quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eventos em Tercena

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Museu Etnográfico de Tercena

recebido via email:

QUINTA DO FILINTO

CONVITE

O Museu Etnográfico de Tercena e o Jornal «A Voz de Torcena», www.vozdetorcena.com vêm muito respeitosamente convidar V. Exa. e a sua excelentíssima família a visitar este espaço museológico, assim como participar na palestra com o tema “A importância da China no mundo actual”, que terá lugar na próxima sexta-feira dia 23 de Janeiro na Quinta do Filinto em Tercena às 21,30 horas, apresentada pelo Dr. António Graça Abreu, em mais um ciclo de conferências e palestras marcadas para a temporada de 2009.

Este convite será igualmente extensível para visitar a Exposição de fotografias que decorre até 29 de Janeiro,

“A Água”
“I Maratona Fotográfica na Fábrica”
de vários fotógrafos.

Para qualquer outra informação contactar
214 390 665
ou 919 231 699 Fax 214 377 527
Email: voztor@netcabo.pt


Fotografia: FOTOCICLIT@2008, DAQUI, a quem agradecemos a amável e involuntária cedência
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30 ANOS DE XUTOS




Xutos e Pontapés - À minha maneira

Quem sois, Senhora!?

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QUEM SOIS, AFINAL, SENHORA!?

Há dúvidas inegavelmente recorrentes. Ainda bem que as há. Significa que algumas pessoas conservam aquela dose de interesse e vontade de conhecer tão necessária ao progresso do saber e da Humanidade.
Enquanto isso e direi mesmo que por isso Renatus Cartesius das trevas da sua tumba exclama inebriado de felicidade Cogito, ergo sum!

A dúvida, não-metódica, mas cíclica, que originou esta prosa está num comentário feito ontem às 11h12, num post com o título "Porto de Recreio de Oeiras", publicado por Fernando Lopes, em 08-02-2008, 19h46. Esta já antiga peça pode ser encontrada AQUI.

Passemos então à dúvida nesse post colocada pelo anónimo comentador (ou anónima comentadora).
Questiona-se se a imagem da santa colocada no Porto de Recreio de Oeiras é a da N.ª Sra. da Conceição, se da N.ª Sra. do Carmo, se da N.ª Sra. do Cabo (esta também já por aí apareceu algures...)

Ora bem, após aturadas pesquisas no nosso poeirento arquivo, se é que um arquivo virtual feito de zeros e uns também se enche de pó, após extenuante pesquisa dizíamos, apenas para confirmar aquilo que já sabíamos, mas no intuito de fornecer elementos documentais aos nossos leitores que corroborassem a nossa informação, encontrámos uma antiga notícia de 21-07-2006 que haveramos extraído da Internet, que confirma o que já de seguida afirmamos:

É a N.ª SRA. DO CARMO !!

Do documento que o confirma, citamos "Uma imagem da Santa padroeira dos marinheiros e protectora dos náufragos, Nossa Senhora do Carmo, vai ser colocada no Porto de Recreio de Oeiras, em pórtico construído no pontão Sul, numa cerimónia que terá lugar no dia 21 de Julho, às 19H30 (...)"

O resto da notícia pode ser lido AQUI.


FOTOGRAFIA: 15 ABR 2007, 23h15
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Isto é uma fantochada sem nome!

Medina Carreia comenta a situação do país, a propósito do Magalhães

"Nós por cá" 5-01-2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

As palmeiras de Paço de Arcos


Tenho constatado e, no início do ano confirmei que, quem circula na Marginal vindo de Cascais, entra no Concelho de Oeiras com uma agradável envolvente de paisagem bem tratada.

Porém, ao aproximar-se do Jardim de Paço de Arcos encontra um ajardinado bordeado de palmeiras que há muito precisam de uma boa poda. E assim continuam alguns exemplares até em frente dos Socorros a Náufragos.

E quem em Paço de Arcos se dirigir à Junta de Freguesia, encontra palmeiras na Praceta Dionísio Matias também a precisarem de um bom corte de folhas secas.

Será que ninguém ainda reparou nas folhas secas destas palmeiras? E se vem um dia de vento invernoso e as folhas forem arrancadas e atiradas pelos ares?

MELHOR TIRO

"Sete meses depois de iniciar funções, Manuela Ferreira Leite dispara o seu melhor tiro contra Sócrates: desafio para debate público. Acertou na mouche. Sócrates recusou, a correr."
Marcelo Rebelo de Sousa

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

hoje foi um bom dia

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Hoje fez sentido dizer "Bom dia!" porque esteve um dia bom. O meu Fausto António Basílio - Pasoca para os íntimos - que o diga.

É caso para dizer que o Sol deu um ar da sua divina graça, como todos devem ter notado.

O que é pena é que se trate de Sol de pouca dura...
A acreditar na previsão para o resto da semana [ AQUI ]: Terça 14º/7º chuva - Quarta 14º/11º pouco nublado - Quinta 13º/9º chuva - Sexta 13º/8º pouco nublado...

Enfim, melhores dias virão, certamente!


fotografia: 12-01-2009, 13h17
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domingo, 11 de janeiro de 2009

A espada de Dâmocles

Para que as coisas corram bem, do ponto de vista de Isaltino Morais, é necessário que todos os astros estejam de feição e não haja imponderáveis. É assim como jogar à sueca com uma mão de 4 ases em que os pontos necessários para ganhar sejam irrelevantes, dado o duque de trunfo ser suficiente. Quando as coisas assim correm de feição, o sorriso baila nos lábios e um assobio de alegria ecoa no horizonte.

Mas, certezas foi chão que deu uvas e as coisas podem transformar-se num pesadelo. Pensemos nos imponderáveis:

  1. A data das eleições autárquicas, embora seja marcada pelo governo, será entre finais de Setembro e meados de Outubro. Aponta o bem senso para que as mesmas se realizem em Outubro (embora em matéria de bom senso se verifique uma escassez imensa).
  2. O processo de Isaltino Morais transitou para o Tribunal de Oeiras para marcação de julgamento, e nada aponta que o mesmo seja marcado para data posterior às eleições.
  3. A nível nacional subsiste um diferendo que irá fazer correr muita tinta. O PS recusa em absoluto que as eleições autárquicas sejam marcadas em simultâneo com as legislativas, preferindo que as mesmas se realizem com as europeias. O PR a quem compete marcar as mesmas iniciou outro tabu. Aqui para nós, Portugal é um país de interditos e a transparência e a clareza não é apanágio dos políticos. São jogos palacianos de interesses múltiplos e variados.

