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sábado, 9 de outubro de 2010

Campo de golfe no Jamor só em 2011 e em risco de custar o dobro (Publico.pt)

Federação Portuguesa de Golfe alega que perde cerca de 6500 euros por mês por estar impedida de utilizar o seu centro de formação em Oeiras

A Câmara de Oeiras autorizou que seja retomada a construção do campo de golfe do Jamor, por considerar sanada a falta de licenciamento, mas os trabalhos, que podem vir a custar o dobro do previsto, continuam parados porque está pendente uma providência cautelar interposta por cidadãos que se opõem à ocupação daquele espaço junto ao estádio nacional.

A Federação Portuguesa de Golfe, numa carta enviada, há quase dois meses, ao dono da empreitada, o Instituto de Desporto de Portugal (IDP) - e na qual é pedido o levantamento da suspensão das obras, em vigor desde Junho de 2009 -, nota que a requalificação do centro de formação se traduzirá numa "efectiva melhoria na qualidade da oferta desportiva" e que o projecto contempla "a plantação de 1660 árvores". A limitação do uso do driving range(campo de prática) traduz-se num prejuízo, até Agosto, de 115.339,89 euros (cerca de 6500 euros por mês), lesivo para os treinos e as selecções nacionais. O dirigente federativo já assumiu que, com a paragem, as obras custarão "o dobro" do previsto. Só que a bola está do lado do tribunal.

Foi em Dezembro de 2007 que Manuel Pinho apresentou o campo de golfe do Jamor, uma empreitada do IDP. O então ministro da Economia, juntamente com o secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, anunciaram com pompa um projecto "no âmbito da política de desenvolvimento sustentável do golfe". A primeira fase previa a construção de nove buracos em torno dos existentes driving range e club house da Federação Portuguesa de Golfe. Na altura, assumia-se a extensão do campo para 18 buracos, com o prolongamento da segunda fase para a outra margem do rio Jamor.

A empreitada da primeira fase, numa área de 24 hectares, foi adjudicada em Março de 2009, por 2,891 milhões de euros (mais IVA), ao consórcio Vibeiras/Soprocil/Mota-Engil. Os trabalhos arrancaram em redor da escola da federação, mas foram alvo de uma providência cautelar em Junho seguinte, interposta por uma residente junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra. A acção, conforme explicou Maria Margarida Novo, da recém-criada Liga dos Amigos do Jamor, contesta a falta de licenciamento das obras pela Câmara de Oeiras e pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo. Mas também manifesta preocupação pela ocupação de áreas na reserva ecológica nacional e do domínio hídrico público, com a subida da cota média dos terrenos em pleno leito de cheia do Jamor, "agravando os riscos de inundações para as populações da Cruz Quebrada e do Dafundo".

A construção do campo, para além dos impactes negativos sobre a fauna, flora e recursos hídricos, é ainda considerada "desastrosa" para a qualidade de vida das populações, ao privar o acesso a pelo menos um quarto (primeira fase) do vale e cortando caminhos entre localidades. Em Junho, o tribunal intimou as diversas entidades para que "suspendam imediatamente" as obras do campo de golfe "que impliquem qualquer abate de árvores ou destruição de coberto vegetal natural e se abstenham de iniciar quaisquer outras obras" no complexo.

Melhorar oferta desportiva
A federação de golfe requereu o levantamento desta decisão provisório, alegando que a construção "não envolve remoção do campo de treino nem da pista de corta-mato [na margem para onde estava projectada a segunda fase] ou dos caminhos e trilhos existentes". E sustentou que a obra está isenta de licença por ser promovida pelo IDP. Enquanto os trabalhos prosseguiam, a entidade federativa sustentava que a empreitada, além de aumentar a capacidade de vazão do rio, não obrigou a abater árvores e que o corte na zona superior da mata foi da responsabilidade da Brisa, para segurança na A5.

O tribunal decidiu, no início de Julho, manter a medida provisória decretada no mês anterior. As testemunhas das partes envolvidas foram ouvidas em Outubro de 2009. Desde essa data que se aguarda pela decisão quanto à providência cautelar. Só depois pode ser julgada a acção principal. Por isso, depois de a câmara autorizar a continuação da obra, o IDP pediu, em Agosto último, o levantamento da suspensão dos trabalhos. O objectivo é o de avançar com a sementeira de um novo tipo de relva até ao fim de Novembro, para acabar o campo "em Março de 2011". Caso isso não seja possível, a relva só pode ser semeada a partir de Março, atirando a "conclusão da empreitada, o mais cedo, para Setembro de 2011".

Outros destaques sobre o tema:

terça-feira, 30 de junho de 2009

Ainda o Jamor

A Câmara Municipal de Oeiras defende que a gestão do espaço do Complexo Desportivo do Jamor deve ficar a cargo da autarquia, "que tem mais capacidade de planeamento e de proximidade dos cidadãos".

O Complexo Desportivo do Jamor (CDJ) é gerido pelo Instituto de Desporto de Portugal (IDP), organismo sob a tutela da Secretaria de Estado do Desporto.

Perante críticas de munícipes que se opõem à construção de um Campo de Golfe naquele espaço e depois de a autarquia ter admitido embargar as obras daquele campo caso o IDP remeta o projecto para parecer camarário, o vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Paulo Vistas, disse à Lusa que "a gestão daquela área devia estar a cargo da autarquia".

Salientando a "óptima colaboração" entre o IDP e a autarquia, o vice-presidente considerou, no entanto, que "a administração central não tem capacidade financeira, nem de planeamento, nem pessoal suficiente para aquele espaço".
"A autarquia tem planeamento e está mais próxima daquilo que os cidadãos querem", afirmou Paulo Vistas.

"O problema do Estádio Nacional é não haver projecto a médio-longo prazo. É um problema do que se quer fazer: o CDJ não pode estar ao sabor dos governos e das federações desportivas", considerou o vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras.

A intenção da autarquia prende-se com a criação de um "quadro institucional que deveria ser feito", através do qual "a Câmara de Oeiras geria o espaço e os equipamentos seriam geridos pelas federações".

"A nossa área de intervenção poderia ser nos espaços verdes, nas estradas, no equipamento degradado, no investimento ou até no realojamento de famílias que vivem ali perto", avançou Paulo Vistas.

O vice-presidente avançou ainda que a autarquia tem a mesma visão para outros espaços de gestão do Estado no concelho, como o terraplano de Algés (gerido pela Administração de Portos de Lisboa) e a Estação Agronómica Nacional (sob a tutela do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Assinaturas contra a construção do campo de golfe no Estádio Nacional

Os Amigos do Estádio Nacional relembram que amanhã vão estar junto à Cafetaria do Ténis das 10h às 13h para recolher mais assinaturas e distribuir panfletos. Estão também ao dispor de todas as pessoas que os queiram conhecer ou obter qualquer esclarecimento sobre as iniciativas em curso.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Abaixo-assinado contra o Campo de Golf no Jamor



Os Amigos do Estádio Nacional pediram-me que chamasse mais uma vez a atenção para a recolha de assinaturas para o abaixo-assinado que vão fazer este domingo, dia 21, entre as 9 e as 13, junto à pista de corta-mato.

Leia tudo sobre o assunto aqui
Petição Online
Também pode assinar a petição em