sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Fundição de Oeiras - visita guiada

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Caro Visitante,
Venho lembrar que é AMANHÃ a programada visita guiada à Fundição de Oeiras, que nos é proporcionada pela ESPAÇO E MEMÓRIA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE OEIRAS, e ciceronada pelos nossos amigos Julião Guimarães e Jorge Miranda, que certamente nos irão proporcionar uma excelente e mui instrutiva visita.

O encontro é às 9h.30 no portão da entrada principal do complexo fabril.

Sobre a Fundição publiquei um post que pode ser lido clicando AQUI.

Relembro que a Fundição de Oeiras vai ser demolida a curto prazo para urbanização da imensa área que ela ocupa, pelo que esta poderá ser a ÚLTIMA oportunidade para conhecer o mais importante Monumento do Património Industrial Oeirense.

nota: A visita é gratuita.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQU PARA AMPLIAR
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AINDA A MARGINAL SEM CARROS - DOMINGO, 16 DE SETEMBRO DE 2007

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Nova sondagem:

Como denomina alguém que, aproveitando o facto de uma falha no sistema de votação do site da CMO permitir um número infinito de votos por computador, tem feito centenas de cliques no NÃO?
  • A - cidadão honesto

  • B - cidadão desonesto

  • C - cidadão desonesto e naïf que pensa que engana os outros

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Espaço e Memória - sondagem

Caro Visitante,
a questão aqui colocada é simples.
Apenas pretendemos saber
se já assistiu a eventos organizados pela Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, como as Conferências e as Visitas Guiadas, por os ter visto anunciados aqui no Oeiras Local ?

MARGINAL SEM CARROS

O "OEIRAS LOCAL" VEM MAIS UMA VEZ APOIAR ESTA INICIATIVA DA CMO



A Câmara Municipal de Oeiras volta a associar-se à Semana Europeia da Mobilidade e ao Dia Europeu Sem Carros, promovendo o encerramento ao tráfego automóvel da Avenida Marginal, entre Caxias e a Praia da Torre, no próximo dia 16 de Setembro, domingo, das 10.00h. às 13.00h. ...



Sondagem AQUI
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informação: Conferências e Visitas Guiadas

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Caros Visitantes,
Aqueles que têm acompanhado os Diálogos em Noites de Verão (conferências) e os Caminhos da Memória (visitas guiadas) da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, terão certamente notado que houve algumas alterações no programa inicialmente previsto, com algumas trocas de datas, p.ex.
Por isso, deixo aqui a informação hoje recebida por e-mail em que se comunica as próximas realizações:

1. Na próxima 2.ª feira, pelas 21:30, temos Joaquim Boiça com o tema "A Fortaleza S. Julião da Barra - 450 anos de história", uma antevisão da visita marcada para dia 22.

2. No próximo sábado, temos a visita à Fundição de Oeiras, com concentração na entrada, pelas 9:30.

3. Por ter tardado o financiamento da publicação dos textos das Conversas de Verão de 2006, não se realiza o almoço nem o lançamento do livro. Recordamos que a visita à Fortaleza se mantém para 22 de Setembro, com a concentração à entrada.

Grato pela V. compreensão.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

MARGINAL SEM CARROS - 16 de Setembro

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Como classifica a iniciativa " Marginal sem Carros "?

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para desfazer um 'santo' equívoco...

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Tal como acabei por perceber, cometi um lapso no comentários ao post referente a Nossa Senhora do Cabo, confundindo a mesma com Nossa Senhora do Carmo.
Para que não subsistam quaisquer dúvidas, é lícito que aqui reponha a verdade, com um pedido de desculpas ao autor do post, aos caros Visitantes, à Administradora do Oeiras Local (foi na troca de comentários com ela que percebi o lapso) e, claro, às Nossas Senhoras... :)

A imagem que se encontra sobre uma coluna no Porto de Recreio de Oeiras é a de NOSSA SENHORA DO CARMO, santa padroeira dos marinheiros e protectora dos náufragos (foi doada por emigrantes).
Para quem ainda não se passeou por lá e não teve oportunidade de a conhecer, aqui fica uma fotografia:



A Nossa Senhora a que se refere o texto de Boavida Pires, a qual está na base dos festejos de Linda-a-Velha é a NOSSA SENHORA DO CABO.


Merece a pena, já que se fala no assunto, citar o investigador de História Local, Dr. Jaime Casimiro, na sua coluna "Elucidário de Alguma Oeiras", com publicação regular no Jornal de Oeiras, que em dois artigos dedicados ao culto a Nossa Senhora do Cabo refere que "A devoção das populações da margem norte do Tejo a esta invocação de Nossa Senhora terá talvez começado em 1275. mas de certeza se sabe que em 1366 se realizava uma romaria "a Santa Maria do Cabo" (l) e que em 1390 já existia uma ermida no Cabo espichel, no local onde conforme a tradição fora encontrada uma pequena imagem da mãe de Deus."

