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sexta-feira, 4 de junho de 2010

O almirante vermelho

Carmindo Mascarenhas Bordalo disse...

Morreu um homem que não merece qualquer referência positiva. Preferiu servir uma potência estrangeira a cumprir o seu dever de militar Português.
Rosa Coutinho confessou publicamente (ouvi-o numa entrevista televisiva em 1993) que entregou armas das Forças Armadas Portuguesas ao MPLA.
A justificação - aberrante e monstruosa - é o que menos interessa: queria colocar em pé de igualdade os movimentos de libertação e, como o MPLA estava completamente exangue, insuflou-lhe forças através do material de guerra português.
Independentemente dessa questão, um oficial da Marinha Portuguesa dar armas nacionais a quem quer que seja revela bem o seu calibre e aqueles a soldo de quem andava.
Talvez coloquem bandeira a meia haste em Moscovo e Luanda.
Em Portugal é dia de festa.

2 de Junho de 2010 19:25

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Morreu a artista plástica Louise Bourgeois


Morreu a artista plástica Louise Bourgeois - Cultura - PUBLICO.PT



Louise Bourgeois morreu hoje no Beth Israel Medical Center em Manhattan, Nova Iorque, aos 98 anos. Uma fortíssima influência sobre várias gerações de artistas, Bourgeois era uma referência na escultura em vários materiais: madeira, aço, pedra ou borracha. Os temas: fortes.
Os temas da sexualidade, a agressividade e o foco no corpo humano e nas questões de protecção eram essenciais no seu trabalho. "Maman", as aranhas de 1999, estarão entre as suas obras mais conhecidas, a par de “Nature Study” (1984) ou “Fillette” (1968). "Maman" representava a sua mãe, dizia.

Bourgeois nasceu a 25 de Dezembro de 1911 em Paris. Estudou matemática na Sorbonne e artes na École du Louvre e na École des Beaux-Arts. Durante esse período foi assistente do cubista Fernand Léger.

Chega aos Estados Unidos no final da década de 1930 e continua a estudar artes em Nova Iorque, cidade que nunca mais abandonaria. Conhecida pelas suas esculturas abstractas e expressionistas, dizia que o seu trabalho surge em resposta a emoções, sobretudo a fúria para com o passado e presente, lê-se no "New York Times" em 2008, a propósito da retrospectiva do seu trabalho que passou pelo Museu Guggenheim.


Bourgeois, fotografada por Robert Mapplethorpe