quarta-feira, 20 de maio de 2009

É óbvio que não




CM - 19 Maio 2009 - 09h00

Causas e Consequências

À ideia de que tudo se pode fazer na sombra, junta-se a convicção de que o País se habituou ao pior e se conforma com qualquer situação.


Num primeiro momento, a Procuradoria-Geral da República garantiu, através de um comunicado, que não existiam quaisquer pressões sobre os magistrados que investigam o Freeport. Uns parágrafos à frente, usando de uma lógica especialíssima, anunciava um inquérito sobre essas pressões que não existiam. O facto, embora tenha levantado sérias dúvidas nalguns espíritos mais conspirativos, não foi suficiente para que se abrisse um inquérito à Procuradoria. Para todos os efeitos, num país de pequenos e grandes favores, tolhido por recados enviesados e conversinhas de bastidores, é natural que a palavra pressão se preste aos mais improváveis equívocos: como explicou Lopes da Mota, presidente do Eurojust, antigo secretário de Estado do PS, parceiro de Governo de Sócrates e de Alberto Costa, o que uns chamam uma pressão é, no entender de outros, nomeadamente no seu, algo habitual entre amigos que não tem dimensão pública nem merece averiguações.

É verdade que, como o próprio admitiu, na altura, ele se desdobrou numa série de iniciativas "privadas". Falou com os procuradores que tutelam o caso Freeport, deu-lhes conta dos desejos do primeiro-ministro, encontrou-se várias vezes com o ministro da Justiça e desenvolveu umas teses sobre os benefícios que poderiam advir de um súbito arquivamento do processo. Mas, aparentemente, tudo isto lhe pareceu fazer parte das suas atribuições enquanto presidente de um organismo europeu que coordena as investigações sobre esse mesmo caso, que, como se sabe, envolve o nome do engº Sócrates.

Tudo isto, por si só, já seria mais do que suficiente para se considerar que o dr. Lopes da Mota não tinha condições para continuar a exercer o cargo para o qual tinha sido nomeado. Agora que o inquérito deu azo a um processo disciplinar que revela indícios fortes de que foram feitas pressões sobre os magistrados em causa por parte do presidente do Eurojust, a permanência do dr. Lopes da Mota em funções mostra apenas o grau de impunidade que se atingiu entre nós. À ideia de que tudo se pode fazer na sombra, ao abrigo de qualquer denúncia, junta-se a convicção de que o País se habituou ao pior e se conforma com qualquer situação. Ao ponto do dr. Arnaut, mandatário do candidato do PS às Europeias, se sentir no direito de acusar publicamente os procuradores que se sentiram pressionados de "delação", como se a Justiça fosse uma espécie de Máfia obrigada ao dever do silêncio e às regras do compadrio. Alguém, no PS, se sentiu obrigado a tirar as devidas consequências destas declarações? É óbvio que não!

Constança Cunha e Sá, Jornalista

Feira do Livro de Paço de Arcos


23 de Maio a 7 de Junho no Jardim Municipal.

Com a presença de Editores e Livreiros e actividades durante os dias de Feira

  • 23/5 Inauguração com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Paço de Arcos às 12.00
  • 24/5 Sessão de Autógrafos com o General Loureiro dos Santos às 16.00
  • 29/5 Concerto do Coro da Ermida às 21.00
  • 31/5 Actividades todo o dia dedicadas ao Dia Mundial da Criança (Ateliers de Olaria e Pintura, Leitura de contos, malabaristas, etc.) e conferencia sobre "Bulling! com a presença de uma psicóloga.
  • Com emissões em directo do local com a Rádio Miramar.

2009 – Algés – 16

O futuro Centro de Saúde

Este assunto está referido na pág 14 do "Oeiras Actual" do mês de Abril. Localiza-se na Rua Dr. Manuel Arriaga. Há tempos vieram delimitar a área com uma parede de lata que desagradou aos moradores contíguos por entenderem que ficavam desprotegidos a um fácil acesso às suas janelas. A imprensa local até fez notícia sobre o assunto. Diziam que esta parede seria para se afixar informação sobre o Centro de Saúde.



E… milagre… hoje dia 19 de Maio, a parede de lata está revestida de informação sobre a data de conclusão: 2010/2011. Convida-se a população e amigos a virem até cá ver o painel.




Em ano de eleições todos os gastos são justificados. Uma parede de lata, que entretanto já estava a servir para uns desenhos grafitados, mais o seu revestimento artístico de hoje. E amanhã, quem sabe, de novo embelezado com uns grafitis à maneira.


Pensamento: Alguém ficará cá para contar a história
Fotos: Maria Clotilde Moreira

terça-feira, 19 de maio de 2009

LISBOA DEBAIXO DA TERRA

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(Canal História)

As Galerias Romanas da Rua da Prata
http://www.youtube.com/watch?v=Ivs6km260Kk

A Sé de Lisboa
http://www.youtube.com/watch?v=quO0qXC8EFI&feature=related

O Aqueduto das Águas Livres
http://www.youtube.com/watch?v=fr2Et9XIvkI&feature=related

Bairro Estrela D'Ouro
http://www.youtube.com/watch?v=vbOW0meYjv4&feature=related

O Teatro Romano
http://www.youtube.com/watch?v=KgRO3C6lxkA&feature=related

Reservatório da Patriarcal
http://www.youtube.com/watch?v=l_INtKF8d1g&feature=related

Convento de Corpus Christi
http://www.youtube.com/watch?v=QMKvo0ZqGVQ&feature=related

Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros
http://www.youtube.com/watch?v=9XGps3kHVfE&feature=related

Padrão do Chão Salgado
http://www.youtube.com/watch?v=poyiROJFmM8&feature=related

A Muralha Fernandina
http://www.youtube.com/watch?v=9MCUTjKaFxw&feature=related

Os Moinhos de Vento
http://www.youtube.com/watch?v=PtDw4vK-qkI&feature=related

Estacionamento e Autoridade


Há pouco estacionamento em certas áreas deste Município de Oeiras, muita mais falta de civismo e autoridade não há nenhuma. Todos querem o carro bem pertinho de si, pondo em risco uma mobilidade segura principalmente nos centros mais antigos das nossas vilas.

Muitas garagens estão a ser utilizadas para outros fins e ninguém repõe a sua utilização; enchem-se os passeios com pilaretes e os automobilistas colocam os carros nas curvas ou em “2ª fila” ou em larguezas que são os únicos acessos em casos de emergência e ninguém corrige esta prática; há parques sub-aproveitados ou vazios (da Ribeira em Algés) e não se motivam os residentes nem se adequam os tarifários; há carros sem utilização que tiram lugar a outros, e até estacionam mesmo junto aos sinais que proíbem tal prática. E com “um deixa andar” que há pouca área para se estacionar o carro, tudo está a ser permitido.

Nunca mais há a coragem para se actuar. É preciso que várias entidades se juntem, façam um levantamento do que há e como se aproveitar, se sensibilize o cidadão para comportamentos cívicos, se fiscalize o cumprimento de boas práticas e por fim se apliquem multas. Talvez um dia seja realmente bom viver em Oeiras.