Prossegue, relatando que "A tradição mais constante e aceite sobre a origem deste culto conta que Nossa Senhora revelou directamente a dois seus devotos. um velho de Alcabideche e uma velha da Caparica, primeiro chamando-lhes a atenção para uma luz " como uma estrela" que em noites seguidas avistavam sempre sobre o Cabo Espichel e, depois, através de "suave e delicioso sonho" em que lhes deu a conhecei o lugar onde encontrariam uma sua imagem, que queria fosse achada "para bem dos homens, seus filhos adoptivos".

Assim, superiormente inspirados, se puseram os dois velhos a caminho, encontraram a pequena escultura - que se dizia ter sido feita pelas mãos dos anjos - e logo ali. num vão, improvisaram para ela uma ermidinha com pedras soltas, um altar que cobriram de alecrim, e à frente levantaram um tosco cruzeiro. Regressados a suas casas, divulgaram o prodígio e desde então os povos de muitos lugares começaram a deslocar-se ao sítio do achado. (...)"

Esclarece ainda J. Casimiro que terá sido por volta do "reinado de D. João I (...) que as freguesias do termo de Lisboa constituíram o que veio a chamar-se Círio do Termo, ou dos saloios e deram início ao seu giro, indo ao Cabo anualmente em romaria cada uma e uma só dessas freguesias, que lá festejavam "à sua vontade" no domingo a seguir ao dia da Ascensão do Senhor, faziam a entrega da Bandeira ao pároco e aos mordomos da freguesia que se seguia. Terá sido em 1431 que começou o Giro, com o Círio de Alcabideche e no ano seguinte, 1432, foi a vez de Carnaxide, "do Reguengo".


O autor continua, fazendo notar que Linda-a-Velha pertencia à freguesia de Carnaxide até 1993 (esta era uma das "freguesias do Giro"), o que justifica a existência do culto e das Festas que agora se celebram.


Fica ainda uma nota curiosa das muitas que se extraem dos dois interessantes artigos de J. Casimiro: "A Ermida de Nossa Senhora do Cabo de Linda-a-Velha, erguida antes de 1763, deveu-se ao Padre António Xavier Ligeiro, natural da localidade, falecido em 21.12.1763."


imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

HOJE... EM OEIRAS!

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Freguesia de Carnaxide

Da caixa de comentários aqui

Anónimo disse...

Sou moradora na portela de carnaxide muito perto do bairro social pateo dos cavaleiros onde o lixo e muito pelo chão muitas garrafas de bebida, os cafés deviam ser responsablizados todos os dias de manhã parece que houve uma festa concerto A volta do prédio há so lixo que vem com o vento e que e limpo quando telefono o entulho das obras da lojas do bairro social a quatro anos que se mantém alí e o vejo das minhas janelas

Da caixa de comentários

Com os devidos agradecimentos ao amigo Boavida Pires.


« Apanhei esta inf. no IPM em 25 de Julho de 2007.


"Giro de Nossa Senhora do Cabo Espichel.Manifestação de religiosidade popular com origem no século XV, também conhecida como o «Círio Saloio», ganhou grande importância no século XVIII a partir do momento em que a Família Real e a Corte passou a assistir à Romaria e às Festas junto ao Santuário edificado no Cabo Espichel.
A partir de 1751 uma imagem peregrina de Nossa Senhora do Cabo passou a integrar o Giro deslocando-se, transportada por romeiros, do Cabo Espichel ao Porto Brandão, para daí atravessar o rio Tejo e desembarcar em Belém seguindo, posteriormente, para a freguesia que nesse ano a acolhia.
Foi neste contexto que surgiram as berlindas processionais, veículos de tracção animal, destinados a transportar a imagem peregrina nos percursos festivos de chegada ou partida das freguesias. Inicialmente o número de freguesias era de 30 mas no início do século XVIII o Giro ficou reduzido a 26 freguesias integradas nos actuais concelhos de Lisboa, Sintra, Cascais, Mafra, Loures, Odivelas e Oeiras.
Procurando não quebrar com a tradição, sucessivas direcções do Museu emprestaram, sempre que solicitado pelas comissões de festas, uma das berlindas processionais para integrarem o cortejo. No entanto, a cada vez maior fragilização do veículo e a dificuldade com a respectiva atrelagem obrigou à suspensão definitiva deste empréstimo. A última freguesia a transportar a imagem na berlinda processional foi Almargem do Bispo, no ano de 2005." »

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Jornadas Europeias do Património 2007

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Do convite/programa:


No decurso das Invasões Francesas (1807-1811), que em 2007 se assinalam os 200 anos da 1ª Invasão, foi edificado um eficiente sistema de defesa da Cidade de Lisboa, constituído por três linhas, encontrando-se a terceira localizada entre Paço de Arcos e Carcavelos (Junqueiro). Apesar de muito do património ter sido destruído ou modificado, ainda hoje é possível identificar alguns fragmentos deste sistema defensivo, nomeadamente redutos, fortins, trincheiras e outras obras de engenharia. Trata-se assim de uma memória repartida entre os concelhos de Cascais e Oeiras que motivou a evocação desta efeméride pelas respectivas Câmaras.


