Um ponto de encontro. Um espaço de cultura. Um local onde falamos do concelho de Oeiras, de Portugal e do Mundo.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
pérolas do quotidiano I
PÉROLAS DO QUOTIDIANO é uma nova secção que aqui e hoje inauguramos, e para a qual convidamos os nossos leitores a colaborar enviando-nos as suas 'pérolas', sejam texto, foto, desenho, o que quiserem.
Esta pérola estava guardada no baú e já tem uns meses, mas não perdeu o seu brilho:
31 JAN 2007, numa camioneta da Stagecoach a caminho da estação de Oeiras, numa paragem intermédia, ouve-se a voz duma passageira:
—Sr. chofer, abra-me cá atrás...
:)
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domingo, 21 de outubro de 2007
Curso de Artes Decorativas
Caros Visitantes, informo que o Curso em epígrafe sofreu algumas ligeiras alterações nas datas e horas das sessões, alterações que me foram hoje comunicadas pela Direcção, e desse facto faço aqui notícia para os interessados em assistir a este óptimo e muito útil curso promovido pela
www.espacoememoria.org/
27 de Outubro - Iconografia Mitológica no Azulejo
Ana Paula Correia
03 de Novembro - Chinoiseries
José Meco
10 de Novembro - Arte Sacra
Hugo Crespo
17 de Novembro - Pedraria e Mármores Embutidos
José Meco
01 de Dezembro - Estuques
Isabel Mendonça
08 de Dezembro - Talha Dourada
José Meco
* Visitas de estudo: 27 de Outubro e 17 de Novembro, 15-18 h
SÁBADOS: 10-13 h, Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras
INSCRIÇÕES E PAGAMENTO: até 27 de Outubro de 2007
Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra - 21 441 64 64
Associação Espaço e Memória - 96 512 87 63 / 91 260 87 20
Sócios, Estudantes e Funcionários da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra - € 30 / Público em Geral - € 60
Apoios:
Câmara Municipal de Oeiras e Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra
[2.ª série, Abril-/Maio 2008: Azulejaria; Embrechados; Mobiliário; Arte dos Jardins...]
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in illo tempore
Já aqui disse que Oeiras foi durante muito tempo, e antes do obsceno assédio do betão e da febre urbanizadora, um pequeno, pequenino mesmo, povoado de ar saloio, rural e rústico.
Essencialmente uma terra que vivia da agricultura, na medida em que era quase exclusivamente ocupada por quintas. Dessa época remota ficou-nos alguma toponímia que sobreviveu à passagem do tempo. Assim, temos por todo o lado urbanizações que herdaram o nome das antigas quintas onde foram edificadas. Apenas alguns exemplos: O Bairro da Medrosa, na antiga Quinta da Medrosa, a urbanização da Figueirinha na Quinta da Figueirinha, a urbanização Quinta do Marquês na Quinta do Marquês, a urbanização Quinta das Palmeiras na Quinta das Palmeiras, e muitas outras.
Quando passeamos descuidadamente por Oeiras, pelas suas vias mais importantes, poderemos ser levados a pensar que, excluindo esta herança onomástica, nada mais resistiu ao tempo pois, afinal, à nossa volta apenas vemos prédios e mais prédios, ruas e mais ruas.
Contudo, como já aqui referi num artigo a que por graça dei o título de "Oh mãe, está ali uma vaca..." e que pode ser lido AQUI, se passearmos por Oeiras a pé, que de carro nada se vê dada a velocidade, e se nos embrenharmos pelos meandros das urbanizações - sem medo; ao longo de 37 anos de vida em Oeiras nunca me deparei com animais selvagens (que não fossem humanos...), e Oeiras é um concelho onde, felizmente, se pode circular em liberdade - se nos embrenharmos dizia, pelo meio dos edifícios, por trás das urbanizações, e subirmos a alguns morros, podemos ter algumas surpresas e literalmente entrar na 'máquina do tempo' de Wells.
Foi com um misto de estranheza e surpresa, direi mesmo assombro, que ontem me deparei com o quadro que apresento na fotografia abaixo.
Eu tinha ido à Biblioteca Municipal de Oeiras, na Urbanização Moinho das Antas, e como estava perto decidi ir fotografar o Moinho das Antas. Para aqueles que não o sabem, a sua importância advém, entre outras coisas como o facto de ter servido de referência visual para os mareantes do passado que demandavam a embocadura do Tejo, de em torno dele ter sido edificado um importante Reduto que fez parte das Linhas de Torres.