Foto: Maria Clotilde Moreira

Publicado hoje no Jornal de Oeiras – Correio do Leitor

PSD ainda não escolheu candidato para Oeiras


Público - 19.05.2009, José António Cerejo


Designação do candidato à presidência da câmara está nas mãos da direcção nacional do partido



Numa altura em que muitos candidatos às autárquicas do Outono já estão em pré-campanha, o PSD ainda não decidiu quem vai encabeçar a sua candidatura à Câmara de Oeiras, uma das mais importantes do país. O desentendimento entre as duas secções do concelho, Oeiras e Algés, acerca do candidato, levou na semana passada a Comissão Política Distrital de Lisboa a remeter a escolha para a Comissão Autárquica nacional.
Quem atravessar o concelho até pode pensar que os dados estão lançados e que a disputa eleitoral se vai desenrolar em volta de três nomes: Isaltino Morais, o actual autarca, a braços com o julgamento em que é acusado de corrupção, Marcos Perestrelo, pelo PS, e Pedro Simões, pelo PSD. Os outdoors e a propaganda dos dois últimos já estão na rua, mas a concretização da candidatura de Pedro Simões é tudo menos certa.
Apoiado apenas pela secção de Oeiras, o actual vereador, que aceitou no ano passado os pelouros oferecidos por Isaltino Morais, tem a oposição declarada dos seus correligionários de Algés. O diferendo tem origem não só no perfil de Pedro Simões, mas, sobretudo, na alegada proximidade que mantém com Isaltino e que é extensível a toda a liderança da secção.
Na quarta-feira passada, a presidente da secção de Algés, a deputada Helena Lopes da Costa, foi à reunião da distrital dizer que não apoiava Simões, mas também que tinha indicações de que a Comissão Autárquica nacional e a própria Manuela Ferreira Leite não aceitariam o seu nome. Perante este cenário, o presidente da distrital, Carlos Carreiras, fez votar uma moção que põe o nome de Pedro Simões à consideração da Comissão Autárquica. O texto, aprovado com 28 votos a favor, quatro contra e seis abstenções, foi apresentado por Alexandre Luz, presidente da secção de Oeiras e adjunto do vice-presidente de Isaltino na câmara, como sendo uma "recomendação" do nome do seu candidato. Carlos Carreiras disse, porém, ao PÚBLICO, que não é bem disso que se trata: "Fizemos uma moção a dar conta da situação - uma secção pronunciou-se a favor de um nome e a outra não - e perguntámos à Comissão Autárquica se está disponível para aceitar Pedro Simões, ou, caso contrário, que nos indique uma alternativa até ao fim do mês."
É essa decisão que falta agora para que todos os candidatos do PSD às câmaras do distrito de Lisboa sejam conhecidos. No resto dos municípios do país faltam ainda alguns nomes, mas Oeiras é de longe o mais importante pelo seu significado político.
Garantindo que "não acredita" que a direcção nacional aceite a candidatura de Pedro Simões, Helena Lopes da Costa diz que se isso acontecesse significaria que o PSD "abdicava de ganhar as eleições em Oeiras". Manuel Castro Almeida, presidente da Comisão Autárquica, excusou-se ontem a prestar quaisquer declarações sobre o assunto.

A Alegre prisão domiciliária...

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Pitecos

Verdade e consequência

Opinião






00h00m
1. Na entrevista que concedeu, no passado fim-de-semana, ao diário "Público" e à Rádio Renascença, Manuela Ferreira Leite apresentou-se com um novo "look": mais modernaça na indumentária, mais solta, menos rígida, com um discurso mais fluente, menos ríspida nas respostas. Bom sinal: a líder do PSD apreendeu com os tremendos erros de comunicação que os seus mais directos conselheiros lhe impingiram, propositadamente ou não, no início da empreitada.

Durante a conversa com os jornalistas Manuela Ferreira Leite deixou no ar uma pergunta de enorme relevância que passou praticamente despercebida. A dada altura, questionada sobre os investimentos anunciados pelo Governo para ultrapassar a crise, a líder social-democrata disse o seguinte (cito para evitar interpretações dúbias): "É estranho que o Governo tenha anunciado tantas medidas, tantos milhões que vão surgindo sem necessidade de fazer um orçamento rectificativo. O orçamento não estava preparado para este tipo de medidas, logo, se elas estão a surgir, quer dizer que não estão a sair do orçamento, se não ele tinha que ser corrigido. Portanto, são capazes de estar a sair da Segurança Social. Se for isso que está a acontecer, pode-se violar o princípio da relação de confiança com os cidadãos se não se lhes assegurar uma pensão na sua velhice. Tal seria dramático".

(Aconselho nova leitura da frase na íntegra para se perceber a gravidade da acusação.)

Portanto: Manuela Ferreira acha (ou, no mínimo, desconfia) que o Governo nos anda a enganar a todos e, simultaneamente, a hipotecar a reforma dos cidadãos portugueses. Que o Executivo de José Sócrates tenha deixado passar em claro tamanha pancada pode revelar uma de duas coisas: distracção (hipótese muito pouco credível) ou interesse em deixar que o vento leve, rapidamente e em força, as palavras de Manuela Ferreira Leite.

Convinha sabermos tudo o que há para saber sobre esta matéria. Porque das duas uma: ou o que Ferreira Leite diz é verdade e é grave, ou é mentira - e aí passamos a ter o direito de não dar grande crédito ao que diz a líder do PSD. Haja quem nos esclareça.

2. Rui Rio vai lançar por estes dias o cartaz da sua recandidatura à Câmara do Porto. Slogan : "Com os dois pés no Porto". A frase é boa. E má. Boa, porque mata dois coelhos de uma só cajadada: dá uma (merecida) bicada em Elisa Ferreira (a candidata do PS à autarquia também se candidata ao Parlamento Europeu) e afasta do eleitorado a ideia de que, se a vida correr mal a Manuela Ferreira Leite, Rio troca a Invicta por Lisboa. Má, porque obrigará a Rio a um gigante flique-flaque, caso o partido suspire em uníssono por si para suceder a Ferreira Leite.

SER SOLIDÁRIO


Hoje em dia todos sabemos que dar sangue não custa nada e para muitos faz já parte da rotina da sua vida.

Mas doar Medula Óssea? Também não doí. Tem um ritual um pouco mais complexo que se pode aprender em http://www.chsul.pt/. Muito resumidamente: primeiro temos de nos inscrever preenchendo um questionário sobre as nossas doenças, depois fazem uma recolha do sangue para determinar as nossas características e se tivermos condições para doar a medula ficam em registo os nossos dados.

Era bom que ninguém fosse chamado, pois seria sinal de não haver doentes à espera de um transplante. Mas se alguém precisar responderemos à chamada.

Informa-te, contacta, inscreve-te:


Local de recolha de sangue para estudo de compatibilidade de Medula Óssea

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA PORTUGAL
(dentro da cerca do Hospital Pulido Valente)
http://www.chsul.pt/
Email: lusotransplante@chsul.pt
Telf. +351 217 504 100
Fax. +351 217 504 101

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CEDACE
Segunda a quinta-feira das 8 às 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas


Dei sangue durante muitos anos (duas vezes por ano) mas pela minha idade, agora, nem sangue nem medula.
Mas ajudei este Centro durante uns tempos fazendo envelopes para enviar as circulares e os formulários quando ainda era no Campo Santana.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nenhuma gota de Chuva se julga culpada pela inundação


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A campanha eleitoral já começou.

Em ano de três eleições, pensar em Portugal tornou-se desagradável, desencantado, triste e perigoso. Criou-se entre os portugueses uma leve sensação, incómoda, que nada irá mudar. Estamos condenados a sermos medíocres, pobres, corruptos, megalómanos e fatalistas.

Os políticos, esses alvos da nossa desconfiança, vão-nos dando razões para alimentar essa sensação. Mas, também quem nos mandou delegar apenas neles o nosso destino?

O PS mostra-se como um poço de virtudes e um reservatório de homens honestos e bons sempre a pensar no melhor para Portugal, dedicados à causa pública e prontos a servir. Uma “ alegre” poesia tecida no interesses dos mesmos.

O PSD fala verdade a mentir, e quer ser alternância para que tudo fique na mesma usando os mesmos de sempre.

O CDS é PP, é Portas desde as feiras até aos submarinos.

O PCP mantêm - se igual a si próprio e fiel às suas cassetes.

O BE consegue o milagre de o Zé não fazer falta a não ser ao Costa.