Mas, são imponderáveis de peso para um autarca que só pode ter mais um mandato, e que necessita de uma estratégia eleitoral para minimizar danos colaterais.

Ouro sobre azul seria a marcação do julgamento para depois das eleições. Permitiria que este fizesse uma campanha eleitoral sem que a espada de Dâmocles ameace cair a qualquer momento sobre a sua cabeça. Jogaria na ambivalência, na vitimização, mostraria a obra que tinha feito e que desejava fazer. Mais, o ajuste directo para obras, numa autarquia que aparenta não ter problemas de dinheiro, é uma benesse que não se desperdiça. Ser-lhe-ia também simpático o julgamento acabar antes das eleições e neste ser considerado inocente. Outra hipótese poderia matar o artista.

Num julgamento a decorrer em pleno período eleitoral, Isaltino Morais fica limitado e condicionado não se pode movimentar tão livremente e teria de lidar com uma cobertura mediática exaustiva. Mas, esta não lhe seria benéfica porque teria de se conter nas explicações/manipulações dos factos. O Tribunal só aceita provas e não declarações de intenções sonantes nos jornais. Como alguém comentou no OL seriam as eleições à porta do Tribunal.

Ora, esta exposição dos eleitores a uma informação tão relevante pode criar dissonâncias, com as atitudes anteriores do eleitorado, especialmente se for contraditória ou, melhor dizendo, se se verificar uma tensão entre o que sempre foi dito e o que a realidade demonstra. Este passeio triunfal por Oeiras pode ser espinhoso.

Mas nestes imponderáveis, se legislativas e autárquicas forem em simultâneo, hipótese não muito desfasada da realidade, a coisa ainda se complica mais. Em municípios onde não há dissidências nem dissidentes, tudo corre a contento das partes, agora, em municípios como Oeiras seria delicioso de se ver. Imaginemos quem apoiariam os militantes IOMAF/PSD... de manhã PSD, à tarde IOMAF e à noite PS!

O problema de fundo é que os políticos na nossa terra, tendo em conta a sua mediocridade, recorrem ao marketing, para se venderem como se fossem sabonetes. O vazio e a superficialidade do seu discurso é colmatado com o soundbyte publicitário. Empolgam as massas, pensam eles, com canetas, sacos de plásticos, bonés, chapéus de chuva, aventais e afins, para além de comícios com o cantor da moda a finalizar o lanche ajantarado de febras assadas e vinho tinto. Até colocam à disposição camionetas gratuitas para que a excursão permita a presença daqueles que os apoiam tão fervorosa e cegamente.

Mas, para que isto tudo seja viável é pressuposto prévio que não haja nos eleitores uma alteração do sentido de responsabilidade. Isto é, o eleitor sentir-se-ia comprometido e encararia a votação como uma obrigação que emana da autoridade do líder do partido a que está filiado. Porém, é preciso que o líder e candidato sejam reconhecidos e que a imagem que transmitem seja de tal modo boa ou virtuosa que favoreça a identificação e a obediência a essa pedido/obrigação. Ora, para a manutenção da intenção de voto é necessário que o eleitor tenha "recebido estímulos muito positivos" do partido de pertença e que face a ele ainda subsistam expectativas encantatórias face ao futuro. Mais, que concorde e aceite a partidocracia vigente.

Agora se o eleitor não está em "sintonia" por razões várias (desemprego, índices de corrupção, sensação de impunidade dos políticos, cisões partidárias, entre alguns exemplos) é muito pouco receptivo a essas mensagens e muito mais permeável a uma possível mudança. Ora, Portugal está em recessão e esta veio para ficar. Nestas circunstâncias, nem sempre o compromisso é procurado e a atitude de mudança impõe-se como uma reacção a uma situação que se está a viver e é considerada insuportável. Como poderão os políticos produzir uma motivação persuasiva que leve os eleitores a votarem neles, quando no passado recente, ainda claro na memória de todos, desbarataram a credibilidade e confiança com atitudes opostas ao discurso?

Isaltino Morais, como os demais políticos, não consegue entender que já não chega o soundbyte para justificar uma apregoada competência, isenção, honestidade e vontade de trabalhar para o bem comum. Daí também não perceber as razões do aumento da abstenção a cada eleição.

Ainda não percebeu que a espada de Dâmocles ameaça cair sobre a sua cabeça a qualquer momento. Ele só consegue ver apenas as benesses não distinguindo as responsabilidades e os riscos do cargo para o qual o cidadão exige que seja exercido, cada vez, mais com responsabilidade e rigor.

Estamos muito fartos de pessoas que se metem na política com uma mão à frente e outra atrás e conseguem amealhar pecúlios consideráveis. O BPN é o exemplo paradigmático.

Avizinham-se tempos interessantes mas conturbados. Há que mudar de paradigmas.

2009 – Algés – 3

O Comércio – As montras

16h00 – Sábado 10 de Janeiro – Centro Cultural na Av. da República – Sessão para entrega dos prémios do Concurso de montras da quadras natalícia.

Iniciou-se apenas às 16h30 com a mesa com 5 membros e nunca atingindo 20 pessoas entre funcionários da Junta de Freguesia, comerciantes e público.

A Presidente da Junta historiou esta iniciativa informando que se inscreveram 17 comerciantes num universo de 300 casas comerciais, tinham sido contados 233 votos nos vários locais de votação. Disseram algumas palavras o representante da ACECOA e da CMO e Banco do Voluntariado. Cumprimentaram os presentes e assinalaram a fraca presença do público e dos comerciantes.

Depois aconteceu música. A professora Olga tocou piano. Muito aplaudida. Composições conhecidas, clássicas, música portuguesa também. Foi um apontamento muito bom.

Depois foi entregue o 3º prémio à Retrosaria Tuka, o 2º à Drogaria Mariais que estavam presentes e o 1º ficou na Junta pois não estava nenhum representante do estabelecimento comercial.

A drogaria Mariais é aquela da Rua Luís de Camões que tem um comboio. Morei lá perto antes de 1974 e sempre me lembro daquele comboio.

Pensamento: Só faz falta quem está!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ajuste directo nas obras públicas

"O governo aprovou em Conselho de Ministros, que as obras públicas que não excedam os 5,15 milhões de euros possam ser atribuídos por ajuste directo a uma empresa ou consórcio de empresas. A medida vigorará durante os próximos dois anos."Ler notícia.

Eis uma medida que favorece fortemente a transparência e o rigor.

Autarca ou cidadão que se preze, mostar-se-á agradado com a mesma, que permite o ultrapassar a crise em que estamos mergulhados. Melhorando a facturação das empresas regionais e nacionais, que geram sempre emprego de qualidade e devidamente remunerado, permite-se o consumo privado e com ele a retoma da economia com a consequente baixa do desemprego e a tansformação de Portugal num país próspero e desenvolvido.