Destas Linhas quase nada existe. E naquele lugar, do Reduto, sobrou o velho moinho e uma estrada empedrada que, entrincheirada, fazia a ligação à praia de Santo Amaro, próximo ao Forte de São João das Maias.
Seja como for, vindo da Biblioteca, ia eu a subir, a transpirar sob o calor tórrido que se fazia sentir, pelo morro acima em direcção ao Moinho, quando me deparei com este quadro que me fez estacar:
Senti-me como se tivesse recuado no tempo. Talvez ao tempo do Marquês, quem sabe? Elas ali estavam, verdes e pujantes, na sua força anímica. Sobreviventes duma época espúria que ameaça destruí-las. Quem ?
Sim, as Couves. Se portuguesas e saborosas, rijinhas q.b., não sei, que não as provei - só as provo no nosso belo Cozido À Portuguesa, e isto apenas quando alguém de família se digna convida-me para tal repasto.
Parei, é claro. Parei para apreciar e fotografar. Fotografar este vestígio de um passado remoto que se oculta no nevoeiro do tempo.
Certamente, há bem poucos anos, Oeiras teria um pouco por toda a parte, pequenas hortas que expunham exemplares como estes. Talvez melhores e mais saborosos...
Hoje em dia, deparar com uma plantação de Couves.... em Oeiras... parece no mínimo irreal. Mas bonito.
imagem: 20 Outubro 2007, 14,57; © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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O correio dos leitores
Deixamos assim o nosso convite e o apelo à publicidade do mesmo!
Cordiais Saudações,
Núcleo Coreográfico XCorpos
JAMOR AO ABANDONO
É um artigo bem escrito e documentado e foca problemas urgentes de resolução, embora não esgote o que há a dizer.
O risco de incêndio é eminente, não só pelo elevado número de árvores velhas/mortas/secas, as pinhas e a caruma, e os grupos de marginais que de noite ali se acoitam e fazem fogueiras.
Neste particular as várias corporações de Bombeiros da zona terão uma palavra a dizer.
A estrada, não há muito asfaltada, que liga a Estrada da Costa à Carreira de Tiro, (zona de Linda-a-Velha) encontra-se deficientemente iluminada já que a maior parte dos candeeiros têm as lâmpadas fundidas. Há meses! Por várias vezes alertei os seguranças da carreira de tiro (funcionários da empresa que vigia a mata) sobre essa anomalia e também acerca de actos de vandalismo. Recentemente, um grupo de ciclistas, munidos de pás e picaretas, abria trilhos para provas de 'cross'.
Também foram retirados os sinais de limite de velocidade a 30 kms. Recorda-se que esse é, na mata, o único caminho asfaltado que liga Linda-a-Velha à Cruz Quebrada e é largamente usado por crianças e jovens que se deslocam às instalações desportivas.
Algumas declarações do Presidente da CMO - " Temos melhores condições para assegurar a limpeza, para criarmos percursos pedonais e abrirmos mais aquele espaço à população ".
No entanto, a mesma empresa, deixava espalhados por centenas de metros quadrados um número considerável de pneus usados oriundos de uma oficina clandestina de automóveis, desaparecida aquando da erradicação das barracas da zona adjacente à mata [Linda-a-Velha]. Os pneus ainda lá estão. No verão, quando o mato seca ficam muito mais expostos.
[clique 2 x nas imagens para aumentar]
Nota Editorial
sábado, 20 de outubro de 2007
"A REVOLTA DAS PALAVRAS"
Rule Britannia
O caso Maddie é um assunto criminal sujeito às autoridades judiciárias, envolvendo cidadãos privados ingleses. Só que como são pessoas muito bem relacionadas com o primeiro-ministro britânico, este permitiu-se falar ao primeiro-ministro português, que é actualmente o presidente da União Europeia, sobre o assunto e ambos consentiram que isso fosse conhecido publicamente, com grande ênfase, não vá o recado passar despercebido.
Dizem que a conversa foi só para se certificarem que as polícias dos dois países estão a cooperar bem.
Claro que há todos aqueles casos dos anónimos e dos malquistos em que a justiça portuguesa está a receber uma cooperação péssima das justiças de outros países. Mas disso não cuidam os primeiro-ministros.
Quanto às senhoras autoridades judiciárias e policiais portuguesas estão muito caladas, como calados estão todos os que encontram em muito menos a sombra de intromissões governamentais em tudo.
O exemplo está dado! Se houvesse uma bandeira para o Estado de Direito, deviam hasteá-la hoje a meia-haste.
Publicada por José António Barreiros
A "PIADA" DA SEMANA!