E aquilo que vemos que nos deixa estupefactos, é que nesta crise que nos assola, com o desemprego a aumentar em flecha, nenhum deles quer efectivamente discutir Portugal as soluções, os caminhos e as éticas.

Prendem-se como sempre no “sound-byte” no cartaz propagandístico, como se o político fosse um sabonete. Prendem-se nas minudências colaterais e fúteis que na realidade só servem para manipular.
Porém, aquilo que nos é dado observar, cada vez mais, é a capacidade de os “políticos” se orientarem utilizando os cargos públicos como trampolim da sua ambição.

O Silva Lopes mesmo com 77 anos, sempre a pedir a baixa dos salários, junta agora às suas reformas e indemnização por sair de um Banco, a nomeação como administrador da EDP - Renováveis. Nós, pobres cidadãos de segunda juntamos a factura da electricidade mais cara da Europa.

O Vítor Constâncio mantém-se de pedra e cal mesmo sabendo que falhou nas funções de supervisão do sistema financeiro sendo principescamente bem pago. O trabalhador mais competente e zeloso é premiado com o desemprego e muitas vezes sem direito ao respectivo subsídio.

O Dias Loureiro continua impune como Conselheiro de Estado sendo que o PR diz que nada pode fazer. Claro que pode. Pode dizer que não confia nele. Ser claro transparente. Mas eles lá continuam a justificar o injustificável e todos nós a pagar a fraude do BPN. Mas não há dinheiro para alterar o cálculo do subsídio de Desemprego de modo abranger mais pessoas.

O caso “Freport” continua a corroer o Primeiro-ministro, o PS e o sistema Judicial. Quatro anos de inoperância da investigação tendo sido preciso uma polícia estrangeira alertar para o facto. Mas, o PM mantém a tese da cabala e arrasta a situação quando podia resolver em três dias o assunto dando luz verde às suas contas bancárias e dizendo “quem não deve não teme”.

A imoralidade da unanimidade do acordo que os deputados conseguiram em relação ao valor do financiamento dos partidos com dinheiro vivo, é absolutamente pornográfica. Quando toca ao vil metal a dialéctica torna-se unânime e o consenso um bem democrático.

Mas, os nossos pequeninos partidos, cheios de políticos pequeninos, acham que política é esgrimir frases publicitárias sonantes e isso basta para serem eleitos. Foi o bastante no passado... Porque carga de água se há-de mudar, pensará o mais inocente?

Pois pensem que devemos mudar porque em 35 anos de democracia apenas nos foi devolvido a hipocrisia, a mediocridade, a dissimulação e o aumento da pobreza. Esperança passou a ser apenas uma palavra vã em desuso, honestidade um comportamento disfuncional e a integridade uma excentricidade.
Devemos mudar porque este vosso comportamento é insustentável.

E quem de vós nos devolve a esperança?

Quem de vós nos devolve a capacidade de acreditar e contribuir para um projecto? Nenhum de vós, por mais duro que seja reconhecer esta afirmação aos olhos dos fundamentalistas partidários.

Está na altura de perceberem que se vos acabou a impunidade e a imunidade.

Nós habitamos o mundo e o mundo é a nossa tarefa. Recusamos que a solidariedade fique circunscrita às poeiras da memória, os sonhos restritos a bens de consumo e os afectos aquecidos no micro-ondas.

E sabem que mais, devolve-me a esperança acreditar que nas nossas mãos está o nosso futuro. Se não houver futuro, se não tivermos futuro, seremos como dizia o outro, "cadáveres adiados que procriam". Nós precisamos do futuro como do ar que respiramos. Transforma-se o mundo em nós e fora de nós. E nesta mudança dos tempos e das vontades temos de participar.

Não podemos participar apenas através do voto de 4 em 4 anos e/ou da militância partidária. A nossa cidadania pode-se exprimir de muitas formas independente da vossa oligarquia politico-partidária incontrolável.


"Às vezes lavando as mãos sujamos a consciência ".

Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades


Santana Castilho arrasa Ministra da Educação: "a senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina"


Santana Castilho arrasa as políticas educativas do Governo. Neste artigo, publicado no Público a 13.5.2009 (clique em cima da imagem para ler), Santana Castilho arrasa, ponto por ponto, todas as bandeiras do Governo na área da Educação. A herança que Maria de Lurdes Rodrigues deixa é uma escola pior do que a que encontrou em 2005.

A ministra falhou com o sistema de avaliação dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto da carreira docente. Falhou quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com os problemas de indisciplina. Falhou quando defendeu uma sociedade em que os pais não têm tempo para estar com os filhos. Falhou quando promoveu a escola que não ensina. Falhou quando permitiu que as crianças fossem usadas em actividades de propaganda política.

(Recebido por e-mail)

Vital para o PSD

Opinião


18 Maio 2009 - 09h00 – Correio da Manhã
Estado do Sítio

Pelo andar da carruagem é caso para dizer que o candidato do senhor presidente do Conselho nem à estalada vai lá.





O doutor que o senhor presidente do Conselho escolheu para cabeça-de-lista do PS às Europeias é um dos trunfos mais importantes de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as eleições de 7 de Junho. É evidente que Paulo Rangel, candidato social-democrata, está a surpreender muita alma deste sítio cada vez mais mal frequentado que andou semanas a atirar nomes para o ar e a zurzir a liderança do PSD por um suposto atraso na divulgação da lista às Europeias.
Mas nada se compara com o extraordinário desempenho de Vital Moreira, um homem de Coimbra, inteligente, esperto quanto baste, apoiante ferveroso das políticas do senhor presidente do Conselho, que lhe deu o merecido prémio de ir para Bruxelas cinco anos e lhe pagou com o dinheiro do Estado uma inédita promoção do livro "Nós, Europeus", que teve direito a cartazes por todas as terras do sítio. O candidato do PS entrou nesta campanha cheio de si próprio, com o ego ao mais alto nível e nem por um minuto imaginou que não seria a sua excelsa figura a definir a agenda e a estratégia para esta corrida eleitoral.
Enganou-se redondamente. Queria discutir assuntos europeus e deixar as minudências nacionais para os pobres de espírito e logo o chefe lhe saltou ao caminho a dizer que as políticas do Governo iam obviamente a julgamento. Atirou-se a Durão Barroso, esse perigoso neoliberal da vergonhosa cimeira das Lajes, e logo o chefe lhe saltou ao caminho a dizer que o PS está incondicionalmente ao lado de José Manuel porque sim e porque é português. Queria a suspensão de Lopes da Mota, o homem do Eurojust que andou a invocar o nome do senhor presidente do Conselho e do ministro da Justiça nas conversas com os procuradores do caso Freeport, e logo veio o antigo ministro do Ambiente dizer que não senhor, o suspeito de pressões sobre a investigação ficaria no lugar até ao fim do processo disciplinar.
Enfim, Vital Moreira participa em sessões de propaganda e quando começa a discursar uma boa parte do rebanho socialista vai à sua vidinha porque está farto de baboseiras e manifestamente não gosta do doutor de Coimbra. Vital Moreira é esperto e inteligente. Mas ainda não percebeu que foi escolhido pelo senhor presidente do Conselho para servir de carne para canhão e levar com as culpas no caso de uma derrota eleitoral. E pelo andar da carruagem é caso para dizer que o candidato do senhor presidente do Conselho nem à estalada vai lá. E é vital para o PSD ganhar as eleições.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista

ENCONTROS COM ARTE em LINDA-A-VELHA

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6 a 20 de Junho 2009
CASA ALEXANDRE DE GUSMÃO
Largo do Mercado
Linda-a-Velha

Alegria no trabalho

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01h02m
O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal.

