A personalidade de "Hugo Chávez" cola-se à pele de Luís Cirilo, apoiante de Menezes, que acha que num partido aqueles que não conseguem reunir as condições necessárias à candidatura nas directas do PSD, devem estar caladinhos e pedir desculpa por existirem no partido. O discurso de "falta de democracia interna" e "direito à livre expressão" caiu e agora já estamos na fase do "vale-tudo". Esqueçam as quotas e as moradas dos militantes, agora é a doer.O post recente de Luís Cirilo - próximo de Luís Filipe Menezes e previsivelmente vice-presidente do PSD, proto-candidato a deputado do PSD se Menezes ganhar as directas - insulta e manda-abaixo as candidaturas dos militantes desconhecidos e que não têm o luxo de ter o apoio das grandes distritais.
Nesta altura quem expressar o seu apoio pelo líder que ganhar, fica com um lugar garantido como deputado pelo PSD nas próximas eleições, é assim que funcionam as coisas em todos os partidos. O futuro político destes dirigentes partidários está em jogo e as coisas vão aquecer q.b. .
Repulsa-me a maneira de ser desta personagem, onde a sua maneira de estar é indigna para quem milita num partido social-democrata. De quem se queixa de perseguições internas, ter esta personagem como representante do povo português na Assembleia da República seria a maior palhaçada. Vejam lá o que ele escreveu aqui e transcrito abaixo com os meus comentários a bold. Uma vergonha. Lamentavelmente, é isto que podemos esperar de um candidato opositor à direcção do Partido Social Democrata:O nosso (o teu é diferente do meu) sistema politico/mediático (partidário, não confundas política com partido) tem algumas originalidades difíceis de contrariar (chama-se a isso democracia). Uma delas é permitir que qualquer tolinho se anuncie candidato a presidente da república , presidente de câmara, de junta de freguesia ou até de um partido politico (lá se foi o respeito pelos adversários) sendo de imediato aceite nessa qualidade (gostei de ouvir a opinião do presidente da junta, do advogado, e também de outros militantes do PSD, é uma maneira de estar na vida, de puro companheirismo). Claro que depois, quando é preciso apresentar as assinaturas que validem a candidatura, percebe-se que o tolinho não é candidato a nada porque não existe o número mínimo de cidadãos (militantes, porque ser cidadão é uma coisa bem diferente) que acreditem na patetice (parece-me que um de nós é um grande pateta, e acreditem que não sou eu) . Mas, entretanto, já o tolinho teve os seus minutos de glória mediática (deu a sua opinião, afirmou um caminho alternativo, pôs os militantes a pensarem, um verdadeiro trabalho de militantes que se preocupam pelo rumo dado ao partido) , já deu entrevistas (o quê? ninguém te entrevista, Cirilo? que pena) , já asneou a seu bel prazer, enfim, já deu curso à sua vaidadezinha pessoal (aqui dizes que é por vaidade) . Pelo caminho, em formas mais sofisticadas de estratégia, já cumpriu o seu papel de tentar desgastar A ao serviço de B (então afinal eles fazem aquilo a soldo de alguém? que post mais inconsistente) . Como vulgar mercenário pago à tarefa! Infelizmente para ele, tolinho, com a credibilidade atribuível a quem vende como suas, opiniões de terceiros (isso foi o Menezes que disse que era sua a ideia da proposta das Directas, mas quem a propôs foi o Santanista Rui Gomes da Silva há que tempos, toda a gente com mais de 10 anos de militância sabe isso) . Resta-nos o consolo de nos irem divertindo. Mais ou menos como os palhaços no circo. Com uma diferença: Ser palhaço é uma profissão digna, respeitável e séria ( é óbvio que não vais ao circo há algum tempo, aquilo é de partir o coco a rir, tudo menos sério) . Depois Falamos