terça-feira, 12 de maio de 2009

A água de Oeiras será boa?


Muitas pessoas têm receio de beber água da torneira e despendem uma parcela dos seus proventos na compra de águas engarrafadas.

Na sessão de 4 do corrente da Assembleia Municipal de Oeiras reparei que em todas as bancadas os senhores deputados dispunham de vários jarros com água que iam utilizando conforme a sua sede. Os jarros tinham uma identificação que me pareceu ser o logótipo dos SMAS.

E fiquei a pensar se esta será a prova de que a água que corre nas nossas torneiras no território do Município de Oeiras é segura e de boa qualidade para bebermos. Porém ainda há eventos em que a mesa dos oradores é abastecida por água engarrafada. Esta prática será devida a não disporem de recipiente próprios (jarros) ou a outra razão? Poderemos estar seguros que a água das nossas torneiras é mesmo boa para a bebermos?
Maria Clotilde Moreira


(Artigo publicado no Correio do Leitor do Jornal de Oeiras de hoje)

DIA DA FUNDAÇÃO MARQUÊS DE POMBAL


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Foleiros & doutores

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Opinião







JN - Ontem

Terminaram as chamadas "Queimas das Fitas" e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!).

Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção

Era uma manhã fresca, lavada pela chuva de fim de Maio, essa indefinida estação em que não podemos deixar os agasalhos, mas por outro lado, estes são muito quentes para a brisa que sopra do lado do rio.
Apesar da vacuidade da estação e da excepcionalidade da ocasião, Manuela tinha sido, desde a infância até aos confins da meia idade, educada por uns pais extremosos que tentaram mantê-la ao abrigo das mais duras realidades da vida. Até o casamento com o Tino tinha sido escolhido com o maior rigor.
É verdade que o casamento sempre esteve recheado de pequenas arrelias e grandes discórdias e agora, que tinha de rever o passado, instalava-se a perfeita noção que os seus sentimentos ainda estavam eriçados.
Longe estavam os tempo do "dois cavalos" a cair de podre e do pechiché do quarto sempre desarrumado com notas dispersas. Até na gaveta das meias se escondiam maços de notas, enroladas e atadas com um elástico.
Longe estava o tempo em que tinham sido felizes.
Quando ele começa a despachar a altas horas e a mandar faxes às três da manhã, tudo por causa do dever, a família tinha ficado descurada .
Antes de ter tempo de pensar o que haveria de dizer achou a ideia elegante e repetiu-a como uma epifânia quando foi questionada.
Um fiel amigo do Tino, sempre oportuno, repete-a no "Correio de Oeiras" e dá-lhe o devido destaque " Descurou a família em prol da Câmara".
Quando leu a notícia Tino pensou: "Ela tem razão! Não devia ter posto o dinheiro na gaveta das meias."

CMO colocou para discussão pública o caso da Ribeira de Porto Salvo

Discussão Pública de alteração de loteamento em Paço de Arcos

Desde o dia 4 de Maio de 2009 e pelo prazo de 15 dias, está a decorrer a consulta pública referente ao Pedido de Alteração do Projecto de Loteamento (P.º 8407/98), em Paço de Arcos, titulado por Pimenta & Rendeiro – Urbanizações e Construções, S.A.
Conforme o Edital 243/2009, a consulta do processo, para efeito de eventuais observações ou sugestões, poderá ser realizada naquele prazo, todos os dias úteis, no período compreendido entre as 8:30 - 17:30 horas, na Divisão de Atendimento e Apoio Administrativo da Câmara Municipal de Oeiras.

Oeiras 21+

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não é a crise que nos destrói. É o dinheiro

Opinião






JN 00h30m

Nesta fase

Nada no mundo me faria revelar o nome de quem relatou este episódio. É oportuno divulgá-lo agora porque o parlamento abriu as comportas do dinheiro vivo para o financiamento dos partidos. O que vou descrever foi-me contado na primeira pessoa. Passou-se na década de oitenta. Estando a haver grande dificuldade na aprovação de um projecto, foi sugerido a uma empresária que um donativo partidário resolveria a situação. O que a surpreendeu foi a frontalidade da proposta e o montante pedido. Ela tinha tentado mover influências entre os seus conhecimentos para desbloquear uma tramitação emperrada num labirinto burocrático e foi-lhe dito sem rodeios que se desse um donativo de cem mil Contos "ao partido" o projecto seria aprovado. O proponente desta troca de favores tinha enorme influência na vida nacional. Seguiu-se uma fase de regateio que durou alguns dias. Sem avançar nenhuma contraproposta, a empresária disse que por esse dinheiro o projecto deixaria de ser rentável e ela seria forçada a desistir. Aí o montante exigido começou a baixar muito rapidamente. Chegou aos quinze mil Contos, com uma irritada referência de que era "pegar ou largar". Para apressar as coisas e numa manifestação de poder, nas últimas fases da negociação o político facilitador surpreendeu novamente a empresária trazendo consigo aos encontros um colega de partido, pessoa muito conhecida e bem colocada no aparelho do Estado. Este segundo elemento mostrou estar a par de tudo. Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil Contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.

Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo. Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. Pelo contrario. Sub-repticiamente, no meio do Freeport e do BPN, sem debate parlamentar, através de um mero entendimento à porta fechada entre representantes de todos os partidos, o país político deu cobertura legal a estes dinheiros vivos elevados a quantitativos sem precedentes. Face ao clamor público e à coragem do voto contra de António José Seguro do PS, o bloco central de interesses afirma-se agora disposto a rever a legislação que aprovou. É tarde. Com esta lei do financiamento partidário, o parlamento, todo, leiloou o que restava de ética num convite aberto à troca de favores por dinheiro. Em fase pré eleitoral e com falta de dinheiro, o parlamento decidiu pura e simplesmente privatizar a democracia.

domingo, 10 de maio de 2009

À procura do Dafundo... a sério?

PS mais à frente!

Da coerência

«O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Oeiras defendeu hoje que o último mandato de Isaltino Morais "foi mau" e que o concelho "corre risco de declínio", impondo-se uma mudança.»
LUSA

Ainda bem que o PS Oeiras não participou nessa maldade e fez uma forte oposição ao PCMO ao longo dos últimos quatro anos!

(nestes momentos convém esquecer que "a obra é de todo o executivo, não só do seu presidente", não é?)

Esta é a sério...!


O munícipe está proíbido de abrir a boca, espantar-se ou, em alternativa, começar a rir. Com o Partido Socialista e os seus candidatos é tudo a sério...!

Esta é a newsletter da CMO em que se lê que a gestão da câmara foi elogiada em iniciativa do Partido Socialista.

Palavras para que? São políticos portugueses!

De si, caro munícipe, querem apenas o voto de 4 em 4 anos, que não seja muito reivindicativo e vote de olhos fechados, de preferênca neles.

(Eu gosto particularmente do facto de Oeiras ser considerado o melhor concelho para se trabalhar, está claro desde que não se esteja desempregado). É só carregar na foto para ler o oásis que é Oeiras.

E, se lhe der um ataque de fúria pela hipocrisia, propaganda e insensibilidade com que estes senhores nos brindam no gastar dos nossos impostos, sente-se quietinho num canto e espere que a crise passe... (é assim que eles gostam de nós...)

Já começou a campanha!

A sério!

Começou a campanha do PS para Oeiras e acordámos hoje com cartazes em zonas estratégicas do nosso concelho.