Favorece ainda, e não menos importante, as condições de vida dos portugueses nos municípios em que vivem. Se as diferentes autarquias estão já devidamente equipadas com rotundas, agora poderão desenvolver as tão necessárias infraestruturas nomeadamente auto estradas entre os bairros e respectivas portagens.

Paralelamente, combate-se eficazmente o compadrio, a tentação suprema da corrupção e o pecado do financiamento ilegal dos partidos.

ATITUDE, DETERMINAÇÃO, CORAGEM E TRANSPARÊNCIA eis o que Portugal precisa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008

Porque também é bom que vamos meditando nestas coisas.

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada.

Ora atentem lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008

EXEMPLO 1

No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J. para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à roda de 3500 EUR (700 contos). Na alínea 7:...
"Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na ... Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."

EXEMPLO 2

No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de 450EUR (90 contos) mensais.

Método de selecção:

Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:

1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.

Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o candidato tiver:

- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.

No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.

ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!

Enquanto o outro, com 3.500!!! Só precisa de uma cunha.

Vale a pena dizer mais alguma coisa?

POR ESTAS E POR OUTRAS, É QUE EXISTEM COVEIROS CULTOS E ACESSORES ESTÚPIDOS.
(Recebido por e-mail)

FUNDAÇÃO MARQUÊS DE POMBAL

[Clique na imagem para ampliar]

O nosso inquérito!

Não deixe um qualquer zero zero sete efabular sobre a identidade da Tiazoca de Oeiras.
Colabore no nosso inquérito, porque não podendo, no imediato, ter o Sean Connery, Pierce Brosnan ou até o Daniel Craig a revelar-me a identidade, só aceito o vosso sentido de humor participado.

Ocas ocas de Beijocas

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O absurdo não é inconstitucional

Opinião
Ricardo Araújo Pereira


É possível que a maioria dos portugueses não compreenda a guerra a que temos vindo a assistir, mas nenhum ficará indiferente à sua violência. Trata-se de um desses conflitos sangrentos perante os quais até um ateu dá por si a levantar os braços para o céu e a perguntar: «Meu Deus, meu Deus, meu Deus, porquê tanto ódio? Porque será que o Sócrates e o Cavaco não conseguem entender-se?»

A contenda, que começou ainda no ano passado, agudizou-se no início de 2009, na altura do discurso de ano novo do Presidente. Quando todos pensávamos que Cavaco Silva iria aproveitar a ocasião para falar mais um pouco sobre o estatuto político-administrativo dos Açores (um tema acerca do qual é sempre interessante conhecer mais pormenores), ou ainda que alargasse o âmbito das suas intervenções a outros assuntos de carácter burocrático-regional, como o articulado do regulamento para novas propostas de hino da Madeira, ou o regime jurídico do saneamento básico no Douro Litoral, eis que o Presidente resolve debruçar-se sobre problemas que realmente preocupam os portugueses. Sem aviso, Cavaco Silva aborda questões centrais da vida do País – ainda por cima, ao que parece, dizendo a verdade. Não foi para isto que os portugueses o mandataram.

A crueza da mensagem de ano novo tem uma explicação. Sócrates ofendeu o Presidente quando não alterou uma vírgula na lei do divórcio e agravou a desfeita no caso do estatuto dos Açores. Por isso, Cavaco vinga-se agora dizendo a verdade sobre o estado do País ao povo português. É verdade que a provocação do Governo foi perversa, mas a resposta do Presidente é de uma maldade desproporcionada. A Sócrates resta a consolação de ter feito a vida negra a Cavaco: o Presidente terá muita dificuldade para encontrar assuntos nos quais possa estar em desacordo com o primeiro-ministro, uma vez que o próprio primeiro-ministro está muitas vezes em desacordo com o primeiro-ministro. Quando avisou que este ano será difícil, Cavaco desmentiu Sócrates, que previu que em 2009 as famílias portuguesas teriam maior poder de compra, mas concordou com Sócrates, que disse que este ano seria o cabo das Tormentas da crise.

O problema é que Cavaco Silva também se defende muito bem. Se Sócrates diz uma coisa e o seu inverso, o Presidente diz uma coisa e pratica o seu inverso. Também baralha o adversário. Cavaco dirigiu-se ao País para dizer que a lei que tinha acabado de aprovar continha vários aspectos absurdos, mas não indicou nenhum deles ao Tribunal Constitucional, para que este expurgasse a lei da incongruência. É possível que Cavaco tenha desconfiado que, em Portugal, o absurdo não é inconstitucional. E é possível que tenha razão.

2009 – Algés – 2



CENTRO DE SAÚDE DE ALGÉS

ÚLTIMA HORA!

Coisa muito importante


Ontem começaram a vedar – barreiras e fita da Polícia Municipal – a área destinada para o Centro de Saúde de Algés, que serve de parque de estacionamento desde que foi demolido o barracão, na Rua Manuel Arriaga.

Pensei(!) e interroguei-me(?): devem começar já a construir… Mas dizem que o projecto ainda não está aprovado…
Está falada uma Assembleia de Freguesia só para se conhecer e discutir o tal de projecto lá para Fevereiro …

Hoje passei lá e vi: estão a colocar uns postes e… sopraram-me que vão ali colocar um PAINEL a dizer que aquele local é para o Centro de Saúde (e – acrescento eu face ao tamanho dos postes – se calhar até vão colocar uma planta e uns esboços de uma fachada aerodinâmica…)

Com tanto que há para fazer… Lá que fosse colocada uma informação sobre o destino daquela área… Mas pela colocação dos postes, estou mesmo a ver que será um painel a toda a largura da frente. Espero estar-me a enganar.

