sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Linda-a-Velha (6)


Como o tempo passa... !


A história é velha e já cansa. Trata-se do famigerado candeeiro do Jardim das Tílias, situado próximo da sede dos escuteiros, a que falta o topo em acrílico, o que deixa a lâmpada exposta à intempérie conforme está publicado aqui, aqui e aqui.


Pois é, já fez em Julho passado um ano que o candeeiro está sem a 'tampa' superior e sem a tampa da caixa de electricidade quase ao nível do solo. Em Fevereiro de 2009 escrevi à CMO, - sem querer inverdadar acho, até, que escrevi duas vezes - em Março deste ano a CMO respondeu-me, por e-mail, que ía mandar proceder à reparação. Até hoje...!

E termino como terminei em 2 de Março de 2009: - "Ficamos, assim, a aguardar, 'ansiosos', poder informar que a anomalia foi, finalmente, reparada."

Tempo de comédia

Opinião







Ontem

Se é verdade que, como disse Marx, a História acontece como tragédia e se repete como comédia, estamos a assistir a uma comédia.

A estratégia do PS para governar em minoria, como lhe foi imposto pelo infame eleitorado, é a pouco imaginativa repetição do "deixem-nos governar" do Cavaco minoritário de há alguns anos. Só que, desta vez, as "forças de bloqueio" são só uma, a AR, onde a Oposição, e não o PS, é agora maioritária. Assim, às promessas de "diálogo" do início da legislatura, depressa se sucederam as acusações de "irresponsabilidade" e "ingovernabilidade" contra a maioria resultante das eleições, num crescendo de dramatização e vitimização que teve o seu momento Calimero mais alto com o inenarrável deputado Rodrigues a queixar-se da AR ao presidente da República e Sócrates a dizer que o país não é governável "com dois orçamentos, um feito pela AR e outro pelo Governo". Acontece que a Constituição determina que compete à AR aprovar o Orçamento, competindo ao Governo executá-lo. E que a expressão "deixem-nos governar" se parece de mais com "deixem governar-nos" para não nos intranquilizar.

Linda-a-Velha - Amanhã, 1ª São Silvestre Professor Lucas

Integrada nas comemorações do 30.º aniversário da ESLAV - Escola Secundária de Linda-a-Velha -, agora denominada ESCOLA SECUNDÁRIA PROFESSOR JOSÉ AUGUSTO LUCAS, realiza-se no próximo dia 19 de Dezembro, pelas 17 horas, em Linda-a-Velha, a 1.ª São Silvestre Professor Lucas. (aqui)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Catálogo de “filhas de putice”

17.12.09
Por Joaquim Letria

“FILHAS DE PUTICE” do guterrismo e socratismo estão a ser reunidas em relatório para serem apresentadas em instâncias europeias enquanto a Justiça portuguesa parece estar a julgar os casos que já recorreram aos tribunais portugueses.

Há funcionários públicos a receberem metade do vencimento, outros retirados das suas funções em situação de mobilidade especial, pessoas enviadas para casa, recebendo gradualmente parcelas cada vez mais pequenas do vencimento. Alguns funcionários recebem menos dum terço do seu vencimento, descontando o mesmo valor para a Segurança Social para, na reforma, poderem habilitar-se a pensões por inteiro.

Por trás destas situações estão simpatias políticas, discriminações, colocações a quilómetros de casa, acções de formação inúteis, favorecidos conhecidos mesmo antes de falsos concursos, perseguições psicológicas e favorecimentos partidários.

Estas e outras sevícias fazem parte dum repertório iniciado no tempo de Guterres e aprofundado, com requintes de malvadez, no tempo de Sócrates, alguns destes casos por ordens e instruções superiores. As instâncias comunitárias e a Organização Internacional do Trabalho estão ao corrente das situações.


«24 horas» de 17 de Dezembro de 2009

Sismo suscita a questão de saber: para quando uma rede de radiocomunicações de emergência em Oeiras


AMRAD fundou há mais de 12 anos, e coordena sem apoios de outras entidades do concelho de Oeiras, uma Rede Amadora de Comunicações de Emergência, a RACE.

Veja mais em:

http://www.amrad.pt/snbpc.php

Terra treme de madrugada

Três abalos assustam País de norte a sul

Três sismos de grande intensidade assustaram esta madrugada todo o País. De acordo com dados do European-Mediterranean Sismological Centre e do US Geological Survey, o primeiro tremor de terra ocorreu às 01.37:47 e atingiu a magnitude 6.0 na escala de Richter. Durou dois minutos. »»»


Que Deus me conserve o meu "sono de criança".
Não dei por nada!

é-dinheiro, pá

é-dinheiro, pá

2009 – Algés – 42

a) - No Largo Comandante Augusto Madureira, mesmo em frente da ribeira, foi levantado o passeio e estão a meter uns canos. Um Vizinha informou-me que a obra se destina a colocar canos para gás.

De registar que reservaram desde logo um corredor evitando-se que as pessoas andem no asfalto. Mas, como entretanto os caixotes do lixo foram mudados para este lado muitas pessoas nem se apercebem desta protecção.

É de registar que apesar de inquirir à Junta de Freguesia e à Câmara o porquê desta mudança de local dos caixotes do lixo nunca recebi qualquer explicação. Mudaram e pronto!

b) - No fim de semana aconteceram mais umas limpezas vegetais na Av dos Bombeiros. E também nem a Câmara nem a Junta de Freguesia informaram ninguém do porquê de colocarem “poda e limpeza” e depois umas sete árvores foram abaixo. Podiam ter mandado uma informação aqui para o Oeiras Local sobre quando pensam repor estas árvores. Então em frente do 41/43 … e já havia em frente do Banco.

c) - Mas lá podar as árvores que impedem a passagem das pessoas nas traseiras da Escola de Miraflores (Av. dos Bombeiros) nunca mais acontece, apesar de já termos informado a CMO e a Junta de Freguesia desde Setembro último.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Freeport: Lopes da Mota demite-se da Eurojust

Hoje

Na sequência da decisão do Conselho Superior do Ministério Público de suspender Lopes da Mota por 30 dias, o presidente da Eurojust apresentou a sua demissão de membro português da instituição, e a decisão foi aceite pelo Ministério da Justiça.


Demitiu-se ao fim de 218 dias após ter sido alvo de uma investigação sobre alegadas pressões sobre os magistrados do Ministério Público que dirigem a investigação ao caso Freeport.

António Costa não vai desistir de projecto de Niemeyer em terrenos que tem ao abandono

Arquitecto brasileiro desenhou edifícios para Chelas, no início dos anos 90

16.12.2009 - 10:54 Por Ana Henriques

O arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer comemorou ontem, de forma discreta, 102 anos de idade. O acontecimento foi noticiado em Portugal, até porque o mestre da arquitectura brasileira continua a desenhar. O que ninguém recordou é que o terreno de Lisboa onde esteve para surgir aquela que seria a sua única obra no país - Niemeyer nega a autoria do casino da Madeira - está ao abandono vai para uma década.

Público Local

Público - Portugal arrisca processo no Tribunal de Justiça pela adjudicação do Magalhães

Público - Portugal arrisca processo no Tribunal de Justiça pela adjudicação do Magalhães

Ministério da Educação não avança com acordo ortográfico no próximo ano

Escolas


16.12.2009 - 12:42 Por Bárbara Wong

A aplicação do acordo ortográfico nas escolas não vai entrar em vigor no próximo ano, anunciou a ministra da Educação Isabel Alçada, esta manhã, no final da abertura do seminário “O Impacto das Avaliações Internacionais nos Sistemas Educativos”, no Conselho Nacional de Educação, em Lisboa.

