quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

TRICAS


Paula Teixeira da Cruz, Advogada

Da Vida Real

Tricas

Com os Estados Unidos da América em recessão, foi de pronto anunciado um megaplano de investimentos em infra-estruturas, o maior dos últimos cinquenta anos naquele país. A situação impõe responsabilidade a democratas e a republicanos. Vai-se ao essencial sem tricas nem desculpas. Obama sem medo de sombras.

Nós vamos a caminho da terceira recessão em oito anos e continua a não haver plano algum. Finalmente Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, certificou a dita recessão. Custou mas foi, como se a dita não se sentisse neste Inverno de desconforto, vento e frio.

Ironicamente, quando se celebram os sessenta anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, o Mundo está mais longe dela do que esteve após as guerras do século passado. A Declaração era suposto ser um ponto de partida para uma espécie de ‘harmonia universal’. Hélas, cavaram-se os fossos culturais e só o ‘comércio’, na pior acepção e com as piores consequências, parece ‘juntar’ os povos para desgraça de todos. Dos Direitos propriamente ditos fez-se o caminho da restrição em nome de um securitarismo inconsequente e perverso.

Até mesmo o projecto europeu está hoje tão longe do espírito dos founding fathers quanto um asceta de um novo-rico.

E uma paralisia desculpante tolhe a iniciativa e a capacidade de cada um de nós.

Se temos modelos a reinventar vamos lá a isso e quanto mais depressa melhor: dos políticos aos económicos, não esquecendo os cívicos e a responsabilidade que cada um de nós também tem nisto tudo. E responsabilize-se. Cultive-se a responsabilidade que é coisa que anda ausente. Ninguém se sente responsável. São sempre os outros. Mentalidades.

Pois neste pano de fundo esperar-se-ia exemplo de responsabilidade dos principais agentes políticos e da sociedade em geral. E menos tricas. E menos ausências.

Mas é precisamente neste contexto que a inflexibilidade do Governo para com o Presidente é particularmente desastrada e pouco inteligente. É a última altura a escolher para provocar fissuras em nome de pequenas tácticas que, sobretudo em momentos difíceis, não compensam e se pagam caro. E pior ainda se for em nome de geometrias eleitorais. Como é a pior altura para o Parlamento se desrespeitar a si próprio.

Se a sociedade portuguesa quiser continuar a ter o direito ao disparate, terá o retorno.

Tal como em Lisboa, continuaremos atulhados em lixo.


Correio da Manhã - 11 Dezembro 2008

RATS - PEARL JAM



Rats Pearl Jam Boston 05-24-2006 3 cam mix

they don't eat, don't sleep
they don't feed, they don't seethe
bare their gums when they moan and squeak
lick the dirt off a larger one's feet
they don't push, don't crowd
congregate until they're much too loud
fuck to procreate till they are dead
drink the blood of their so called best friend
they don't scurry when something bigger comes their way
don't pack themselves together and run as one
don't shit where they're not supposed to
don't take what's not theirs, they don't compare
they don't scam, don't fight
don't oppress an equals given rights
starve the poor so they can be well fed
line their holes with the dead ones bread
they don't scurry when something bigger comes their way
don't pack themselves together and run as one
don't shit where they're not supposed to
don't take what's not theirs, they don't compare...
they don't scurry when something bigger comes their way
don't pack themselves together and run as one
don't shit where they're not supposed to
don't take what's not theirs, they don't compare...
rats...they don't compare
rats...they don't compare
ben, the two of us need look no more
ben, the two of us need look no more