Pensamento: O cidadão comum já compreendeu que em tempos de eleições…

CRAMOL na Igreja Matriz de Oeiras

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CANTA na IGREJA MATRIZ de OEIRAS
Dia 10 de Janeiro às 21:00h (sábado)


1. Entrai pastores, entrai - Ferreira do Alentejo
2. Pastores do Verde Prado – Alpalhão/Alentejo
3. Senhora da Graça – Cancioneiro de Resende
4. Beijai o menino – Freixenosa/Miranda do Douro
5. Ó meu pequenino – Cancioneiro de Resende
6. As 3 Ind´ligências – Urrô/Cancioneiro de Arouca
7. José embala o menino – Monsanto/Beira Baixa
8. Senhora do Alívio – Viana do Castelo/Minho
9. Senhora Sant’Ana–Merujal/Cancioneiro de Arouca
10. Aleluia – Roças/Cancioneiro de Arouca
11. S. Gonçalo - Amarante
12. Reis – Chaves/Trás-os-Montes
13. Ó Avé Maria – Cancioneiro de Resende
14. Senhora dos Remédios – Idanha-a-Nova/Beira Baixa
15. Senhora Santa Combinha – Vouzela/Beira Alta
16. Estas casas são bem altas–Granja de Mourão/ Alentejo
17. Cantiga dos Reis – S. João do Campo/Gerês/Minho
18. Janeiras – Covilhã/Beira Alta
19. Boas Festas – Estombar/Algarve
20. Os três reis já são chegados –Cancioneiro de Resende

recebido via email

Para saber mais sobre o CRAMOL visite o At-Tambur.com clicando AQUI.
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Caso Isaltino dá entrada no Tribunal de Oeiras

"Sete meses depois de o Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) ter pronunciado para julgamento o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, o processo foi já transferido para o tribunal do concelho, que agendará o julgamento.
Constituído arguido em 2005 num caso relacionado com contas bancárias na Suíça (não declaradas ao Fisco ou ao Tribunal Constitucional) e em Bruxelas, o autarca foi pronunciado em Junho passado por um crime de participação económica em negócio, três de corrupção passiva para acto ilícito, um de branqueamento de capitais, um de abuso de poder e outro de fraude fiscal.
No âmbito do processo, o TCIC decidiu que também o jornalista Fernando Trigo, Floripes Morais de Almeida (irmã de Isaltino), o promotor imobiliário João Algarvio e o empresário Mateus Marques terão de responder em julgamento.
Segundo disse hoje à Lusa fonte judicial, a documentação relativa àquele que é conhecido por 'Caso Isaltino' já deu entrada no segundo juízo criminal do Tribunal de Oeiras e está agora no gabinete da juíza Paula Albuquerque.
«Ainda não há qualquer data agendada para julgamento», acrescentou a mesma fonte."
»»»
in Lusa / SOL

PONTOS DE VISTA







DESCONCERTO


Há meses referimos aqui o anúncio da candidatura de Isaltino Morais à presidência da Câmara de Oeiras, nas eleições autárquicas que se realizam este ano. Com a liberdade de exercício que a ligeira estrutura de um movimento e a independência do candidato permitem, foi uma hábil jogada de antecipação e de séria afirmação de um propósito ganhador. Colheu de surpresa as máquinas partidárias concorrentes. Mais pesadas e sujeitas a complexas conciliações de interesses, ainda não definiram um plano de acção. Paira o silêncio ou a perturbação.
Até agora o único partido que reagiu foi o PSD. A secção de Oeiras escolheu o seu cabeça de lista, por unanimidade, em assembleia realizada em 27 de Novembro. A opção recaiu sobre Pedro Simões – o único edil do partido, na actual vereação, com pelouro distribuído. Nesta situação isolada, integra a equipa liderada por Isaltino e, decerto, merecerá a sua confiança. Aos olhos do eleitor, será um pretendente subalterno e fraco em confronto com um líder forte, com quem terá eventualmente compromissos. Neste contexto, não será uma candidatura auspiciosa, capaz de derrotar nas urnas o actual presidente.
A nível superior, nada está decidido, na medida em que a secção de Algés ainda não desencadeou o processo. Embora acompanhasse a iniciativa de Oeiras, entendeu não lhe seguir os passos e aguardar melhor oportunidade – ou clarificação – para decidir.
Assim, a escolha do PSD não se encontra ainda definida. Mesmo que Algés acorde no mesmo candidato, o que nos parece improvável (a acontecer irá constituir mais um pomo de divisão na já fragmentada estrutura concelhia), ainda há que aguardar a aprovação da direcção nacional.
Nas fileiras locais do PSD parece grassar algum desconcerto.
O Oeiras Local agradece ao Autor e ao Jornal da Costa do Sol a cedência do artigo assim como à revista municipal Oeiras Actual o uso da foto.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2009 – Algés – 1



- Começaram sábado, 20 de Dezembro, a limpeza das margens da Ribeira aqui perto do Largo Com. Augusto Madureira, mas ainda está por recolher o resultado da limpeza. Está deitado, na margem, o produto do trabalho que parou por volta do fim de Dezembro. São canas e restos de ervas mas com este frio ainda se constipam. Boa coordenação ou estarão à espera de retomar novos trabalhos de limpeza?

- Boa informação: No Jardim de Algés a casa de banho existente no Parque Infantil está disponível para adultos. Já não é preciso tomar café ou uma água para se utilizar a do Caravela de Ouro.

- Viva a Música: na rua Manuel Arriaga 18B abriu um estabelecimento de venda de instrumentos musicais e vários acessórios. Como gosto muito de música faço votos para que as nossas crianças e jovens utilizem bem esta oportunidade tanto mais que na Junta de Freguesia há aulas de música. Será uma boa maneira de se entreterem e largarem um bocado as lutas na playstation.

- Na entrada do estacionamento da Rua do Pingo Doce havia sempre carros estacionados em cima de um triângulo desenhado no chão defendendo a entrada e saída, o que dificultava a visibilidade. Reclamei várias vezes. No lugar de insistirem em que ninguém lá estacionasse, estão a construir um triângulo/passeio de pedra com lancil. Agora os faltosos vão começar a estacionar em segunda fila.

- Pensamento: um cidadão consciente atravessa sempre nas passadeiras e um automobilista responsável respeita sempre os semáforos e as passadeiras.

Conhece este cão?



Pedido de Ajuda Urgente

Este cão foi encontrado ontem, 6.1.2009, em Linda-a-Velha, na porta de um prédio a tremer de frio. Tem uma pata magoada, - terá sido apanhado por um carro ou maltratado por alguém. Quem lhe deu guarida não pode ficar com ele por motivos familiares. Se conhecer o cão e souber quem é o dono solicita-se que o avise. Se puder albergá-lo, temporariamente, até que apareça o dono agradecemos a ajuda. Se não aparecer um ou outro, quem o achou terá que o devolver à rua.
É, nitidamente, um animal habituado a estar em casa porque tem hábitos de higiene e só quer estar deitado num cantinho/tapete.
Nota - Há anúncios com fotos do cão espalhados nas paragens de autocarro da freguesia.