Entendimentos

15 Dezembro 2009 - 09h00

Causas e consequências

Uns dizem que o Governo quer precipitar eleições em busca de uma nova – e altamente improvável – maioria absoluta. Outros garantem, com igual solenidade, que o PSD deseja ir a votos antes que surja uma nova liderança no partido.


E a verdade é que, entre estas duas aliciantes teses, o país parece viver em plena campanha eleitoral, um mês e meio depois de ter votado nas legislativas. De dia para dia os insultos sobem de tom, as "palhaçadas" na Assembleia da República sucedem-se, o dramatismo ganha contornos insuportáveis, com o Governo em guerra com uma Assembleia que se tornou pródiga em iniciativas parlamentares e em "coligações" que, para além de "negativas", o primeiro-ministro considera também "estranhíssimas". No Partido Socialista houve até quem apelasse ao Presidente da República para que este, através da sua palavra – que os mesmos, curiosamente, consideram desprestigiada – pusesse as instituições na ordem para que o Governo pudesse exercer a sua actividade em paz e sem contrariedades de maior.

E, no entanto, por trás de todo este alarido, no sossego dos gabinetes, os acordos essenciais não deixam de se fazer entre o PS e o PSD. Há uns tempos, numa pirueta inesperada, os sociais-democratas ajudaram prestimosamente o Governo a resolver o imbróglio que tinha sido criado com os professores. E, na semana passada, no meio de grande algazarra pública, soube-se que o Orçamento Rectificativo tinha sido negociado entre o Governo e o dr. Jardim por interposto PSD – e à custa, diga-se, de passagem do dinheiro dos contribuintes, que vão continuar a pagar alegremente a factura do endividamento da Madeira. Aquilo que o ministro das Finanças, no plenário, considerou um verdadeiro "regabofe" foi sancionado, com o devido recato, pelo seu colega dos Assuntos Parlamentares.

O que estes acordos mostram – e o Orçamento do Estado se encarregará de confirmar – é que, apesar da diversidade das teses e da balbúrdia que por aí reina, nem o PS nem o PSD se encontram em condições de ir a votos nos próximos tempos. O engº Sócrates, que entretanto parece ter desistido de governar, só tem a apresentar aos portugueses um rol de desgraças sem paralelo e da sua exclusiva responsabilidade. O PSD, por seu lado, não chega sequer a ser uma alternativa: entretido com as suas intrigas domésticas, sem uma liderança de facto e sem propostas que se conheçam, o partido acabou por se transformar numa espécie de válvula de segurança do engº Sócrates. Se o PS está – e vai continuar a estar – no Governo, ao PSD o deve.


Constança Cunha e Sá, Jornalista

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Marquices

O Marcos Sá, que ao que parece é aquele senhor que é líder em Oeiras do Partido Socialista, foi entrevistado num dos jornais do Município, pertencentes ao IOMAF/CMO e colaterais em linha recta.

A páginas tantas, e estou a citar de cor, informa-nos que o Marquitos, aquele que foi candidato ao Município de Oeiras e "bazou" para um lugarzinho mais bem remunerado no Governo, mesmo tendo pedido a suspensão do mandato continua muito atento a Oeiras. E alvitra até que está tudo mais ou menos interligado - candidato à CMO de Oeiras e Secretário de Estado da Defesa - porque em Oeiras vivem muitos militares.

Isto sim! São raciocínios inteligentes e brilhantes plenos de dedução lógica e fecundos na propaganda. "Mai nada".

O partido xuxialista está cheio de grandes líderes, a começar pelo sr. Sousa e a acabar nos Marquitos, o Sá e o Perestrello.


Só é pena o dito Marquitos Perestrello não ter tempo para Oeiras, mas ter tempo para programas de televisão na RTP - "Corredores do Poder".

Não há um ditado que diz que "Cada um vai para onde dá mais dinheiro"? (HUM... Acho que não é assim... mas para o caso não interessa nada...)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Autarcas suspeitos


Opinião


00h30m

1- Primeiro foi preciso limitar-lhes os mandatos. Agora vão ser impedidos de se candidatarem quando estiverem a contas com a justiça. O prestígio dos nossos autarcas anda pelas ruas da amargura. Já não têm o benefício da dúvida. Durante anos, o Poder Local foi apontado como uma das grandes conquistas da democracia, sinónimo de progresso e de política de proximidade. Desde há alguns anos passou a ser basicamente associado a casos de corrupção e de nepotismo.

Como primeira medida depuradora, a Assembleia da República decidiu limitar o perído de permanência nos cargos. As autarquias estavam cheias de dinossáurios que se eternizavam no Poder, uns graças à sua competência, outros graças ao caciquismo e ou às redes clientelares que foram montando. Uns e outros, com altos índices de popularidade. Por via das dúvidas, nenhum poderá ultrapassar os três mandatos.

A operação de "limpeza" continuará nesta legislatura, a vingar a proposta que agora faz o secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro. Autarcas condenados em tribunal não poderão recandidatar-se. Mais ainda, quando forem pronunciados por crimes graves, ou seja, mesmo que ainda não tenham sido condenados, serão forçados a suspender o mandato.

Tal como no caso da limitação de mandatos, é provável que a proposta seja aprovada. Porque ninguém quer correr o risco de voltar a conviver com Isaltinos e Fátimas. Mas não deixa também de ser um sério sinal de falta de maturidade democrática: dos que ocupam cargos políticos, porque têm de ser forçados a cumprir regras éticas elementares; e dos eleitores, a quem é preciso impedir de cair na tentação de eleger condenados com obra feita.

(...)

A pobreza dos outros

Opinião








JN - 00h30m

O padre que, na infância, nos dava a catequese pregava a pobreza no púlpito mas, fora dele, tinha vinhas e senhorios e dizia-se que pagava as jornas mais avaras da região. Um dia em que apareceu com um carro novo, um Taunus azul escuro, o Américo, filho do taberneiro, pôs-lhe uma inocente questão teológica: porque é que Cristo andava a pé ou de burro e não de automóvel? O padre António ofendeu-se; respondeu que burro era ele, Américo, porque no tempo de Cristo não havia automóveis e que, se houvesse, Cristo teria um carrão. Nesse dia, a catequese foi sobre o pecado da inveja e o Américo teve que prometer que se iria confessar. Ocorreu-me esta história ao ler no DN que o Papa virá a Portugal (três horas de viagem) num avião adaptado para lhe assegurar o máximo conforto. "O espaço ocupado pela 1.ª classe terá um quarto com cama para o Papa, outro para o seu secretário pessoal, uma casa de banho com chuveiro, um salão social e até uma pequena capela". Aprendi a lição do padre António e não duvido que, se no seu tempo houvesse aviões, Cristo também andaria com cama, salão social e capela atrás de si

O palhaço

Opinião








JN - 00h30m

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço

domingo, 13 de dezembro de 2009

Elas vêm aí: Ilhas Ecológicas para todos e de "Borla"




Participei no passado dia 10, a convite do deputado municipal do BE, Miguel Pinto, em debate sobre a alteração ao regulamento de recolha de resíduos sólidos no Concelho de Oeiras. Fui convidado enquanto utilizador do sistema, sendo os restantes membros do painel, um especialista em temas ambientais e recolha de RSU da Quercus e ainda uma antiga técnica ambiental que em tempos efectuou um estágio na CMO na área da sua especialidade.