Não concorda com os ideais que defendo, mas em blog a pluralidade de opiniões tem que existir, mesmo quando não lhe é prestada a si vassalagem, o que a leva a sentir-se por isso menos endeusada.
António Manuel Bento, um cidadão ao serviço da comunidade [bla bla bla]
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Gabinete Técnico Local de Leceia
Recebido do leitor Fernando Lopes, via e-mail, em 18 de Outubro de 2007, com pedido de publicação:
Caros amigos
Estive hoje, como munícipe, na inauguração de um novo Gabinete Técnico promovido pela CMO. Parece-me nunca ser demais noticiar iniciativas que visam o desenvolvimento planificado e ordenado do território, pelo que me lembrei de vos remeter uma foto que tirei da Igrejinha local. Remeto, também, o texto que ainda está no site da CMO, porque me pareceu muito interessante a intenção manifesta de envolver as populações na tomada de decisão.
Na verdade, entendo que Oeiras não pode perder a sua memória e a prática rural se quiser permanecer sustentável. Ora, precisamente, esta zona de Leceia situava-se no coração de uma área rural que já foi o Concelho de Oeiras. Dando uma pequena volta à povoação não deixamos de topar com casas e vestígios de habitações saloias que urge preservar. Também os terrenos agrícolas que deram sustento a Leceia desde o neolítico (povoado pré-histórico), até há bem pouco tempo, devem ser protegidos, dialogando e convivendo de forma harmoniosa com o espaço urbano.
Fernando Lopes
Alto do Lagoal-Caxias
Texto da CMO:
Gabinete Técnico Local de Leceia
Em pleno decorrer do Plano de Ordenamento e Reconversão de Leceia, a Câmara Municipal de Oeiras coloca ao dispor dos munícipes o Gabinete Técnico Local (GTL), cuja inauguração está marcada para a próxima quarta-feira, dia 17 de Outubro, às 12H00, no Largo General Humberto Delgado (zona central do aglomerado do bairro).
Além de dar a conhecer à população o que de facto está a ser realizado através do referido Plano, a criação deste Gabinete também tem por objectivo dar oportunidade aos técnicos da Câmara de terem um conhecimento mais próximo da realidade da zona, podendo deslocar-se aos locais com maior facilidade, bem como analisar os problemas no terreno e integrar todas as sugestões da população que permitam melhorar o desempenho.
O Gabinete Técnico Local promove uma gestão global e integrada da sua área de intervenção, tendo por competências: a gestão, recuperação e legalização do Parque Edificado; a gestão do espaço público, nomeadamente ao nível do mobiliário urbano e dos espaços verdes; a elaboração de Planos de Ordenamento; a elaboração de Projectos de Equipamentos; acções de dinamização sócio-cultural; a apreciação de projectos de obras particulares; a promoção de acções de demolição e realojamento; e, apoio financeiro na realização de obras através dos programas de comparticipação financeira disponíveis (RECRIA, PRED).
De facto, a participação dos munícipes é fundamental e tem contribuído para algumas alterações positivas, fruto da auscultação realizada durante as Fases de Consulta Pública.
Refira-se que, o processo de reconversão deste bairro, viabilizado através do Plano de Ordenamento e Reconversão, tem por objectivo a reconversão das áreas de génese ilegal através de: a legalização e a alteração de construções existentes; a definição de áreas de expansão urbana e a possibilidade de ocupação de espaços intersticiais; a valorização do Povoado Pré-Histórico de Leceia; a instalação de serviços e comércio no novo espaço habitacional nas zonas urbanizáveis; e, a criação de infra-estruturas, equipamentos e áreas verdes.
O Plano define a organização espacial na área de intervenção, fixa os condicionalismos urbanísticos e arquitectónicos a que deverão obedecer as intervenções de ocupação e expansão urbana.
A criação deste Gabinete surge no seguimento de uma política de proximidade da autarquia, com o objectivo de transformar Oeiras num espaço harmonioso, equilibrado, onde todos os moradores possam dispor de condições de vida dignas e de integral respeito pelos elementares princípios de cidadania
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
as mais antigas
Gostaria de poder deslocar-me hoje ao mesmo lugar de onde foram obtidas estas vistas, para tirar outras e as poder comparar, coisa que muito nos poderia dizer da evolução e transformação da nossa terra, Oeiras. Mas infelizmente tal não é possível, em virtude de terem sido tiradas do terraço de um prédio que há uns anos foi coberto com um telhado. O acesso não é viável. Hoje, só se andássemos por cima dos telhados para chegar ao ponto de perspectiva aproximado, o que, convenhamos, era capaz de não ser lá muito boa ideia (o prédio tem 4 andares).