Notícia é continuar a fazê-lo, ante a mandarínica indiferença do Ministério da "Educação". Agora deu-lhe para o lirismo metafísico, num e-mail de agradecimento às escolas pelo seu "apoio" (pelos vistos está convencida de que tem o apoio das escolas): "Faz hoje 4 Anos./ Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas./ Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem./ Contudo há algo que o tempo tem os limites certos".

É verdade que momentos, ou "algo que o tempo tem os limites certos", de boa disposição como os que provoca a correspondência da directora regional são importantes em dias de tensão como os que hoje se vivem nas escolas.

Talvez, quem sabe?, seja esse louvável objectivo que move Margarida Moreira: pôr as escolas a rir.

Alegados crimes e alegados inocentes

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00h35m
Um líder europeu disse-me que no passado a justiça em Portugal tinha a fama de ser lenta mas séria e que agora continua lenta, mas perdeu a imagem de seriedade.

As razões são muitas. O infame caso da Casa Pia mantém-se sem conclusão num processo que atesta a falência de todas as fases do sistema de justiça, da investigação ao julgamento.

A imagem no estrangeiro deste clássico da pedofilia é a dos poderosos portugueses que iam aliviar medonhos ímpetos sexuais em asilos do Estado e que continuam protegidos pelas delongas do sistema de justiça com intermináveis julgamentos e intermináveis recursos. Há mais. Os McCann estabeleceram, com a argúcia de uma máquina de relações públicas, uma ligação entre uma suposta propensão portuguesa para a pedofilia e o desaparecimento da filha num enredo extraordinário que envolve túneis na Praia da Luz, por onde a menina poderia ter sido levada sabe-se lá para onde, sabe-se lá por quem. Inverosímil esta urdidura? Nem por isso. Decorre directamente da incompetência com que o caso Maddie foi conduzido desde o princípio, e da insensibilidade bruta das autoridades em geral quando as transmissões em directo em várias línguas saíam da Praia da Luz, 24 horas por dia, levando ao Mundo uma imagem de ineficácia e bandalheira, entre almoçaradas bem regadas (que nas horas de serviço da Polícia são crime no Reino Unido), arguições injustificadas e perícias insuficientes.

Tudo isto constitui um study-case do que não deve ser feito numa investigação com aquele grau de melindre internacional, afectando uma indústria crítica para a economia do país. O deserto turístico em que se tornou a Praia da Luz atesta que estes erros se pagam. O golpe de misericórdia na imagem da justiça nacional vem agora com Lopes da Mota e a sua obstinação em manter-se no Eurojust, enquanto pesam sobre si gravíssimas suspeitas que ferem a essência da independência judicial e arrastam no processo o chefe de Governo e o ministro da Justiça. Este é também um study-case de nervo e desprezo pelos interesses nacionais. O Eurojust é um organismo da União Europeia que nas rotatividades comunitárias coube a Portugal presidir. O que lá se passa é directamente transmitido aos 27 estados que entre si lidam com crimes como a pedofilia, raptos de crianças, fraudes bancárias internacionais e corrupção. Para mal da auto-estima lusitana, para cada uma destas tipificações Portugal tem um contributo actual a despacho no Eurojust, com a agravante do nosso compatriota presidente estar alegadamente envolvido numa situação de alegada corrupção que alegadamente envolve dinheiro estrangeiro.

Por isso, para os seus pares no Eurojust, a esta hora certamente conhecedores das alegadas irregularidades e alegadas manipulações do sistema judicial, Lopes da Mota aparece, quanto muito, como um alegado inocente, aval insuficiente para representar a honorabilidade e ética de um Estado num organismo internacional que tem por missão assegurar a defesa colectiva desses mesmos valores.

A declaração de Cândida Almeida de que no lugar de Lopes da Mota também não se demitia não ajuda nada. É que se isto é cultura que se entranhou no Ministério Público, é bom recordar-lhes que por insensibilidade para as realidades terrenas o Marquês de Pombal, no século XVIII, expulsou os Jesuítas do chamado Noviciato da Cotovia, o esplêndido complexo de quintas e palácios onde hoje funciona a Procuradoria-Geral da República.

CASCAIS - Museus 18 de Maio


Leia o Programa no blog da Agenda Cultural de Cascais aqui

Da escola antiga à escola moderna

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domingo, 17 de maio de 2009

Se precisa de impressos, não os compre!


Para os que não conhecem, existe um site


http://www.irn.mj.pt/IRN/sections/irn/legislacao/impressos


onde é possível consultar e imprimir os vários impressos necessários para registos, alterações, etc, relativos a BI, registos Prediais, registo Automóvel, etc.

Ou seja, em vez de nos dirigirmos propositadamente às Finanças, Notários, Cartórios, etc., e ficar em filas para comprar os respectivos impressos, preenchê-los ou pagar exorbitâncias para os serviços o preencherem, quando podemos ser nós a fazê-lo. Com esta facilidade poupamos tempo e dinheiro.

CONCERTO "EPHEDRA"

Clique na imagem para ampliar

Fulgencio Batista y Zaldívar

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"Batista não destruiu Cuba; destruiu a Constituição. Nunca Cuba esteve tão bem economicamente como no tempo de Batista porque Batista era um ladrão. Para roubar é preciso fazer obra e Batista fez obra."
Mirian Gomez
(Viúva de Cabrera Infante)

Na sic notícias hoje de manhã

sábado, 16 de maio de 2009

Câmara entra com 130 mil euros e encomenda ainda monumento

OEIRAS FINANCIA GALA DO COMITÉ OLÍMPICO PARA MIL CONVIDADOS

Convites terão de mencionar referência ao presidente da câmara, como co-anfitrião da gala, mas há quem ache gastos excessivos


16.05.2009, Luís Filipe Sebastião

A Câmara Municipal de Oeiras aprovou uma comparticipação de 130 mil euros para a realização de um jantar, a realizar no concelho, de comemoração do centenário do Comité Olímpico de Portugal (COP). O PSD entende que os gastos não se justificam, apesar das restantes forças políticas considerarem que se trata de "um evento" vantajoso para o município.

O COP está a comemorar 100 anos. Em Março, o reconduzido presidente do organismo, Vicente Moura, na tomada de posse para o mandato 2009--2012, antecipava que o centenário do 13.º comité olímpico mais antigo do mundo decorrerá "em paralelo com a realização, em Lisboa, da assembleia geral dos Comités Olímpicos Europeus", que "culminará numa gala em Oeiras, reunindo cerca de um milhar de convidados, contando com as maiores figuras olímpicas, o presidente máximo do organismo e os altos dignitários do Estado".

A Câmara Municipal de Oeiras só na quarta-feira, na reunião do executivo, analisou uma proposta do vereador do Desporto, Paulo Vistas, eleito pelo movimento Isaltino - Oeiras Mais à Frente (Iomaf), de um protocolo a celebrar com o Comité Olímpico de Portugal. Na minuta do documento salienta-se que, atendendo ao centenário do organismo e também à celebração dos 250 anos da fundação do concelho, "a coincidência de datas e a preferência demonstrada pelo COP no município de Oeiras para a realização de um jantar comemorativo da efeméride" são "razões suficientes" para apoiar, com 130 mil euros, ceder os jardins do Palácio do Marquês e prestar outro apoio logístico ao jantar, que está previsto para 27 de Novembro próximo.O município disponibilizará os jardins do palácio, entre 16 de Novembro e 4 de Dezembro, assegurando o fornecimento de electricidade, água e saneamento, limpeza do espaço, pagamento de direitos de autor e isenção de taxas municipais. Em troca, o COP compromete-se a incluir o município na divulgação do evento, garantindo também a "inclusão da referência ao exmo. senhor presidente da câmara enquanto entidade co-anfitriã nos convites a emitir" e à reserva de 25 convites para a autarquia, lê-se na minuta do protocolo aprovado na reunião camarária.

