quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Sr Sousa é um benemérito...

... continuem a votar nele!





18 Dezembro 2008 - 00h30

Parlamento: Plano anticrise do Governo
Idosos levam 13 € e CGD mil milhões
No mesmo dia em que o primeiro-ministro anunciou um aumento de 3,3 por cento para o complemento solidário de idosos em 2009, também divulgou que a CGD vai receber um reforço de mil milhões de euros. É o terceiro aumento de capital no espaço de um ano do banco público, que gere o BPN. »»»

votos de boas festas

















Todos os anos há Natal

Apesar da guerra
Apesar da fome
Apesar dos homens sem pátria
E dos povos sem nação

Apesar das lágrimas
Das dores das mães
Das crianças famintas,
Das crianças soldados

Apesar da ganância
Das leis injustas
Das angústias dos sem trabalho
Dos desalojados

Apesar de tanta injustiça

A terra move-se
As tardes caiem
As noites acontecem
E há sempre uma manhã
que nasce Natal!
Paz aos homens de boa vontade

De: Maria Clotilde Moreira


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

NATAL EM ARTE ANTIGA



MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

19 Dezembro 2008 21h00 –24h00
ENTRADA LIVRE

Concerto 21h30
Grupo de Música Antiga IL DOLCIMELO
Colectânea de Vilancicos do século XVI – canções ibéricas ao Menino e à Virgem.
Selecção de peças musicais alusivas ao ciclo de Natal, provenientes dos cancioneiros ibéricos renascentistas.

Visitas guiadas 22h15 – 23h15
À volta do Ciclo do Natal, da exposição temporária de Rembrandt e da nova exposição permanente de Pintura Europeia e Artes Decorativas Europeias
De 15m em 15m, em simultâneo

Venda de Natal da APPDA 21h00 – 24h00
Átrio principal

Ceia de Natal 23h15
Com chocolate quente e bolo-rei

O Museu encerra às 24h00.
Actualizado em: 16 de Dezembro de 2008

TOOLS - Feira de objectos e de ferramentas artísticas usadas

Quem quiser comprar ou vender material usado dedicado à produção nas mais diversas áreas - material de pintura, instrumentos musicais, materiais e equipamentos de produção de espectáculos, som e luz, fotografia, software e hardware, livros e manuais, entre outros - pode participar, gratuitamente, na TOOLS - Feira de objectos e de ferramentas artísticas usadas, que decorre nos dias 20 e 21 de Dezembro, no Centro de Experimentação Artística do Clube Português de Artes e Ideias, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, no concelho de Oeiras.

Horário:
Sábado - das 14H00 às 00h00
Domingo – das 12H00 às 18h00

Entrada e Venda Livre.

Ver cartaz »»»

Oeiras entrega mais 30 casas


30 famílias de Oeiras já vão passar este Natal nas suas novas casas. A Câmara Municipal de Oeiras entrega as respectivas chaves no próximo sábado, dia 20 de Dezembro, numa cerimónia que tem lugar no Alto dos Barronhos.

Estas habitações, de tipologias T2 e T3, destinam-se a agregados familiares com baixos rendimentos e situações graves de saúde.

As casas disponibilizadas localizam-se no empreendimento dos Barronhos, freguesia de Carnaxide. As famílias são provenientes de outras freguesias do concelho de Oeiras.

CMO - Newsletter nº 78


DESTAQUES


Lançamento de Cartão Oeiras Sénior 65+ durante almoço Sénior
16-12-2008

Amanhã, dia 17 de Dezembro, a Câmara Municipal de Oeiras apresenta o Cartão Oeiras Sénior 65+ durante o almoço e baile de Natal para mil idosos que decorre no Parque Desportivo Carlos Queiroz, em Outurela/Portela, na freguesia de Carnaxide.


Número Verde - 800 201 205 - 10-12-2008

O Número do Ambiente da Câmara Municipal de Oeiras foi alterado.
Agora, os munícipes devem ligar para o novo Número Verde, que é o 800 201 205.
A chamada é gratuita.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Ave Maria em "A caixa" de Manoel de Oliveira (1994)

O FUTURO DO SPORT ALGÉS E DAFUNDO – SAD


Há uns tempos fixaram (quem?) que as actuais instalações do SAD não assegurariam a continuidade deste Clube e começou a falar-se dos “interesses” da sua passagem para a frente ribeirinha. Nomeada uma Comissão de Estudo e Planeamento das Novas Instalações Sociais e Desportivas em 4 de Julho último, apresentou aos presentes, na Assembleia de 5 do corrente, as recomendações a que chegou.