DESINCENTIVOS AO TRANSPORTE PÚBLICO



PONTOS DE VISTA


Acreditamos que a resolução de alguns problemas de ordem ambiental e de desgaste físico e psíquico que nos afectam, toldando a nossa qualidade de vida, passa pelo incremento do transporte público. A par de melhores condições de serviço dos diversos meios empregues, impõe-se uma redimensionação das vias de comunicação, hoje obsoletas e incapazes de proporcionar uma eficaz drenagem do trânsito. Tudo o que se fizer, sem agarrar o problema de fundo, não ultrapassa a dimensão de panaceia, de remendo. E a questão agrava-se, malgrado as intenções…
Entretanto, o discurso oficial não se cansa de propalar a necessidade de se incrementar a utilização do transporte público. Mas mais nos parece uma oratória de circunstância, vazia, sem calor e força dinamizadora.
Concretamente, não há incentivos que cativem uma mudança de hábitos dos potenciais utilizadores nem uma eficácia que satisfaça aqueles que não têm alternativa.
Os desincentivos são mais que muitos!...
Apenas um caso que chegou ao nosso conhecimento recentemente:
O caminho-de-ferro de Cascais, que é, apesar de tudo, um dos mais regular meios de transporte que serve os concelhos de Cascais e Oeiras, regista insuficiências que dificilmente se entendem. É o caso da estação de Caxias, onde existe uma só bilheteira que encerra à hora do almoço, apesar de, como é óbvio, a circulação de comboios continuar a efectuar-se. Poder-se-á alegar que existe o recurso à máquina de bilhetes – também apenas uma! E quando esta se avaria?... E não se pense que esta situação é remota. Ainda, pelo menos, sem referir vezes anteriores, nas manhãs dos dias 27 de Novembro e de 2 de Dezembro (tão próximo uma da outra!), tal se verificou. Neste último dia, para além do movimento habitual acrescia coincidir com o limite para a necessária renovação do passe e havendo somente o recurso à única bilheteira, a bicha era enorme e várias foram as pessoas que perderam o comboio em que deveriam embarcar!
Também não se entende por que as máquinas fornecem bilhetes de extensão de percurso e as bilheteiras não o podem fazer!
Estas pequenas falhas de funcionamento têm o efeito de desincentivo à utilização do transporte público. Remam contra a maré e revelam o desinteresse e negligência dos responsáveis.

Jorge Miranda
jorge.o.miranda@gmail.com

O Oeiras Local agradece ao Autor e ao Jornal Costa do Sol a cedência do artigo assim como à revista municipal Oeiras Actual pelo uso da foto.

Nem tudo o que parece é!

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Nesta semana, não sei se repararam, publiquei intencionalmente uma série de posts. Coisas da nossa terra, dirão alguns, pois é um blog temático dedicado a Oeiras, dirão outros. Alguns até se atreverão a dizer que é um blog do PSD.

Mas nada disso me motivou. Para que fique claro, não sou apoiante de Isaltino nem tão pouco do PSD.

O objectivo era ver mais para além do que o post dizia, problematizar o nosso quotidiano, percebendo que, mesmo nas coisas mais simples, a complexidade é uma constante. E nem tudo o que parece é.

Posto isto, o que eu me apetece dizer-vos é que o poder não é uma aptidão inata, pessoal, nem uma qualidade de um grupo. O poder apenas existe no âmbito de uma relação social ou dito de outra forma, o poder é uma relação social estruturada em termos de dominação/submissão.
Mas duvidam?

O poder de Isaltino Morais exerce-se dominando uma possível oposição, seja ela qual for, e "partilhando alegremente contributos". Lembrem-se que este ganhou as eleições e, a oposição ao seu exercício e programa (e estes dois vectores eram fundamentais para a distinção de águas) passou-se em bloco para o seu lado, salvo raras e honrosas excepções.

Donde, Isaltino Morais dominou/subjugou a oposição, e esta com motivações que não sabemos muito bem identificar,"embarcou". Quiçá, também eles queriam partilhar o poder esquecendo-se que não foi para isso que foram eleitos, mas sim para utilizar os seus conhecimentos individuais, culturais, económicos e sociais, para desmontar este tipo de dominação. Desmontar apostando na transparência e na alternativa.

Reparem, como é que pode dizer numa visita a uma entidade privada - Centro Paroquial de Miraflores - que a CMO dará meio milhão de euros para financiar inclusive a casa do pároco? Que critérios está a utilizar? A que população se destina? Como pode dispor dos impostos de todos nós, a seu belo prazer? Que tipo de alternativas se podem pôr para atingir os mesmos objectivos? Porquê a Igreja e não uma outra qualquer entidade? E porque a oposição está tão silenciosa?

Porque estamos a falar da Igreja e esta tem uma influência muito grande.