Contactos:
Marta - 963511797
Inês - 912734230
ou o nosso blog

Vale do Jamor


Fim de tarde de inverno

Fotos: © Isabel Magalhães

NATAL

O Bengalão, que anda sempre ao contrário da corrente, foi passar a noite de Natal à mais improvável de todas as terras: foi consoar a Lisboa. E, como é seu hábito quando vai à Capital, fez a sua "peregrinationem ad loca dilecta". Foi às livrarias do Chiado, aos discos da FNAC, visitou as montras das pastelarias, comeu castanhas, desceu a Rua Augusta e foi ao Terreiro do Paço a ver se as naus já tinham regressado.

No Terreiro do Paço, esperava-o um espectáculo indecoroso: as tradicionais iluminações de Natal tinham sido substituidas por cerca de duas dezenas de bolas gigantes, iluminadas a azul, que serviam de propaganda à TMN.

Entendamo-nos, Leitor. O Bengalão não tem pelo Natal um respeito religioso. O Bengalão prefere a luta pela liberdade de expressão à luta contra a blasfémia, que não sabe bem o que seja. O Bengalão conhece Jesus, mas o Jesus d'O Bengalão não terá nascido a 24 de Dezembro, nem foi aquecido por uma vaca e um burro, porque o bom S. Francisco, no tempo em que vive o Jesus d'O Bengalão, ainda não inventou a piedosa mentira do presépio, nem é filho de uma virgem, porque ainda não foi cometido o Concílio de Niceia, nem tem o título de Christos, porque Paulo, o duríssimo Paulo, ainda não partiu para Damasco. O Jesus d'O Bengalão é muito mais parecido com o Doce Rabi de Eça de Queiroz e os seus Suaves Milagres são muito mais suaves do que milagres. O Jesus d'O Bengalão, se entrasse na Rua Augusta, mais depressa sorriria à mulher das castanhas do que ao azul frenético das luzes.

Não é, assim, qualquer sentimento de indignação religiosa que anima O Bengalão. Mesmo que a TMN declarasse, alto e bom som, que o anúncio de Gabriel a Maria, tinha sido enviado, ave maria xeia d graça, por SMS, usando os serviços da TMN, O Bengalão dormiria tranquilo, e acha mesmo que Jesus, o doce Jesus, o mesmo que nasceu na manjedoura, havia de se iluminar num sorriso tímido.

Esta decoração causa a'O Bengalão uma dúvida e uma perplexidade. Pensa O Bengalão que a Câmara Municipal de Lisboa está a talvez a exagerar, depois da Praça das Flores e da Avenida da Liberdade, nas vezes em que aceita reservar para uso privado aquilo que é essencialmente público: a rua. E não se diga que a Câmara foi devidamente compensada, e através dela, os munícipes. Seguindo esse princípio, qualquer dia a estátua do Marquês será coberta de anúncios a um detergente, a de Camões dos de um oculista e entrar-se-á no cemitério do Alto de S. João por entre alas de cartazes com reclames de floristas.

A perplexidade tem a ver com a reacção, ou melhor, a não reacção, da Igreja Católica, Apostólica e Romana. Os Senhores Bispos, sempre tão lépidos a recordar a'O Bengalão os ditames da sua moral gorda, e a censurar qualquer filme, qualquer livro, qualquer imagem em que se entreveja um seio ou se fale com menos reverência daquilo em que acreditam, agora calam-se. E O Bengalão não consegue deixar de se interrogar sobre se Suas Excelências Reverendíssimas não terão contrato com a TMN.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

AVISO - Centro de Saúde de Oeiras

. CLIQUE PARA AMPLIAR

O Centro de Saúde de Oeiras, sito na Avenida Salvador Allende - Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra -, está FECHADO (completamente INOP, em gíria militar).

Segundo um vigilante de serviço no local, o inconveniente facto deve-se a um incêndio provocado por um curto-ciruito, ocorrido ontem. Ainda segundo a mesma fonte, a previsão de reabertura aponta para a próxima 5.ª feira, dia 8.

Os doentes assistidos no mencionado centro estão a ser encaminhados para a Extensão/Centro de Saúde de Paço de Arcos.

Hoje houve transporte gratuito, garantido pelos Bombeiros, com um mini-bus, a fazer viagens entre os dois centros (de 30 em 30 minutos). Desconheço se esta facilidade se irá manter, mas faz todo o sentido que sim.


Sei deste acontecimento porque tive que recorrer a assistência médica e fui uma das 'vítimas'. Deixo aqui publicamente uma palavra de APREÇO pela forma expedita, simpática e competente com que fui atendido por todos os envolvidos, vigilantes, bombeiro, empregados, médica, nomeadamente no Centro de Saúde de Paço de Arcos. Confesso que não esperava. Mea Culpa...

fotografia: 06-01-09, 15h.53
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Salde-se quem puder!


Love him or leave him!


O PM deu uma entrevista na SIC. Desenganaram-se aqueles que esperavam uma oportunidade para perceberem quais seriam as medidas no concreto do Governo para combater a recessão. (Custou-lhe até admitir mas, perante evidências, lá disse, timidamente, que tudo apontava para que Portugal entrasse em recessão).

A única novidade aparentou ser a informação de que o Partido Socialista desejava ter maioria absoluta nas eleições de 2009, porque quase tudo o resto se resumiu, no meu ponto de vista, a chavões, frases feitas e inventários de três para quatro anos de governo cheios de reformas "brilhantes".

Mas, será que numa entrevista se esperava que fosse dito algo de relevante para todos nós? Recordo que Portugal não tem tradição neste tipo de diálogo entre jornalistas e entrevistados, nem este PM o faria se assim fosse. A menos que fosse obrigado por todos nós, e por jornalistas convictos que informar não é negociar perguntas prévias mas sim obrigar a respostas claras e objectivas.
Este PM sabe muitíssimo bem que em Portugal ainda subsiste olhar-se para um político e aliar a liderança a características individuais que apresentam ou melhor dizendo, representam. Olham-se com os atributos "imaginados/projectados" apenas nas aparências. Somos a favor/contra, defendemos/atacamos, quase sempre de forma irracional. Muitas vezes basta só a pertença ao partido para... Este comportamento revela uma dimensão afectiva e que se estende ao poder.

Vive-se essa pertença como um acto de amor, embora seja ilusório, porém revela essa dimensão afectiva. Cada membro apoiante está convencido que é amado pelo líder, essa figura idealizada, com o qual se identificam e sentem até que ele possuiu características semelhantes às suas.

Desta ilusão vive o sr. Sousa e todos os outros políticos. Dela depende também o voto e consequentemente a manutenção no poder e a sobrevivência política. Não interessa tanto o que defende e como, isto é, a forma e o conteúdo do exercício da governação.
Entrevistas são tão somente momentos de aglutinação tanto quanto o são os contactos com o aparelho partidário ou com a população.