Mas, há que vender o candidato, e convenhamos que o "photoshop" faz maravilhas. Está com um ar fresco e lavadinho num fundo azul para nos convencer que é a sério. Nada de brincadeiras. Gravatinha vermelha para não se pensar que é um infiltado IOMAF; mangas de camisa para dar aquele ar que está pronto para o trabalho e olhos na objectiva para penetrar a alma do concelho. O leve sorriso galináceo revela uma condescendência compreensiva para com aqueles que "aturam" o sr. Morais isto é, os votantes.

Mas, não se deixem enganar, olhem que o moço é um grande saltitão...

Reparem: Foi eleito pelo circulo de Mértola para a AR - desistiu porque preferiu ser eleito para a CML. Era o vice-Presidente de António Costa e ainda tinha os pelouros da Higiene Urbana e Espaço Público, Desporto, Obras Municipais e Mercados - desistiu, porque preferiu dedicar-se à campanha eleitoral.

Aqui para nós o homem não leva nada até ao fim excepto, a sua fidelidade ao partido socialista.

Já agora, alguém que me explique a razão da escolha do slogan da campanha - "Oeiras a sério".

A sério?! O que quer este candidato dizer com "a sério?"... A sério que não sei...!

Ah! querem ver que o tipo é um circunspecto importante... Não... não pode ser, a sério!

Na minha estante

O Camaleão que decididamente não sabia que cor escolher para si

Num país longínquo, em plena selva, o Camaleão, a quem tinha dado para a política, atravessou tempos difíceis, entrou num estado de total desânimo, porque os outros animais, aconselhados pela raposa, tinham-se apercebido das suas artimanhas e começaram a contrariá-las levando dia e noite nos bolsos conjuntos de diversos vidros coloridos para combaterem a sua ambiguidade e hipocrisia, de forma que quando ele estava violeta por qualquer circunstância do momento precisava de ficar, digamos, azul, tiravam rapidamente um vidro vermelho através do qual o viam, e para eles continuava a ser o mesmo Camaleão violeta, ainda que se comportasse como um Camaleão azul; e quando estava vermelho e por motivos especiais ficava alaranjado, usavam o vidro correspondente e continuavam a vê-lo tal e qual.

Isto só no que diz respeito às cores primárias pois o método generalizou-se tanto que com o tempo não havia quem não levasse consigo um conjunto completo de vidros para aqueles casos em que o manhoso ficava simplesmente acinzentado, ou azul esverdeado, ou de qualquer cor mais ou menos indefinida, para a qual eram necessários três, quatro ou cinco sobreposições de vidros.

Mas o melhor foi que o camaleão, achando que todos partilhavam a sua condição, adoptou também o sistema.

Então era vê-los todos nas ruas tirando do bolso diferentes vidros coloridos e alternando-os à medida que mudavam de cores, segundo o clima político ou as opiniões prevalecentes nesse dia da semana ou essa hora do dia ou da noite.

Como é fácil perceber, isto tornou-se numa espécie perigosa de confusão de línguas; mas rapidamente os mais espertos se aperceberam de que aquilo seria a ruína geral se não se regulamentasse de alguma maneira, a não ser que todos estivessem dispostos a ser cegos e perdidos definitivamente pelos deuses, e restabeleceram a ordem.

Para além do que ficou estabelecido no Regulamento que se redigiu para esse fim, o direito consuetudinário fixou pela sua parte regras de refinada civilidade, segundo os quais, se algum precisava de um vidro de determinada cor urgente para se disfarçar ou para descobrir a verdadeira cor de alguém, podia recorrer inclusive aos seus próprios inimigos para que lho emprestassem, de acordo com a sua necessidade do momento, como acontecia entre as nações civilizadas.

Apenas o Leão, que por essa altura era o Presidente da Selva, se ria de uns e de outros, mesmo que às vezes sorrateiramente brincasse também um pouco à sua maneira, para se divertir .

É desta época o ditado que reza :

Todo o Camaleão é da cor
Do vidro com que se vê

CONCERTO EPHEDRA


Dia 20 de Maio, às 21,30,
Auditório Municipal Eunice Muñoz (ex-Cine Oeiras)
A entrada é gratuita.
A música pode ser ouvida em

sábado, 9 de maio de 2009

JÁ FOI A MADRUGADA DA POESIA 2009


A Biblioteca Operária Oeirense estava cheia. Às 22h00 já girava a primeira volta dos inscritos, mas os outros que foram chegando também ficaram inscritos

e disseram os seus poemas e de outros …

… um trouxe uma viola e tocou e acompanhou as palavras que se soltaram

e muitos entraram a cantar - ComSonante

bateram-se palmas

e sem regras mas com muita ordem as palavras da poesia estiveram no ar. Viveu-se…

Depois pausa: porque a ceia era mais forte que as palavras. Confraternizou-se – comemos e bebemos (moderadamente).

Voltou-se rapidamente aos poemas; organizou-se uns sons vocais da música de Vivaldi entre os presentes e um poema de Vivaldi acompanhou os seus sons.

A noite avançava cá fora mas ali quem mandava era a poesia, o som das vozes atirando para o ar palavras…

Eles ainda ficaram lá. Obrigada a todos. Até para o ano!

CENTRO DE ARTE MANUEL DE BRITO - PROGRAMA DE MAIO




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Freguesia da Cruz Quebrada - Dafundo

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Paulo Freitas do Amaral
"O nome da rosa"

Tem 30 anos, nasceu e reside na freguesia, foi escuteiro, tem uma Banda, trabalha no ensino superior desde os 21 anos (Universidade Lusíada e Universidade Lusófona) onde dá aulas na licenciatura de Gestão de Recursos Humanos e exerceu funções no XVII Governo da República. Lidera uma equipa de gente jovem e tem um programa que contempla o que os fregueses esperam ler. É sua ambição vir a liderar o PS em Oeiras.

Criou o blog "Cruz Quebrada & Dafundo City" em que faz forte oposição à política social-democrata da CMO liderada por Teresa Zambujo e Isaltino Morais e ao actual presidente da Junta de Freguesia, eleito nas listas do PSD nas autárquicas de 2005, confessamente bandeado para o IOMAF. Esse blog viria a mudar de nome adoptando a denominação "O Fermento", em homenagem a um jornal existente na Cruz Quebrada - Dafundo no início do séc XX.

Recentemente, criou o blog da campanha

www.cruz-quebradaedafundo.blogspot.com

onde repesca os artigos de maior impacto, os que apontam - segundo o seu ponto de vista - os erros da anterior e actual gestão camária e os problemas da freguesia.

É um "Blogamigo" e, em democracia há vários partidos e candidatos...

A propósito, quem é o candidato PSD à Freguesia da Cruz Quebrada - Dafundo?

