Coloquei intencionalmente, sem nenhum comentários ou referência, posts com ajustes directos da CMO. Foram colocados a "seco".
A informação disponibilizada e a sua análise remete-nos de imediato para um sem número de questões, legítimas, mas para as quais não obteremos respostas adequadas, por mais que procuremos. Mas, mais importante que todas as questões formuladas é a evidência da falta de transparência na gestão da coisa pública. O cidadão que deseje uma informação qualificada dificilmente a conseguirá obter.
Ora, o princípio de qualquer entidade pública deveria ser facultar TODA a informação. Só assim o cidadão poderá optar e zelar pelos seus interesses e pelos interesses da comunidade em que está inserido. Mas, todos sabemos que informação é poder... E isso é perigoso.
O sr. Sousa ao criar um portal onde os ajustes directos são inventariados faculta apenas meia verdade. Mais, até há erros no carregamento de dados, o que revela a importância que se dá à matéria. Porém, nem tudo está errado.
E se há ajustes directos que fazem todo o sentido, outros são subterfúgios discricionários próprios da "bandalheira nacional". Num país em que nada funciona em que, como se verifica, o Estado não faculta condições aos serviços que cria de supervisão para o exercício cabal das suas funções, aliado a uma justiça lenta, muito lenta, o resultado só pode ser o alastramento da corrupção. E depois, admiram-se que o cidadão esteja cada vez mais afastado da participação cívica e o invada essa sensação de impunidade dos políticos.
Em bom rigor, os políticos até nem se importam que o cidadão seja apático desde que vote de 4 em 4 anos. Mas, eu importo-me! Assim não exerço a minha cidadania e não quero ser um "boneco animado e pagante" manipulado por interesses vários.
Pensem nisso, e pensem também no que este vídeo que aqui fica nos diz: "Sei que não dá para mudar o começo mas, se nós quisermos vai dar para mudar o final". Este será o maior temor de certo tipo de políticos.