Assim, no presente ano, as Jornadas Europeias do Património serão consagradas a este tema, através do programa que se apresenta, e que é parte integrante de um programa evocativo mais vasto — O Bicentenário das Invasões Francesas — e que se prolongará até 2009, constituído por um ciclo de conferências, visitas guiadas, jogo de pista e uma sessão de história ao vivo. Pretende-se, deste modo, analisar e recuperar memórias relativas a este acontecimento definitivamente marcante para a história de Portugal, onde o território e as gentes do concelho de Oeiras e de Cascais também tiveram um papel importante.



Síntese do Programa:



Ciclo de Conferências
REPENSAR AS INVASÕES FRANCESAS
28 Setembro 2007 - Auditório do Centro Cultural de Cascais, Cascais

29 Setembro 2007 - Cisterna da Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Sessão de História ao Vivo

30 Setembro 2007 - Terreiro da Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Jogo de Pista

30 Setembro 2007 - Fortaleza de São Julião da Barra, Oeiras



Visitas Guiadas às Linhas de Torres

23 Setembro 2007

28 Setembro 2007



Informações:

Câmara Municipal de Cascais - Gabinete de Património Histórico-Cultural

21 482 54 53/4

Câmara Municipal de Oeiras - Sector de Acção Cultural

21 440 85 29 / 52
Locais onde decorre o programa:

Centro Cultural de Cascais, Av. Humberto II de Itália, Cascais

Fortaleza de São Julião da Barra, Estrada Marginal, Oeiras


Inscrições:

Câmara Municipal de Oeiras - Sector de Acção Cultural

21 440 85 29/52



nota: Este programa que aqui se apresenta é apenas uma curta síntese. Aconselha-se os interessados a informarem-se do programa pormenorizado.


imagem: digitalização do convite/programa enviado pela C.M.O. - CLIQUE PARA AMPLIAR

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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

R.I.P. MAESTRO!

Luciano Pavarotti canta "Nessun Dorma" de Turandot


quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Hora H - Daniel Matos Blogodependente

há vida em Oeiras

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... e esta coisa de aspecto nojento que se vê na fotografia demonstra-o.
Não, não é nada disso que estão a pensar — se é que estão a pensar alguma coisa.
Trata-se apenas mas sobretudo duma simples ALFORRECA.

E o que é uma Alforreca e porque é ela tão importante para a questão suscitada pelo título do post? Perguntarão aqueles que ainda não alcançaram a resposta.

Segundo o dicionário uma alforreca (do Ár. alhurreg, espuma do mar) é um celenterado (1), cientificamente chamado medusa, que abunda nas praias.

Esta da imagem foi fotografada em 8 AGO 2007, 17h42 nas areias da praia junto à Curva dos Pinheiros, em Paço de Arcos.

A importância desta singela alforreca advêm do facto das mesmas se alimentarem de pequenos peixes e darem-se mal, mesmo muito mal, com águas excessivamente poluídas e/ou estagnadas.
Recordo-me de há uns bons 20/30 anos as encontrar às dezenas dentro de água ou espalhadas pelas areias da praia da Torre. Depois, durante muito tempo, deixei de as ver. Tornaram-se uma raridade nas praias do nosso Concelho.
Agora, ao que parece, estão de volta e isso é bom sinal.
Significa que as águas estão menos poluídas e que há peixe para que se alimentem. Significa que HÁ VIDA!

notas:
(1) Não se ponham com brincadeiras. Não é 'celerado', é mesmo 'celenterado'. Este post não é sobre os políticos.

Ah, e já agora deixo também aqui esta fotografia de uma outra alforreca fotografada no dia 25 AGO 2007, 14h36 no Porto de Recreio de Oeiras, onde podem ser encontradas imensas, de permeio com as típicas Taínhas (ou não houvesse ali óleo e gasóleo com fartura...):



fotografia: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Festas de Nª Srª do Cabo - 7 a 16 de Setembro de 2007



Festas em Honra de Nossa Senhora do Cabo
Linda-a-Velha, 7 a 16 de Setembro de 2007
Recinto das Festas: Quartel de Linda-a-Velha, Av. 25 de Abril



Nota: A Exposição Colectiva de Pintura terá lugar na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal, Palácio dos Aciprestes, Av. Tomás Ribeiro, 18, em Linda-a-Velha.

