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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PSD aprova orçamento de Isaltino em Oeiras, PS critica instrumentalização da oposição

Por Victor Ferreira

Sociais-democratas chamaram os quarto e quinto da lista autárquica para votar a favor do plano




O presidente do PS de Oeiras considera que o PSD "está refém" do líder do município, Isaltino Morais. Depois de ter insistido nesta ideia durante a campanha das últimas eleições autárquicas, em Novembro, o líder da comissão política do PS-Oeiras, Marcos Sá, volta a bater na mesma tecla por causa da aprovação do orçamento municipal com o apoio do PSD.

O que é "estranho", frisa o líder concelhio do PS, é que quem aprovou o orçamento pelo PSD foram os quarto e quinto da lista social-democrata em Oeiras, porque Isabel Meirelles, (que encabeçou a candidatura do PSD) e o segundo na lista "laranja" se fizeram substituir.

"PSD ou Isaltino Morais é tudo a mesma coisa", reclama Marcos Sá, protestando com o papel dos sociais-democratas no executivo.

É público que Isabel Meirelles mantém uma relação difícil com o PSD de Oeiras, secção que, durante largos anos, era a de Isaltino Morais. O antigo autarca-modelo do PSD foi, porém, excluído pelo então líder do PSD Marques Mendes. Mas mesmo fora do partido, continua a ter apoio entre sociais-democratas, porque "o PSD está refém de Isaltino Morais, que controla o seu antigo partido através da oferta de lugares na administração municipal", acusa o líder do PS-Oeiras, acrescentando que "não é por acaso que o líder do PSD de Oeiras é adjunto de Isaltino na autarquia. Trata-se de um cargo de confiança política", sublinha Marcos Sá.

O orçamento, no valor de 193 milhões de euros, foi aprovado na sexta-feira com os votos do movimento de Isaltino e a ajuda de dois votos do PSD. Para Marcos Sá, fica "por explicar" a atitude de Isabel Meirelles que, segundo o PS, nem participou na reunião decisiva. "Esteve nas reuniões preparatórias do orçamento e não fez uma crítica, sugestão ou proposta", censura o líder socialista. "Ainda estamos num país livre", assinala Sá, criticando o silêncio de Isabel Meirelles, que o PÚBLICO tentou ontem ouvir, mas sem sucesso.