Greenpeace - Pelas Baleias


Cria a Tua baleia e envia-a para o Japão.
A minha já vai a caminho.

http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php
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Queima das Fitas - Coimbra - 2009

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Prisão Preventiva para os arguidos do caso Freeport


«José Maria Martins
Blogue do advogado José Maria Martins

Sexta-feira, Maio 08, 2009
Prisão Preventiva para os arguidos do caso Freeport

Os portugueses estão estupefactos pelo facto de Charles Smith e o outro arguido do caso Freeport estarem em liberdade.
Deveriam estar presos preventivamente.
Os factos são muito graves, há perigo de perturbação do inquérito e nomeadamente para a conservação, aquisição e veracidade da prova.
Os portugueses viram no DVD Charles Smith confessar a corrupção, incriminar José Sócrates.
Agora ele está a ser manobrado para desmentir.
Claro que o PS mostrou ter uma mão muito longa , mesmo na Oposição, aquando do caso Freeport.
O PS usa a maçonaria para chegar a magistrados e polícias.
Charles Smith, que falou no DVD, deve estar preso preventivamente.
Não se percebe que em Portugal - onde qualquer pé rapado fica em prisão preventiva por furtar uma carteira ou ter 4 ou 5 gr de droga na sua posse - Charles Smith possa andar a sorrir nas televisões!
A Justiça portuguesa tem de ter coragem e, com ou sem apoio do PM britânico , essa gente tem de estar presa.
Os superiores interesses de Portugal e da Justiça impõem medidas duras contra os confessos corruptos e corruptores.
O Ministério Público deve ordenar a detenção de Charles Smith e do outro arguido, submetê-los a primeiro interrogatório judicial e aplicar-lhe a prisão preventiva.
E interrogar José Sócrates como arguido e aplicar-lhe as medidas de coacção adequadas.
O caso Freeport não pode ser outro caso Casa Pia.
Num e noutro caso a Ordem dos Advogados esteve sempre ao lado dos grandes, intervindo na comunicação social a favor dos arguidos que têm dinheiro, amigos no Poder, influência social - até arranjando advogados para a Casa Pia e para as vitimas da incúria da Casa Pia! - pressionando a favor deles.
Antes foi José Miguel Judice - este arranjou advogados para a Casa Pia e para as vítimas - agora é Marinho e Pinto a escrever artigos no Boletim da Ordem dos Advogados a favor de José Sócrates.
Por isso, os assistentes que eu represento no caso Freeport querem a prisão preventiva de Charles Smith e do outro arguido.
Até pode ser que depois se lembrem a quem pagaram, quais os individuos que corromperam, onde entregaram o dinheiro!
A Justiça tem de ser imparcial, tem de ser corajosa, tem de ser confiável para os portugueses em nome de quem é administrada.
Charles Smith não pode andar a rir nas televisões como se fosse uma estrela de cinema. É um enxovalho para Portugal, é aviltante para o Povo Português.
A prisão preventiva para estes individuos é a medida de coacção adequada.

Posto por José Maria Martins 19:16 »

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A importância política do sopapo

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Os calvários do PS são razoavelmente monotemáticos, mas muito eficazes: Sócrates enfrenta uma campanha negra; Vital arrisca ficar todo negro durante a campanha


O PS exige que o PCP peça desculpa pela agressão de que Vital Moreira foi alvo. O PCP exige que o PS peça desculpa por declarar que o PCP foi responsável pela agressão. Eu peço desculpa mas tenho dificuldade em compreender os pedidos de desculpa. Parece claro que a agressão a Vital Moreira agradou a toda a gente: os comunistas que lhe deram uns safanões puderam satisfazer um desejo muito antigo; os socialistas obtiveram outro mártir. Os calvários do PS são razoavelmente monotemáticos, mas muito eficazes: Sócrates enfrenta uma campanha negra; Vital arrisca ficar todo negro durante a campanha. Depois da campanha negra, a campanha das nódoas negras. Não há negrume que não aflija o PS.

É evidente, por isso, que só por estúpido sectarismo político um episódio edificante como este pode dividir os partidos. Num dos raros momentos da vida política portuguesa em que todos têm motivos para se regozijar, ainda assim a politiquice impede os partidos de saborearem, unidos, as cenas de pancadaria entre os seus militantes. É triste, mas é o país que temos.

Além do mais, a agressão a Vital Moreira nega a ideia da morte das ideologias e da luta política. Como se vê, a luta política existe no sentido próprio da expressão, o que se saúda. E, na minha opinião, quando a luta política tem mais de luta do que de política, os cidadãos têm mais vontade de participar. Os portugueses interessam-se muito mais por um debate político se puderem aglomerar-se em redor dos candidatos a gritar: "POR-RA-DA! POR-RA-DA! POR-RA-DA!"

É incompreensível, por isso, que o PCP não queira admitir a responsabilidade pelo acto profundamente democrático do seu militante ou simpatizante, especialmente na medida em que estamos perante uma das características que distinguem o PCP dos outros partidos: os comunistas nunca ganharam uma eleição nacional, mas têm um talento particular para bater no candidato vencedor. Foi assim na Marinha Grande, quando um alegado comunista deu o tabefe que levou Soares à presidência, e será assim nas europeias, que o PS de Vital Moreira, previsivelmente, vencerá. Levando tudo isto em consideração, é inconcebível que um militante do PCP não tenha ainda tido a ideia de aplicar uma valente carga de pancada em Jerónimo de Sousa. Se o PCP estivesse verdadeiramente empenhado em ganhar eleições, já teria espancado o seu líder. A maior parte do povo português não vota em quem os comunistas votam, mas empenha-se em eleger qualquer pessoa em que eles batam.

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009- Visão


VINHO DE CARCAVELOS: ISALTINO COMPRA 200 PIPAS


O presidente da Câmara de Oeiras sabe o que é bom e não se poupa a esforços para salvaguardar as iguarias do seu concelho. Por isso mesmo, Isaltino gastou 74 800 euros na compra de 200 pipas do famoso e maravilhoso Vinho de Carcavelos. E para não deixar nada ao acaso, gastou mais 18 500 euros para a concepção de garrafas e a respectiva rotulagem. O Vinho de Carcavelos comprado pela Câmara vai andar por aí, provavelmente em prendas, com o nome do conde de Oeiras.

Financiamento: PSD disponível para ajustar a lei


(ACTUALIZADA)
08 de Maio de 2009, 12:58

Lisboa, 08 Mai (Lusa) - A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, anunciou hoje que que o seu partido está disponível para ajustar a lei do financiamento dos partidos, se houver a interpretação de que as recentes alterações têm efeitos perversos.

"Se tiver efeitos perversos e se for essa a interpretação, como não era o nosso objectivo, não temos nenhuma hesitação em aceitar um ajustamento à lei", afirmou a presidente do PSD aos jornalistas, no Centro de Congresso do Estoril, no final de um encontro com o Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz.

De acordo com Manuela Ferreira Leite, as recentes alterações à lei foram aprovadas no Parlamento por unanimidade "por uma questão de consenso que era normal obter-se numa lei desta natureza", mas o objectivo das alterações "não diz respeito" ao PSD.

António Costa classifica como «desastrosas» alterações à lei do financiamento pardidário


Hoje às 09:30

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em declarações à SIC Notícias, considerou que as alterações à lei do financiamento partidário, que já foram aprovadas no Parlamento, são «desastrosas».

À Sic Notícias, António Costa referiu-se à proposta à lei do financiamento partidário como «desastrosa»

Há mais uma voz contra as alterações à lei do financiamento partidário, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

O socialista disse ontem à noite na SIC Notícias, que a proposta que foi aprovada pelo Parlamento e que mereceu o consenso de todos os partidos é «desastrosa». »»»
TSF

A birra!

Num qé papa maizena. Nana sim!