Outras prioridades

A proposta foi aprovada com votos favoráveis de Iomaf, PS e CDU (posteriormente alterado para voto contra) e contra do PSD. "Havendo famílias com carências graves no concelho e no país, não se justifica gastar 130 mil euros, mais a logística, num jantar", afirma o vereador social-democrata José Eduardo Costa. A crítica, diz, "nada tem contra o COP", apenas com o destino de tal montante: "Podíamos perceber se fosse para apoio à formação de atletas olímpicos, mas para um jantar é injustificável".

"Não é apenas um jantar ou um mero serviço de catering. Estamos a falar nos 100 anos do COP", contrapõe Paulo Vistas. O também vice-presidente da câmara argumenta que o evento, pelas personalidades presentes, tem de possuir "alguma dignidade" e não se esgota na refeição. Está previsto um momento de animação cultural, "com uma figura do fado".

O autarca sublinha que Oeiras "é dos concelhos que contribuem com mais atletas para a competição olímpica", razão que o levou a deslocar-se aos Jogos Olímpicos de Pequim, acompanhado pelo chefe da Divisão de Desporto, a expensas da câmara. A autarquia vai também encomendar a um artista um monumento ao COP, "até 500 mil euros".

"É um evento, que não se pode comparar só a um jantar, do bacalhau com as batatas e o vinho, e que também não podemos confundir com o apoio a atletas e aos clubes", considera o vereador do Turismo, Carlos Oliveira (PS), justificando o investimento com "a ligação de Oeiras" ao movimento olímpico e com "a projecção" do concelho. O vereador da CDU, Amílcar Campos, votou a favor, mas posteriormente alterou o seu sentido de voto, justificando que o assunto não foi agendado com o tempo necessário para ser devidamente analisado.
O presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Vicente Moura, explica que a iniciativa "não é um jantar qualquer". Em Oeiras vão estar presentes mais de 800 convidados, dos quais meia centena serão participantes da assembleia geral dos comités olímpicos europeus, que pela ocasião se irão reunir em Lisboa, e outros dirigentes de comités olímpicos da lusofonia, oriundos de África, Ásia e América do Sul. O presidente do Comité Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge, e o Presidente da República, Cavaco Silva, também deverão comparecer à gala do Comité Olímpico de Portugal (COP), bem como diversos atletas de alta competição. Vicente Moura mostra-se satisfeito por Oeiras se ter associado às comemorações do centenário do COP e nota que a verba para a gala "é apenas uma pequena parte das grandes necessidades financeiras para levar a cabo as diversas iniciativas previstas para este ano". Os segundos Jogos da Lusofonia, em Julho, são disso um exemplo. Por isso, remata o presidente do COP, "andamos à procura de mais apoios".


E na notícia que saiu hoje no jornal "Público - Local ", e aqui reproduzida na íntegra, ainda temos a seguinte caixa:

ver notícia

IOMAF - Serviços Turísticos Lda

"Fica tudo praticamente pronto até Setembro deste ano", garantiu ao DN o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, referindo-se aos projectos em curso para requalificação e legalização das dez áreas urbanas de génese ilegal (AUGI) do seu concelho, que envolvem investimentos na ordem dos dois milhões de euros e cerca de quatro mil pessoas. "Ainda vai a tempo das eleições", gracejou, esboçando um largo sorriso.


Durante a manhã de ontem, o autarca parecia um autêntico guia turístico, a bordo de um autocarro cheio de elementos da câmara e jornalistas. Explicava que "à esquerda fica a parte já requalificada do Bairro da Laje e à direita ainda é preciso demolir umas casas para criar arruamentos e outras infra-estruturas".

Questionado pelo DN sobre a situação em que os moradores dessas casas vão ficar, Isaltino Morais esclareceu: "Vamos construir habitações mais acima para realojar as pessoas. É que aqueles espaços têm de ficar mesmo livres para essas infra-estruturas. Isto está a correr de forma pacífica."

Fez uma breve visita pela tal parte esquerda do bairro e, de facto, o resultado condiz com a descrição apresentada pelo autarca: "Isto ficou muito bonito, com uma zona de lazer, que
parece uma sala de estar, com mesas e cadeiras por baixo de uma ponte, à beira de uma ribeira que até já tem enguias e patos. E há dez anos só havia aqui água suja."

Mais adiante, vai indicando "a Casa das Letras, inaugurada o ano passado, onde antes havia uma pedreira. Fez-se também um parque com jardim, anfiteatro e campo de futebol".
Quando passou junto da escola local, as crianças correram para o gradeamento e fizeram uma autêntica festa à comitiva com o presidente da câmara. Isaltino gostou, conversou com a miudagem, agradeceu e despediu-se.

Nos bairros que visitou, o autarca parecia já estar em campanha autárquica, cumprimentando efusivamente os munícipes.
Já no Casal da Choca, referiu que "é a maior AUGI do concelho, junto do Bairro dos Navegadores, que é o mais problemático. Só tem uma estrada e estão a ser construídos mais acessos que circundam o bairro". Mas frisou que o Ministério da Administração Interna refere que "Oeiras é o concelho mais seguro da área metropolitana de Lisboa".

Também "vai nascer aqui um supermercado e a câmara vai criar um lar para a terceira idade", anunciou. Quando viu um monte de ferro-velho no meio de um terreno, o autarca salientou que "o concelho de Oeiras tinha 20 sucateiros e agora só resta um".

As obras de requalificação envolvem dez AUGI, incluindo o Bairro da Laje, Casal da Choca, Leceia e Pedreira Italiana, numa área de 358 hectares com 881 construções. Os trabalhos implicam a construção de arruamentos, saneamento básico e outras infra-estruturas socioculturais e recreativas, desportivas e espaços verdes.

"Outras câmaras dão apoios para as associações de moradores requalificarem as AUGI, mas depois aquilo nunca mais se resolve como deve ser. Por isso, preferimos ser nós próprios a fazê-lo", explicou, enquanto conduzia as visitas a Leião, Leceia e Pedreira Italiana.

Já no final desta excursão, o autarca confessou que "pouca gente acreditava que seria possível transformar estas áreas".

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Abandono da Recolha Selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos pelo Sistema Porta-a-Porta no Concelho de Oeiras


2009/5/15 João Salgueiro <noreply-comment@blogger.com>

João Salgueiro deixou um novo comentário na sua mensagem "Abandono da Recolha Selectiva de Resíduos Sólidos ...":

Os meus parabéns ao OL por mais um aniversário e os meus agradecimentos pela divulgação, mais uma vez, deste problema.


E para que não hajam dúvidas sobre o que se planeia para o nosso concelho vai estar disponivel no site http://sites.google.com/site/ilhastoxicas/, a acta da reunião pública da CMO do dia 22 de Abril onde o tema foi discutido.

A questão financeira está subjacente. E para esta gestão só isso interessa.

Lançam a poeira (neste caso CO2...) como se estivessem a falar com papalvos.

Como se alguém ignorasse que as contribuições via factura do SMAS representam perto de 50% em taxas municipais (resíduos) e impostos.

Como se alguém ignorasse que todo os anos saem da torneira do SMAS 5.000.000€ para a CMO.

Poupem-nos !

As Ilhas Ecológicas custam (nos) cerca de 20.000€ e estão projectadas para servir cerca de 250/300 pessoas. Acabando a recolha selectiva porta-a-porta vão ter de adquirir um número astronómico de IE para servir todo o concelho. E ainda novos veículos para servir sistema. Mais custos.

A CMO adquiriu UM veículo à Tratolixo por 96.000€ (ver Acta da Reunião pública de Janeiro/09) e este valor unitário poderá dar uma ideia do que vão ter de gastar dos nossos recursos.

Só posso especular sobre o que isto nos vai custar no futuro, mas a factura do SMAS trará a "boa nova" mais cedo ou mais tarde A todos nós.