Este debate foi promovido face à proposta (aprovada pelo IOMAF e "PSD-Oeiras") do executivo da CMO em alterar o Regulamento Municipal de Resíduos Sólidos (ver
Acta aqui) no que concerne à obrigação dos promotores imobiliários em incluírem nos seus projectos e em todos os edifícios os compartimentos privativos para recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU) as vulgarmente chamadas casas-do-lixo, porque, e alegam, a estratégia da câmara passa por instalar em todas as novas urbanizações Ilhas Ecológicas e alterar progressivamente o sistema de recolha selectiva de RSU porta-a-porta para um sistema de contentores enterrados. Ou seja, a ser aprovada a proposta em Assembleia Municipal, a partir de agora todas as novas edificações passarão a ter contentores colectivos em vez de casas-do-lixo. Ou seja, o "lixo vai voltar para a rua".

Ficou claro que a CMO tem dos melhores técnicos ambientais do país mas que estão vergados às decisões dos políticos.

Ficou claro que o retrocesso que a alteração que a CMO propôs em assembleia irá enviar definitiva e irremediavelmente o nosso Concelho para os últimos lugares do ranking da eficiência da recolha selectiva de RSU e para os primeiros lugares nos Concelhos que mais gastarão de recursos com o sistema.

Para termos uma pequena ideia do despesismo que se anuncia, e refiro-me apenas à alteração do sistema de recolha porta-a-porta via casas-do-lixo em unidades residenciais, o custo da instalação e manutenção de um grupo de Ilhas Ecológicas daria para substituir durante largas dezenas de anos os pequenos contentores que cada uma das casas-do-lixo comporta.

Ficou claro também que a CMO (já foi a referência) está claramente em contra-ciclo com o que de melhor se está a fazer nesta área (ver aqui as conclusões de um caso de sucesso (
CM Maia) apresentado em seminário da Sociedade Ponto Verde realizado este ano em que os responsáveis da CMO, convidados como oradores, primaram pela ausência sem aviso). Também a CM Lisboa, mais um bom exemplo, está neste momento, freguesia a freguesia, a implementar o sistema porta-a-porta com tremendo sucesso e a fazer eco desse sucesso na comunicação social.

Nada faz sentido neste momento em Oeiras nesta área. Avançam com alguns argumentos na defesa do sistema retirados do problema que criaram no Alto de Algés. Estes argumentos constantes na acta da reunião foram referidos no debate e provocaram, mais uma vez, sorrisos na assistência e painel de participantes. Fala-se em roedores, problemas nas fechaduras, problemas nos acessos, reclamações dos moradores, e um novo... os marginais e sem abrigo que invadem as casas-do-lixo...

Ficou claro que não existem quaisquer estudos de base que sustentem esta decisão da CMO, estudos que a Quercus tem solicitado mas nunca facultados.

Ficámos a saber que grandes interesses económicos se movem nesta área a quem interessa que a ineficiência na recolha de RSU e reciclagem se agrave.
Espero que a Quercus dê a dimensão a este caso que ele merece.


Uma referência ao sr Vereador Carlos Oliveira quanto às suas intervenções reproduzidas na acta da reunião de câmara sobre o tema. Excelentes argumentos e conhecimentos técnicos. Esperamos todos que os estudos que solicitou à CMO sejam facultados e divulgados para esclarecimento de todos nós.

Por último. Existe uma referência por parte do sr Presidente ao grupo de moradores por mim liderado na contestação ao disparate que fizeram no Alto de Algés pelo facto de - alguns de nós - termos dado a cara no apoio a uma candidatura à presidência da CMO que não a sua. E...? Que esperava? Um apoio à sua?...Quer saber quantas vezes no decorrer do processo os seus serviços, de forma activa e não reactiva, nos contactaram para tentar resolver o problema ou simplesmente dialogar? Nenhuma!

Quer saber quantos responsáveis partidários locais de todas as outras forças quiseram inteirar-se do problema, visitaram o bairro e nos deram a sua opinião? Todos! E ainda faltavam muitos meses para as eleições.


Bom, faço aqui a devida correcção: - fomos visitados no Alto de Algés pelo PSD. O "PSD-Oeiras" não conhece o tema, não nos visitou e por isso, porque pouco percebe de reciclagem, recolha de RSU (..., etc) aprovou a proposta da CMO.

Nada me move contra o sr Presidente da CMO. Tem feito coisas muitos boas no nosso Concelho e outras muito más. Tem um vice-presidente que só consigo avaliar pela forma positiva como conduziu as reuniões de câmara e as intervenções que fez na assembleia municipal (as poucas que assisti) na ausência do presidente e uma equipa de vereadores muito fraca. Perdeu uma oportunidade para renovar a sua equipa numa altura em que a sua intervenção estará condicionada pelo processo por todos conhecido.

Aproveito para citar uma frase da Paula Teixeira da Cruz adaptando-a ao que se passa na gestão da CMO e quanto ao que esta dá mostras cada vez mais e mais: "uma incompreensão absoluta do Poder e para que serve o Poder: para servir. "

E por hoje fico-me por aqui.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O apelo



CM - 10 Dezembro 2009 - 09h00

Da vida real

O insistente apelo do Partido Socialista ao Presidente da República, a que assistimos nos últimos dias, poderia ser, à primeira vista, curioso. Curioso porque quer o Partido Socialista quer o Governo muito têm feito para deteriorar a cooperação institucional com o Presidente da República, quando não a própria Instituição.


Institucional e consistente, o Presidente ignorou o ruído da então maioria socialista, a intriga política – que é coisa que não lhe agrada manifestamente – dando mais uma lição de que as Instituições são para preservar.

O Partido Socialista vem agora clamar que o clima instalado no Parlamento obriga a uma intervenção, a uma pronúncia de Cavaco Silva, sobre a actual situação política, instando-o a utilizar o seu papel moderador e a sua magistratura de influência.

Ora, foram justamente o papel moderador e a magistratura de influência do Presidente que o Partido Socialista tentou combater, aliás, por vezes, de forma ostensiva e pouco elegante. Cavaco Silva, centrado nas suas preocupações com a situação do País, ignorou olimpicamente o enredo em que tentavam envolvê-lo.

O Partido Socialista não respeitou as Instituições no passado nem as respeita agora: da respectiva partidarização à utilização política, passando pela funcionalização, tem valido tudo. Este ‘vale tudo’ também significa uma incompreensão absoluta do Poder e para que serve o Poder: para servir.

Salta à vista que também não compreende o papel dos órgãos de soberania: Presidente da República e Parlamento.

Nem o Parlamento está lá para ‘ungir’ o Governo, nem o Presidente deve ‘apoiar’ o Governo. São órgãos com competências fiscalizadoras e de garante do regular funcionamento das Instituições. Coisa distinta é a cooperação institucional entre órgãos pela qual o actual Presidente sempre se bateu, correndo muitas vezes o risco de ser incompreendido (e até o foi em algumas circunstâncias), sem abrir mão das suas competências.