E aqui a segunda distinção: o poder não pode confundir-se com influência, dado que essa é a capacidade que se tem de modificar o comportamento de quem exerce o poder através da persuasão. É isso que a Igreja fez e faz. Usou a sua influência e condicionou o comportamento do PCMO. Que dá em troca? (não é preciso eu dizer ... já lá chegaram!)

Com este exemplo pequeno eu só quero dizer que, quem exerce o poder tem sempre uma atitude subjacente em relação ao mesmo: defender o próprio poder que exerce e assim mantê-lo "ad eternum" (no caso de Isaltino "ad nauseum").

Agora, porque é que o PSD e PS estão esfrangalhados e este senhor domina o concelho de Oeiras...? Pois será outro post . Uma coisa de cada vez.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

CANDIDATURA PSD À CMO

[Clique na imagem para ampliar]
Jornal de Oeiras, 9.12.2008

Unidade Residencial da Outurela


Tem sido notícia o Centro de Dia / Unidade Residencial Assistida da Outurela. Este edifício de linhas modernas tem no seu piso 0 o Centro de Dia, o 1º piso está preparado para residência de cidadãos dependentes e nos pisos superiores os apartamentos estão destinados para aluguer a idosos não dependentes. Visitei este edifício em 14 de Novembro quando do Seminário "A Casa e a Habitação".

Por dentro encontramos uma construção arejada de 4 pisos, servida por elevador e por escadas amplas. A ligação dos vários apartamentos é feita por corredores tipo “varandas”.

Porém, embora bonito à primeira vista, certos aspectos pareceram-me desconfortáveis e que, penso, a utilização pode vir a confirmar e a corrigir noutras edificações que dizem estar em projecto. A sala do Centro de Dia está voltada a Norte – naquele dia havia sol mas ali não entrava, e aquela arquitectura arejada tornava fria aquela tarde.

Como será em dias de frio verdadeiro que se estão a aproximar? Haverá algum sistema de aquecimento? A cozinha pareceu-me que devia estar a Norte e está encosta ao lado Sul. E os caixotes de separação de lixo estavam na parte da frente do edifício. E nos dias de ventanias chuvosas de Inverno, a intempérie fará concerto barulhento nas paredes de vidraça.

Faço sinceros votos que rapidamente esta Unidade esteja em pleno e feliz funcionamento.

Presidência Aberta! Bolsa Aberta!

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Correio de Oeiras n.º13

O sr. Isaltino está a fazer uma presidência aberta. Foi logo visitar a freguesia de Algés e Linda-a-Velha com duas obras: O Centro Paroquial de Miraflores e as obras na Damião Góis.

Das obras na Damião Góis estamos conversados, e embora se afirme a "pés juntos", que dia 13 ou 14 estão prontas, eu desconfio muito. Já agora, como presidência aberta poderia ter informado o custo das mesmas, que a Tiazoca continua curiosa porém, nem uma palavrinha para a imprensa.

Fiquei a saber que o Centro Paroquial de Miraflores, edifício de três andares, se destina a uma Igreja, apartamento para o pároco (realojamento divino e canónico), salas polivalentes (para a catequese e escuteiros) e como é habitual nestas estruturas, um Centro de Dia para idosos.

Mas, neste caso perguntaram o valor da obra. Segundo o Jornal, o edifício anda à volta do milhão de euros.

Desengane-se, se pensa que a história fica por aqui. Nesta matéria de dinheiros públicos existe sempre uma confusão subjacente, e nunca os jornalistas perguntam o que devem perguntar, com o objectivo de esclarecer o cidadão.

Diz o artigo que o pároco arranjou 160 mil euros, nas minhas contas só falta a módica quantia de cerca 840 mil euros, quantia perfeitamente aceitável para a Igreja Católica que sempre foi rica.

Porém, acrescentam que Isaltino dará metade da quantia.

Mas de qual quantia é que a CMO entra com metade ? Dos 160 mil euros ou do milhão de euros?

Querem ver que eu estou aqui cheia de curiosidade e o donativo é a título particular do sr. Isaltino Morais. Sim, porque a mim mete-me muita confusão como é que o Presidente da CMO consegue assim, sem mais nem menos, dispor dos dinheiros públicos.

Mas isso não interessa nada... Isaltino está em movimento numa presidência aberta... e espera que lhe retribuam a atenção a seu tempo e com os devidos agradecimentos.