Em conclusão, nada faz sentido !

A gestão da CMO ou está pejada de incompetentes ou andam desorientados com a ideia de em breve terem de tomar o seu rumo: DESEMPREGO !

Assumo. Votei nas últimas eleições - iludido como tantos outros - com o "segue caminhos tortuosos mas... tem obra à vista".

Chega de tretas !

Por um voto se ganha, POR UM VOTO SE PERDE.

Contem com a minha colaboração!
João Salgueiro


Leia mais e assine a petição aqui

Dia Internacional dos Museus 2009

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FIM DE SEMANA DE 16 E 17 DE MAIO NA FÁBRICA DA PÓLVORA DE BARCARENA

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Lagoa dos Salgados - Parte II




Veja a 1ª parte aqui

Tertúlia Virtual - Maio 2009

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As 5 coisas a levar para passar 10 anos numa pequena ilha deserta no Pacífico

Gostaria de levar a Família e os Amigos mas penso que tal atitude - privá-los do Mundo - seria muito perto de um castigo. Por isso levaria:


  1. Resmas de papel, lápis e marcadores vários e os meus escritos e os meus recortes para os pôr em ordem e sobre eles escrever.


  2. sementes de batatas e de legumes e um manual (talvez a Horta do Thomé) para saber como plantar


  3. ovos chocados de galinhas e um manual como tratar de animais


  4. roupas/calçado


  5. manual de sobrevivência



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Abandono da Recolha Selectiva de Resíduos Sólidos Urbanos pelo Sistema Porta-a-Porta no Concelho de Oeiras


Apesar de todos os estudos existentes, da contestação dos moradores e munícipes, a Câmara Municipal de Oeiras prepara a progressiva implementação por todo o concelho dum sistema de recolha de lixo em eco-pontos, abandonando a tão elogiada recolha porta-a-porta.

Não compreendemos esta posição. É sabido que o sistema que temos no nosso bairro e em tantos outros espalhados pelo concelho, não sendo perfeito (por que não existem) é o que revela mais vantagens por revelar ser:


  • mais económico

  • mais eficiente na quantidade de resíduos recicláveis, destacando-se significamente dos outros métodos

  • o que mais protege o ambiente

  • o que mais envolve os cidadãos


Nenhuma das razões apresentadas pela CMO é reconhecida nos estudos publicados sobre a matéria, sejam eles nacionais ou internacionais.

Este problema não é apenas um problema local. É municipal porque se anuncia a sua implementação em todo o concelho (excepto zonas de moradias) e intermunicipal porque a CMO tem acordos sobre este tema com as câmaras de Sintra e Cascais.

Caro munícipe e cidadão, não se conforme. Como sempre, é com isso que contam. Com o nosso silêncio e alheamento.

Vá a www.peticao.com.pt/recolha-de-rsu


Exija respeito e reclame assinando esta petição.



Iremos proceder à sua entrega ao Presidente da Câmara de Oeiras e ao Presidente da Assembleia da República.


P/Signatários


João Salgueiro



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Museu do Fado - Lisboa

Visitas Guiadas










Visitas Guiadas
Visitas Cantadas


Maio e Junho: Sáb e Dom: 16h30

Numa iniciativa associada às Festas de Lisboa 2009, o Museu do Fado promove até ao final do mês de Junho Visitas Cantadas à exposição permanente. Ao visitar o circuito museológico, o público é surpreendido pela actuação de um fadista. O Museu do Fado narra a história desta canção de Lisboa desde o século XIX até aos nossos dias – ilustrada pelo vasto espólio de fotografias, cartazes, instrumentos musicais, trajes e adereços, troféus, carteiras profissionais e obras de arte – bem como os seus fenómenos de mediatização: produção discográfica, teatro de revista, rádio, imprensa, cinema e televisão.

Informações Úteis: Marcação Prévia


Museu do Fado

Endereço: Edifício do Recinto da Praia, Largo do Chafariz de Dentro, 1
1100-139 Lisboa
Horários: Todos os dias: 10h - 13h/14h - 18h
Telefone: 218 823 470
Fax: 218 823 478
Internet: www.egeac.pt
E-Mail: museudofado@egeac.pt
Acessos: Autocarros: 9, 25-A, 28, 35, 39, 46, 59, 90, 107, 206, 216

Cansados

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14 Maio 2009 - 09h00
Da vida real

Greves, despedimentos, desemprego. Processos judiciais contra gestores que ontem eram apontados e referenciados como exemplos de sucesso. Notícias de burlas e corrupção. Os mercados em rally. As entidades de supervisão em causa. O anúncio de alteração de leis penais sob o efeito de casos concretos (outra vez).

A Bela Vista a arder na fogueira de ausência de políticas de acolhimento e integração. Indícios de pressões sobre magistrados confirmadas pela instauração de um processo disciplinar. O silêncio do ministro da Justiça e personalidades com responsabilidades envolvidas em nebulosas. A linguagem que acompanha estas questões está ao nível das mesmas.

O que se passa connosco é dramático, porque o problema não se limita ao económico, o que por si sempre seria muito grave: o bloqueio, o descrédito e a falência institucionais cada vez mais se assemelham a muros que o cidadão não consegue transpor. É difícil resolver o mais pequeno problema no Portugal disfuncional de hoje e o País vai-se rendendo a um fatalismo tal que mais se assemelha a coma colectivo. Como se o futuro fosse uma circunferência fechada a cadeado e todos estivéssemos muito cansados desta ausência de perspectivas aliada a dificuldades constantes; tão cansados que não conseguimos reagir. Há um para quê quando se vê tanta impunidade por tanto lado.

Mas não é impossível reestruturarmo-nos numa lógica de aceitação de menos dinheiro, mais solidariedade e maior solidez no nosso desenvolvimento, com mais tolerância que é sempre difícil de pedir em concreto e sobretudo em situações de crise.

Que capacidade para nos reinventarmos vamos nós ter? Passa necessariamente por um debate alargado sobre o humanismo, para que se não repitam as desgraças e os horrores que normalmente surgem em época de depressões. Há pedagogia a fazer.

O Ocidente deixou de ter o monopólio de um modelo de desenvolvimento económico que exportou, mas, no preciso momento em que ele entra em contracção, não pode perder a bandeira de defesa dos direitos, liberdades e garantias, do humanismo que lhe permitiu viver mais de meio século em paz. Mas isso implica resistência a tentações imediatas de encontrar bodes expiatórios e a consciência de uma reserva que retome princípios que foram sendo sacrificados. Não podemos dar-nos ao luxo de estar cansados. Há que reagir. Todos os dias, mas também nas eleições. Comecemos pela Europa. A sério.