Mas o desaparecido terraço, posso localizá-lo. Pertencia ao prédio n.º 43 da Avenida Infante D. Henrique, em Oeiras. Este prédio encontra-se em posição quase frontal à estação do caminho-de-ferro de Oeiras e a poucos metros da Rua do Liceu. É o primeiro prédio do quarteirão que encontramos quando saímos da estação em direcção ao mar, antes de virar para a Rua do Liceu.
A qualidade das fotografias é muito fraca, quer pela antiguidade, quer devido à máquina utilizada (a), e infelizmente não consegui encontrar os negativos correspondentes, que me permitiriam reproduções de melhor qualidade. Tive que me socorrer destes originais muito danificados e, para mais, cortados (o formato de origem era quadrado).
A primeira fotografia, imagem 1, mostra a Vila de Oeiras. O plano próximo é o Largo Henrique de Paiva Couceiro na estação de Oeiras e a linha do caminho-de-ferro. Consegue-se distinguir a cobertura da estação de serviço a sobressair do meio duma massa escura, árvores, acima dum rectângulo branco que creio ser um painel publicitário. É possível também distinguir a Igreja Matriz com as suas duas torres sineiras, que sobressai do denso núcleo urbano. Mais acima existiam já as urbanizações do Bairro Augusto de Castro e da Figueirinha - note-se que estas urbanizações ainda estavam separadas da vila por terreno aberto, baldio. Junto ao bordo esquerdo consegue distinguir-se a torre ameada que se encontra nos terrenos da Junção do Bem atrás do edifício (escola Val do Rio).
As outras duas fotografias, imagens 2 e 3, foram tiradas na direcção do rio. Em ambas é perceptível a Rua do Liceu. Este mesmo Liceu de Oeiras aparece claramente na segunda. Os montes em primeiro plano estão hoje ocupados pelos Serviços Sociais das Forças Armadas. Na época ainda era possível dali ver o Bugio, a Cova do Vapor e o movimento de embarcações. Hoje, se o terraço ainda existisse, tal seria impossível devido à presença dos citados edifícios. A propósito deste terraço, do qual foram tiradas estas fotografias, escrevi um texto que os mais interessados podem ler AQUI.
Já agora, para uma melhor localização, completo com a imagem abaixo, elaborada a partir duma vista aérea extraída do Google Earth, na qual assinalei a área aproximada coberta pela primeira fotografia deste artigo (imagem 1).
imagens: © josé antónio / comunicação visual e Google Earth (esta, manipulada em Photoshop) - CLIQUE PARA AMPLIAR
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
SER PROFESSOR
MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA

Leilão
Óleo de Vieira da Silva arrematado por mais de 1 milhão de euros em Lisboa (Lusa)
O quadro, de 65 cm por 90 cm, intitulado "Lisbonne-Ville", foi comprado por um coleccionador português não identificado após uma disputa com um concorrente que o licitou do Brasil por telefone, referiu fonte da leiloeira sem adiantar pormenores. ...
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terça-feira, 16 de outubro de 2007
O correio dos leitores
Caros,
Saudações oeirenses,
Mário Negreiros
O correio dos leitores
From: "Elsa Soares Regojo"
To: "Isabel Magalhães"
Cc: "José Baptista"
Sent: Monday, October 15, 2007 2:02 AM
Subject: Pedido de publicação
Cara Amiga Isabel,
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Novo cartão do cidadão
"O estado civil não é uma informação necessária, não há nenhum acto que esteja dependente desse dado. Não só não serve para nada como pode dificultar em termos burocráticos, se a informação não estiver actualizada", justifica Paulo Henriques, chefe de gabinete da Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa, que criou o CC.
(in Diário de Notícias de 11 de Março de 2007)
SOCOS NA MULHER...
Socos na mulher só de três em três anos e evitando a cabeça
Na sua opinião, uma mulher que é agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Reitor do Santuário de Fátima, Luciano Guerra, entrevista ao DN
domingo, 14 de outubro de 2007
GALERIA DE ARTE FUNDAÇÃO MARQUÊS DE POMBAL
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Moderação de comentários
Julieta Gandra
O Núcleo de Almada da Amnistia Internacional divulgou há uns meses, no seu blogue, um texto de Diana Andringa sobre Julieta Gandra, personagem publicamente quase desconhecida em Portugal, mas que tendo sido adoptada como prisioneira de consciência pela AI, e declarada mesmo Prisioneiro do Ano em 1964, mobilizou a atenção e a solidariedade internacional como uma das vítimas da ditadura salazarista.