As entrevistas individuais permitem a transmissão alargada de um conjunto de argumentos com aparentes soluções, de forma a reforçar a motivação daqueles que já acreditavam na bondade das mesmas para a resolução dos velhos problemas. Os contactos com a população através dos beijinhos, promessas e a aparente compreensão do problema individual, reforçam essa identificação ao líder e a dimensão afectiva da liderança e do poder.
Mas, nem os problemas socais e estruturais da sociedade são resolvidos individualmente nem os velhos problemas estão efectivamente sanados.
Tudo isto porque aquele líder que se apresenta como o mais simpático é também, o que faz troca de benefícios, promove a troca de favores sendo considerado por todos como o que dispõe de mais influência. Ao deter o poder tem como inerência o direito de se servir do aparelho de Estado. Como tal ele tece assim um jogo de forças, de mil pequenos controlos, materializados nas nomeações, subsídios, favorecimentos, apoios e tantos etc que poderemos identificar. Mas, não é de certeza aquele que se encontra melhor preparado para o exercício da função.
O sr. José Sócrates sabe muito bem tudo isto e sabe, muito bem, manipular, controlar e aproveitar as oportunidades que cria. Mais, até sabe que na oposição ninguém domina tão bem quanto ele estas minudências comunicacionais.
Estamos em recessão... pois estamos...! Queriam equacionar soluções?
Esperem até à próxima campanha eleitoral. O Nirvana será prometido em bandeja de prata. Não é isso que fazem desde há 30 anos a esta parte?

Dia de Reis


Imagem: Google

A data marca, para os católicos, o dia para a adoração aos Reis, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Na minha estante


"De facto, as consequências da globalização têm sido muitas e profundas. Nos termos, totalmente novos e agressivos, em que se põe hoje o problema da concorrência, todos se sentem e estão em forte competição com todos. Isso gera um clima permanente de incerteza e insegurança, em que todos, ou quase todos, parecem estar envolvidos numa permanente luta pela sobrevivência.

É clima em que as pessoas e os grupos se encontram mais vulneráveis à agressividade e ao egoísmo, a olhar como um rival a remover do caminho, e não como um semelhante com quem partilha o passado da humanidade e deve partilhar o futuro.

Vale a pena lembrar que a globalização não existe no vácuo.

É precisamente porque vivemos em clima de liberalismo económico e filosófico que nela exerce um papel fundamental a estrutura de poder.


Trata-se, naturalmente, de um jogo em que os mais poderosos, países e empresas, estão em condições de colherem os maiores benefícios do sistema.


Isso acontece porque estamos perante uma globalização não regulada. E a regulação, mesmo quando vier a existir, não será garantia de justiça se não forem preenchidas duas condições fundamentais: primeiramente, a revalorização da noção de bem comum, de que hoje nem se fala, e em segundo lugar a existência de uma autoridade que tenha função de promover esse bem comum.


Todo o progresso que vem sendo realizado está nas mãos dos homens e mulheres do nosso tempo. De nós depende fazermos desse progresso o que quisermos e pudermos, ou deixarmos que o mesmo simplesmente aconteça, o que pode pôr em causa - como está pondo, em muitos aspectos - a própria noção de progresso. Aquilo a que normalmente chamamos progresso - a electrónica, as ciências da matéria e dos materiais, a informação, a comunicação, os transportes, a globalização - é progresso na sua origem, ( enquanto conquistas do ser humano ) mas nem sempre é progresso na sua finalidade. E a finalidade da actividade humana só pode ser medida e fixada por critérios éticos e valores.


Neste entendimento, havemos de interpelar o progresso com duas questões fundamentais.


Primeira questão: O avanço tecnológico serve como instrumento de felicidade e paz ou como causa de degradação humana, de ansiedade, sofrimento e divisão?


Segunda questão: A quem serve e se destinam os meios de bem-estar que o progresso vem produzindo?


É além do mais, nestas duas questões que o progresso adquire uma dimensão ética e ganha um valor finalístico e não apenas instrumental. Caso contrário, em vez de progresso há desperdício, ou seja, recursos utilizados sem finalidade ética e humanamente válida e justificável."
Alfredo Bruto da Costa

Ren - Peoples Building - Shanghai, China




É apenas um projecto e poderá não chegar a acontecer. Supostamente coincidirá com a Exposição Mundial de Xangai em 2010.

5 kms no Jamor em Festa

Para quem pensa começar a correr, ou gostaria de arriscar e experimentar uma “corridinha”, pode aproveitar e fazer uma das provas inseridas no programa “Jamor em Festa” no dia 1 de Fevereiro.

Além do serem invadidos pelo espírito da “coisa” ainda desfrutam de toda a beleza do Complexo do Jamor.


http://www.jamoremfesta.com/jamoremfesta/home.htm


Espreitem o site!

Não desistam e arrisquem!!

Quem quiser ir diga.



Para quem quer ir um pouco mais além vai também ser realizado o Duatlo BTT!!!



Cumprimentos,

R. Cabral


domingo, 4 de janeiro de 2009

Ciclo de Jazz Oeiras Local VIII

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agora que acabou a quadra dita cuja e já enjoam as mensagens de natal noël e happy new ano novo a pedir consulta de gerontologia e ano que vai ser a bostada que todos antevemos chegou a hora marcada pelo destino que a marca de recomeçar o ciclo interrompido pela noblesse que oblige.
Pois é Oeiras a bela Oeiras quem será o monstro tem vive e respira jazzzzzzz queira-se ou não estamos cá para o garantir apesar deles
No céu cinzento Sob o astro mudo Batendo as asas Pela noite calada [ virem ] em bandos Com pés veludo Chupar o sangue Fresco da manada e... comerem tudo! Tudo, tudo, tudo!

quando a música é de qualidade e dignifica o cantor-compositor-letrista tudo pode acontecer no pequeno jardim à beira-mar plantado aquela terra que o mar não quis até a sua transfiguração numa versão jazzística sem perda de encanto ou até ganhando um novo cantada por uma das mais fascinantes vozes do nosso contentamento



A Formiga no Carreiro
o video original está AQUI
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Circunspecção de mau gosto

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OPINIÃO

Ricardo Araújo Pereira


O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto.


