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quarta-feira, 16 de abril de 2008

CENTRO COMERCIAL EM CAXIAS

No local onde funcionou durante muitos anos uma praça (tradicional) acabou de ser edificado um novíssimo centro comercial.

Não foi ainda inaugurado. Mas já lá se encontram instalados um talho, uma mercearia, um vidraceiro-casa de molduras. Prevê-se, ainda, a instalação de um restaurante sendo que, na restante área será instalada a Sede da Junta de Freguesia de Caxias. Com uma população dispersa pelo território, onde ainda subsistem grandes espaços verdes pertença do Estado, esta freguesia apresenta carências comuns a outras freguesias do Concelho mas agravadas nos domínios da mobilidade e dos equipamentos sociais de proximidade.
Sabemos que noutros locais foi possível manter e dinamizar equipamentos tradicionais. Não obstante a população reduzida e dispersa, parece-nos ser importante que a nível nacional e local se repense esta forma de "desordenamento", quaisquer que sejam as assimetrias verificadas. Não será sustentável a médio prazo e a nova realidade geracional, a pressão laboral sobre as famílias. as questões das acessibilidades, da mobilidade e ambientais assim o exigem.

domingo, 13 de abril de 2008

ECO-PONTOS

Que se passa? Voltámos à não-recolha do plástico e agora, também, do papel? Há mais de uma semana que os contentores estão cheios e hoje, Domingo de manhã, nada! Vou enviar uma mensagem para a CMO mas gostava de saber se está a acontecer o mesmo noutros sítios do Concelho.
Final da Rua do Alto do Lagoal, junto à Rua dos Cedros, na Freguesia de Caxias

sábado, 12 de abril de 2008

ROTUNDAS

Digam-me! Será que estou enganado?





















...

Tem havido nos últimos anos uma série de acidentes graves no encontro da Av. Calouste Gulbenkian com a Av. Salvador Allende, na fronteira das Freguesias de Caxias e Paço de Arcos. Esta última é muito movimentada, havendo até grandes engarrafamentos nas horas de ponta, sendo muito utilizada como acesso a A5 pelo trânsito vindo de Paço de Arcos e de outras freguesias a Poente. Moradores da Terrugem e do Alto do Lagoal contactaram a CMO nos últimos anos pedindo uma solução para o problema. E lá vem a Rotunda. Tudo bem. Está a ser feita como podem ver.
Porém, com o avançar das obras percebi que a rotunda era "mini" e que não ia além da estrada (Salvador Allende) que fora das horas de ponta é uma "via rápida" (daí os acidentes). Conforme as fotos demonstram, os incautos ou prevaricadores não vão ter que reduzir a velocidade,apesar de se aproximarem de uma rotunda, pela simples razão de não terem que contornar o que quer que seja. Estarei enganado? Será que vai levar semáforos? Numa rotunda? Eu não quero acreditar que estamos perante uma armadilha involuntária.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O CONCELHO DE OEIRAS PROFUNDO



Com os nossos agradecimentos ao Jornal da Região Oeiras
de 08 a 14 de Abril de 2008

segunda-feira, 7 de abril de 2008

UM VIVA! ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Salvo melhor opinião, parece-nos que as imagens em baixo são demonstrativas do que se pode e deve fazer no sentido da recuperação do património. Certamente que os STCMO tiveram uma palavra a dizer...até porque esta casa se encontra nas imediações do Centro Histórico de Laveiras. Certamente que o "restauro" foi promovido por particulares (não sabemos se com recurso a financiamentos públicos ou comunitários). Seja como for, parece-nos justo dar a devida nota aqui, no Oeiras Local.
Esta casa encontra-se situada na esquina da Rua Calvet de Magalhães com a Rua Visconde de Santo Amaro e está, igualmente adossada às casas referidas na postagem anterior.Repare-se no pormenor. Nesta imagem podemos observar janelas de guilhotina, suportes de floreiras em pedra, a bela chaminé e ao fundo as pás de um maravilhoso moinho de vento (igual a tantos que até meados do século passado vimos retirar água de poços e produzir energia eléctrica). Olhares ...!

CONTRASTES - ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Renasce a esperança?


Na mesma Rua referida no post anterior, marginando a Quinta de Santo Amaro, podemos observar um renque de casas adossadas entre si, que nos remetem para a ruralidade já referida, agora mais humilde . Devemos também realçar o contraste entre a casa "recuperada" e as que se encontram ao lado. Repare-se no pormenor da construção em alvenaria por debaixo do reboco antigo.

QUINTA DE SANTO AMARO EM LAVEIRAS - ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Não haverá por aí alguém que queira transformar esta casa num qualquer hotel de charme?


Esta velha Quinta, situada de frente para a Rua Calvet Magalhães, próxima do núcleo histórico de Laveiras, deverá ter sido construída no virar do século XIX para o século XX. Quantas memórias terá para contar? Muitos de nós fomos testemunhas da existência no nosso Concelho de um rosário de Quintas idênticas, de maior ou menor imponência, próximas ou afastadas da zona ribeirinha, que cumpriam funções de habitação permanente ou de veraneio. Mas, acima de tudo, estas casas integravam-se de forma harmónica no meio rural que já fomos. Importava agora que todos, mas em particular os responsáveis pelo planeamento urbano, mantivessem nos seus "esquiços mentais" a vontade de aprender e respeitar o espaço e a memória que subsistem.

sábado, 29 de março de 2008

LAVEIRAS - ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Vista parcial de casa térrea, com portal de entrada para pátio interior



Casa de dois pisos, com portal de entrada e acesso ao pátio interior de onde se vislumbra uma escada exterior que conduz ao piso superior.
As casas em cima são representativas da arquitectura popular (saloia) e estão situadas nas imediações do Largo Conde de Rio Maior, no Centro Histórico do Lugar de Laveiras, Freguesia de Caxias. A existência de pátios e portais traduz uma expressão típica desta arquitectura e aponta para o estatuto social e económico do proprietário.
Dizem-nos os especialistas João Pedro Cabral e Guilherme Cardoso em Actas do VI Encontro de História Local do Concelho de Oeiras, já aqui mencionados, que "...o pátio constitui o centro do quotidiano da casa onde decorrem as actividades rotineiras e resguarda a intimidade do proprietário, garantindo-lhe a sua segurança." Mais adiante, dizem-nos estes conhecedores que "...a arquitectura popular é também a simbiose com a natureza, encontrando soluções para o seu enquadramento, conferindo ao espaço do aglomerado características singulares."
Que falta nos faz hoje esta perspectiva da arquitectura, diria eu!