JUNTA DE FREGUESIA DE LINDA-A-VELHA

Editorial


Assim? Não!

O desenvolvimento da actividade pública em prol de uma população, está sempre dependente de diversos factores, mas principalmente de diversos actores.

Numa freguesia, com mais de 35000 habitantes e perto de 19000 eleitores, como é o caso de Linda-a-Velha, actos tão simples como o tapar de um buraco no alcatrão, a poda de uma árvore ou a reconversão de sinalética do trânsito, está sujeita à aprovação dos órgãos camarários competentes.

Tal situação é numa primeira instância geradora de atrasos, que muitas vezes se prolongam no tempo.

Para além do atraso temporal, demonstra o quanto Portugal está atrasado e longe de uma descentralização e desconcentração de atribuições e competências, que apenas beneficiaria os seus destinatários.

Por outro lado, tantos atrasos, contribuem para uma menor participação e cada vez maior distanciamento entre as populações e os cargos políticos e públicos, porquanto entre a pretensão / reclamação e a sua resolução, decorre um lapso de tempo, que muitas das vezes é entendido como lapso de decisão.

Tal prática só tem de ser alterada e ir ao encontro de uma maior aproximação entre a população e os eleitos em cargos públicos.

Quando em finais de 2005, após as eleições autárquicas, decidi criar o atendimento à população às 3ªs. e 6ª.s feiras, não tinha ideia que volvido ano e meio, perto de 500 pessoas fossem atendidas e apresentassem as mais diversas situações de vida. Situações, que na sua grande maioria, seriam dificilmente conhecidas se não fossem apresentadas.

Projectos como o Banco do Voluntariado, a Quinta Pedagógica, o Apoio e Assistência Social, são resultado directo de muitas das necessidades apresentadas.

Por seu lado, o trabalho desenvolvido ao nível de reparações na via pública segundo os últimos relatórios comparativos, demonstram que a freguesia de Linda-a-Velha, consegue fazer mais por menos custos. Ou seja, somos ponderados na utilização dos recursos financeiros, conseguindo obter valores que chegam a ser três vezes inferiores a outros praticados.

Desta análise, financeira e de execução real, resulta uma evidência: para quando uma efectiva descentralização de atribuições entre freguesias e municípios?

Para quando uma efectiva desconcentração de poderes entre juntas de freguesia e câmaras municipais?Talvez quando as populações virem uma maior eficiência e interacção entre os seus interesses, necessidades e entre, as decisões políticas e correspondente acção pública, não voltem a acontecer eleições autárquicas – como as mais recentes de Lisboa são um exemplo – onde mais de 6 em cada 10 eleitores, não votaram.
E diz a Constituição, que somos uma Democracia representativa e participada!

O Presidente
José Pedro Resende Barroco

ATENÇÃO

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AVISO IMPORTANTE


Caros Munícipes, por motivos imprevistos e incontornáveis, a programação Verão 2007 da "Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras", sofreu algumas alterações.
Aqui ficam os próximos eventos:


Caminhos da Memória (visitas guiadas)

8 SET, sáb. 9h30 - "Paisagem e História - A Foz da Ribeira da Lage"

Rodrigo Dias; Jorge Miranda; Joaquim Boiça
[ o encontro é junto ao Pelourinho de Oeiras ]

Diálogos em Noites de Verão (conferências)

10 SET, seg. 21h30 - "O Marquês de Pombal e Oeiras"

Arnaldo Pereira
[ esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras ]

Aconselha-se os interessados na programação a contactarem a Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra - 21 441 64 64 - no sentido de obterem mais informações.

Dentro do possível, tentaremos aqui alertar atempadamente para outras alterações de que tomemos conhecimento.
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Exposição Colectiva de Pintura


No âmbito das Festas de Linda-a-Velha em Honra de Nossa Senhora do Cabo, a ter lugar entre 7 e 16 de Setembro de 2007, o Executivo da Junta de Freguesia jfreglindavelha@netcabo.pt vai levar a efeito uma exposição colectiva de pintura, aberta aos artistas residentes ou com a sua actividade profissional em Linda-a-Velha.

A exposição será inaugurada no dia 8 de Setembro, na Galeria de Arte da Fundação Marquês de Pombal, pelas 16H00.

Inicialmente a exposição estava prevista para a Casa Alexandre Gusmão no entanto o elevado número de participantes obrigou à mudança de local.




Galeria de Arte
Fundação Marquês de Pombal
Palácio dos Aciprestes
Rua Tomás Ribeiro, 18
Linda-a-Velha


tel: 214158160 - fax: 214158169

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Blogs fora... nada!

