira inclui ainda duas paragens, no condomínio da Torre (viagem de ida) e no bairro da Medrosa (viagem de regresso).
Até Setembro, a cadeia de hipermercados promove também aulas de ginástica e dinamiza um "stand" da própria marca, com provas gratuitas de produtos.
Lusa/Fim
Centro Cultural de Belém
Museu Joe Berardo com acesso gratuito até 15 de Julho
Frase da Semana
" A ideologia (deste Governo) é cinematográfica:
Uma mistura de " Matrix" com "Crash". Tudo pelo poder (deles), nada contra o poder (deles) "
Fernando Sobral
(Jornal de Negócios)
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Falta Estacionamento na Freguesia de Linda-a-Velha
Neste pequeno local, nas traseiras dos nºs 1, 3, 5, e 7 da Av. D. Pedro V o estacionamento existente é manifestamente insuficiente para todos os moradores detentores de veículos e que pagam o respectivo Imposto Municipal.
À data, o pouco estacionamento disponível estava consideravelmente reduzido por decorrerem obras de substituição de canalizações na via pública, obrigando a que outros moradores procurassem estacionamento na zona onde teve lugar a operação efectuada pela Polícia Municipal de Oeiras.
A operação que envolveu várias viaturas da PMO e um número considerável de agentes decorreu durante todo o dia. Começou de manhã com o bloquear de rodas e selar das viaturas e prolongou-se até às 17:00 horas.
É neste local que, diariamente, a partir das 17:00, os peões ficam impossibilitados de circular nos passeios porque os clientes / utilizadores do referido "Healthclub" estacionam as viaturas em espinha não deixando qualquer espaço livre entre os veículos e o muro visível na foto. Nota: Por indicação de um leitor atento foram retiradas fotos que identificavam matriculas de viaturas seladas.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Execuções Fiscais
ECONOMIA
DGCI anula 700 milhões de euros de execuções fiscais em 2006
A Direcção-Geral dos Impostos anulou dívidas no valor de 700 milhões de euros o ano passado. As razões que estão na origem destas anulações derivam de decisões judiciais ou "outras", refere o relatório da Conta Geral do Estado de 2006, hoje divulgado. »»»
fiscalista
Se o fisco devolvesse todo o indevido.... outra seria a "estória"!
domingo, 1 de julho de 2007
um típico domingo oeirense...
Quem, por qualquer motivo - idoso, criança, deficiente, doente ou reformado, p.ex. -, dependa de forma incontornável dos transportes públicos em Oeiras, a um domingo, em que pretenda ir dar um passeio, fazer compras no centro comercial, visitar familiares e amigos ou outra coisa qualquer, está sujeito a uma coisa como a deste post. E não se pense que é uma excepção. É a regra, o habitual. A empresa é a ScottURB.
Domingo, 17 de Junho de 2007:
16:15, Chegada ao abrigo/paragem na Av. da República (Qta. do Barão, frente ao Pingo Doce de Sassoeiros, junto ao entroncamento com a Av. D. José I).
16:50, 35 minutos de espera. Chegada da camioneta 470 (a) para a Estação de Oeiras.
16:55, 5 minutos de trajecto. Chegada à Estação de Oeiras.
17:20, 25 minutos de espera. Chegada da camioneta 471 para o Alto da Barra.
17:25, 5 minutos de trajecto. Chegada ao Alto da Barra.
Balanço:
60 minutos de espera nas duas paragens.
10 minutos em trânsito.
70 minutos no TOTAL para percorrer um circuito urbano entre a Quinta do Marquês e o Alto da Barra com 1.809,54 m. em linha recta e com ca. 3.734,84 m. de percurso pelas ruas segundo cálculo efectuado no Google Earth.
Média:
3.201,2914285714 m/h, ou seja 3,2 Km/h.
Por curiosidade, uma pessoa saudável desloca-se a passo moderado a uma velocidade média de 5.400 m/h - 5,4 Km/h..
Preços (tarifa de bordo):
470 - 1,70 €
471 - 0,80 €
1,70 + 0,80 = 2,50 € ( 500$00 na moeda antiga )
ida/volta, 2,50 x 2 = 5,00 € ( 1.000$00 na moeda antiga )
Relação distância - tempo - preço:
3.734,84 m. - 70 minutos - 2,50 €
A título informativo e comparativo, o mesmo trajecto feito de táxi custa ca. de 4,5 € e demora ca. 10/15 minutos.
Percursos:
470: Av. D. José I, R. Dr. José Carlos Moreira, Alameda Conde de Oeiras, R. da Quinta Grande e Av. Salvador Allende, até à Estação de Oeiras (R. Henrique de Paiva Couceiro).
471: R. Henrique de Paiva Couceiro, R. da Fundição de Oeiras, Av. Infante D. Henrique, Av. D. João I, R. Infante Santo, R. D. Filipa de Lencastre, Av. Infante D. Henrique, Av. das Descobertas e R. de Aljubarrota até ao Alto da Barra.
(a) Não tenho a certeza do número, mas é indiferente. A diferença é de cerca de 1 minuto porque algumas camionetas seguem logo directamente pela Av. da República abaixo até entrarem na Av. Salvador Allende junto ao Centro de Saúde de Oeiras, e não atravessam a Qta. das Palmeiras e Nova Oeiras.
Nota importante: São comuns intervalos de espera que chegam a atingir os 45 minutos, pelo que este caso até nem é o PIOR...
Transportes que aproximem as pessoas ao invés de as isolar cada vez mais...
imagem: © Google Earth (legendagem: comunicação visual - adicionada em Photoshop) CLIQUE PARA AMPLIAR .
a nossa vanessa

sábado, 30 de junho de 2007
ASFIXIA DEMOCRÁTICA

Marques Mendes considera que o Governo está a criar um clima de asfixia democráticaO líder do PSD considera que José Sócrates está a executar um projecto de «controlo de poder pessoal», como não se tinha visto em anteriores governos do PS. «Todos os governos têm os seus pecados, mas nunca se viu nada assim e os governos anteriores do PS, com os seus defeitos, não têm nada a ver com o que se está a passar. É um projecto de controlo de poder pessoal do primeiro-ministro sobre a administração pública, os agentes económicos e a comunicação social, em que os comissários políticos, sentindo as costas protegidas, acham que têm condições para punir o delito de opinião», salientou Marques Mendes. »»»
PORTELA + 1