Contentores com jardim provisório


CM - 08 Maio 2009 - 00h30

Alcântara: Câmara propõe zona de recreio para parte da plataforma

A Câmara de Lisboa cedeu... mas pouco. Em causa está a polémica que envolve a triplicação do terminal de contentores de Alcântara, e em relação à qual a autarquia parecia irredutível. A verdade é que dias depois de Santana Lopes, candidato do PSD àquele município, tornar pública a intenção de pôr um travão nesse alargamento, António Costa revela que estão em cima da mesa novas negociações com a administração do porto de Lisboa e com a concessionária Liscont, do grupo Mota-Engil.




O presidente da autarquia lisboeta adiantou ontem que está a ser discutida a "redução da área disponível para a deposição de contentores", com o objectivo de libertar algumas áreas e garantir o acesso dos cidadãos ao rio Tejo. O autarca ainda não especifica a percentagem de redução em causa, mas garante que não chegará aos 50 por cento. Assegura também que a triplicação da infra-estrutura continua a ser um objectivo a longo prazo.

Ou seja, na realidade não há qualquer recuo por parte da Câmara neste processo, como explicou ao CM o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. "O operador diz-nos que numa primeira fase não necessita de toda a plataforma, só daqui a uns vinte anos", disse. Neste sentido, avançou o responsável, "está a ser negociada uma solução que visa ocupar parte da plataforma numa zona de recreio, uma verde".

A Câmara de Lisboa prevê ainda construir um jardim junto à gare marítima de Alcântara, o enterramento da linha de comboio e que o escoamento de contentores seja assegurado através do comboio e de barcaças.

BE CRITICA "BRAÇO POLÍTICO"

O cabeça-de-lista do BE à Câmara de Lisboa, Luís Fazenda, acusou ontem o executivo de António Costa e José Sá Fernandes de ser um "braço político dos negócios do Governo" no que se refere ao terminal de contentores de Alcântara.

"A requalificação da frente ribeirinha é contrária à proliferação de barreiras físicas. O apelo do rio não pode ser o ritual Tejo pelo centenário da República. A autarquia não pode ser o braço político dos negócios do Governo com a Liscont", disse Fazenda no lançamento da candidatura do BE à Câmara e Assembleia Municipal de Lisboa.

Na opinião do candidato, a "triplicação de contentores em Alcântara e cruzeiros em Santa Apolónia aumentam as barreiras físicas [e] urbanizações densas com torres de 16 andares ou mais são um atentado à medida e à proporção da cidade e da sua respiração".

SAIBA MAIS

CONCESSÃO

O Governo alargou a concessão do terminal e contentores de Alcântara à Liscont, do grupo Mota-Engil, até 2042. A decisão foi fortemente contestada .

8,6

milhões de euros é a perspectiva de lucro anual para a administração do porto de Lisboa, gestora da zona ribeirinha, e para a Liscont. Actualmente o lucro é de 3,7 milhões de euros.

5

é o número máximo de contentores empilhados permitidos, de maneira e evitar que se crie uma parede em frente ao rio.

PETIÇÃO

Um grupo de cidadãos, liderado por Miguel Sousa Tavares, lançou uma petição à Assembleia da República contra a extensão da concessão à empresa Liscont e a triplicação do terminal.

Janete Frazão

OEIRAS VERDE Convida


DIA 15 DE MAIO, ÀS 21.00
AUDITÓRIO CÉSAR BATALHA/OEIRAS

GRUPO OEIRAS VERDE

SER PORTUGUÊS NO AMOR/ÓDIO

EM CONCERTO DA PALAVRA E DA MÚSICA



1º Andamento – ADAGIO / SER PORTUGUÊS

Ali, onde há penedos, urze e mato – Pedro Homem de Melo

Pátria – Sophia de Mello Breyner

Lusitânia no Bairro Latino ( Excertos ) – António Nobre

Ó Povo do Meu País – Gastão Cruz

O Menino da sua mãe – Fernando Pessoa


2º Andamento – ALLEGRO NON TROPPO / AMOR-ÓDIO

Fado Português – José Régio

Aurora Boreal – António Gedeão

Barcas Novas – Fiama Hasse Paes Brandão

Lisboa – António Botto

Maria Lisboa – David Mourão-Ferreira


3º Andamento – VIVACE / HISTÓRIAS DELIRANTES PARA

SEREM CONTADAS

Poema da Mulher dos Cabelos Brancos – António Gedeão
Amavam-se Ambos Muito... – Fradique Mendes

Dobrada à Moda do Porto – Álvaro de Campos

O Poeta Doido, O Vitral e a Santa Morta – José Régio


4º Andamento – FINALE / A HISTÓRIA DA HISTÓRIA

O Mostrengo – Fernando Pessoa
Poema do Fecho Éclair – António Gedeão


INTERVIERAM:

Na Palavra: Ana Patacho, Eugénia P. Coutinho, Helena Xavier, Lurdes Pereira, Magnólia Filipe, Maria José Apolo e Ana Alice Miranda.

Na Criação de Sonoridades: António Sequeira.

João Sobral, a Voz que canta no Fado Português.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Henrique Neto: PS com Sócrates favoreceu corrupção


Ex-dirigente socialista indignado com nova lei do financiamento dos partidos
07.05.2009 - 10h29 PÚBLICO

Henrique Neto, empresário e ex-dirigente do PS afirmou hoje, em declarações ao Rádio Clube, que o PS de José Sócrates “favorece, facilita ou não combate claramente a corrupção". Neto comentava assim aquela que lhe parece ser a conclusão sobre a recente aprovação da lei do financiamento dos partidos.

“O partido socialista da era Sócrates favorece, facilita ou não combate claramente a corrupção”. Afirmou Henrique Neto.

O ex-dirigente socialista lembra o pacote anti-corrupção apresentado por João Cravinho no passado, que não colheu o apoio do PS, e acusa os partidos políticos de nunca terem desejado a transparência e diz não ter confiança num parlamento que aprovou, por unanimidade a nova lei do financiamento dos partidos. Para o empresário a decisão não prestigiou a Assembleia da República.

“Os partidos políticos, no seu conjunto, nunca desejaram a transparência. A corrupção sempre existiu nos partidos políticos. Agora passa a estar permitida por lei. A minha confiança nas pessoas que fazem leis destas é muito limitada, não apenas no PS. A lei foi votada por unanimidade”, defendeu o empresário.

É amanhã!


MADRUGADA DA POESIA 2009

DIA 8 de MAIO a PARTIR DAS 21h00

BIBLIOTECA OPERÁRIA OEIRENSE
Rua Cândido dos Reis, 119 – Oeiras
Tel 21 442 66 91

Entrada livre
Aconselhada inscrição para dizer ou declamar

E você já ligou?

PONTOS DE VISTA por JORGE MIRANDA

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“COUTADAS” – ATÉ QUANDO?


No concelho de Oeiras existem algumas “coutadas” que, gozando de privilégios especiais, escapam à jurisdição do poder local. Funcionam, segundo regras próprias, com autonomia majestática. As suas decisões são soberanas e não estão subordinadas ao escrutínio dos órgãos de gestão local. São “ilhas” dentro do município.

Competindo à câmara organizar e gerir o território, torna-se difícil a conciliação de interesses, de maneira a conseguir um todo harmónico e coerente.

Uma dessas “coutadas” é a Administração do Porto de Lisboa.

Logo no princípio do ano, se a memória não nos engana, esta entidade divulgou a intenção de fazer construir, na zona ribeirinha de Algés, o edifício da sua nova sede. Decerto, um imóvel de grandes dimensões. Mais uma barreira ao acesso e ao desfrute do Tejo, a conspurcar a paisagem. Os órgãos autárquicos manifestaram-se contra a iniciativa e uma petição de oposição chegou a circular, sem que saibamos qual o resultado destas diligências.