Julgo que a opinião da directora da DREN, Margarida Moreira, segundo a qual a ameaça a uma professora com uma arma de plástico foi uma brincadeira de mau gosto, é uma brincadeira de mau gosto. Mais uma vez se prova que a crítica de cinema é extremamente subjectiva. Eu também vi o filme no YouTube e não dei pela brincadeira de mau gosto. Vi dois ou três encapuzados rodearem uma professora e, enquanto um ergue os punhos e saltita junto dela, imitando um pugilista em combate, outro aponta-lhe uma arma e pergunta: «E agora, vai dar-me positiva ou não?» Na qualidade de apreciador de brincadeiras de mau gosto, fiquei bastante desapontado por não ter detectado esta antes da ajuda de Margarida Moreira.
Vejo-me então forçado a dizer, em defesa das brincadeiras de mau gosto, que, no meu entendimento, as brincadeiras de mau gosto têm duas características encantadoras: primeiro, são brincadeiras; segundo, são de mau gosto. Brincar é saudável, e o mau gosto tem sido muito subvalorizado. No entanto, aquilo que o filme captado na escola do Cerco mostra aproxima-se mais do crime do que da brincadeira. E os crimes, pensava eu, não são de bom-gosto nem de mau gosto. Para mim, estavam um pouco para além disso – o que é, aliás, uma das características encantadoras dos crimes. Se, como diz Margarida Moreira, o que se vê no vídeo se enquadra no âmbito da brincadeira de mau gosto, creio que acaba de se abrir todo um novo domínio de actividade para milhares de brincalhões que, até hoje, estavam convencidos, tal como eu, que o resultado de uma brincadeira é ligeiramente diferente do efeito que puxar de uma arma, mesmo falsa, no Bairro do Cerco, produz.
O mais interessante é que Margarida Moreira, a mesma que agora vê uma brincadeira de mau gosto no que mais parece ser um delito, é a mesma que viu um delito no que mais parecia ser uma brincadeira de mau gosto. Trata-se da mesma directora que suspendeu o professor Fernando Charrua por, numa conversa privada, ele ter feito um comentário desagradável, ou até insultuoso, sobre o primeiro-ministro. Ora, eu não me dou com ninguém que tenha apontado uma arma de plástico a um professor, mas quase toda a gente que conheço já fez comentários desagradáveis, ou até insultuosos, sobre o primeiro-ministro. Se os primeiros são os brincalhões e os segundos os delinquentes, está claro que preciso de arranjar urgentemente novos amigos.

Depois do artifício o regresso ao fogo...


sábado, 3 de janeiro de 2009

BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL



CONVITE
BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL
Sessão solene de abertura do Ano das Comemorações do Bicentenário do Nascimento de LOUIS BRAILLE

Dia 5 de Janeiro pelas 9h30

Conferencista: Professor Boaventura Sousa Santos que falará sobre Louis Braille e a sua obra.

Entrada Livre
Endereço: Campo Grande, 83 Lisboa - Telf. 217 982 000
Autocarros 701, 17B, 36, 738, 45, 46
Metro: Entrecampos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cortesias, reverências e vénias


O PM e o PR falaram ao país na habitual quadra festiva.

Com a devida vénia, brincaram às cortesias habituados que estão a que à função seja inerente a reverência.

Ares sérios, ambientes institucionais cheios de pompa e circunstância, poses estudadas, olhares intencionais e pó de arroz na cara por mor de imperfeições e brilhos indesejáveis.

Nas mensagens os "representantes" devidamente enquadrados desceram ao povo para anunciar uma crise. Cada um a seu modo ... está claro!

O PM anunciando tempos difíceis dado que a crise era internacional, tirou logo da cartola a baixa das taxas de juro. Inventariou até obsessivamente o modo como contribuiu para que em Portugal ainda 20% de pessoas vivam abaixo do limiar da pobreza. E nem pestanejou de vergonha .

O PR anuncia um ano difícil, informando até que as ilusões pagam-se caro. Pois pagam: Isso já nós sabíamos.

Um fala mentira, outro fala verdade a mentir.

Porque sabem muito bem que o contributo de cada um foi relevante para o estado a que isto chegou, e porque nestas cortesias reverências e vénias vieram dizer o óbvio, o que a maioria deste povo já sabe há muito tempo.

Mas, como a educação é um bem a preservar, já agora, se me permitem gostaria de dizer o óbvio, em reposta ao PM e ao PR: As políticas que VEXAS defendem para combater a crise nunca deram resultado. É que a crise portuguesa já é "antiga" não sei se perceberam... e não houve governo nem PR que trouxesse prosperidade ao país de modo a que hoje, todos pudéssemos dizer, numa crise internacional, vamo-nos aguentar!

Sabem, é difícil acreditar para quem está desempregado ou ficará no desemprego, sem direitos e sem perspectivas de um emprego estável, que o futuro lhe reserva apenas o aprender a gerir a pobreza económica, cultural e social a que fomos remetidos pelas ganância de alguns, esses mesmos no poder hoje.
Já não chega a fórmula "alguma coisa tem de mudar para que tudo fique na mesma".

Assim sendo, com a devida vénia, parafraseando Almada Negreiros dir-vos-ei que "quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só falta uma coisa - salvar a humanidade".

Portanto, deixemo-nos de cortesias e vamos ao essencial: O que estão VEXAS a pensar fazer? A mim não me chega as cortesias. O problema não está no que se faz, mas no como se faz e no que fica por fazer. No exercício da minha cidadania exijo que sejam claros, rigorosos e transparentes . Será que estão à altura da minha exigência?

Jacques Brel - Quand on n'a que l'amour (versão original)




« Quand on n'a que l'amour »

Letra e Música: Jacques Brel 1956
© Phonogram Paris / Ed. Caravelle

Quand on n'a que l'amour
A s'offrir en partage
Au jour du grand voyage
Qu'est notre grand amour
Quand on n'a que l'amour
Mon amour toi et moi
Pour qu'éclatent de joie
Chaque heure et chaque jour

Quand on n'a que l'amour
Pour vivre nos promesses
Sans nulle autre richesse
Que d'y croire toujours
Quand on n'a que l'amour
Pour meubler de merveilles
Et couvrir de soleil
La laideur des faubourgs

Quand on n'a que l'amour
Pour unique raison
Pour unique chanson
Et unique secours

Quand on n'a que l'amour
Pour habiller matin
Pauvres et malandrins
De manteaux de velours
Quand on n'a que l'amour
A offrir en prière
Pour les maux de la terre
En simple troubadour

Quand on n'a que l'amour
A offrir à ceux-là
Dont l'unique combat
Est de chercher le jour
Quand on n'a que l'amour
Pour tracer un chemin
Et forcer le destin
A chaque carrefour
Quand on n'a que l'amour
Pour parler aux canons
Et rien qu'une chanson
Pour convaincre un tambour

Alors sans avoir rien
Que la force d'aimer
Nous aurons dans nos mains,
Amis, le monde entier.

