Mostrar mensagens com a etiqueta Artigo de humor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Artigo de humor. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 19 de março de 2012

Acordo ortográfico - Evolução no sentido da simplificação

Não deixem de ler este fabuloso texto sobre o Acordo Ortográfico. De ir às lágrimas:

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s” ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç” .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s” .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z” .
Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z” .
Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k” .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som “ch” .
O som “ch” será reprezentado pela letra “x”.
Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não ?
O “x” xama-se “xis”.
Poix é iso mexmo qe fiqa .
Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x” .
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .
Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex .
O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural .
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente .
Vejamox o qaso do som “j” .
Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j” .
Serto ?
Maix uma letra mud
a qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra “a” .
Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax lê-se “u” e outrax, lê-se “ô” .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !
qe é qe temux o “u” ?
Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza :
quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e” .
U mexmu para u som “ê” .
Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i” .
I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a” .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx” .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu .
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aviso para o IRS em 2012 - importante

Não esquecer na vossa declaração fiscal:

- o nome dos membros do governo e do parlamento na rubrica "Pessoas a Cargo".


Via e-mail

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

E diz o Passos...

QUE TAL ENVIARMOS AS BOAS FESTAS A TODOS OS CONTRIBUINTES DESEJANDO UM PRÓSPERO ANO DE 2012?


Recebido por e-mail

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"A minha alma está parva"




O homem "aparvalhou-se".

Obviamente que isto traduz uma emoção perante a realidade porém, como reconhece o “aparvalhamento" que lhe vai na alma revela, em simultâneo, uma incapacidade de entender essa mesma realidade. Tudo isto à luz do dia e num jornal “so called” privado.

Confusos? Eu passo a explicar:

Deram-me o Jornal de Oeiras (12/10 – ano VII nº 317) onde o sr. Nuno Campilho tem uma “coluna de opinião“. Ávida de um bom naco de prosa, tão difícil de encontrar pese embora VEXA a tal não nos tenha habituado, resolvo lê-lo, tanto mais que o título do dito artigo é “Minha alma está parva!”

O título, rezam as normas da escrita técnica, é essencial para chamar a atenção do leitor sendo que destapa subtilmente o conteúdo da prosa. É assim como espreitar pelo buraco da fechadura depois de acicatada a curiosidade.

Como é impossível resistir a tanto encanto, e sendo uma leitora compulsiva, resolvi apaziguar a curiosidade.

Para aqueles que não recebem o dito Jornal nem o conseguem encontrar, resumo o teor do desabafo:

Estava o dito cidadão posto no seu sossego desfrutando o fim-de-semana quando é confrontado com dezenas de SMS a dizerem-lhe que estava na SIC Notícias. Habituado às luzes da ribalta, intimo do narciso, orgulhoso do seu ego e ciente da importância da pertença a uma confraria (IOMAF), resolve sintonizar o plasma gigante no dito canal televisivo.

Pensava ele para com o seu ego, que teriam reposto uma reportagem sobre o SMAS em que expunha as mais finas teorias sobre a importância da existência da dita empresa municipal, nada de propaganda, tudo exposição técnica, que ele é um altamente qualificado em águas, ou não se chamasse Campilho.

Mas para seu espanto em plena hora do telejornal, dava-se como exemplo do despesismo o ajuste directo do SMAS para um jantar de 700 pessoas (todos eles maioritariamente funcionários) no valor de 66 mil euros.

E é a partir daqui que o artigo se torna verdadeiramente interessante e revelador da personagem. Revoltado com tamanha heresia começa a debitar justificações: Ele um “pobre gestor qualificado com um mini MBA”, fez uma ajuste directo para um jantar numa tenda com espectáculo. Deu, assim, emprego a muito freelancer de Oeiras porque a empresa era do concelho (E não disse, mas pensou - afastou os trabalhadores precários do Rendimento Social de Inserção e contribuiu para a diminuição do desemprego). Mais, como é muito poupadinho conseguiu até comemorar, em simultâneo, o aniversário da CMO.

Tudo isto na mesma barraquinha, perdão, tendinha onde o sr. Tino de Oeiras apareceu como “starring“ da ocorrência e “lui même“ como co-starring.

E se o mesquinho jornalista dividisse o preço do dito jantar pelo número de pessoas poderia perceber claramente que nem no McDonald’s se come tão barato, acrescido do facto de não terem direito a espectáculo.

Como não é homem de meias tintas e sempre disse tudo o que pensa, aponta o dedo à opção editorial da estação de televisão e questiona os gastos que esta faz com a “Gala do Globo de Ouro “ e com o seu 18ª aniversário. (Sente-se nesta passagem um “ressentimento“ por nunca ter ganho o “Globo de Ouro na categoria de actor cómico“)

Entre outras preciosidades, acaba o artigo a dizer que o escreveu enquanto cidadão e este não vincula o CA do SMAS.

É por tudo isto que a alma do sr. Campilho está parva. Eu estendo!

"Aparvalhe-se" lá à vontade porque, mesmo “aparvalhado” com tamanha ousadia da SIC, Vexa sabe que os munícipes de Oeiras e os cidadãos deste país à beira mar plantado, vão continuar a pagar a facturazinha da água e nem refilam; a pagar impostos sem olhar para trás e a não questionarem ou responsabilizarem quem de direito.

Somos “pobretes mas alegretes” não é verdade? Consequentemente, uma festinha de borla cai sempre bem. É o espírito “tuga”!

Evidentemente que todos sabemos muito bem, aprendemos até na escola, que o cidadão é apenas um pagante activo para que os “gestores da coisa pública", nomeados pela partidocracia vigente, gastem adequadamente, sempre, mas sempre, em proveito do cidadão.

É a democracia na sua essência e pureza: Votar de 4 em 4 anos e de preferência sempre nos mesmos. Temos direito ao voto desde que seja em vós, tudo o resto são deveres patrióticos.

E também, todos sabemos como as nomeações para os cargos são isentas. (É apenas um mero acaso e uma calúnia dizer-se que o seu presidente, aquele que o sr. considera como pai, foi condenado a 7 anos de prisão num Tribunal.) Portanto, pode e deve, em nome da transparência e do dever municipal de solidariedade chamado "Primus inter pares", apontar o dedo a uma gestão editorial e à liberdade de imprensa, por tamanha manipulação.

Tanto barulho por um jantareco. Pois claro! "Aparvalhou-se" e com razão!

Fica já aqui, se me permite, um conselho de pobre: Dado que estamos em altura de crise, quando quiser confraternizar com o pessoal trabalhador, perdão colaboradores do SMAS e CMO, sugiro que cada um leve seu “petisquinho” e depois partilhem irmamente.

Vai ver como a festa do IOMAF vai dar um artigo de estalo no Jornal de Oeiras. Dou-lhe até o título de um livro, também da Clara Pinto Correia, que tanto aprecia “Um esquema”.

Por fim, se permite apenas um reparo em nota de rodapé: Não compare o incomparável – A SIC é privada o SMAS não.