Isaltino! O PSD perdoa-te!

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Correio de Oeiras nº.13

Este senhor é o candidato do PSD à Câmara Municipal de Oeiras. Adivinha-se uma luta renhida pelo último lugar, em disputa acesa com o candidato ainda desconhecido do PS, mas que em breve conheceremos.

O filho pródigo faz-se independente, agora que tem duas casas a reclamarem o seu regresso, mesmo que subtilmente. É caso para dizer: Isaltino tem dois amores, em nada são iguais, mas não têm a certeza de qual ele gosta mais.

Calhando Marco Paulo é o cantor que abrilhantará a Campanha para as Autárquicas e o hino, como se depreende, já está escolhido. Ninguém irá segurar o povo... Viva Nha Isaltino!

Deputados "da Nação" ?

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Não sei qual foi a surpresa da dra. Manuela Ferreira Leite por 30 dos "seus" deputados (pois é das direcções partidárias que os deputados são, não "da Nação") terem faltado a uma votação. Pelos vistos, a líder do PSD não faz a mínima ideia daquilo em que se tornou a AR.

Não faltaram só os 30 do PSD; faltaram ainda 13 do PS, 3 do CDS, 1 do PCP e 1 de "Os Verdes". Numa sexta-feira véspera de fim-de-semana prolongado, até foram poucos. Se aos deputados (gente, essa sim, com privilégios) se aplicasse o modelo de avaliação dos professores, e também eles tivessem que definir objectivos individuais, ter intervenções assistidas e ser julgados pelos "resultados", quantos aprovariam? Dir-se-á que são julgados de 4 em 4 anos. Não são. No meio das listas partidárias todos os gatos (mais rigorosamente, todos os ratos) são pardos, e sabem lá os eleitores em quem votam. O único critério de avaliação a que um deputado está hoje sujeito é o da obediência acrítica. Um acto de honestidade intelectual e política como o dos 6 do PS que pensaram pela própria cabeça pode custar-lhes o lugar. Se não, veremos.
Artigo de Opinião - Manuel António Pina

domingo, 7 de dezembro de 2008

Cascais - agenda cultural 35

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Com agradecimentos à CMC pelo envio do exemplar Nov/Dez 2008

CTT abrem a sua rede à solidariedade


Combate à pobreza

"Os CTT vão pôr a sua rede à disposição do combate à pobreza e à exclusão social. A partir de 1 de Dezembro próximo, os Correios de Portugal põem em marcha um projecto que, durante os próximos meses, permitirá a qualquer pessoa ajudar quem mais precisa de forma gratuita."

Estejam atentos às vossas caixas de correio pois irão receber uma informação como podem colaborar. Haverá uma lista de entidades que irão ser apoiadas – é só nós escolhermos. Depois, os CTT disponibilizam uma embalagem para colocarmos dentro o que desejarmos, entregamos numa estação dos CTT e… pronto os nossos donativos chegarão ao seu destino.

Coisas de Algés – XXXI


BASTA UM PEQUENO GESTO!

a) - Vamos ajudar o comércio tradicional: um pequeno esforço – um ensaio até ao fim do ano. Vamos direccionar algumas compras do nosso dia-a-dia para a lojinha da nossa rua. Além da compra damos dois dedos de conversa com o lojista e um sorriso.

b) - A Junta de Freguesia da Algés está a promover um Concurso de Montras de Natal de Algés 2008; um processo simples conforme informação nas vitrinas da Junta de Freguesia. Os comerciantes aderentes inscreveram-se até 5 do corrente.

As urnas estão colocadas na Junta de Freguesia, na sede da ACECOA, no Mercado Municipal de Algés e nos supermercados Pingo Doce da Baixa de Algés, Modelo Bonjour e Centro Comercial Dolce Vita.

O júri será constituído por cinco elementos: Presidente e Secretário da Junta de Freguesia, representante da Câmara Municipal de Oeiras, representante da ACECOA e um munícipe a convidar pela Junta de Freguesia representando o voto expresso pela população para este efeito.

A entrega dos prémios decorrerá no dia 10 de Janeiro de 2009, pelas 16h no Centro Cultural de Algés (da Junta de Freguesia de Algés, sito na Av. da República n.º 75- C) numa cerimónia que tem por objectivo prestar uma simbólica homenagem da Junta de Freguesia de Algés a todos os comerciantes que tanto têm dignificado a freguesia e o Concelho.