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Forte-Farol do Bugio - III

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Cá estão para acabar - para já - mais algumas fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007 ao Forte-Farol do Bugio:


PASSADIÇO ENTRE O CAIS E A ENTRADA DO FORTE
(pelo acesso à Bateria Baixa)


DESEMBARQUE DO TERCEIRO GRUPO
(aproveitamento das embarcações para regresso do segundo grupo)


AMARRAÇÃO NO CAIS


ESTAS PEDRAS SALVARAM O BUGIO DE SER TRAGADO PELO MAR

ADEUS E, SE DEUS QUISER, PARA O ANO HÁ MAIS!


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
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domingo, 2 de setembro de 2007

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A administração do OEIRAS LOCAL tomou conhecimento hoje do falecimento do Sr. Joaquim José de Carvalho e Melo, o que naturalmente lamenta, e apresenta aos familiares e amigos sentidas condolências.
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sábado, 1 de setembro de 2007

Lisboa+Viva


Vivemos num Estado Democrático, onde cada cidadão têm direitos e deveres.

Já Edward Bernstein, um dos percursores da Social Democracia, dizia que "um regime de democracia é um regime feito de compromissos".

A decisão, política, de instalar radares em Lisboa, partiu de uma vontade universal, de homens e mulheres de boa vontade, em reduzir a sinistralidade rodoviária na cidade, num compromisso entre a liberdade individual e a responsabilidade para com os outros, onde as regras têm de ser cumpridas. Fundamental para quem quer viver em sociedade.

Quando falamos de sinistralidade rodoviária, falamos de acidentes por descuido, incidentes por conduta delinquente, destruição de propriedade, engarrafamentos, feridos ligeiros, feridos graves e mortos. É este o cenário actual e que é necessário mudar, dentro e fora das localidades portuguesas.

Os radares têm sido contestados dentro da sociedade civil por quem acha que são mais um instrumento para "encher os cofres do município" mas até agora estes mesmos movimentos de cidadãos não foram capazes de avançar com alternativas concretas que diminuíssem a sinistralidade rodoviária como os radares o fazem, solução universalmente aceite em países por toda a Europa, com uma sinistralidade muito reduzida, com regras que são efectivamente cumpridas. Não, não há direito a perdão quando há comportamentos que põem em risco a vida das pessoas. Por aqui, ainda acham que sim, tal a falta de cultura de segurança que existe entre nós.

Estes movimentos, com uma adesão que só se pode caracterizar como sendo essencialmente populista, apelam à melhoria das infra-estruturas de circulação rodoviária, que levaria os cidadãos, auto-mobilizados, a se deslocarem invariavelmente mais depressa, e não com mais segurança, um facto a que se explica, psicologicamente, como o "mecanismo de compensação" - se as condições actuais já permitem circular a esta velocidade, ao melhorar o pavimento ou a largura da via, então o condutor inconscientemente aumenta a sua velocidade de circulação. Maior velocidade leva a maior sinistralidade derivado dos erros do condutor com consequências claramente mais graves.

Por incrível que pareça, a introdução de ABS e Airbags levou a um aumento da velocidade média em que os acidentes rodoviários ocorriam porque os condutores assumiam que se sentiam mais seguros, ao volante de um carro equipado com este tipo de equipamentos, e assim poderiam circular com maior velocidade. Como resultado, aumentou o número de acidentes, um cenário alterado só quando se tornou regra haver campanhas de prevenção rodoviária aliadas a campanhas de "Tolerância Zero". Na prática, melhorar as condições de circulação rodoviária e diminuir a sinistralidade rodoviária, só se consegue diminuindo a velocidade média de circulação.

Dados recentes comprovam a melhoria de condições de circulação em Lisboa após a instalação dos radares, já de si muito difíceis devido ao intenso tráfego que se faz sentir dentro da capital. Contudo, a avaliação de uma medida destas não se pode fazer num mês, mas compará-las com os dados de anos anteriores. É de supor que o número de automóveis a circular em Lisboa aumente 2% no próximo ano. Contudo, com a diminuição em certas zonas da velocidade de circulação, é previsto uma diminuição até 80% da sinistralidade rodoviária nas vias com radares instalados.

Uma medida destas salva vidas e num melhor cenário, aumenta o fluxo de circulação rodoviária. E sem os radares, colocados em pontos de elevada sinistralidade, vias com passadeira de peões e saídas de túneis, iríamos voltar ao mesmo ou pior.

Se concorda com este raciocínio, escreva um email à Câmara Municipal de Lisboa, ao Departamento de Apoio à Presidência, à Direcção Municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego ou ao Departamento de Segurança Rodoviária e Tráfego, a pedir que mantenham a fiscalização com radares a 50 km/h para as vias que tenham passadeira de peões, semáforos, túneis, falta de visibilidade e rotundas ou que tenham uma elevada sinistralidade, e que não desistam de lutar por uma Lisboa+Viva.