PONTOS DE VISTA por JORGE MIRANDA







BOM AUGÚRIO


O ano de 2009, que se avizinha, será de festa no concelho de Oeiras. A motivação é a comemoração dos 250 anos da sua autonomia administrativa, isto é, da elevação do lugar à categoria de vila e, concomitantemente, à constituição do município. A data é relevante – um marco que funciona como uma certidão de nascimento ou de alforria.
Consciente deste magno valor simbólico, a câmara anunciou o propósito de estender a comemoração a todos os meses do ano, ultrapassando o hábito de assinalar o acontecimento confinado, anualmente, ao período de cerca de 20 dias em torno de 7 de Junho. No entanto, não obstante nos encontrarmos à beira de Janeiro, o que se presume constituir um maciço e diversificado programa ainda não foi divulgado. Já tarda! E não se apresenta uma razão para tal. Apenas circulam hipóteses e muito pouco de concreto. Há pois que desbloquear a informação e fazê-la sair do Olimpo, do “segredo dos deuses”, e ganhar a rua.
Até agora, apenas uma ponta da cortina de silêncio se entreabriu, deixando passar um raio de luz. Quem cometeu a “indiscrição” foi a agenda cultural 30 Dias, na edição deste mês de Dezembro. E fomos colhidos de surpresa. Finalmente, vinha a lume, de fonte segura, oficial, algo de concreto. A informação já não radicava em hipóteses ou opiniões que, por ausência de comunicação, circulavam – e continuam a circular. Foi criada uma elevada expectativa e o silêncio propícia a especulação. Esta só cessará com a divulgação integral do programa, que urge.
Este raio de luz veio divulgar que, durante o ano de 2009, será realizado o ciclo de conferências “10 Luzes num Século Ilustrado”, no auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras. Trata-se de conferências sobre o Iluminismo, numa evocação do pensamento dominante no século XVIII, em que Oeiras “nasceu”.
Não só pelos temas agendados mas também pela reconhecida qualidade cultural dos conferencistas esta iniciativa atingirá, de certo, uma elevada craveira. Nela participarão prestigiados homens de cultura quer estrangeiros, como George Steiner, Umberto Eco e Manuel Castells, quer nacionais, como José Barata Moura, Mário Soares, Olga Pombo, Eduardo Lourenço, Alexandre Quintanilha, Gonçalo Ribeiro Teles e Luís Miguel Cinta.
A realização agora divulgada constitui, sem dúvida, um bom augúrio para o programa que irá “atordoar” Oeiras em 2009.

Jorge Miranda
jorge.o.miranda@gmail.com


O Oeiras Local agradece ao Autor e ao Jornal da Costa do Sol a cedência do artigo e à revista municipal Oeiras Actual o uso da foto.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Xutos & Pontapés - Chuva Dissolvente



Entre a chuva dissolvente
no meu caminho de casa
dou comigo na corrente
desta gente que se arrasta.
Metro, túnel, confusão,
quente suor vespertino
mergulho na multidão,
no dia-a-dia sem destino.

Putos que crescem sem se ver
basta pô-los em frente à televisão
hão-de um dia se esquecer
rasgar retratos, largar-me a mão.
Hão-de um dia se esquecer,
como eu quando cresci.
Será que ainda te lembras
do que fizeram por ti?

E o que foi feito de ti?
E o que foi feito de mim?
E o que foi feito de ti?
Já me lembrei, já me esqueci...

Quando te livrares do peso
desse amor que não entendes,
vais sentir uma outra força
como que uma falta imensa.
E quando deres por ti
entre a chuva dissolvente,
és o pai de uma criança
no seu caminho de casa.

E o que foi feito de ti?
E o que foi feito de mim?
E o que foi feito de ti?
Já me lembrei...
Já me lembrei, já me esqueci

Estado das Coisas



31 Dezembro 2008 - 02h00

Sinto muito


Sinto muito, mas a entrevista dada ao ‘Expresso’ por Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, não pode deixar ninguém indiferente, muito menos os senhores jornalistas. Mas, mais uma vez, a única voz que se ouviu foi a do silêncio. Não sei se foi por terem medo deste ‘patrão’, se foi por subserviência ou falta de consciência profissional e social.

A transparência e a qualidade da Democracia exigem mais destes actores que exercem uma profissão que, sendo nobre, não pode ficar condicionada na sua actividade nem ‘algemada’ no seu espírito crítico. O que se passou foi grave aos olhos do Estatuto dos Jornalista e das legis arte desta profissão, não tanto pela substância da entrevista, que não trouxe nada de novo, mas pela circunstância do entrevistado se ter dado ao luxo de vetar a presença de um jornalista do ‘Expresso’. O direito de informar e de ser informado, em suma a liberdade de expressão, mereciam mais respeito de Azeredo Lopes, quer enquanto cidadão, quer, sobretudo, enquanto presidente da Entidade que regula este sector.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que foi politicamente santificada e que pretende ser um poço de pureza ética, não pode dar este mau exemplo. Nesta fotografia, a preto e branco, todos ficaram mal vistos. Ficou mal visto Azeredo Lopes, que, embora tendo direito à palavra, era a última pessoa a ter o direito de escolher os jornalistas que iam fazer a entrevista (só faltou escolher as perguntas). Se já havia dúvidas sobre as qualidades e a eficácia do funcionamento regular desta instituição a que preside Azeredo Lopes, ao recusar falar com um jornalista, demonstrou que não acredita na regulação nem no seu papel. O direito à palavra nada tem que ver com a escolha dos jornalistas para uma entrevista.

A isenção e a independência que deveriam ser salvaguardadas pela ERC, ficaram à porta com o jornalista vetado. Ficou, igualmente, mal vista a jornalista do ‘Expresso’, Rosa Lima, que aceitou fazer o frete imposto pela sua direcção e conduzir a entrevista sozinha, sabendo que o seu colega de profissão, tinha sido ‘escorraçado’. Seria bom, antes de mais, ler o seu Código Deontológico, para ver se andou bem e se não foram violados os mandamentos da sua profissão. Também ficou mal visto o ‘Expresso’ que, com uma justificação irresponsável e absurda, aceitou fazer este ‘servicinho’. No fundo, o ‘Expresso’, Azeredo Lopes e Rosa Lima estão bem uns para os outros.

Bom Ano a todos os leitores.

Rui Rangel, Juiz desembargador

Feliz 2009



Brindamos... o quê mesmo?!? :))

VOTOS DE UM ANO DE 2009 CHEIO DE SAÚDE, PAZ, AMOR

E BOA DISPOSIÇÃO