É por tudo isto que o apelo ao Presidente, no caso, nem sequer se justifica. Quando e se se justificar, o Presidente lá estará, com a discrição que estas questões implicam.

A vitimização do PS não convence ninguém, nem esconde a falta de projecto integrado para o País, o que, de resto, se tem estendido às Oposições. Há responsabilidades indeclináveis, o que muito poucos parecem assumir, até porque tem sempre custos, e de que intensidade.


Paula Teixeira da Cruz, Advogada

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

"ROBERTO BARBOSA - UM OLHAR DE FOGO"

CONVITE

Dia 11 de Dezembro (6ª feira), às 18h30, no IADE, Palácio Pombal, na Rua do Alecrim, 70, em Lisboa, lançamento do livro "Roberto Barbosa - Um Olhar de Fogo".
Fotografias de Roberto Barbosa, seleccionadas por Carlos Costa e texto de Jorge Pinheiro.


Escola Secundária Fernando Namora visita CEP no IST-Taguspark


09-12-2009 20:50

Professores e escolas do ensino secundário de concelhos limítrofes ao de Oeiras, aproveitam muito justamente, as condições estruturais que algumas entidades sedeadas no concelho de Oeiras criaram e suportam há vários anos, é o caso do CS5CEP, o Centro Espacial Português criado pela AMRAD em parceria com o IST-Taguspark. (...)

e-saquinhoazulinho | FLISCORNO

e-saquinhoazulinho FLISCORNO

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Do miradouro: ET. Um desafio e congeminações

Do miradouro: ET. Um desafio e congeminações

Ames e Oeinerge organizam workshop em Sintra


Workshop Regional BioDieNet


As Agências de Energia de Sintra (AMES) e Oeiras (OEINERGE) foram pioneiras a nível nacional na recolha de óleos alimentares usados para produção de biodiesel, e encontram-se envolvidas num projecto Europeu de promoção de redes locais de valorização de óleos alimentares usados – BioDieNet.
Com a publicação recente do Regime Jurídico dos Óleos Alimentares Usados em Portugal (Decreto-Lei 267/2009) interessa perceber em que ponto é que se encontra o país, bem como a situação a nível Europeu.
Neste sentido, a AMES e a OEINERGE estão a organizar um workshop “Redes Locais de Valorização de Óleos Alimentares Usados”, a ter lugar no Palácio Valenças, Sintra, no próximo dia 10 de Dezembro.
Do Programa, destacamos a visita a uma instalação de produção de biodiesel a partir de óleos alimentares usados, para observar no próprio local o funcionamento do processo.
As inscrições são gratuitas, e dada a necessidade de garantir um autocarro para transportar os interessados à unidade de produção de biodiesel, agradecemos que quando realizar a inscrição nos dê a confirmação do interesse em participar na visita.
Aqui pode encontrar também um pequeno guia de auxílio à utilização de transportes públicos para acesso ao local.


Contactos:
e-mail: geral@ames.pt; oeinerge@oeinerge.pt

Museu Nacional do Azulejo


Inauguração da Exposição “Casa Perfeitíssima: 500 Anos da Fundação do Mosteiro da Madre de Deus”, 9 de Dezembro, às 18h30


MUSEU NACIONAL DO AZULEJO
Localizado no Convento da Madre de Deus, em Xabregas.
Rua da Madre de Deus, 4, 1900-312 Lisboa;
Telf: (+351) 218 100 340; Fax: (+351) 218 100 369
E-Mail: mnazulejo@imc-ip.pt
Transportes: Autocarros – 28, 718, 742, 759, 794

mais informações em:

http://mnazulejocomunica.blogspot.com/

ou no blog dos Amigos do MNAZ

http://mnazulejocomunica-amigos.blogspot.com/

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Wednesday Night Fever

Isaltino no '5 para a meia-noite'

A edição de amanhã do 5 para a meia-noite, com apresentação do Nilton, contará com Camilo Lourenço e Isaltino Morais. O mote dos programas desta semana é o verbo "ENDROMINAR" que, como todos sabem significa 'enganar, intrujar, aldrabar'. É um convidado alegadamente apropriado ao tema, portanto.

Amanhã, 4ª feira
00h15-01h30
RTP 2


Red Bull Air Race na torre de Belém

A zona da torre de Belém, em Lisboa, deverá ser o epicentro da Red Bull Air Race em 2010, após três anos em que a corrida de aviões se realizou no Porto. Fonte da autarquia lisboeta confirmou ao CM a existência de negociações com os organizadores, que querem centrar a acção no monumento situado junto ao Tejo.

A Câmara de Oeiras também está na jogada. A ideia é que através de uma parceria se partilhe custos, ficando a zona de aterragem e descolagem dos aviões situada no concelho presidido por Isaltino Morais. A Câmara de Lisboa rejeita polémicas com o Porto, frisando que "foi a Red Bull que contactou a autarquia, manifestando interesse em fazer o evento em Lisboa".

CM - 05/12/09

Da caixa de comentários

2009/12/8 Anónimo


Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "PSD aprova orçamento de Isaltino em Oeiras, PS cri...":

"A Drª Isabel Meirelles vai certamente denunciar e tornar público a pouca vergonha que se passa no PSD/Oeiras e Algés bem como a irresponsabilidade e incompetência que grassam na Câmara Municipal."
Gostava de ver essa coragem pois, não pode deixar de assumir as responsabilidades que os eleitores de Oeiras lhe confiaram, se não podia... eu penso que não quis ficar associada a um orçamento apresentado à pressa e sem tempo para ser verificado(2dias).
Mas não pode ficar calada depois de saber que tudo o que se passou no jantar de apoio ao candidato à distrital, onde foi proposto pelos militantes, Alexandre Luz e Pedro Paulo Afonso a anulação da expulsão do PSD de Paulo Vistas, será que querem Transformar o PSD de Oeiras em mais um movimento(VOMAF_PSD).
A politica necessita de gente honesta e que faça a mesma com credibilidade.
O PS fez bem em não continuar na senda de apoiar uma coligação que tem um presidente que está condenado e apenas por meros procedimentos juridicos ainda não foi cumprir a pena, aceitar lugares de vereação no anterior executivo foi um erro assumido pelo PS, mas agora não está a defraudar quem votou nele, pois não se vendeu como outros partidos e coligações, ou certos ex- socialistas como EMANUEL MARTINS, JOÃO VIEGAS OU O CANDIDATO À JUNTA DE CAXIAS.

O Atento

Publicada por Anónimo em OEIRAS LOCAL a 8 de Dezembro de 2009 11:45

2009 – Algés – 40 continuação B

ÁRVORES – AV. BOMBEIROS – ALGÉS

Às 08h30 fui alertada por moradores da avenida que era uma razia. Fui lá e realmente há já mais árvores cortadas e a serem carregadas.

O Responsável que encontrei informou e mostrou-me que as manchas (que para mim são apenas manchas) são indicação que a árvore não está saudável e por isso, antes que caía é cortada.

As árvores do início da avenida são as que estão piores; parece que, avenida acima, há menos árvores doentes.

Acrescentou ainda que o procedimento correcto quanto aos troncos que ficam enterrados no empedrado, é estes restos serem desbastados, tratados com um produto próprio para secarem e depois o sítio é calcetado. A replantação será feita um bocado mais ao lado.