Agora o mesmo organismo tem em curso o processo de concessão de um espaço vizinho, com cerca de três mil metros quadrados, para uma empresa instalar um heliporto comercial.

Pelas suas condições morfológicas e paisagísticas, o terrapleno de Algés não encontra a sua vocação em qualquer destes dois projectos. O espaço adequa-se especialmente a actividades de lazer, culturais e desportivas. Tudo o que se fizer fora desta utilização será um atentado urbanístico, destituído de bom senso e sem ter em consideração a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Já é tempo de dizer “Basta!” aos “abutres” predadores e de acabar com as “coutadas”!



Jorge Miranda

jorge.o.miranda@gmail.com

P.S. – Em http://www.petitiononline.com/heliport/petition.html circula uma petição de oposição à instalação do heliporto na zona ribeirinha de Algés.
O Oeiras Local agradece ao Autor e ao Jornal da Costa do Sol a cedência do artigo, e ao Boletim Municipal Oeiras Actual o uso da foto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Assessor confirma depósitos mas desconhece pormenores

Nuno Campilho, que exerceu funções de assessor de Isaltino Morais na câmara de Oeiras entre 1997 e 2002, confirmou ontem de manhã no tribunal de Sintra ter efectuado depósitos a pedido do autarca. O funcionário disse que «cumpria um pedido» que «achava natural», até pelo desempenho do autarca que não teria «tempo para essas funções».

Socialista considera o diploma “uma porta aberta à corrupção”


Cravinho pede intervenção de Cavaco na nova lei de financiamento dos partidos

João Cravinho apelou ontem à intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva, na nova lei de financiamento dos partidos, por entender que o diploma é “um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas”. Em declarações no seu espaço semanal de opinião na Renascença, o socialista disse ainda que a lei é “uma pouca vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”.

Acesso à net sem restrições


Estrasburgo vota esta quarta-feira novo pacote de medidas que inclui a criação de um regulador europeu

JN - 00h30m
CÉLIA MARQUES AZEVEDO, CORRESPONDENTE EM BRUXELAS

Empresas como Google, YouTube, Skype, eBay pugnam por legislação que garanta o acesso aberto à informação.

O acesso à Internet é considerado um "direito fundamental" pelo Parlamento Europeu. Com o novo pacote de medidas, o corte do serviço pode sobrar para as autoridades nacionais, sem que necessitem de decisão judicial.

Os deputados europeus votam esta quarta-fei, em Estrasburgo, um relatório sobre telecomunicações que considera que o uso e o acesso à Internet deverão respeitar "os direitos e as liberdades fundamentais das pessoas singulares, inclusive no que diz respeito à privacidade, liberdade de expressão e ao acesso à informação". Apesar das polémicas que envolveram uma proposta francesa (ver caixa), a redacção final do documento não faz qualquer referência à utilização ilegal da Internet e é omisso quanto a eventuais penalizações para o caso de esta acontecer.

O PE deve considerar que a "Internet é essencial para a educação e para o exercício prático da liberdade de expressão e para o acesso à informação". O único ponto que falta fechar, de facto, deve deixar de fora a exigência que um corte no fornecimento do serviço dependa de uma decisão judicial.

A proposta legislativa do PE cria a figura do Organismo dos Reguladores Europeus das Comunicações Electrónicas, um órgão com membros de todos os estados-membros e que funcionará como conselheiro das autoridades reguladoras nacionais.

A directiva pretende, por outro lado, exigir dos fornecedores maior clareza nos contratos, com planos de preços explícitos e uma descrição mais exaustiva do que disponibilizam. Com antecipação, os clientes deverão ser informados se podem utilizar serviços VOIP (voz sobre protocolo de Internet), que permitem fazer chamadas a custos mais baixos ou mesmo gratuitas - o fornecedor mais conhecido é o Skype.

Já várias vezes, a comissária europeia responsável por esta pasta preconizou a utilização dos serviços VOIP e deixou claro que "defende uma concorrência aberta e regulamentos leais nos mercados europeus de telecomunicações". Por causa da perda de rendimentos várias operadoras limitam o acesso aos serviços de voz via Internet.

Em Março, empresas como a Google, YouTube, Skype, eBay, enviaram um pedido por escrito ao PE, para que quando este revisse a legislação garantisse o acesso aberto à informação e não discriminasse serviços ou aplicações.

É UM SANTO!

"Queria dizer que o Isaltino não é aquilo que querem fazer passar. É uma pessoa íntegra e que não se deixa corromper", defendeu Maria Manuela Morais, ex-mulher de Isaltino Morais que ‘apertada’ pelo procurador do Ministério Público, Luís Eloy, acabou por admitir que esta é apenas "uma convicção pessoal" de quem viveu com o arguido "vinte e tal anos" e que, nesse sentido, "não acredita que haja negócios ilícitos da parte dele".

Ler notícia

Sócrates e os Professores


1. O Governo de Sócrates escolheu como alvo os funcionários públicos e, de entre eles, atirou a matar sobre os professores. Foram quatro anos e meio de ataques constantes. A escolha dos professores obedeceu a dois critérios: os professores são o maior grupo profissional do país e podem ser facilmente apontados como os culpados da falta de qualificações dos portugueses e dos males sociais que a elite política provocou. E essa acusação agrada a muita gente. É como deitar fogo a uma casa e chamar os bombeiros e acusar de desleixo o proprietário da casa.

2. Não havia necessidade de desestabilizar ainda mais a vida de 140 mil professores mas o Governo do PS não se contentou com menos. No seu afã modernista, quis mostrar aos professores o verdadeiro significado do conceito de mudança permanente. Julgavam que o vínculo laboral lhes trazia segurança? Enganaram-se. Com a Lei 12-A/2008, todos os professores dos quadros de zona pedagógica ou de escola transitam para contratos por tempo indeterminado.

3.O que é que isto quer dizer? Quer dizer que podem ser dispensados sempre que o posto de trabalho termine. Por exemplo, uma escola que fecha ou um curso que desaparece. A partir de agora ninguém pode sentir-se seguro. Os directores têm poderes para distribuir o serviço e todos sabem o que isso pode significar. De repente, um professor mais incómodo não cabe nos mapas anuais de pessoal (artigos 5º e 6º da Lei 12-A/2008). Se a crise económica se agravar, o ministro das finanças e o ministro da educação podem muito bem querer "desfazer-se" de uns milhares de professores com o sólido argumento do combate à crise. E podem enviar esses professores para a mobilidade especial (alínea 8 do artigo 6º da Lei 12-/2008). E o professor, que dantes era do quadro de escola ou agrupamento, vê-se, de súbito, em casa com um corte de 30 ou 40% do vencimento.

4. A Lei 12-A/2008 refere que, entre as condições necessárias para a cessação do vínculo (vulgo, despedimento), figuram a extinção do posto de trabalho, indisponibilidade orçamental, integração no regime de mobilidade especial (caso não obtenha nova colocação no prazo de um ano) e inadaptação (o não cumprimento de objectivos, é uma das situações constantes da Lei n.º59/2008 ).

5. E não se diga que os professores com contrato por tempo indeterminado conservam a segurança no trabalho. O ponto 3 do artigo 33º da Lei 12-A/2009 é explícito quanto a isso: "3 - Quando o contrato por tempo indeterminado deva cessar por despedimento colectivo ou por despedimento por extinção do posto de trabalho, a identificação dos trabalhadores relativamente aos quais tal cessação deva produzir efeitos opera-se por aplicação dos procedimentos previstos na lei em caso de reorganização de serviços".