Recentrar a questão do Bloco Central

Opinião








Quinta-feira, 14 de Mai de 2009 – Visão


A ideia de que o Bloco Central é uma solução sensata, por oposição às propostas irrealizáveis dos partidos dos extremos, dá vontade de rir: pois, pois, o comunismo é utópico, mas a coabitação leal e pacífica de Sócrates e Ferreira Leite é simples bom senso. Está bem. Contem-me outra

Desejar um governo de Bloco Central é como ser do Benfica e do Sporting. Trata-se de uma aberração política que merece, evidentemente, o mais profundo desdém. Ou, no caso da comunicação social, a mais elevada atenção, mesmo que a proposta não passe de uma fantasia que ninguém leva especialmente a sério. O destaque que os media têm dado à hipótese de constituição do Bloco Central é o equivalente jornalístico da actividade daqueles cães que correm um quilómetro seguido a ladrar a um pneu. É possível, no entanto, que os cães se atirem às rodas com um pouco mais de argúcia. O que acabo de expor é uma das razões que me levam a pretender recentrar a questão do Bloco Central. A outra razão é o encanto que reside no acto de recentrar. Já se recentrou mais na política portuguesa. Recentravam-se, sobretudo, debates. Em determinado ponto de uma discussão, um dos intervenientes manifestava a intenção de recentrar o debate. Essa atitude dizia tanto sobre o debate como sobre o interveniente: sobre o debate, mostrava que, devido à acção dos outros participantes, se tinha descentrado; sobre o interveniente recentrador, revelava que tinha não só o discernimento de perceber a descentralização actual do debate, como a capacidade de o recentrar devidamente. A recentralização do problema do Bloco Central passa pela explicação da impossibilidade do Bloco Central. Uma tarefa, apesar de tudo, fácil: o leitor que conte os casos de militantes que trocaram o PCP pelo PS, e de militantes do CDS que se juntaram ao PSD. São inúmeros. Mas são muito mais raros aqueles que trocaram o PSD pelo PS e vice-versa: de facto, são os partidos mais distantes um do outro, justamente porque acabam por estar no mesmo sítio. Não faz sentido trocar um pelo outro. É como trocar o nosso carro por um exactamente igual, com o mesmo número de quilómetros e o mesmo barulho na panela de escape. É evidente que aquela gente não se pode ver. Eles têm exactamente a mesma visão do País e as mesmas soluções. A razão pela qual uns são poder e os outros oposição é realmente incompreensível, e eles revezam-se a invejarem-se e a lamentar a própria sorte.
A ideia de que o Bloco Central é uma solução sensata, por oposição às propostas irrealizáveis dos partidos dos extremos, dá vontade de rir: pois, pois, o comunismo é utópico, mas a coabitação leal e pacífica de Sócrates e Ferreira Leite é simples bom senso. Está bem. Contem-me outra. Mais depressa faz sentido, portanto, um governo de Bloco Lateral. PCP e CDS unidos num executivo coeso, que pugnasse pelas melhores condições para os trabalhadores e também pelo máximo de direitos para os patrões. Ora aqui está uma ideia com valor. Vejam como, escassos minutos depois de recentrar o problema, a solução se apresenta.

Noite e dia dos Museus - Museu Nacional do Azulejo

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HOLOCAUSTO NA LAGOA DOS SALGADOS

Pontos de Vista por Jorge Miranda




REGRESSO


Em 30 de Abril de 1993, comemorou-se a exacta passagem do primeiro centenário da Imprensa oeirense. Naquele dia de há cem anos nascia a Gazeta d’Oeiras – o primeiro órgão de comunicação social sediado no concelho. Então, no quadro das festividades que a câmara organizou, foi decidido institucionalizar o Dia da Imprensa Regional de Oeiras, a celebrar nessa data, e, na sua sequência, desde 1998, criar o Prémio Municipal de Imprensa “Gazeta d’Oeiras”, que, mercê de se terem associado à iniciativa as empresas Tagus Park e Nestlé, integrava a atribuição anual de três galardões.
Era objectivo deste prémio não só evocar aquela data histórica mas também demonstrar o apreço da autarquia pela imprensa local. Mas, simultaneamente, visava servir de estímulo ao seu desenvolvimento e de incentivo ao tratamento de questões locais, bem como o seu destaque noticioso.
Inopinadamente e sem qualquer explicação, em 2007 a câmara deixou de promover o Dia da Imprensa Regional de Oeiras e o Prémio “Gazeta d’Oeiras”. Na oportunidade e nesta coluna, lamentámos a decisão da autarquia.
Agora, dois anos depois, a câmara anunciou o relançamento do prémio, segundo novo figurino. Haverá dois prémios – nacional e regional –, cabendo a cada o montante de 7 500 €, mas o tema de abordagem terá de se restringir aos 250 anos do concelho, cuja comemoração decorre até ao final do ano. Assim, os trabalhos concorrentes terão de ser entregues até 31 de Dezembro próximo.
Pelo anterior regulamento, não havia qualquer limitação temática. Neste âmbito, a única condição determinava que a matéria se reportasse ao concelho de Oeiras, o que nos parece certo.
No futuro – se tiver continuidade –, será o modelo de fixação de tema que prevalecerá? No presente, dada a especial comemoração que mobiliza a actividade da autarquia, ainda nos parece admissível, mas, quanto a edições posteriores, já colocamos sérias reservas, por entendermos que cerceia a liberdade de escolha, de análise e de crítica. O Concelho enriquece-se com a livre opção temática e a opinião pública também.
Não está claro, para nós, se o Prémio “Gazeta d’Oeiras” foi restabelecido exclusivamente no quadro do programa da comemoração dos 250 anos da autonomia de Oeiras. Eis a questão: regressou com carácter definitivo ou pontual?

Jorge Miranda



Os nossos agradecimentos ao Autor e ao Jornal da Costa do Sol pela cedência do artigo e ao Boletim Municipal pelo uso da foto.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O OL hoje é "canininho"


 PARABÉNS A TODOS!

Ocas ocas de beijocas .... E TCHIM TCHIM ...

TRIBUNAL DA BOA HORA

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(166 Anos de História)

Autárquicas - PSD já tem candidato a Amadora


Roque da Cunha, que pertenceu à direcção de Marques Mendes, era dado como candidato em Oeiras, mas hoje será confirmado como cabeça de lista social-democrata na Amadora. Entrentanto, o PSD continua sem escolher o opositor a Isaltino Morais.


Jorge Paulo Roque da Cunha é o nome escolhido pelo PSD para encabeçar a lista às eleições autárquicas na Amadora.

O nome do actual deputado municipal do PSD em Oeiras foi votado por unanimidade pela concelhia social-democrata da Amadora e deverá ser confirmado hoje à noite na reunião da Comissão alargada da distrital de Lisboa, presidida por Carlos Carreiras.

Roque da Cunha concorrerá contra o actual presidente da câmara, o socialista Joaquim Raposo, que se espera seja candidato a um terceiro mandato.

A escolha de Jorge Paulo, médico, ex-deputado e ex-secretário-geral adjunto quando Marques Mendes dirigia o partido, inviabiliza a possibilidade de ser o seu o nome escolhido pelo PSD para enfrentar Isaltino Morais, em Oeiras.

Desde sempre ligado a este município e mantendo-se até hoje como deputado municipal, Roque da Cunha esteve sempre activamente envolvido nas lutas contra Isaltino Morais e na denuncia pública das situações ilegais e irregulares que ocorreram na câmara de Oeiras, com Isaltino na presidência.

Recentemente, subscreveu, com outros militantes do PSD de Oeiras, duas cartas dirigidas ao partido onde se afirma que a direcção da concelhia de Oeiras é «composta maioritariamente por apoiantes e colaboradores do movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente» (IOMAF), que não têm «descansado nos esforços em prejudicar o PSD nas próximas eleições autárquicas, em benefício do movimento IOMAF».

Um dos exemplos apresentado é o do próprio presidente da concelhia local do PSD, Alexandre Luz, que foi recentemente nomeado, pelo Executivo municipal presidido por Isaltino Morais, para mais um cargo na autarquia: administrador da sociedade comercial Oeiras Primus.

«Como pode o PSD ter credibilidade no Concelho quando o Presidente da Comissão Politica da Secção de Oeiras é nomeado em vésperas de eleições autárquicas para cargos de confiança por proposta de Isaltino Morais?»,
pergunta o agora candidato à Amadora.


Oeiras sem candidato mas com vários pretendentes

O escolha do PSD para Oeiras continua, assim, em aberto. A sessão de Oeiras apresentou o nome de Pedro Simões – vereador eleito na lista do PSD nas ultimas eleições, mas que, ao contrário dos outros dois, aceitou pelouros de Isaltino Morais.