Quanto à falta de uma informação mais clara… não é da sua área. Quanto à reposição será melhor dirigimo-nos aos Serviços da CMO
e-mail: geral@cm-oeiras.pt - Telef: 21 440 83 00 Fax: 21 440 87 12 ou
C M O. Departamento de Ambiente e Equipamento
e-mail: dae@cm-oeiras.pt Número Verde: 800 201 205 Fax: 214 404 821

Apelo: Talvez fosse bom a colaboração de mais ALGESINOS no sentido de serem rapidamente repostas as árvores agora cortadas

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Alunos da Brandoa têm aula sobre ciências no IST-Tagus em Oeiras

Várias dezenas de alunos do ensino secundário, que frequentam o 11º ano da Escola Secundária Fernando Namora do concelho da Amadora, frequentaram hoje uma aula que decorreu no IST-Taguspark, disciplinarmente focada nas matérias das radiocomunicações, sistemas de transmissão, antenas e propagação.

No final os alunos fizeram uma visita guiada às novas instalações do Centro Espacial Português, um projecto de parceria entre a AMRAD e o IST-Taguspark .
http://www.amrad.pt/

2009 – Algés – 40 continuação A

ÁRVORES – AV. BOMBEIROS – ALGÉS


E já vão 3 no chão

Moradores nesta Avenida estavam admirados por lhes parecer que as árvores, que estavam a abater, não estariam tão ocas para serem deitadas abaixo. Passei por lá cerca das 19h00 – 2ª feira - e tirei estas fotos. Ramos de duas árvores jaziam no solo. Ocas, ocas? Não vi nenhum tronco oco como o da primeira. Parece haver muita madeira boa. Mas quem sou eu para apresentar conclusões.

A Av. dos Bombeiros de Algés está mesmo a ficar despida do seu “arvoredo” do meio. O que espero é que urgentemente sejam repostas as árvores nesta Avenida.

Ou será que já estão a preparar terreno para o eléctrico rápido para a Falagueira ou a promessa modernaça do metro de superfície?






O Povo de Felgueiras é que tinha razão...


1. Francisco Assis versão Ética Republicana:

"O caso remonta à noite de 16 de Maio de 2003, quando Francisco Assis foi agredido por populares e impedido de entrar na sede do PS de Felgueiras, onde iria participar numa sessão com militantes do seu partido.

Francisco Assis acabou por abandonar o local escoltado pelas forças de segurança, depois de se ter refugiado no varandim de um prédio.

Os populares reclamavam o regresso da autarca Fátima Felgueiras (então presidente da Câmara local, eleita pelo PS), que tinha fugido para o Brasil.

Dias antes, a distrital do PS/Porto tinha retirado a confiança política aos quatro vereadores eleitos na lista socialista (três independentes e um militante, que entretanto se demitiu do partido) à Câmara de Felgueiras, depois de o Tribunal da Relação de Guimarães ter decretado a prisão preventiva da presidente eleita. Jornal "Público" "



2. Francisco Assis versão "Vale tudo em defesa do Dono":

"Francisco Assis acusa o PSD de "irresponsabilidade" O líder parlamentar do PS comentou a possibilidade do PSD avançar com uma proposta para uma comissão de inquérito sobre os negócios com o computador Magalhães. O “Diário de Noticias” assegura hoje que o anúncio social-democrata vai ser feito amanhã em conferência de imprensa. Francisco Assis, ao início da tarde chamou os jornalistas para acusar o PSD de irresponsabilidade política."

PSD aprova orçamento de Isaltino em Oeiras, PS critica instrumentalização da oposição

Por Victor Ferreira

Sociais-democratas chamaram os quarto e quinto da lista autárquica para votar a favor do plano




O presidente do PS de Oeiras considera que o PSD "está refém" do líder do município, Isaltino Morais. Depois de ter insistido nesta ideia durante a campanha das últimas eleições autárquicas, em Novembro, o líder da comissão política do PS-Oeiras, Marcos Sá, volta a bater na mesma tecla por causa da aprovação do orçamento municipal com o apoio do PSD.

O que é "estranho", frisa o líder concelhio do PS, é que quem aprovou o orçamento pelo PSD foram os quarto e quinto da lista social-democrata em Oeiras, porque Isabel Meirelles, (que encabeçou a candidatura do PSD) e o segundo na lista "laranja" se fizeram substituir.

"PSD ou Isaltino Morais é tudo a mesma coisa", reclama Marcos Sá, protestando com o papel dos sociais-democratas no executivo.

É público que Isabel Meirelles mantém uma relação difícil com o PSD de Oeiras, secção que, durante largos anos, era a de Isaltino Morais. O antigo autarca-modelo do PSD foi, porém, excluído pelo então líder do PSD Marques Mendes. Mas mesmo fora do partido, continua a ter apoio entre sociais-democratas, porque "o PSD está refém de Isaltino Morais, que controla o seu antigo partido através da oferta de lugares na administração municipal", acusa o líder do PS-Oeiras, acrescentando que "não é por acaso que o líder do PSD de Oeiras é adjunto de Isaltino na autarquia. Trata-se de um cargo de confiança política", sublinha Marcos Sá.

O orçamento, no valor de 193 milhões de euros, foi aprovado na sexta-feira com os votos do movimento de Isaltino e a ajuda de dois votos do PSD. Para Marcos Sá, fica "por explicar" a atitude de Isabel Meirelles que, segundo o PS, nem participou na reunião decisiva. "Esteve nas reuniões preparatórias do orçamento e não fez uma crítica, sugestão ou proposta", censura o líder socialista. "Ainda estamos num país livre", assinala Sá, criticando o silêncio de Isabel Meirelles, que o PÚBLICO tentou ontem ouvir, mas sem sucesso.

2009 – Algés – 41-A

Onde andam os 30 dias?


Às 19h00 de 2ª feira não havia nada no Sport Algés e Dafundo. O Caravela d’Ouro hoje está fechado. Tenhamos esperança: pode ser que amanhã - o melhor é apontar para 4ª feira – a revista chegue a esta terra de Algés.

Ou esta publicação finou-se de vez?



P.S. Acabo de interrogar a CMO e a minha Junta de Freguesia.

A face oculta do "milagre"

Opinião







00h50m

O estudo é da "Data Angel Policy Research Incorporated" e foi apresentado na semana passada na Gulbenkian, em Lisboa. Revela que apenas 1 em cada 5 portugueses é capaz de ler e compreender o que lê de modo a dar resposta a problemas concretos, isto é, que apenas 20% dos portugueses possuem o nível médio exigível de literacia, o que constitui o resultado mais baixo entre todos os países analisados. A notícia não surpreende ninguém, a não ser quem acreditou (ou quis acreditar) no assombroso "milagre educativo" propagandeado pelo anterior Governo, provando aquilo que os criticados "bota abaixistas" vinham dizendo: que o facilitismo educativo pode melhorar artificialmente as estatísticas e povoar o país de diplomados de aviário com computadores "Magalhães" debaixo do braço, mas que ter um diploma não significa necessariamente saber ler e compreender o que se lê (se calhar nem sequer ler e compreender o que diz o próprio diploma). A opção do Governo Sócrates pelas aparências propagandísticas num sector estratégico como o da Educação é uma pesada factura que o país irá pagar durante muito tempo.