Não encontrei ainda o boletim para votarmos e ainda não me decidi por nenhuma das monstras que vi. Parece-me que ainda não estão aprontadas para nos impressionarem.

Vamos estar atentos e ajudar esta pequena iniciativa da Junta de Freguesia de Algés e dar alento aos nossos comerciantes.

Jazz no OL

e.s.t.

The Esbjörn Svensson Trio with Schleswig-Holstein Chamber Orchestra

"Round Midnight"

Biografia

Autárquicas: Donativos guardados após votação nas urnas

"Cinco partidos e três candidatos independentes às eleições autárquicas de 2005 depositaram no banco donativos superiores a 1,1 milhões de euros em data posterior ao acto eleitoral de 9 de Outubro. O acórdão do Tribunal de Contas sobre as Autárquicas, a que o CM teve acesso, identifica oito candidaturas com receitas de angariação de fundos e/ou donativos pecuniários depositados em data posterior ao acto eleitoral: BE, MPT, PH, PSD, PS, Grupo de Cidadãos Eleitores por Tomar, Grupo de Cidadãos Eleitores-Isaltino e Grupo de Cidadãos Eleitores Valentim-Gondomar no Coração." in Correio da Manhã

A notícia refere ainda que a candidatura de Isaltino Morais depositou 52.650 euros, tendo a auditoria do TC identificado diversas acções relativamente às quais não foi possível localizar as receitas e as despesas. Exemplo: concerto do Toy. A não apresentação de todos os documentos de prestação de contas é uma das falhas mais comum a todos os 17 partidos e movimentos aos quais foram detectadas irregularidades.

Ler notícia aqui

sábado, 6 de dezembro de 2008

Instituto Português de Oncologia de Lisboa

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COMUNICADO DE IMPRENSA

“Movimento Pijaminha”


O Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., tomou conhecimento que, mais uma vez, se encontra a ser efectuada uma acção de recolha de pijamas para os seus doentes da Pediatria, no que se apelida de “Movimento Pijaminha”. Perante este facto, esclarece-se que não foi realizada nenhuma solicitação pelo IPO de Lisboa e que a mesma representa um uso abusivo do seu nome. Com o objectivo de prevenir o eventual aproveitamento da situação por entidades que pretendam obter proveitos ilegítimos, solicita-se que se tenha em conta o presente esclarecimento.
Aconselhamos que no futuro, por uma questão de precaução, seja confirmado sempre junto da Instituição quaisquer campanhas realizadas em nome do IPO”.



Para mais informações por favor contactar:
secretaria.geral@ipolisboa.min-saude.pt
*Telf. 217229814 Fax. 21 7229840

PSD esconde faltosos



Educação: Deputados saíram mais cedo para fim-de-semana prolongado

O PSD recusou ontem revelar o nome dos trinta deputados que faltaram à votação do projecto do CDS-PP que recomendava ao Governo a suspensão do processo de avaliação dos professores. O projecto foi "chumbado" por elevada ausência de deputados da Oposição. Após uma recontagem, recebeu 101 votos contra, 80 a favor e uma abstenção.


O PSD foi o partido que registou mais ausentes numa votação que decorreu às 12h00 de uma sexta-feira que antecede um fim-de-semana alargado. Dos 75 deputados, trinta faltaram à votação. Se 22 destes deputados tivessem comparecido, perante a divisão no PS, a Oposição teria conseguido aprovar o projecto. O desaire do grupo parlamentar do PSD levou a presidente do partido, Manuela Ferreira Leite, a chamar o líder da bancada, Paulo Rangel, para saber quem faltou à votação.

