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segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Aviso para o IRS em 2012 - importante
Não esquecer na vossa declaração fiscal:
- o nome dos membros do governo e do parlamento na rubrica "Pessoas a Cargo".
Via e-mail
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Via e-mail
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
E diz o Passos...
QUE TAL ENVIARMOS AS BOAS FESTAS A TODOS OS CONTRIBUINTES DESEJANDO UM PRÓSPERO ANO DE 2012?
Recebido por e-mail
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
"A minha alma está parva"
O homem "aparvalhou-se".
Obviamente que isto traduz uma emoção perante a realidade porém, como reconhece o “aparvalhamento" que lhe vai na alma revela, em simultâneo, uma incapacidade de entender essa mesma realidade. Tudo isto à luz do dia e num jornal “so called” privado.
Confusos? Eu passo a explicar:
Deram-me o Jornal de Oeiras (12/10 – ano VII nº 317) onde o sr. Nuno Campilho tem uma “coluna de opinião“. Ávida de um bom naco de prosa, tão difícil de encontrar pese embora VEXA a tal não nos tenha habituado, resolvo lê-lo, tanto mais que o título do dito artigo é “Minha alma está parva!”
O título, rezam as normas da escrita técnica, é essencial para chamar a atenção do leitor sendo que destapa subtilmente o conteúdo da prosa. É assim como espreitar pelo buraco da fechadura depois de acicatada a curiosidade.
Como é impossível resistir a tanto encanto, e sendo uma leitora compulsiva, resolvi apaziguar a curiosidade.
Para aqueles que não recebem o dito Jornal nem o conseguem encontrar, resumo o teor do desabafo:
Estava o dito cidadão posto no seu sossego desfrutando o fim-de-semana quando é confrontado com dezenas de SMS a dizerem-lhe que estava na SIC Notícias. Habituado às luzes da ribalta, intimo do narciso, orgulhoso do seu ego e ciente da importância da pertença a uma confraria (IOMAF), resolve sintonizar o plasma gigante no dito canal televisivo.
Pensava ele para com o seu ego, que teriam reposto uma reportagem sobre o SMAS em que expunha as mais finas teorias sobre a importância da existência da dita empresa municipal, nada de propaganda, tudo exposição técnica, que ele é um altamente qualificado em águas, ou não se chamasse Campilho.
Mas para seu espanto em plena hora do telejornal, dava-se como exemplo do despesismo o ajuste directo do SMAS para um jantar de 700 pessoas (todos eles maioritariamente funcionários) no valor de 66 mil euros.
E é a partir daqui que o artigo se torna verdadeiramente interessante e revelador da personagem. Revoltado com tamanha heresia começa a debitar justificações: Ele um “pobre gestor qualificado com um mini MBA”, fez uma ajuste directo para um jantar numa tenda com espectáculo. Deu, assim, emprego a muito freelancer de Oeiras porque a empresa era do concelho (E não disse, mas pensou - afastou os trabalhadores precários do Rendimento Social de Inserção e contribuiu para a diminuição do desemprego). Mais, como é muito poupadinho conseguiu até comemorar, em simultâneo, o aniversário da CMO.
Tudo isto na mesma barraquinha, perdão, tendinha onde o sr. Tino de Oeiras apareceu como “starring“ da ocorrência e “lui même“ como co-starring.
E se o mesquinho jornalista dividisse o preço do dito jantar pelo número de pessoas poderia perceber claramente que nem no McDonald’s se come tão barato, acrescido do facto de não terem direito a espectáculo.
Como não é homem de meias tintas e sempre disse tudo o que pensa, aponta o dedo à opção editorial da estação de televisão e questiona os gastos que esta faz com a “Gala do Globo de Ouro “ e com o seu 18ª aniversário. (Sente-se nesta passagem um “ressentimento“ por nunca ter ganho o “Globo de Ouro na categoria de actor cómico“)
Entre outras preciosidades, acaba o artigo a dizer que o escreveu enquanto cidadão e este não vincula o CA do SMAS.
É por tudo isto que a alma do sr. Campilho está parva. Eu estendo!
"Aparvalhe-se" lá à vontade porque, mesmo “aparvalhado” com tamanha ousadia da SIC, Vexa sabe que os munícipes de Oeiras e os cidadãos deste país à beira mar plantado, vão continuar a pagar a facturazinha da água e nem refilam; a pagar impostos sem olhar para trás e a não questionarem ou responsabilizarem quem de direito.
Somos “pobretes mas alegretes” não é verdade? Consequentemente, uma festinha de borla cai sempre bem. É o espírito “tuga”!
Evidentemente que todos sabemos muito bem, aprendemos até na escola, que o cidadão é apenas um pagante activo para que os “gestores da coisa pública", nomeados pela partidocracia vigente, gastem adequadamente, sempre, mas sempre, em proveito do cidadão.
É a democracia na sua essência e pureza: Votar de 4 em 4 anos e de preferência sempre nos mesmos. Temos direito ao voto desde que seja em vós, tudo o resto são deveres patrióticos.
E também, todos sabemos como as nomeações para os cargos são isentas. (É apenas um mero acaso e uma calúnia dizer-se que o seu presidente, aquele que o sr. considera como pai, foi condenado a 7 anos de prisão num Tribunal.) Portanto, pode e deve, em nome da transparência e do dever municipal de solidariedade chamado "Primus inter pares", apontar o dedo a uma gestão editorial e à liberdade de imprensa, por tamanha manipulação.
Tanto barulho por um jantareco. Pois claro! "Aparvalhou-se" e com razão!
Fica já aqui, se me permite, um conselho de pobre: Dado que estamos em altura de crise, quando quiser confraternizar com o pessoal trabalhador, perdão colaboradores do SMAS e CMO, sugiro que cada um leve seu “petisquinho” e depois partilhem irmamente.
Vai ver como a festa do IOMAF vai dar um artigo de estalo no Jornal de Oeiras. Dou-lhe até o título de um livro, também da Clara Pinto Correia, que tanto aprecia “Um esquema”.
Por fim, se permite apenas um reparo em nota de rodapé: Não compare o incomparável – A SIC é privada o SMAS não.
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