Lançamento do livro de José António Barreiros

Clique na imagem para ampliar

Dia 15 de Dezembro (terça-feira), às 18:30, em Lisboa, no Espaço Chiado

A IV República

07 Dezembro 2009 - 09h00

Estado do Sítio



Os queridos políticos da nossa praça andam verdadeiramente divertidos. Os outros, os indígenas que votam de quatro e quatro anos, quando votam, vão fazendo pela sua vidinha, com o coração nas mãos, cheios de medo de tudo e de mais alguma coisa.

Quem assiste ao discurso político nos tempos que correm, liga a televisão e vê debates mais ou menos violentos entre deputados e membros do Governo do senhor presidente relativo do Conselho, só pode esfregar os olhos de quando em vez para tentar perceber em que sítio vivem e de onde vieram as almas que lhes entram em casa todos os dias. E têm razão para o fazer.

O desemprego dispara para os dois dígitos e as notícias sobre o encerramento de empresas sucedem-se a um ritmo impressionante. O défice das contas do Estado vai por aí acima, a dívida pública começa a atingir valores alarmantes e o endividamento externo não pára de subir. Para agravar a situação, o tempo do dinheiro barato e dos juros baixos tem os dias contados. Em 2010 a situação vai inverter-se e quem tem empréstimos à habitação vai ver a prestação da casa voltar aos tempos antigos.

Perante este cenário cada vez mais negro aparecem os especialistas do costume a aconselhar aumentos de impostos e congelamento de salários e pensões. No fundo, as receitas do costume com os péssimos e conhecidos resultados do costume. A verdade, por muito que custe, é só uma. A hipótese de o sítio entrar em falência, como já aconteceu por outras paragens, não é irrealista e mesmo os optimistas de ontem já começam a pensar como os terríveis pessimistas que andaram anos a fio a alertar para as fantasias e ilusões vendidas pelo senhor presidente relativo do Conselho.

A situação deste sítio pobre, deprimido, manhoso e cada vez mais mal frequentado é negra e vai obviamente piorar. A classe política, da esquerda à direita, sabe disso. A classe política, da esquerda à direita, sabe que o paradigma económico está há muito esgotado e não tem soluções para o presente e o futuro.

A classe política sabe que está esgotada e sem ideias e que o regime precisa urgentemente de uma implosão. Por isso mesmo, é incapaz de fazer seja o que for. Agarrada ao poder e às mordomias será a última a querer mudanças. A implosão do regime não será provocada pela Justiça, como aconteceu em Itália nos anos oitenta. Os milhões com fome, sem emprego e sem futuro vão matar esta III República falida, podre e moribunda.



António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Porreiro, pá

Opinião







00h51m

Eu sei que é importante. Ou melhor. Uma parte de mim acha que é importante. Melhor ainda. Parte de mim acha que deve ser importante embora, muito de mim, ache que não é. Este tratado de Lisboa não pode ter importância nenhuma para as centenas de pessoas da Quimonda que já não havia há anos mas que ninguém queria ver que já lá não estava. O que quer que tenha sido rubricado em Lisboa nada significa para as centenas da Lear que vão juntar-se às centenas da Quimonda e da Delphi e da Aerosoles e da Opel e da Leoni e para as centenas de milhar que trabalhavam em coisas que estão desaparecer sem deixar sequer um nome a recordar promessas passadas do ontem que dor deixou e não deixou mais nada. Só que, contrariamente a mim, essas centenas de milhar já não hesitam. Não concedem benefícios de dúvida. Têm a certeza que o que foi assinado em Lisboa nada tem a ver com esta Segunda-feira com as crianças a ir para a escola: "Bebe o leite a meio da manhã filha.". "Bebe o leite a meio da manhã filho.". "Come tudo ao lanche porque senão ficas com fome durante o resto do dia.". E o resto da noite. "Come tudo, filho", que a mãe hoje vai ao Banco Alimentar. E amanhã é já outro dia. "Tenho aqui um curso de jardineiro. Para estofadores não há nada. Nem para torneiros. Nem para escriturários. Assine aqui por favor." Não. De facto a assinatura de Lisboa não lhes pode dizer nada. E só com muito esforço é que vale alguma coisa para mim. Um esforço feito de infinitas cumplicidades em que eu (já só pode ser por desleixo) finjo acreditar que é justo gastar um milhão de Euros numa tenda de plástico e em luzes e em fogo de artifício para secar a chuva da noite de um Domingo de plástico para me convencerem de que a Europa vai bem e fazer-me esquecer que nas Segundas-feiras a seguir há centros de saúde com gente cheia de dores de dentes, mesmo sabendo que lá não se trata dos dentes, mesmo sabendo que se tem setenta pessoas à frente e se vai ficar no corredor de pé à espera, com frio e com calor, e com dores de dentes. E que agora se vai nascer a Espanha porque é melhor. É um esforço de desmazelo espiritual, acreditar que na tenda electrónica de Domingo, depois de um qualquer pacto monstruoso, o projecto Europeu está vibrante e pujante e importante quando a chuva que anuncia todos os invernos que aí vêm continua cair e só não encharca as comitivas que vêm a Lisboa de jacto executivo porque o plástico da barraca nacional cobre tudo até à passadeira vermelha feita na China onde param as altas cilindradas alemãs feitas no Leste por gentes sem serviço nacional de saúde. E há cada vez mais polícia cá fora. Depois fica relva pisada e lama no chão. É o que sobra levantada a tenda e o circo. E sem bom senso e pudor, não sobra nada a não ser um décimo de Portugal que vai na Segunda-feira aos centros de desemprego, ao leite gratuito da escola, ao Banco Alimentar e aos outros sítios onde é difícil acreditar no que quer que seja. Porque não faz sentido acreditar. Não é real. Não há realidade na Presidência transferida para um hotel de luxo no Estoril para fingir, não se sabe bem o quê, durante três dias de imitação de preocupações democráticas globais num vamos-brincar-às-super-potências. Nem há realidade na barraca do tratado das ilusões plásticas e ópticas e electrónicas onde se finge que se governa, que se preside, que se é relevante. Quando não se é. A realidade está na fila do desemprego. O Fundo Monetário Internacional sabe disso.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Falsas escutas Vara/Sócrates: a presumível autoria | FLISCORNO

Falsas escutas Vara/Sócrates: a presumível autoria FLISCORNO

Linda-a-Velha, 2009 (5)

Jardim das Tílias


Parque Infantil - Fui lá ontem, propositadamente, ver se já estava reaberto ao público. Não estava ainda. Mantem-se a corrente e o cadeado na cancela assim como o pequeno cartaz informativo sobre a necessidade de rever os equipamentos.
Não sei de que mal padecem os equipamentos mas parece-me que a localização de um parque infantil a um metro e meio de distância de uma área sanitária canina - construída posteriormente - não será das mais saudáveis. Sabem os que lá levam as crianças que, no verão, o cheiro a urina e dejectos e a consequente proliferação de insectos, não é uma mais valia para esta área destinada aos mais pequenos.


Área sanitária canina - Desde o natal passado que falta o fecho da cancela. Enviei um e-mail à CMO a mencionar o facto mas não me lembro de ter recebido resposta.
Também sugeri que fosse colocado um cartaz a pedir que os donos dos animais recolham os "presentes" mas a minha pretensão foi ignorada. Talvez por falta de exequibilidade. Há, no entanto, uma pequena frase escrita no dispensador de sacos fornecidos pela CMO que, de tão pequena, não parece ter efeito prático.

sábado, 5 de dezembro de 2009

2009 – Algés – 41

Onde andam os 30 dias?