Entretanto já começaram as entrevistas visionárias, as vozearias sobre os verdadeiros donos da zona ribeirinha, os projectos, os planos, as parcerias, as marinhas, os hotéis… a envolvente da Cruz Quebrada, o Alto da Boa Viagem… blá blá sobre um “já está” que a ser concretizado será conversa para 50 anos se eles cá continuarem.

Apenas duas reflexões: o que está determinado, aprovado e quando estará pronta a ligação harmoniosa para viaturas e peões se moverem entre o lado de cá e o lado de lá, não esquecendo uma rede de transportes públicos?

O que está aprovado oficialmente e respectivo calendário da execução do edificado do outro lado da linha de comboio e qual a verdadeira localização das instalações do Clube?

Tudo está vago mas há uns tantos que se entretêm a calcular o valor das actuais instalações e, como há falta de casas em Algés, a idealizar projectos de apartamentos, escritórios e dois parques subterrâneos de estacionamento.

Vamos continuar a apoiar o SAD optimizando a sua organização. E alguns que só falam em mega projectos para o Município, porque não começam por limpar as ribeiras e as suas margens, a manter vivos os Jardins, a tapar os buracos dos passeios e estradas, a não deixar cair o património construído, a activar uma verdadeira rede de transportes, enfim a resolverem os etc’s de cada Freguesia?

Maria Clotilde Moreira / Algés



Nota - Este artigo também foi publicado na secção 'Correio do Leitor' do 'Jornal de Oeiras' desta data.



Isabel Magalhães - 'Construção'

Construção; 1998; 50 x 70 cm; acrílico sobre tela
(Colecção Particular)

'CHICO O POLÍTICO'
... morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Chico Buarque - Construção

Tertúlia Virtual - Brasil




Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


CONSTRUÇÃO/LETRA MÚSICA: CHICO BUARQUE/ ROSANA BUARQUE

os professores descansam à ganância...

.
Infelizmente ainda não conseguimos averiguar onde foi publicado este texto nem por quem.
Contudo, o seu estilo leva-nos a considerar por hipótese que se trate de uma resposta de um blogger a um comentador 'anónimo indignado com os professores'...
Como também os temos (anónimos indignados) por aqui no Oeiras Local, e certamente sempre com os mesmos argumentos bacocos que não colam a quem conhece bem a realidade do ensino e das escolas, seja professor, auxiliar, estudante, encarregado de educação ou tão só parente de alguém ligado ao Ensino, como também os temos por aqui dizia, para eles e para quem advoga os mesmos argumentos, implícitos neste texto, aqui fica a resposta:

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores...

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, homens (e as mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e do que falam.

O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.

Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.

O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.

Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.

Vamos lá, então, contar:

1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho.
Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.

2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste trabalho.

3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.

4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.

6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).

7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou
considerar este tempo.

Vamos, então, somar isto tudo:

84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.

Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.

Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.

Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.

No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.

Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.

Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!

Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e, nessa altura, o amigo paga o que deve.


recebido via email
.

Receita para uma Árvore de Natal


Photobucket
Paz
União
Photobucket
Alegrias
Photobucket
Esperanças
Photobucket
Amor...Sucesso
Realizações...Luz
RespeitoPhotobucket Harmonia
Saúde Photobucket Pureza
Felicidade PhotobucketSolidariedade
Confraternização Photobucket Humildade
AmizadePhotobucket SabedoriaPhotobucket Perdão
IgualdadePhotobucketLiberdadePhotobucketBoa-sorte
SinceridadePhotobucketEstimaPhotobucket Fraternidade
Equilíbrio Photobucket Dignidade Photobucket Benevolência
Photobucket...BondadePhotobucketPaciênciaPhotobucketGratidão
Tenacidade
Photobucket ProsperidadePhotobucket Reconhecimento


domingo, 14 de dezembro de 2008

Oeiras passou na TSF

.





Caros, o programa Terra-a-Terra de sábado último passou por Oeiras!!

Ao longo de toda a emissão, de cerca de 2h., nele intervêm diversas pessoas e personalidades ligadas ao nosso concelho sobre os mais diversos assuntos e temáticas.