6. É por tudo isto que eu digo: se houver um só professor que seja a votar no partido que aprovou estas leis é louco, burro ou masoquista.
(Recebido por e-mail)

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Máscaras laranja - verde alface"



A "elevada moral" da Secção de Oeiras do PSD...
(...) demonstrei que tais "máscaras" não são exclusivo desta Secção, mas igualmente da de Algés.

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Reciclagem: Oeiras passa de excelente a péssimo exemplo


O Município de Oeiras faz importante recuo na reciclagem, passando de excelente a péssimo exemplo nacional. Efectivamente, depois de ser pioneira na recolha selectiva de resíduos porta-a-porta vem agora a CM Oeiras anunciar junto dos seus munícipes o abandono desta prática.

Esta opção está a gerar muitos protestos por parte da população. A recolha selectiva porta-a-porta é o sistema mais adequado para a recolha de resíduos e, quando bem implementada, possibilita altas taxas de recolha, revela-se ser mais económica e ao mesmo tempo não penaliza quem realmente participa na reciclagem.

De referir que quando o sistema de recolha selectiva porta-a-porta foi implementado em Oeiras, há 14 anos, o seu presidente na altura, já então o Dr. Isaltino Morais, mostrou ser pioneiro na matéria, pois a reciclagem era quase inexistente em Portugal.

Agora, precisamente sob a presidência do Dr. Isaltino Morais é anunciada a morte do sistema de recolha selectiva porta-a-porta em todo o Município, mesmo nas zonas com excelentes condições para a sua implementação (prédios com casa do lixo).

A experiência dos Municípios (incluindo Oeiras) que têm utilizado o sistema de recolha selectiva porta-a-porta, bem como a generalidade dos estudos existentes, indicam claras vantagens técnicas e económicas em relação aos outros sistemas de recolha, como os ecopontos. Por exemplo, é possível obterem-se aumentos de recolha entre os 280 a 485% (estudos efectuados pela Valorlis e ISCTE, respectivamente) para as embalagens de plástico. Alguns municípios da Catalunha (que criaram uma Associação de Municípios para Recolha Selectiva Porta-a-porta e, actualmente, já são mais de meia centena) passaram de uma percentagem de recolha selectiva com ecopontos de 7%, para 80% com a recolha selectiva porta-a-porta, em relação ao total de resíduos produzidos!

A Quercus, a pedido de um grupo de moradores de Oeiras, elaborou um pequeno parecer sobre o assunto que enviou ao Presidente da CMO e, ao mesmo tempo, solicitou uma reunião (em 23 de Abril) com carácter de urgência, bem como o acesso aos estudos técnicos que suportaram tão incompreensível decisão. De referir que até ao momento ainda não fomos contactados pela CMO sobre este assunto.

Lisboa, 5 de Maio de 2009

Contactos: Quercus: Pedro Carteiro 934285343, Rui Berkemeier 934256581

Para mais informações:

- Carta e parecer enviado para a CM de Oeiras:
http://residuos.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/DocSite1633.pdf
- Manual de recolha selectiva porta-a-porta da Catalunha:
http://residuos.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/DocSite1106.pdf


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Pedro Carteiro

MADRUGADA DA POESIA 2009



DIA 8 de MAIO a PARTIR DAS 21h00

BIBLIOTECA OPERÁRIA OEIRENSE
Rua Cândido dos Reis, 119 – Oeiras
Tel 21 442 66 91

Entrada livre
Aconselhada inscrição para dizer ou declamar

35 Anos no Município de Oeiras


A Agenda das Cerimónias Comemorativas do 35º aniversário do “25 de Abril de 1974” no concelho de Oeiras disponível no site da CMO informou que, depois da Sessão Solene às 10h00 no Auditório da Biblioteca Municipal, as comemorações prosseguiam, a partir das 15h00, com a inauguração dos arranjos exteriores no Bairro do Pombal, no Largo Miguel Rovisco, em Cacilhas de Oeiras, na Universidade Atlântica e no parque de estacionamento da Fábrica da Pólvora, em Barcarena. Pelo fim da tarde seria a entrega de 18 apartamentos a idosos na Unidade Residencial Madre Maria Clara, em Carnaxide.

É agradável ver que existe uma área significativa de espaços verdes devidamente tratados neste Município. Mas além da Sessão Solene, alguns Oeirenses gostariam de ter visto esta data assinalada com mais imaginação e alguém me perguntou: porque não um concerto, um desfile, uma sessão de poesia, uma evocação…? São 35 anos!

No que se refere ao parque de estacionamento da Fábrica da Pólvora espero, sinceramente, que ele não fique às moscas como tem estado o Parque da Ribeira em Algés, em parte devido ao tarifário e ao mecanismo de entrada.

Entretanto os Jornais regionais já deram informação sobre as inaugurações e dentro em breve as várias publicações da CMO irão encher-se de fotos e textos com letras minúsculas de difícil leitura.

Moradores de Oeiras contra fim da recolha porta a porta de resíduos domésticos

05.05.2009, Helena Geraldes in Público

Município pioneiro neste tipo de recolha de lixo deverá substituir o actual sistema pela instalação de ecopontos no concelho
Um grupo de moradores vai denunciar hoje ao secretário de Estado do Ambiente a intenção da Câmara Municipal de Oeiras de suspender o sistema de recolha de resíduos porta a porta no concelho, mantendo-o apenas nas zonas de moradias. A associação ambientalista Quercus já pediu esclarecimentos à autarquia, que foi pioneira a nível nacional por ter adoptado este sistema há 14 anos.
João Salgueiro, morador que coordena a contestação, está descontente com os buracos que entretanto começaram a aparecer nas ruas para instalar os ecopontos. Ou melhor, "na sua essência e consequências, os contentores são um mal menor sempre que não é possível a recolha selectiva porta a porta", contou ao PÚBLICO.
A confirmação dos seus receios surgiu numa reunião de câmara de 22 de Abril quando confrontou a autarquia. Foi-lhe respondido que o sistema apenas se manterá nas zonas de moradias por causa das "emissões de dióxido de carbono, da falta de pessoal, problemas nas portas dos edifícios".
Apesar de a câmara não ter oficializado a decisão, João Salgueiro já preparou um dossier que entregou "a todas as forças políticas" locais e que vai entregar hoje a Humberto Rosa. "Quero aproveitar a presença do secretário de Estado num colóquio sobre Ambiente e sustentabilidade em Oeiras para lhe perguntar se tem conhecimento" desta situação. Além disso, tem um abaixo-assinado com mais de 60 assinaturas de moradores de dez a 15 edifícios do bairro Urbanização do Alto de Algés. Entretanto, a recolha porta a porta continua, ainda que mais "intermitentemente". Actualmente, o cartão, papel e plástico são recolhidos duas vezes por semana; o lixo orgânico, todos os dias. "Ultimamente, temos reparado que essa frequência diminuiu", salientou.
A Quercus considera que, assim, "Oeiras passa de excelente a péssimo exemplo": "A recolha porta a porta é o caminho a seguir e não estamos a ver qual o motivo técnico para este abandono", comentou Rui Berkemeier. "É uma frustração muito grande que a câmara que 'lançou' a recolha porta a porta no país queira agora abandoná-la." O PÚBLICO tentou obter respostas da Câmara de Oeiras, mas sem sucesso.