Forte-Farol do Bugio - II

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Eis mais algumas fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:


TECTO ARRUINADO DUMA DEPENDÊNCIA, PORMENOR


ACESSO AO PISO SUPERIOR DUMA DEPENDÊNCIA


INTERIOR DUMA DEPENDÊNCIA


INTERIOR DO FAROL ATRAVÉS DUMA JANELA DA TORRE
(desculpem-me o reflexo da objectiva)


FORTE DE SÃO JULIÃO DA BARRA ATRAVÉS DA FRESTA DUMA GUARITA


PORTAL DE ACESSO AO PÁTIO INTERIOR, PORMENOR


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
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MEXA-SE MAIS!

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in Roteiro 30 Dias, n.º 125 - Agosto07
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Notícias do Mundo

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Nicarágua: Menina de 10 anos grávida impedida de abortar


A gravidez de uma menina de 10 anos da Nicarágua, violada por um primo, está a dividir as autoridades governamentais e religiosas e a sociedade civil do país, e a despertar a polémica sobre a penalização do aborto terapeutico imposta na Nicarágua.


Enquanto as organizações não governamentais reclamam que Evita, como foi identificada a criança, tenha a possibilidade de praticar um aborto devido ao risco que corre a sua vida, o governo recorda que essa intervenção está proibida no país desde o ano passado.


O aborto terapêutico foi negado a 26 de Outubro de 2006, dez dias antes das eleições lesgislativas, a pedido das igreja católica e evangélica, assim como de outros movimentos anti-aborto do país.


«Evita» ficou grávida aos 9 anos em resultado de abusos alegadamente cometidos pelo primo Alejandro Torres, de 22 anos, em El Tortuero, uma recôndita comunidade numa das zonas mais pobres da Nicarágua.


A menina, agora com 10 anos, está a 12 semanas de dar à luz, segundo os médicos que a acompanham.


As autoridades da Nicarágua reconhecem que a sua gravidez é de «alto risco» e que não está preparada para dar à luz, embora tenham advertido que não podem interromper o processo de gestação.


«Evita» está numa casa de acolhimento de mães na cidade de Bluefields, estando previsto que hoje seja transferida para Managua.


A subdirectora do hospital de Bluefields, Jeaneth López, explicou à imprensa que o corpo da menor «não está apto para o parto» e que vai ser necessário fazer uma cesariana.


Susy Mayorga, funcionária do Ministério da Saúde, sustentou que não se pode interromper a gravidez de «Evita» porque o bébé já tem 27 semanas de gestação e o aborto poderia colocar em perigo a sua vida, e porque o aborto é proibido no país.


A mãe da criança denunciou o caso em Julho, embora só se tenha tornado público esta semana. O presumível violador está desaparecido desde então.


Diário Digital / Lusa

30-08-2007 22:41:00
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Forte-Farol do Bugio - I

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A pedido de várias famílias aqui ficam algumas, poucas, fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:


LÁPIDE EPIGRAFADA NO ACESSO À BATERIA BAIXA


TALVEZ O ÚNICO SÍTIO 'LIMPO' PARA O MARINHEIRO COLOCAR O QUÉPI


PÚLPITO


ESPAÇO OCO ENTRE OS MUROS E AS PAREDES DE MADEIRA DA CAPELA


ESCADA PARA A TRIBUNA DO ALTAR VISTA ATRAVÉS DUM ROMBO NA PAREDE DA SACRISTIA


TANQUE DE AZEITE


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Vivenda 14

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MEMÓRIAS DE ALGÉS DESTRUÍDAS

Em Algés têm estado a ser destruídas as vivendas e pequenos prédios que constituíam o seu núcleo antigo. Primeiro ficam abandonadas, janelas mal fechadas, bocados arrancados, sem que os seus proprietários sejam responsabilizados.. Ou então arrasam-nas e surge prédios destruindo as áreas de quintal, densificando a zona e aumentando os problemas de estacionamento e mobilidade.

Um caso paradigmático é na Rua Manuel Arriaga; a vivenda nº. 14 está há anos abandonada servindo apenas para a proliferação de gatos e maus cheiros. Fala-se que foi doada à Santa Casa e que um morador de Algés se terá candidatado para a sua recuperação. O certo é que ali está abandonada...

As memórias estão a ser destruídas e o centro desta terra será dentro em pouco tempo apenas betão e mais carros em cima dos passeios.

