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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Condenado!

Isaltino Morais foi condenado.
Diz-se inocente e que nada foi provado em Tribunal. Permite-lhe a lei recorrer da sentença.
Mas permitam-me este desabafo:
Isaltino é, como ele próprio diz, reformado do Ministério Público. A experiência deveria tê-lo aconselhado que a dignidade é um bem a preservar, e mesmo que recorra da sentença agora proferida, deveria abster-se de convovar uma conferência de imprensa a dizer que é candidato e a reiterar a sua tão "aclamada inocência". Deve fazê-lo nos locais próprios e adequados, isto é, em Tribunal.
Devia também, por decência e bom senso, retirar a sua candidatura à Presidencia da CMO. A hipótese absurda de ganhar novamente a presidência da CMO, o que duvido, não o iliba se for rectificada a sentença, de ser considerado culpado.
A hipocrisia de outros candidatos à CMO ao referirem que não se pronunciam, quando toda a campanha irá ser dominada por tal facto, põe-me alerta.
Advinhem lá qual foi o político que disse muito recentemente em entrevista: "É uma vergonha para a democracia e uma atitude chocante para qualquer cidadão que políticos acusados, pronunciados ou condenados por crimes graves, como a corrupção, possam de novo ser candidatos. E lembra que foi aprovada na generalidade um projecto de lei consagrando a inelegibilidade de candidatos a contas com acusações ou condenações judiciais especialmente graves. Contudo, três anos depois, o Parlamento foi de férias com este diploma na gaveta, o que constitui uma omissão grave, deliberada e escandalosa."
Pois... eu também estou de acordo com o Dr. Marques Mendes.