De entre os muitos intervenientes como sejam António Coutinho (director do Instituto Gulbenkian de Ciência), Arlete Alves da Silva (Centro de Arte Manuel de Brito/Palácio Anjos), Artur Duarte (pescador), Carlos Malato (Casa das Queijadas de Oeiras), Francisco Simões (escultor/Parque dos Poetas), Fernando Silva (jornalista/Voz de Torcena), Isaltino Morais (presidente da CMO), Madalena Castro (vereadora/Passeio Marítimo), Pedro Carrilho (arquitecto/Centro Histórico), destacamos o nosso estimado amigo dr. Jorge Miranda que ao longo da emissão tem várias intervenções sobre a História de Oeiras, origens, litoral, povoamento, conventos e fortificações, evolução da malha urbana, Marquês de Pombal, o vinho de Carcavelos e a doçaria.

A emissão dura um total de 84:46 e pode ouvi-la online AQUI

Recomendamos vivamente a sua prazenteira audição.

Programa Terra-a-Terra
Aos Sábados, das 09h10 até às 11h00 na TSF - 89.5 FM (Lisboa)

Para saber outras frequências consulte esta página
.

Cruz Quebrada - SIMECQ

e-mail de 2008/12/10

Aos administradores do blog
Os meus cumprimentos.
J. Graça


Ei lá!!!
Espero estar redondamente enganado!
Será que a SIMECQ vai deixar de ter a gestão que sempre conhecemos?

Pela Cruz Quebrada, correm rumores acerca da intenção da atribuição da gestão da SIMECQ, à Câmara Municipal de Oeiras. Sendo correcta a informação, que diferenças notaremos no seio da Sociedade da freguesia?

· Alteração dos Estatutos e Regulamentos Internos: cadeias hierárquicas, funções ideológicas e regulamentos;

· Corpo dirigente indicado pela Câmara Municipal de Oeiras: os dirigentes serão indicados pelo Presidente da Câmara;

· Afastamento da opinião local nos órgãos de poder decisivo da Sociedade: os fregueses deixam de estar afectos à direcção da Sociedade;

· Decisões que afectam a população local, serão tomadas por quem não reside forçosamente na freguesia: quem não reside, nem sempre tem consciência real;

A ser verdade o boato, estamos perante mais um episódio de "job-for-the-boys" ou "tacho" se optarmos pelo português trivial.

rouxinol de Bernardim: Entrevista com José Régio. "O ponto G", segundo Régio!

rouxinol de Bernardim: Entrevista com José Régio. "O ponto G", segundo Régio!

sábado, 13 de dezembro de 2008

"Crisis? What crisis?"

Da caixa de comentários (aqui)


Oeiras disse...

Ou como diriam os Supertramp:

"Crisis? What crisis?"

A palavra "crise" já é em si mesma um "fait divers" usado por toda a gente para se desculpar das dificuldades que ainda não têm mas acham que virão a ter.

São os particulares a dizer que não investem e não compram nada porque "a crise vem aí", são os governos a inventar mais impostos para "fazer face à crise que vem aí"... é extraordinário.

Começo a acreditar naquele livro "O Segredo": só quando tivermos pensamentos positivos nos começarão a acontecer coisas boas.

Já agora, alguém me explica porque é que empresas que continuam a ter centenas de milhões de euros de lucro (embora menos lucro que nos anos anteriores) dizem que têm que despedir trabalhadores? Eu percebi mal ou essas empresas continuam a dar lucros das arábias? Os seus accionistas não poderiam ficar um ano sem ganhar tantos milhões e manter os postos de trabalho de quem lhos dá a ganhar?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Canção da nova Campanha de Solidariedade!

"Salvem os Ricos - Os Contemporâneos"