John Watts / Fisher Z ao vivo em Oeiras 9 de Maio 2009


Concerto de John Watts líder e vocalista da banda sucesso dos anos 80 Fisher Z.

Um concerto em que John Watts nos vai fazer relembrar os maiores êxitos dos Fisher Z e apresentar temas do seu novo trabalho.

O concerto vai ser no dia 9 de Maio no Auditório Eunice Munõz em Oeiras às 22 horas.

Para mais informações é favor contactar :
Nuno Silva – 967123399

[enviado por e-mail com pedido de publicação]

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ferreira Leite garante que não fará qualquer coligação pós-eleitoral com PS


JN - 19h59m

"O PSD deve, e pode, ganhar as eleições, e quando ganhar as eleições logo se vê a orientação que se segue", disse a líder do PSD.

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, garantiu hoje que não fará qualquer coligação pós-eleitoral com o PS, caso nenhum dos partidos vença as eleições legislativas com maioria absoluta.

"Comigo, com certeza que não [haverá coligação], pela simples razão que os meus princípios, os meus valores, os meus objectivos políticos, a política que eu proponho são radicalmente opostos aos do engenheiro Sócrates", afirmou.

"Isso [coligação] é verdadeiramente impensável", acrescentou Manuela Ferreira Leite, que falava em Viana do Castelo, no final de uma visita a uma cooperativa de pesca.

O anterior Presidente da República, Jorge Sampaio, admitiu que poderá ser necessário um Bloco Central para garantir a estabilidade do país, caso nem o PS nem o PSD alcancem maioria absoluta nas Legislativas.

"O PSD deve, e pode, ganhar as eleições, e quando ganhar as eleições logo se vê a orientação que se segue. Mas não vejo qualquer possibilidade, comigo, de uma coligação com o engenheiro Sócrates, porque os dois protagonistas são verdadeiramente opostos", afirmou Ferreira Leite.

"Não é a existência de maiorias ou minorias que torna um país ingovernável. O que torna um país ingovernável são as políticas erradas", acrescentou.

Gripe A E I O U...

pitecos

Bloco Central, jamais?

Opinião






JN - 00h30m

É estranho que as cúpulas do partido de Manuela Ferreira Leite se empenhem tanto em passar-lhe um atestado de menoridade sugerindo que a sua presidente não pensa naquilo que diz e diz o que não quer. Entrevistei Manuela Ferreira Leite dois dias depois do 25 de Abril. Questionei-a sobre a comunicação em que o presidente exortou as forças políticas na Assembleia da República a encontrar "soluções de governo" nesta fase de crise. Perguntei-lhe com que "solução de governo" é que se sentiria mais confortável, Bloco Central ou Aliança Democrática. Respondeu-me que lhe servia qualquer solução em que acreditasse que os esforços fossem coincidentes com os interesses do país. Achei a resposta claríssima. Respondendo aos apelos presidenciais, Manuela Ferreira Leite não fecha portas a qualquer "solução de Governo". Em plena pré-campanha num ano de três eleições, a líder social-democrata quis deixar tudo em aberto, das coligações formais com o PS ou com o CDS, aos arranjos episódicos de negociações legislativas com todos.

Usei intencionalmente o presente do indicativo nesta descrição porque acho que o que Manuela Ferreira Leite disse é o que Manuela Ferreira Leite pensa: que na sua presidência os social-democratas têm a abertura para encontrar as "soluções de governo" que Cavaco Silva preconiza, não havendo limites nem à Esquerda nem à Direita. Ferreira Leite quis passar essa mensagem e passou-a.

Agora querem, em nome dela, destruí-la. Por ímpio que seja para o baronato social-democrata, Manuela Ferreira Leite confrontada com duas hipóteses muito claras, AD ou Bloco Central, não excluiu nenhuma, nem disse nada do género "com o PS, jamais". Pelo contrário. O que disse foi: se for preciso, negoceia-se e se houver acordo vai-se para a frente.

Mesmo nos surpreendentes e desnecessários desmentidos que se seguiram, o discurso vindo da sede na Lapa ficou-se por uma suave correcção interpretativa, dizendo que seria "abusivo" concluir que Manuela Ferreira Leite "queria" uma coligação com o PS. Claro que seria abusivo concluir isso como o seria ignorar que Manuela Ferreira Leite considera a reedição do pacto Soares/ Mota Pinto como uma hipótese em aberto.

Tão plausível como um entendimento com o que Paulo Portas consiga fazer do seu CDS-PP depois do triplo teste eleitoral. O PSD tem muitos dos chamados "Spin doctors". Especialistas em "efeitos" para alterar o tiro político depois de ter sido disparado. Os mais imaginativos destes curandeiros da mensagem atacaram desalmadamente os jornalistas que fizeram a justiça à líder social-democrata de reproduzir o que ela tinha dito. Os mesmos especialistas em purismo jornalístico que normalmente exigem inflexível rigor no relato da mensagem, desta vez insistem que o discurso da líder devia ter sido "interpretado" incorporando a "sua maneira de pensar no passado".

No século XIX, Lewis Carroll antecipou esta atitude no seu "Alice no País das Maravilhas", quando o absurdo Humpty-Dumpty, com a sua obnóxia forma oval, insiste num discurso redondo completamente ausente de sentido. Alice diz-lhe que a questão que se põe é saber se se pode fazer as palavras terem os significados que nós queremos, independentemente daquilo que elas querem dizer. Humpty-Dumpty responde que não é nada disso. "A única questão é quem manda"!

Que nos sirva de advertência que mesmo com as equações de poder ainda tão cheias de incógnitas, já há um PSD a querer articular o discurso de "quem manda".


"Adoro vê-los agonizar"

Opinião






JN - 00h30m

Os jornais divulgaram há tempos uns versos de um indivíduo condenado nos EUA pelo assassínio de um mendigo: "Vê-os morrer./ Adoro vê-los agonizar: vomitam, gritam, choram". Adorno explica a barbárie como persistência, no ser humano, das formas mais primitivas de agressividade, defendendo que "a questão mais urgente da educação contemporânea é a desbarbarização da humanidade". Neste sentido, o não licenciamento de touradas por (para já) quatro autarquias - Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra - é um acto fundamentalmente educativo. Contra ele, esgotado o argumentário da "tradição", a razão cínica - a razão cínica consegue justificar tudo, de Auschwitz ao terrorismo - fixa-se agora na circunstância de aqueles que condenam as touradas comerem carne. De facto, a Biologia e a História fizeram de nós animais comedores de cadáveres. Há, no entanto, uma diferença (uma diferença moral) entre comer carne e fazer - "pecado contra a natureza", diria Pound - da agonia e morte de um animal um espectáculo, tirando sórdido prazer de o ver espetar, martirizar, vomitar sangue. Nenhum outro animal o faz.

Um Silva Lopes muito acumulável



01 Maio 2009 - 00h30

Tachos: Ex-presidente do Montepio Geral foi aos 77 anos nomeado administrador da EDP renováveis


José da Silva Lopes tem 77 anos e nasceu em Seiça, uma freguesia do concelho de Vila Nova de Ourém. Nos anos 60 e 70, em pleno Estado Novo, negociou as adesão de Portugal à EFTA. Mais tarde, esteve também envolvido nas negociações de adesão à então CEE. De 1975 a 1980 foi governador do Banco de Portugal.