Mistério! A Revista 30 dias não apareceu em Algés. Hoje, Sábado dia 5 de Dezembro no Jardim / Caravela d’Ouro não havia às 12h00, nem na Livraria Espaço e nem às 19h00 no Sport Algés e Dafundo.


Amanhã é Domingo: não deve aparecer. Talvez 2ª feira, dia 7, e então já não serão 30 dias, mas 24 porque o mês é de 31 dias.


Já reclamei, em tempos, o “desatempo” desta publicação andar sempre atrasada nesta Terra de Oeiras (o tal Concelho de excelência) mas… foram poucos os meses em que ela chegou no inicio dos tais 30 dias a que se referia. Dizem que Oeiras tem estratégia, iniciativa, laços, obra, verde (Oeiras Actual Digital - N.º 198 Outubro – 2009) mas não tem organização que a faça chegar a Algés no dia 1 de cada mês.


Ou estará em fase de remodelação?

Bilhetes de Oeiras (3)

Reunião de Câmara de 04/12/2009 - GOP

As GOP só passaram porque eles, os cor-de laranja/verde alface votaram a favor. A CDU e o PS votaram contra.

2009 – Algés – 40

Estão a cortar árvores na Av. dos Bombeiros. Várias pessoas me têm ligado interrogando porque não há informação clara sobre o assunto. Do que um Funcionário me esclareceu esta intervenção deve-se ao perigo em que se encontram algumas árvores que estão ocas por dentro e outras que, com as obras de “saneamento” ocorridas, ficaram com as raízes reduzidas e podem não as fixarem correctamente. Um vendaval mais forte e elas podem cair e danificar transeuntes ou carros.

Quanto ao calendário da sua reposição não havia qualquer informação. Por isso acabo de enviar para CMO, vereadora Dra. Madalena Castro e Junta da Freguesia (To: 'Maria Madalena Castro'; 'Departamento de Ambiente e Equipamento'; 'jfalges@mail.telepac.pt') a seguinte carta.



Assunto: ÁRVORES – AV. BOMBEIROS – ALGÉS

Divisão dos Espaços Verdes

5 Dezembro 2009


Exmos. Senhores,

Ontem – 4 de Dezembro – foram colocados uns avisos em algumas árvores desta Av dos Bombeiros informando que iriam proceder à poda e limpeza de árvores.

Acontece que hoje, sábado, estão a CORTAR ÁRVORES, que é diferente de poda e limpeza.

Informei-me junto do Senhor V/ funcionário que estava na zona e que muito amavelmente me esclareceu que há ali árvores que estão a risco de caírem e que, portanto, nem a limpeza nem a poda serão aconselhadas mas unicamente o seu abate (como a que estava a ser cortada e que tinha parte do interior oco).

O que eu reclamo é a V/ falta de informação CLARA. Devia estar bem claro o fim da V/ intervenção: poda – limpeza e abate nas espécies que estejam afectadas e em risco de se abaterem em cima dos automóveis. Outra V/ falha diz respeito à data da reposição das árvores agora abatidas.

Assim, há um sentimento de interrogação se não será apenas uma intervenção para abate de árvores e os V/ Funcionários seriam também olhados com mais confiança.


Maria Clotilde Moreira

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A receita do costume

Opinião






00h30m

Temos de novo o FMI à perna. O FMI é uma espécie de tutor que, quando não sabemos governar-nos, nos declara incapazes e passa a governar-nos por nós. A trapalhada financeira de um Orçamento feito "com grande sentido de responsabilidade", mas que, afinal, Teixeira dos Santos dixit, parece que foi elaborado "num quadro financeiro que não incorporava" o impacto real da crise financeira, mais a trapalhada de um Orçamento Rectificativo de que o mesmo Teixeira dos Santos não via, em Maio, "necessidade" e em Novembro já via, com medidas de contenção do défice (que cresceu 284% no 1.º semestre) que ainda em Julho garantia que não adoptaria pois "os números" davam "sinais claros de controlo da despesa", levaram o tutor a achar que era melhor ser ele a decidir o que deve fazer o Governo já que este parece não saber às quantas anda. E a receita é a santíssima trindade do costume: reduzir salários, reduzir prestações sociais, aumentar impostos, isto é, o que, nos anos 80, impôs a Mário Soares sob a estimulante divisa "apertar o cinto". Resta saber é se os portugueses têm mais buracos no cinto para apertar.

Francisco Sá Carneiro (1934-1980)


Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro (Porto, 19 de Julho de 1934 - Camarate, 4 de Dezembro de 1980), fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata (PPD/PSD).

Código Contributivo

Gama debaixo de fogo


Contribuições para a Segurança Social poderiam aumentar 20% a 40% para as empresas e 25% para trabalhadores com o novo Código, avança a edição do SOL desta sexta-feira


O ambiente é de tensão entre os deputados do PS e Jaime Gama. Depois do caso das viagens e das faltas, a polémica foi o agendamento do Código Contributivo, em que o Governo foi derrotado na sexta-feira

Apenas na véspera o PS se apercebeu da marcação, alegando que a mesa daAssembleia não distribuiu o projecto em tempo útil aos grupos parlamentares.

Segundo uma simulação feita para o SOL pelo escritório de advogados Miranda, os trabalhadores poderiam pagar até mais 25% e as empresas mais 40% de descontos. O Código previa que várias formas de remuneração acessória – como ajudas de custo ou subsídios de refeição – passassem também a ser alvo de descontos.

joao.madeira@sol.pt

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Pai Natal Solidário CTT


As cartas ao Pai-Natal de centenas de crianças desfavorecidas ou em risco em Portugal vão estar disponíveis em Estações de Correios de todo o País para que cada um de nós as possa apadrinhar. Para tal, basta que se dirijam a uma das estações de Correios que as vão disponibilizar, escolham uma carta e apadrinhem o desejo da criança. Os correios tratarão de oferecer a embalagem e o envio dos presentes, antes da noite de 24 para 25 de Dezembro.

O tratado de Lisboa e a corrupção

por Isabel Meirelles
Ontem

O caso é que o combate à corrupção não está na agenda dos governos há demasiado tempo.

Com grande estrondo mediático e foguetório entrou em vigor o Tratado de Lisboa. José Sócrates, ofereceu-se para ser o anfitrião da festa e o protagonista central do evento e, assim, a capital portuguesa foi palco da cerimónia junto à emblemática Torre de Belém.

O evento conta como cabeça de cartaz com o próximo presidente permanente do Conselho Europeu, o ignoto Herman Van Rompuy, primeiro-ministro da Bélgica que, assim, interrompe funções e também da desconhecida Catherine Ashton para a chefia da diplomacia europeia. Desta forma, o arranque deste Tratado não prenuncia nada de bom.

Para já ninguém o vai ler, a menos que a isso seja obrigado. As personagens envolvidas são desconhecidas e desinteressantes. Depois, todo o processo envolvente de génese e de ratificação é opaco e, mesmo, manhoso. Apenas para dar um pálido exemplo, a nível do sistema decisório, o Conselho Europeu pode deliberar, de forma unânime, que um determinado domínio da acção da União passe da regra da unanimidade à da maioria qualificada.