Segundo soube o SOL, este nome, porém, não reúne qualquer consenso nem na direcção do partido nem na distrital de Lisboa. Helena Lopes da Costa, que preside à outra secção local do PSD (Algés), está entretanto a posicionar-se, procurando apoios – sobretudo depois de se ter ficado a saber que Santana Lopes, o candidato a Lisboa de quem Helena Lopes da Costa foi vereadora, quer fazer uma lista «totalmente nova, sem nomes do passado», disse fonte social-democrata ao SOL.

A direcção do partido, no entanto, pode também não ver com bons olhos as pretensões de Lopes da Costa para a câmara de Oeiras. Teresa Zambujo, que perdeu as últimas eleições por apenas dois mil votos, mantém-se como uma forte hipótese.

A escolha do partido para Oeiras, ao que tudo indica, não será ainda discutida na reunião de hoje à noite.

3 ANOS


Ao escolherem este dia para fazer nascer este blogue estavam a contar com uma bênção e, o mais engraçado, é que obtiveram. Este bllogue é:

Verdadeiro – todos os colaboradores pugnam pela VERDADE e não recorrem a nenhum artificio para fazer passar qualquer informação que não retrate exactamente o que se passou

Dinâmico – todos os dias actualizado sobre que se passa no nosso Município e/ou no Mundo que nos toque de perto

Divertido – muitas vezes a Verdade é apresentada com um pouco de malícia para nos dar aquele travo “amargo e doce” que torna os dias mais leves

Correcto – não se aceitam más-educações, palavras ainda hoje consideradas palavrões, insultos… e tanto quanto possível escreve-se no nosso português.

Muito visitado – “Vocês sabem lá” quantos vêm aqui actualizar-se!

Digam mais… e obrigada por me terem convidado e deixado que colabore neste ESPAÇO

No 3º Aniversário do "Oeiras Local"

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A todos os que fazem parte integrante do "Oeiras Local", - amigos colaboradores, visitantes e comentadores - grata, sinceramente, pelo vosso contributo indispensável.

CONCERTO - PALÁCIO DE QUELUZ - HOJE



Laranjas verde-alface

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Ó p'ra ele a festejar as funções "meramente técnicas" e "profissionais" que exerce na CMO

Alexandre Luz durante a celebração da vitória do IOMAF ao lado do vereador Paulo Vistas

aqui e aqui

Foto: "Pinhanços dixit..."

Adiamento

A sessão de hoje do julgamento no qual o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, responde por um total de sete crimes, foi adiada para 16 de Junho, depois de a defesa ter solicitado adiamento devido à indisponibilidade das testemunhas para se deslocarem neste período a Portugal. Estava prevista a audição a Onésimo Silveira, ex-presidente da câmara de São Vicente, em Cabo Verde.

Ler Notícia aqui

Construção em Pedrouços

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Está a surgir uma febre de construção na zona de Pedrouços entre a linha de eléctrico e a Marginal apesar de se saber que as previsões demográficas apontam para uma estagnação da nossa população, de continuarem a existir um número considerável de casas vazias e tardar uma política de obras periódicas de manutenção e de recuperação dos imóveis degradados.

Esta febre começa na fronteira com Algés - no “remate” dos prédios da Av. Dom Vasco da Gama que foram construídos há perto de 50 anos - continua com o condomínio River Houses já na Rua de Pedrouços englobando edifícios novos e reconstruídos e ainda mais reconstruções alargadas no Largo da Princesa. E há quem fale que outros edifícios ainda abandonados serão objecto de recuperação também numa óptica de mais volumetria e densificação.

E quem os vai habitar? Pelo aspecto luxuoso dos imóveis só classe alta! E haverá assim tanta gente para vir morar para Pedrouços ou serão mais umas casas vazias há espera de melhores dias? Realmente há bastantes imóveis a degradarem-se nesta zona, mas a sua recuperação apostada no aumento exponencial de fogos irá criar problemas de mobilidade não só na Rua de Pedrouços como na própria Marginal.

Maria Clotilde Moreira


Este artigo foi publicado no dia 11/5 no Jornal Público (Local)


terça-feira, 12 de maio de 2009

Caixa de Pandora



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Militantes do PSD de Oeiras querem que Isaltino Morais pague a sede local do partido


12.05.2009, José António Cerejo – Público


Sociais-democratas de Oeiras acusam a direcção local de estar com Isaltino e contra o partido. Dirigentes dizem que os seus críticos têm "mau perder"
O PSD de Oeiras está a viver uma guerra interna em que o pomo da discórdia se chama Isaltino Morais. Um grupo de 17 militantes divulgou já duas cartas onde acusa a direcção local de ter entregue o partido ao Iomaf - o movimento com o qual o actual presidente da autarquia se candidatou em 2005 e se recandidata este ano.
"A comissão política do PSD de Oeiras, composta maioritariamente por apoiantes e colaboradores do movimento Isaltino Oeiras Mais à Frente não tem descansado nos seus esforços em prejudicar o PSD nas próximas eleições autárquicas, em benefício do movimento Iomaf", lê-se na primeira daquelas cartas, subscrita em Março por Ana Cid, Hélder Felizberto, Jorge Cunha, Marco Adro e mais 13 membros da secção.
Daí para cá o conflito agudizou-se, tendo os adversários da comissão política presidida por Alexandre Luz divulgado uma segunda carta, na semana passada, em que desafiam a direcção a demarcar-se de Isaltino e a constituir-se assistente no processo em que o autarca está a ser julgado por corrupção.

Confiança política
Partindo das recentes declarações do autarca em tribunal, onde afirmou que os depósitos feitos nas suas contas da Suíça correspondiam a sobras das dádivas recolhidas durante as campanhas eleitorais, os signatários sustentam que a comissão política local "tem a obrigação legal de exigir de quem recebia tanto dinheiro para o PSD, que no mínimo pague aquilo que se deve ao vendedor de sede". A dívida em causa, acrescentam, "é inferior a 25.000 euros", pelo que a comissão política "deveria constituir--se assistente no processo para exigir, pelo menos, esse montante".
Caso isso não aconteça, sublinham, "existe um grupo de militantes que entende que o deverá fazer, assegurando que o partido não ficará defraudado". Na mira dos críticos está fundamentalmente Alexandre Luz, que, sendo presidente da secção de Oeiras, é também, desde o início deste mandato, adjunto do número dois de Isaltino Morais e vice-presidente da câmara, Paulo Vistas. Além deste lugar, o dirigente do PSD assumiu nos últimos meses os cargos de administrador das empresas municipais Oeiras Expo e Oeiras Primus. Trata-se de funções não remuneradas, mas os seus detractores dizem ser lugares da confiança política de Isaltino.
Alexandre Luz contrapõe que os seus adversários agem apenas por terem "mau perder", uma vez que fizeram parte de uma lista candidata à direcção da secção que, em Setembro, obteve apenas 20 por cento dos votos. Acrescenta que as suas funções na câmara são "meramente técnicas" e "profissionais" e recusa estar a trabalhar para a vitória de Isaltino. "Estamos a montar uma candidatura de oposição ao dr. Isaltino e desenganem-se os que pensam que esta comissão política vai apresentar uma candidatura que não seja para ganhar", salientou.
O candidato já aprovado pela secção, mas que ainda não recebeu apoio por parte da distrital ou dos órgãos nacionais, é Pedro Simões, o único dos quatro vereadores do PSD no actual executivo que aceitou os pelouros oferecidos por Isaltino no ano passado. Os críticos da direcção local frisam que a secção de Algés também não apoia Pedro Simões e esperam que a direcção nacional vete o seu nome.

Secção de Algés do PSD reconhece que militantes que trabalham com Isaltino prejudicam o partido


Oeiras

Para a secção de Algés do PSD «qualquer militante que tenha trabalhado próximo» de Isaltino Morais, «não está à vontade para fazer campanha pelo partido», reconheceu hoje, em declarações à Lusa, a presidente daquela secção