O Natal que eu quero


30.11.2008, Daniel Sampaio


Ninguém me pediu opinião, eu sei. Na escola é costume não ligar muito ao que pensam os alunos. Mas eu gramo a escola, gosto dos meus amigos e há uma data de professores que até são fixes.
Ando no 8.º, tenho bué de disciplinas, algumas não dá para entender. Estudo acompanhado para um gajo de 14 anos? Formação Cívica? Não percebo bem, é uma coisa de 90 minutos por semana em que o stôr, que é o director de turma (nós dizemos DT), está sempre a mandar vir, a dizer para nos portarmos bem. Da Matemática não me apetece falar, o stôr tem pouca pachorra para tirar dúvidas. História é um bocado seca e percebo mal o livro, faço confusão porque não contam a vida dos reis como o meu avô me explicava, por isso estudo para os testes e depois esqueço tudo.
Não, não pensem que venho aqui criticar a escola, já disse que gosto de lá andar. O problema é que aquilo anda mesmo esquisito, podem crer. Já o ano passado os stôres andavam às turras com a ministra e apareciam nas aulas chateados, um gajo mandava uma boca e levava logo um sermão, às vezes diziam mesmo para nos queixarmos à ministra, como se chibar fosse coisa que desse jeito. Mas este ano está bem pior: falamos com os professores nos intervalos, "olá, stôr!" e eles andam mesmo tristes, a minha stôra de Inglês, que eu curto bué, diz que está "desmotivada" e que está farta de grelhas de avaliação e de pensar em objectivos. Eu de grelhas não percebo nada e, quanto aos objectivos, os meus são divertir-me uma beca e passar o ano, não quero mesmo ficar para trás porque os meus pais dão-me nas orelhas e fico sem os meus amigos, que é uma das coisas porreiras que a escola tem.
Por isso peço a todos que se entendam. Ver os professores aos berros na rua é uma coisa que eu compreendo, têm todo o direito porque nós às vezes também andamos, o problema é que assim ainda há menos gente a preocupar-se connosco. Os nossos pais não têm tempo, andam sempre a trabalhar e ficam descansados porque estamos na escola a aprender e a lutar pelo nosso futuro, mas agora a coisa está preta, os nossos stôres estão cansados, o que é mau para nós: quem nos ajuda quando estamos aflitos? Eu sempre contei com um ou dois dos meus stôres, o ano passado quando me achava um monstro (cheio de borbulhas e a sentir que as miúdas não olhavam para mim) foi a stôra de Português que me chamou no fim da aula e conversou comigo, bastou ela ouvir com atenção e dizer que compreendia o que eu sentia para me sentir muito melhor. E quando o Tavares disse que se ia matar porque a rapariga com quem andava foi vista a curtir com um gajo qualquer, foi o nosso DT que falou com ele e lhe arranjou uma consulta no psicólogo.
Não percebo nada da guerra dos professores, só sei que deve ser justa porque eles esforçam-se muito, já pensaram no que é aturar a malta, sobretudo alguns que só querem fazer porcaria, põem-se aos berros nas aulas e não obedecem, às vezes até palavrões dizem para os stôres? Muitos de nós querem aprender, mas o barulho é grande e há muita confusão, há lá gajos, repetentes e isso, que só lá estão porque são obrigados, depois há outros que são de fora e não percebem bem português, outros ainda têm problemas em casa e passam mal, a Vanessa que tem um pai alcoólico e que chora quase todos os dias ainda por cima foi empurrada na aula por um colega que só lá está a armar confusão... o DT disse que nós devíamos ser responsáveis e que tínhamos de acabar com isso, mas eu acho que a ministra devia era dar força aos professores para serem melhores, o meu pai diz que ela às vezes está certa mas eu não concordo, se vejo todos, mesmo todos os stôres da minha escola contra ela devem ter razão, os professores às vezes erram mas são importantes para nós, precisamos de estudar para ver se nos livramos do desemprego, isso é que é verdade!
Por isso espalhem este mail, façam forward para quem quiserem. Digam aos que mandam para terminarem com as discussões que já estamos fartos e como na minha escola somos todos contra isso dos ovos (uma estupidez), digam à ministra e aos sindicatos que já chega! Façam uma escola melhor, ajudem os professores a resolver todos os problemas das aulas (ninguém pode fazer isso em vez dos stôres) e arranjem maneira de nós aprendermos mais, para ver se percebemos melhor o mundo e nos safamos, o que está a ser difícil.
Quem quiser dê opinião, o meu mail é brunovanderley@gmail.com, sou do 8.º E da Escola Básica 2/3 do Lá Vai Um.

Gang de bicicleta assalta filho do PM

Crime - Eduardo, 13 anos, e amigo ameaçados com facas

O telefone de José Sócrates tocou pouco depois das 23h00 da última sexta-feira. O filho mais novo, Eduardo Fava Pinto de Sousa, de 13 anos, ligava ao pai a contar que tinha acabado de ser assaltado. Quatro jovens, que iam de bicicleta, apanharam Eduardo e um amigo na rua Cipriano Dourado, junto ao Terminal do Campo Grande, Lisboa. Ameaçaram os menores com facas, e obrigaram-nos a entregar os telemóveis. »»»

E pergunto eu, que gosto de perguntar coisas, que andava a fazer na rua, às 23h00, acompanhado por um amigo que será supostamente da mesma idade ou semelhante, um menor de 13 anos de idade? Quem toma conta da criança? E a negligência onde fica?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A crise está em crise

Opinião

Ricardo Araújo Pereira






A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado



Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.
De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

Visão – 11-12-2008