Esteve à frente das Finanças várias vezes, tanto nos governos provisórios como nos constitucionais. Antes tinha sido secretário de Estado das Finanças com Adelino da Palma Carlos, no I Governo provisório. No meio de tanta actividade, ainda teve tempo para ser deputado entre 1985 e 1987. Mais recentemente, foi presidente do conselho de administração do Montepio Geral, cargo que ocupou de 2004 a 2008. Quando saiu do banco de toda a gente terá recebido qualquer coisa como 500 mil euros.

Pois bem. Este economista, que sempre navegou nas águas socialistas e que no meio desta crise financeira e económica veio defender a baixa dos salários, foi agora nomeado administrador da EDP Renováveis. António Mexia, presidente da EDP, ex-ministro das Obras Públicas de Santana Lopes e grande amigo de Manuel Pinho e José Sócrates, só pode ter feito esta escolha condoído com as reformas miseráveis de Silva Lopes. Haja Mexia.

Por António Ribeiro Ferreira correioindiscreto@correiomanha.pt

Rap Hugo Chavez, Pino e Lino

sábado, 2 de maio de 2009

A TORTURA NÃO É ARTE NEM CULTURA


O regresso ao tempo das malas cheias de notas


Público, 01.05.2009, José Manuel Fernandes
As emendas à lei de financiamento dos partidos, cozinhadas quase em segredo por todos os partidos e aprovadas também por todos, são o retrato fiel da hipocrisia reinante

Quando foram conhecidas as conclusões da investigação do Ministério Público à forma como o antigo líder da bancada do PSD Duarte Lima tinha enriquecido, o dado mais chocante do inquérito - que foi arquivado - era ter-se verificado que o deputado social-democrata, que poucos rendimentos teria para além dos inerentes à sua função, tinha depositado centenas de milhares de contos (vários milhões de euros) em notas nas suas contas bancárias. Porquê? Porque depositar tais quantias de dinheiro não se justifica no tempo dos cheques e das transferências interbancárias, a não ser quando se pretende esconder a origem das notas. O "dinheiro vivo", ao contrário das outras formas de pagamento, não deixa rasto.
É certo que a memória do povo é curta, mas a dos deputados não devia ser e a dos jornalistas tem obrigação de não ser. Por isso há sempre uma campainha de alarme que toca na cabeça de quem se preocupa com a lisura de processos quando se fala em "dinheiro vivo". Quem disso duvide deve ler o texto de Luís Campos e Cunha nesta edição do PÚBLICO onde fica claro como a tonitroante campanha a favor de uma coisa que já existe - o acesso do fisco às contas bancárias dos cidadãos - por regra deixa de fora a verdadeira corrupção. Pois há sempre muitas formas de ocultar a origem do "dinheiro vivo".
É certo também que fui dos poucos a assistir a uma das audiências de um processo em que era réu por causa das notícias que este jornal deu sobre a Câmara de Felgueiras e que ouviu uma das testemunhas dizer, com a maior das naturalidades, que costumava receber os donativos para o PS local em maços de notas embrulhadas em papel de jornal que lhe entregavam no átrio dos Paços do Concelho.
Mesmo assim é incompreensível, é mesmo vergonhoso, a forma como, de forma dissimulada, sem discussão que se visse, com quase tudo a ser resolvido em reuniões fechadas à imprensa, a
Assembleia da República aprovou ontem a revisão do diploma sobre o financiamento dos partidos em termos tais que não só escancara as portas à corrupção, como cria inúmeros alçapões por onde podem escapar-se os que estiverem dispostos a abusar das regras.
Não se compreende que o limite ao financiamento em "dinheiro vivo" num dos países do mundo com uma melhor rede de terminais multibanco tenha sido aumentado 55 vezes. Não se compreende igualmente o alargamento às campanhas não presidenciais da possibilidade de donativos individuais, um mecanismo que permite receber grossas maquias e depois "doá-las" ao partido através de redes de militantes arregimentadas por um qualquer cacique. Isto só para dar dois exemplos mais gritantes.
As alterações são chocantes e representam um insulto aos cidadãos eleitores por permitirem que os partidos gastem muito mais em campanha em tempos de crise económica, como mostra a hipocrisia dos falsos moralistas, aqui com destaque para os campeões do comportamento angelical, o Bloco de Esquerda. É fantástico e revelador como, num momento como este, todos estão pateticamente de acordo e não entendem que possibilitar o regresso do tempo das "malas das notas" representa um tremendo retrocesso no que diz respeito à transparência das campanhas eleitorais e do financiamento dos partidos. Mas é também assim que se compreende como nunca foi possível fazer uma lei contra o enriquecimento ilícito. O resto são basófias.

Duas notas mais. Irresistíveis.
Diminuir o valor das multas que as empresas poluidoras têm de pagar invocando as dificuldades das pequenas e médias empresas é criminoso. Quem prevarica tem de continuar a pagar as multas que merece, que já nem eram elevadas. Porquê? Porque perdoar a quem prevarica é distorcer a concorrência e beneficiar as más pequenas e médias empresas que ficam em condições de fazer mais concorrência às que cumprem a lei. Para além de que, antes de abdicar da prevenção do ambiente, há dezenas de outras medidas que aliviaram os problemas de tesouraria do nosso tecido industrial. Mas ao optar por sacrificar o ambiente o nosso primeiro-ministro mostra como é diáfana a sua costela de ambientalista. Já não lhe bastavam os famosos PIN...
Em nome da coerência, o Bloco de Esquerda deverá apresentar em breve no único concelho onde elegeu um presidente da câmara, o de Salvaterra de Magos, uma proposta idêntica à que fez aprovar no concelho de Sintra, onde as touradas passaram a ser proibidas. Se não o fizer, volta a provar que, como aconteceu com a votação da lei de financiamento dos partidos, uma coisa são as suas lições de moral e outra a sua real prática. É pois necessário que Louçã diga rapidamente se vai ou não pregar contra o sofrimento dos touros para Salvaterra de Magos. Temos uma data para lhe sugerir: domingo 10 de Maio, altura da Festa do Melão, que terá como ponto alto o toureio de, citamos, "6 terroríficos touros 6" da "mais antiga ganadaria de Portugal". Era de homem.
[Recebido por e-mail]

4 - ANOS - 4

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

É bom recordar...

1 de Maio de 1974


Que tempos houve em Portugal que não se podia comemorar o "Dia do Trabalhador".

José Afonso - Cantigas do Maio



Eu fui ver a minha amada
Lá p'rós baixos dum jardim
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para se lembrar de mim

Eu fui ver o meu benzinho
Lá p'rós lados dum passal
Dei-lhe o meu lenço de linho
Que é do mais fino bragal

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus mo deu Ai Deus mo levou

Eu fui ver uma donzela
Numa barquinha a dormir
Dei-lhe uma colcha de seda
Para nela se cobrir

Eu fui ver uma solteira
Numa salinha a fiar
Dei-lhe uma rosa vermelha
Para de mim se encantar

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou

Eu fui ver a minha amada
Lá nos campos eu fui ver
Dei-lhe uma rosa encarnada
Para de mim se prender

Verdes prados, verdes campos
Onde está minha paixão
As andorinhas não param
Umas voltam outras não

Minha mãe quando eu morrer
Ai chore por quem muito amargou
Para então dizer ao mundo
Ai Deus me deu Ai Deus me levou