Maria Clotilde Moreira, 02 Abril 2007 Algés

(Texto recebido por e-mail com pedido de publicação)


Nota da nossa responsabilidade: Visitámos há dias a referida moradia e constatámos que se trata dum edifício térreo, provavelmente de finais do Séc. XIX ou princípio do XX, talvez um dos últimos vestígios duma época já desaparecida em que o litoral de Oeiras estava prenhe de pequenas e singelas vivendas, quiçá neste caso construída a mando de alguém ligado à faina do mar, pela profusão de representações da actividade marítima e piscatória. Constatámos ainda a presença no local de um andaime a ser erigido, ao que julgamos saber para reparação do telhado.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

VISITA GUIADA AO FORTE E FAROL DO BUGIO - II

À popa

No porto de recreio de Oeiras


Arrumada a um canto
(porta da sacristia da capela de São Lourenço)

Guarita, bateria alta


Paraíso de gaivotas

Salva-vidas

Embutidos de mármore do altar-mor seiscentista da Capela de São Lourenço

Estado actual do Púlpito


Vista parcial do tecto da capela

Vista parcial do tecto da capela

Grelha alusiva ao martírio de São Lourenço

(pormenor decorativo do altar-mor)

Fotos: Isabel Magalhães (reservados os direitos)

UM ASSISTENTE POR DEPUTADO

«O novo cargo, que poderá ser criado já a partir de meados de Setembro, não implica, como ficou consagrado na lei, um aumento da despesa global com a actividade parlamentar, mas, para ser implementado, exigirá a obtenção de poupanças financeiras noutras áreas de funcionamento da AR. O diploma com as alterações ao estatuto do deputado, que permite a criação do assistente individual, foi publicado em Diário da República na última sexta-feira e estabelece que os encargos com a aplicação desta medida sejam “satisfeitos pelo orçamento da AR, salvo determinação legal especial”. O presidente do Parlamento já disse que a contratação destes assistentes “não pode ser feita com recurso ao aumento do orçamento da AR”, até porque “o Orçamento da Assembleia não pode ter uma expansão superior à do Orçamento de Estado em termos de despesa pública e de despesas com pessoal”.» [Correio da Manhã]


SÓ UM assistente por deputado?! Então, e porque não, também, um 'valet de chambre'?

a Fundição de Oeiras

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A Fábrica de Metalurgia e Construção Metalomecânica de Oeiras, vulgarmente designada apenas por Fundição de Oeiras é um dos mais importantes, imponentes e interessantes vestígios históricos da indústria no Concelho de Oeiras. Nomeadamente e logo por ser um dos poucos sobreviventes das centenas de indústrias que existiram neste concelho e que tanto contribuíram para o seu desenvolvimento.

Foi indubitavelmente uma das maiores fábricas do concelho e aquela que empregou maior número de trabalhadores.
Tem uma longa história e constitui um relevante património concelhio.
Terá sido construída no Séc. XIX, na onda do movimento provocado pela Revolução Industrial.
Talvez tenha começado apenas por ser uma metalúrgica (fundição), tendo mais tarde expandido a sua área e enveredado pela metalomecânica, ampliando as suas instalações.

Foi o sustento de centenas — milhares? — de famílias oeirenses, que ali tinham maridos, mulheres e filhos empregados.
Atravessou a 'longa noite fascista' e sobre ela contam-se as mais incríveis e mirabolantes histórias. Algumas bem reveladoras da mentalidade fascista de uma certa época, como aquela - verídica? - em que os patrões, na ambição do esforço da guerra, fecharam os portões da fábrica, obrigando os operários a permanecer no interior e a laborar continuamente durante uma série de dias sem poderem sair para irem a casa comer ou dormir. Diz-se até que eram as mulheres que lhes levavam a comida em marmitas e que lhas passavam através das grades dos portões. Uma autêntica prisão.

Muitas são também as histórias de greves, tantas delas reprimidas à bastonada, lutas de quem apenas demandava a dignidade de ser operário e ver o seu esforço e sacrifício quotidiano recompensados.
São ainda incontáveis os mutilados. Uns sem braços outros sem mãos ou dedos, trucidados pelas traiçoeiras máquinas. Derrota da carne na luta inglória contra o ferro e o aço que trilham e trucidam os incautos.
É razoavelmente conhecido o papel da Fundição de Oeiras na guerra que opôs o Irão e o Iraque (1980-88), motivada pelo petróleo. A Fundição de Oeiras fabricou nessa altura granadas de morteiro que convenientemente Portugal vendia tanto ao Irão como ao Iraque! (dizem as más línguas...)
O que não se livra da fama, que as marca indelevelmente no panorama industrial, são as banheiras esmaltadas, os fogões e as máquinas de lavar roupa - de fama europeia -, todos considerados de excelente qualidade.

A Fundição de Oeiras guarda no seu interior, em especial no pátio de entrada e no edifício administrativo hoje ocupado por serviços da C.M.O., um valioso espólio de azulejaria, espalhado pelos muros, salas e corredores.
Merece também referência especial o enorme painel de azulejo figurado situado no edifício lateral à esquerda do grande pátio da entrada principal, de que deixo abaixo a imagem possível.