A Julieta Gandra, para além da riquíssima actividade que sempre desenvolveu e da sua enorme qualidade humana, reconhecidos por quem a conheceu, foi mais um daqueles milhares de obscuros Prisioneiros Esquecidos, de que falava Peter Benenson, a quem devemos a Liberdade e Solidariedade.
No momento da morte da Julieta Gandra, vale a pena recuperar esse texto, que ajuda a perceber, ou a relembrar, como era a "justiça" daqueles tempos.
http://ai-nucleoalmada.blogspot.com/2007/06/julieta-gandra-conspiradora-de-esperana.html
E-mail 2:
A MORTE DE JULIETA GANDRA NÃO FOI NOTÍCIA
Não foi notícia, na comunicação social portuguesas a morte de Julieta Gandra, a médica portuguesa incriminada pela PIDE em 1959 e condenada no primeiro julgamento político do nacionalismo angolano moderno, o chamado "processo dos cinquenta" onde a par de muitos militantes angolanos figuravam alguns portugueses como António Veloso, Calazans Duarte e Julieta Gandra, que foram deportados para cadeias em Portugal, tendo os angolanos sido deportados para Cabo Verde, onde ficaram internados no campo de concentração do Tarrafal que assim reabria as suas portas em 1960, agora para outros presos políticos, os angolanos.
O falecimento de Julieta Gandra não foi notícia para jornais, rádios ou televisões de Portugal. Apenas a SIC passou em rodapé uma breve informação. Outras pessoas, alguma de bem menor envergadura que J.Gandra preencheram o obituário da comunicação social portuguesa.
Nos anos 50 do século XX, Julieta Gandra, ginecologista (especialidade raríssima na Luanda de então) atendia no seu consultório da Baixa as clientes da sociedade colonial, tirando daí os seus proventos, e, nos musseques, atendia em modesto consultório, a preço simbólico, as mulheres desses bairros suburbanos. Simultaneamente participava em actividades do Cine-Clube e da Sociedade Cultural de Angola realizando também actividade política em organização clandestina do nacionalismo angolano. Por isso foi presa pela polícia do regime salazarista, condenada a pesada pena de prisão, internada em cadeias de Portugal. Quer nos interrogatórios da PIDE, quer nas cadeias, portou-se com uma dignidade exemplar. Em 1964 foi considerada a presa do ano pela Amnistia Internacional.
Esta breve resenha da vida cívica de Julieta Gandra cabia em qualquer jornal ou bloco informativo de rádio ou televisão mas os profissionais da comunicação social, sem brio nem remorsos, omitem uma curta e última referência a esta médica portuguesa que foi marco na luta pela liberdade da Mulher e dos Povos.
Lisboa, 10 de Outubro de 2007
Adolfo Maria
recebido por e-mail
sábado, 13 de outubro de 2007
momento patriótico
As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
in: "Os Lusíadas", Luís de Camões
video: © josé antónio / comunicação visual
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sexta-feira, 12 de outubro de 2007
E se as regras dos disponíveis fossem aplicáveis ao governo?
O correio dos leitores
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"Algo está podre na República portuguesa"
Oposição em peso acusa Governo de "intimidação"
A propósito do...
Apenas um "pequeno pormenor": o Audi A8, não é prateado... É EM PRATA!
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
ATÉ QUE ENFIM!
• CONDUÇÃO
O Governo admite adoptar a carta de condução por pontos, um modelo que já existe em França e Espanha. No Fórum TSF, o secretário de Estado da Administração Interna disse que essa possibilidade faz parte da revisão da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária. »»»
O correio dos leitores
Para quem ainda não conhecia, parece que andam pelo ciberespaço emissões de televisão à borla!!
A questão é: quando a esmola é grande o santo desconfia!!
http://acontece.wordpress.com/2007/02/24/tv-gratis-mas-mesmo-gratis/
Cumps & Largs,
R.C.
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
EXPOSIÇÃO
CONVITE

MARIA MORAIS
ILÍDIO SALTEIRO
Galeria Municipal Verney
Inauguração: 13 de Outubro de 2007 às 15 horas
Colóquio – debate: 20 de Outubro às 15 horas
A exposição estará patente ao público até ao dia 25 de Novembro, todos os dias excepto segundas-feiras e feriados, das 14h às 18h
Rua Cândido dos Reis, nº 90 / 90A, 2780-211 Oeiras







PITECOS


