O procurador do Ministério Público pediu a condenação de Isaltino Morais numa pena efectiva de prisão superior a cinco anos e a inibição de exercício de cargos públicos durante o mesmo período de tempo. O julgamento ainda não acabou sendo que Isaltino Morais tem direito à sua defesa. Porém há coisas que já não se apagam e que devem estar na nossa memória, nomeadamente:
Reconheceu em Tribunal que fugiu aos impostos e ficou, para seu uso individual, com o dinheiro da campanha eleitoral, as tão famosas "sobras". Estes dois factos por si só, e reconhecidos pelo próprio, chegam para que se possa dizer que este não serve para PCMO.
Há que chamar as coisas pelo nome: digam-me lá, como qualificam uma pessoa que fica com dinheiro que não é seu?
Pois é! Exactamente! Ora, como poderá um munícipe honesto confiar a gestão da CMO a um indivíduo que reconhece estes comportamentos?
Muitos dirão que ele fez muito por Oeiras e que o concelho com ele desenvolveu-se. Pois, é o princípio do "Xico-espertismo" ou dito de outro modo, o pragmatismo da sobrevivência, o não cumprimento da lei, o "desenrasque", a esperteza saloia na acção. Mas, será que os munícipes de Oeiras acham que devem legitimar este comportamento desviante? Não creio.
Isaltino Morais está há muito tempo na presidência da CMO. Seja ou não condenado pela Justiça, o facto é que deve ser sancionado fortemente pelo seu comportamento político. Mas, não deve ser o único. Devem também ser sancionados todos aqueles que, tal como ele, se aproveitaram dos cargos públicos: os "Emanueis" xuxialistas e os "Alexandres" social democratas, só para citar alguns.
Isaltino está a arder em lume brando. Mandava a ética que tivesse a dignidade de não se recandidatar.
Já que não consegue perceber, teremos nós como eleitores de lhe explicar.