'Quis saber quem são os deputados que se ausentaram quando não se poderiam ter ausentado. Considero isso inaceitável e considero que é alguma coisa que não se pode tornar a repetir', referiu Manuela Ferreira Leite à Rádio Renascença. 'Há deputados que se calhar foram lá, assinaram e foram-se embora. Isto não é admissível em circunstância alguma na função do deputado', criticou. Ao contrário dos restantes partidos da Oposição, o PSD recusou avançar a lista dos ausentes. Contudo, o CM apurou 13 dos 30 ausentes. Entre eles está Pedro Santana Lopes.
(...)
SETE DESAFIARAM MAIORIA SOCIALISTA

Foram sete os deputados socialistas que desafiaram a tendência de voto socialista. Manuel Alegre, Teresa Portugal, Matilde Sousa Franco, Eugénia Alho, João Bernardo e Júlia Carré votaram ao lado da Oposição a favor do projecto do CDS-PP. Por sua vez, Odete João absteve-se. Na bancada socialista faltaram 13 deputados. »»»

Jorge Pedreira equipara os professores a ratos numa reunião de professores socialistas!

Jorge Pedreira equipara os professores a ratos numa reunião de professores socialistas! Explicando porque não pode ceder o ministério às exigências dos professores: *«Quando se dá uma bolacha a um rato ele a seguir quer um copo de leite!»*
Um relato na primeira pessoa. António Galrinho

Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença do Jorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar em Setúbal, no dia 16 de Novembro às 17h. A palestra era subordinada ao tema "Política de Educação",
(...)
Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado do PS.
A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aos militantes sobre o assunto em causa.
O secretário de estado falou durante 50m, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras e até ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: os professores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem ser avaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, os professores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras, o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc., etc.
Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entre as quais eu, que falei mais ou menos a meio. Pensei que a generalidade dos militantes aproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo de avaliação, mas não foi isso que aconteceu. Começou por falar o militante Chocolate Contradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver o estado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido. O Humberto Daniel teve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que "por muito menos o Correia e Campos foi para a rua"; foi aplaudido. Outros militantes se seguiram. O Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse "a Escola está agora pior" e, referindo-se a uma passagem do discurso do secretário de estado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que "o PS esteve 7 desses 10 anos no governo"; foi muito aplaudido. Seguiram-se outras intervenções, de professores, alguns membros de conselhos executivos, ex-professores e militantes do PS, cada uma apontando aspectos diferentes das fraquezas deste modelo de avaliação, raramente se apontando virtudes.
Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltado sobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido ainda comentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição
de ceder nem de renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês *"Quando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite." Assim, sem tirar nem pôr!*

Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:
- Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira; Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:
- Isto é uma palhaçada!
Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
- Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.
Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:
- Isto é uma palhaçada!
Às tantas o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim, e eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:
- Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? *Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro*.
- Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia.
Ainda perguntei, por duas vezes:
- Estou a dizer alguma mentira? Ninguém me disse que não. Sentei-me; ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes. Um psicólogo referiu que a ministra tem, à partida, qualquer coisa contra os professores, e que isso é notório nas suas intervenções. O último a falar foi um colega que referiu conhecer como funcionam as coisas noutros países da Europa, onde esteve várias vezes em trabalho, e de não saber de nenhum onde os professores sejam divididos em duas carreiras. Questionava ele a que país, afinal, tinha ido o ME inspirar-se.
Para terminar, foi dada a palavra ao secretário de estado, que voltou a falar das virtudes deste modelo de avaliação e da importância de o levar à prática. Foi um discurso circular, onde muito pouco se reflectiram as preocupações colocadas pela plateia.
Foi assim a minha aventura de quatro horas numa palestra promovida pelo partido que suporta o governo que está a destruir o ensino público no nosso país.
António Galrinho
Publicado por JoaoTill

O PODER DA ARTE

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HUNDERTWASSER
Tree Tenants Do Not Sleep
Tree Tenants Wide Awake

técnica mista, 38 x 38 cms, Tunes, 1973

As árvores que crescem dentro e sobre as casas pagam regularmente a sua renda fornecendo valores reais como o óxigénio, o belo e o silêncio, absorvendo a poeira e regularizando o clima.
Foto: Taschen

Na minha estante



UM ADEUS PORTUGUÊS

Nos teus olhos altamente perigosos

vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz de ombros puros e a sombra
de uma angústia já purificada

Mas tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
que medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor

Não podias ficar nesta cadeira

onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à virgula maníaca
do modo funcionário de viver

Não podias ficar nesta cama comigo

em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo

à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces

esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser

Não tu és da cidade aventureira

da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal

*

Nesta curva tão terna e lancinante

que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti .