A Vila de Oeiras sempre foi um centro activo, com gentes e comércio e até tinha um cinema. A Câmara Municipal dispersando-se por antigas dependências pombalinas contribuiu muito para assegurar essa pujança.
O casario do centro é formado por pequenas construções que se têm vindo a degradar, e como as sensibilidades só estão viradas para grandes projectos, estas casas vão-se abandonando, os moradores envelhecendo e o comércio estiolando. Às vezes fala-se em reabilitar estas casa assegurando a sua traça, e colocá-las no mercado a preços chamativos de muitos que gostariam de ali continuar. Mas…
Agora voltou a falar-se, com alguma euforia, dum tal grande projecto (!?), fora deste centro, para acomodar a Câmara Municipal. Projecto que dê visibilidade a esta edilidade, abri-la ao mundo, dar-lhe “instalações” de acordo com a sua (?) importância. Se isto acontecer, se se optar pela importância das “instalações” o centro da Vila de Oeiras irá esmorecendo e, dentro de poucos anos, será apenas uma referência num mapa antigo.
Será progresso matar o centro de Oeiras? E será sensata e necessária esta opção por uma megaconstrução, ou apenas se estará a cumprir o ditame do betão?
O casario do centro é formado por pequenas construções que se têm vindo a degradar, e como as sensibilidades só estão viradas para grandes projectos, estas casas vão-se abandonando, os moradores envelhecendo e o comércio estiolando. Às vezes fala-se em reabilitar estas casa assegurando a sua traça, e colocá-las no mercado a preços chamativos de muitos que gostariam de ali continuar. Mas…
Agora voltou a falar-se, com alguma euforia, dum tal grande projecto (!?), fora deste centro, para acomodar a Câmara Municipal. Projecto que dê visibilidade a esta edilidade, abri-la ao mundo, dar-lhe “instalações” de acordo com a sua (?) importância. Se isto acontecer, se se optar pela importância das “instalações” o centro da Vila de Oeiras irá esmorecendo e, dentro de poucos anos, será apenas uma referência num mapa antigo.
Será progresso matar o centro de Oeiras? E será sensata e necessária esta opção por uma megaconstrução, ou apenas se estará a cumprir o ditame do betão?
Clotilde Moreira
Algés
Público de 3/9 (Local – Tribuna do Cidadão)
Recebido por e-mail com pedido de publicação