Significa isto que um Estado deixa de ter um verdadeiro direito de veto se todos concordarem, num determinado momento, que assim vai ser, sujeitando doravante os países à tirania da maioria e não ao travão da unanimidade. Eu sei que razões de eficácia institucional o recomendam, mas a qualidade dos políticos europeus e nacionais não o aconselha, a começar por Portugal, passando por Itália, Reino Unido ou França.

No Tratado, fundamentalmente, só se fala em direitos e omitem-se os deveres, designadamente dos Estados e das pessoas que os governam, que devem não só estar acima de qualquer suspeita, como devem dar um exemplo de vida e de comportamento. Nunca vi nem nestas nem noutras negociações de Tratados anteriores, por exemplo, esboçar-se sequer a tentativa de inserir normas inequívocas a favor de uma política anti-corrupção nos seus vários aspectos e cambiantes.

Só que agora com o novo Tratado, um grupo de pelo menos um milhão de europeus pode obrigar a Comissão Europeia a apresentar propostas legislativas relacionadas com esta e outras questões. O caso é que o combate à corrupção não está na agenda dos governos há demasiado tempo.

Depois queixam-se que os cidadãos não se interessam pela União e que há um divórcio entre governados e governantes. É natural que assim seja, enquanto não se fizer um esforço para exigir um comportamento ético e moral dos seus decisores. Aí os europeus perceberiam, que os outros, os grandes, têm tantos ou mais deveres que eles meros cidadãos incógnitos e que esta Europa pode servir, pelo menos, como guardiã da degradação acelerada de valores a que, de forma quase impotente, hoje assistimos.

Reunião de Câmara

S. José de Ribamar

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in Jornal de Oeiras de 1 de Dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

FNE recebe com agrado simplificação da avaliação proposta pelo Governo

Educação

02 de Dezembro de 2009, 14:04

Lisboa, 02 Dez (Lusa) - A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) recebeu hoje do Ministério da Educação uma proposta para aliviar a carga burocrática no processo de avaliação dos professores, que considera uma aproximação à posição que tem defendido.

"Aquilo que o ministério hoje apresentou foi um conjunto de princípios para alterar o modelo de avaliação, assente no fim da divisão dos professores, e uma preocupação de aproximação em relação à resolução dos problemas identificados no modelo anterior", disse aos jornalistas o secretário-geral da FNE, no final de uma reunião no Ministério da Educação.

João Dias da Silva falava da intenção de simplificar os procedimentos, de ligar a avaliação ao "órgão pedagógico mais importante da escola, o seu conselho pedagógico" e de fazer "com que a avaliação constitua um instrumento de melhoria das práticas com uma grande preocupação de índole formativa".

The sweet taste

E a oposição quis também provar essa receita que tanta felicidade deu a Isaltino Morais.

É Natal e ninguém leva a mal, já que é tudo a bem de manter a governabilidade das Juntas de Freguesia.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

InCúria Báquica dos condomínios de luxo

O grão-mestre da (In)Cúria Báquica, sr. Isaltino Morais, resolveu aprovar na Quinta de São José de Ribamar, em Algés, antigo convento do século XV, um condomínio de luxo com investimento de 20 milhões de euros.

O convento era dos frades arrábidos, da serra da Arrábida, no século XV e os documentos mais antigos mostram o convento dando directamente sobre o rio Tejo. Da estrutura conventual ainda existe uma igreja, o claustro e dois jardins: um com peças tropicais como o dragoeiro e um jardim geométrico francês.

Isaltino Morais, "aquecido" pela prova do vinho, quando os vereadores Isabel Meirelles e Amílcar Campos salientaram o "atentado patrimonial" e a "falta de espaços verdes na zona", disse:

- "Estes dois são uns empatas. Deviam pôr os olhos no Marquitos e nos restantes vereadores meus amigos. E quem é amigo de Isaltino nunca fica a perder..."

Hino da Restauração

Em Elvas é assim

1º de Dezembro, Elvas. Banda 14 de Janeiro

Hino Monárquico Português



Foi o hino nacional de Portugal entre maio de 1834 e outubro de 1910. O Hino da Carta foi escrito pelo Rei D. Pedro IV, em homenagem à Carta Constitucional que, o próprio, outorgou aos Portugueses em 1826. Depois da implantação da república, em 5 de outubro de 1910, o Hino da Carta foi substituído pel'A Portuguesa, como hino nacional português.

A exiguidade do Estado em abdicação

Opinião







Ontem

O professor Adriano Moreira detectou os riscos civilizacionais da exiguidade dos estados quando deixam de cumprir as funções que são a sua razão de ser. Em Portugal o Estado está a desaparecer. Outros actores estão a substitui-lo. Em todo o lado.

"Deloitte não detecta crimes públicos na REN": título na imprensa diária nacional, há uma semana.

"Como organização de referência em serviços profissionais de auditoria, e consultoria fiscal, a Deloitte consolida a sua liderança em Portugal integrando a sua oferta para melhor servir o cliente e as suas necessidades.". Página promocional em http://www.deloitte.com

"A Deloitte, chamada na sequência da vinda a público do caso "Face Oculta", não detectou crimes públicos na REN.". Notícia de jornal do dia 24 de Novembro de 2009.

"A Deloitte disponibiliza experiência, conhecimento técnico e capacidade de implementação. Pensamos e agimos com rigor e competência: o nosso propósito é o transformar os desafios em soluções". Página promocional da Deloitte Portugal em http://www.deloitte.com

"Aveiro, 25 Nov - José Penedos indiciado pela prática de um crime de corrupção passiva. O juiz de instrução do processo "Face Oculta" determinou hoje a suspensão de funções de José Penedos na presidência da REN - Redes Eléctricas Nacionais e sujeitou-o a uma caução de 40 mil euros.". Despacho da agência noticiosa Lusa.

"Na sequência de notícias hoje divulgadas, o Gabinete do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça considera tornar público o esclarecimento em anexo.". Texto de uma comunicação numa página com o timbre oficial do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal que a empresa privada de assessoria de media Luís Paixão Martins Comunicação (LPM) enviou a todos os órgãos de comunicação nacionais, a 14 de Novembro de 2009.

"Informações adicionais LPM Comunicação www.lpmcom.pt" Indicação final na Comunicação do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal.

"O universo mediático português torna-se mais complexo e confuso. Só os especialistas conseguem descodificar esta proliferação caótica de media através de uma abordagem simples, directa, virada para os resultados.". Página promocional da LPM em http://www.lpmcom.pt.

"(…) A execução do despacho proferido pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça cabe tão-só à autoridade judiciária que dirige o inquérito, ou seja, à Procuradoria-geral da República;" - Quinto ponto da comunicação de esclarecimento distribuída com o timbre do Supremo Tribunal de Justiça pela Luís Paixão Martins Comunicação com instruções para a Procuradoria--geral da República sobre divulgação de peças processuais do caso "Face Oculta".

"Há 217 títulos publicados, 225 rádios e 91 canais de TV.". Informação no portal promocional da LPM sob o título Estratégia de Assessoria Mediática.

Na semana passada , António Mota, dono da Mota Engil, desdobrou-se numa série de raras entrevistas que o seu grupo organizou em que falou a vários órgãos de Comunicação Social, como se fosse titular das pastas conjuntas da Economia, das Finanças e do Planeamento. Fez bem. Na situação de exiguidade a que o Estado português se remeteu, ele é provavelmente já isso tudo e muito mais.