Este maravilhoso painel de azulejo está no pátio de entrada da fábrica
(esperemos que seja salvaguardado)

Como nota final, recordo que no próximo dia 15 de Setembro, às 9h30, irá ser efectuada uma Visita Guiada, com Julião Guimarães e Jorge Miranda como cicerones, integrada nos Caminhos da Memória, da responsabilidade da ESPAÇO e MEMÓRIA - Associação Cultural de Oeiras, para a qual convido todos os interessados. A entrada é livre - leia-se grátis - e o encontro, à hora referida, é na entrada principal da Fundição de Oeiras.
Como já aqui referi, talvez seja a última oportunidade que teremos de conhecer a Fundição de Oeiras como ela foi e é, a confirmarem-se os planos para a sua muito próxima demolição e urbanização da área.

Quero ainda pedir aos leitores que possam ter elementos ou informações sobre a Fundição de Oeiras, sejam de que tipo for, que me possam ajudar a melhor compreender a vida daquela fábrica, o encarecido favor de mos enviarem para o meu email particular - zetolas@mac.com - o que agradeço antecipadamente. Tudo pode ser importante, cartões, documentos, desenhos, fotografias, informações dispersas do género "o meu padrinho fulano de tal trabalhou lá entre 1945 e 1953 nos fornos"... Não interessa. Toda a informação que eu conseguir recolher poderá contribuir para que um dia alguém, certamente muito mais credenciado que eu, faça a urgente história daquele fascinante eco do passado.


imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

JAZZ em Setembro

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in Roteiro 30 Dias, n.º 125 - Agosto07
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Morrer na Estrada

Esta continua a ser realidade para alguns portugueses. Os acidentes rodoviários têm vindo a baixar progressivamente, mas continuamos a ser o país europeu com maior sinistralidade rodoviária.

Os seguintes gráficos atestam a gravidade da situação, disponíveis no último relatório da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária.

O distrito de Lisboa, lidera o ranking.

Dados referentes "só" ao 1º semestre 2007

A divisão por tipo de utentes espelha bem a realidade. Porque não são só os condutores as vítimas na estrada.

Os peões também são vítimas.

Ultimamente, surgiu uma petição "online" que visa pressionar os vereadores recém-eleitos na CMLisboa a alterar os limites de velocidade em avenidas como a Estados-Unidos da América ou Infante D. Henrique, de 50 para 80 km/h. Os peticionários acham que 50 km/h é uma velocidade demasiado limitada e que indo mais depressa, se consegue diminuir os riscos de acidente ou entupir menos a cidade.

Esta é a argumentação mais estúpida que eu conheço. Estúpida, idiota e perigosa. Não vou ser "politicamente correcto" em relação a este assunto. Acho um perigo público quem pensa assim e deviam ser proibidos de conduzir ou então sujeitos a repetir o exame de código.

Isto porque as avenidas de Lisboa em questão têm em certos pontos intermédios, iniciais ou finais, passadeiras de peões onde já ocorreram atropelamentos mortais. Também têm sinalização luminosa com vista a limitar a velocidade média de entrada em outras estradas urbanas, onde o limite é 40 ou 50 km/h. Contudo, estes factos parecem ser desconhecidos ou pouco importantes para os peticionários, tirando um ou dois que chamam de anormais estes ditos cujos, e um outro que reclama velocidades de circulação abaixo dos 50 km/h e que chama de assassinos os lisboetas.

O facto de se reduzir a velocidade de 80 para 50 km/h leva a uma maior capacidade de tráfego que a via comporta no seu traçado num dado momento, aumentando, indirectamente, a fluidez e segurança rodoviária, já que o condutor circula a uma menor velocidade e têm mais tempo para reagir. Também o facto de haver pessoas que travam abruptamente em cima do radar é um comportamento perigoso, que não devia de acontecer já que estes estariam a circular a uma velocidade maior do que permitido e não pode servir de desculpa já que há painéis luminosos com avisos à entrada destas vias. E para mais, já foram bem informados :-)



À semelhança de Lisboa, que têm vindo a registar melhorias na segurança rodoviária, especialmente na 2º circular, proponho que se coloquem radares em Oeiras, na Marginal, na A5, na Estrada que liga Paço de Arcos ao Cacém, na CREL e em locais em Algés, Carnaxide, Linda-a-Velha, Dafundo, etc, onde têm havido atropelamentos de peões por excesso de velocidade dos condutores. A verdadeira razão de se colocarem radares é o de proteger aqueles que circulam na via pública, e não o de "sacar" dinheiro ao condutor, contribuinte mas infractor. Estes e os outros têm o direito de não morrer na estrada.