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sábado, 19 de setembro de 2009

Prontos, porreiro pá!

De um lado temos um primeiro-ministro que tirou uma licenciatura a um domingo, do outro uma candidata ao mesmo cargo que parece ter chumbado sucessivamente nas aulas de Língua Portuguesa.


Difícil combate!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Olhem bem para os olhos dela







por Baptista-Bastos


Esvoaça, embora discreto e módico, o perfume do poder e já o alvoroço se instalou nos militantes do PSD. Nos fóruns das rádios e das televisões, nos debates, nos artigos, nas preposições do Pacheco Pereira os sentimentos dominantes medeiam entre a glória do mando e o revanchismo. A euforia nunca foi boa conselheira. O próprio significado da palavra suscita precauções. Mas é preciso conhecer o significado da palavra.

O PSD, como se sabe, é constituído por uma série de ilhas, num oceano de atritos. O recente golpe de karaté aplicado pela dr.ª Manuela ao pobre Passos Coelho é paradigmático. O homem não foi, somente, afastado; foi vexado sem clemência. A senhora não abole distâncias: cria-as. Funcionando por exclusões, interdita, primeiro, qualquer veleidade de ascensão daqueles que a ela se opuseram; depois, cultiva o tribalismo, que desencoraja a mínima hipótese de dissenção. Naturalmente, esta prática despreza a ética.

O que se prepara, no caso (pouco provável) de José Sócrates perder as eleições é a aplicação de uma teia reticular de interesses particulares sobre o edifício do Estado. O PSD não dispõe de nenhuma estratégia de Governo. As soluções que vagamente expõe são as tradicionais da Direita. Qualquer preocupação de justiça é eliminada; as privatizações multiplicar-se-ão; a Saúde pertencerá às seguradoras com intervenção mínima do Estado, que será reduzido em todos os sectores da sociedade; aumento de impostos, mais repressão no mundo do trabalho. Nada de novo.

A dr.ª Manuela não alimenta o segredo das paixões. Nada promete que nos alivie do rude peso que, sabe-se lá como?!, tem sobrevivido a todas as penúrias impostas. Porque não haverá alterações de fundo, nem sequer remendos mal cerzidos, às avarias sociais de que temos sido vítimas. A responsabilidade do que nos acontece também terá de ser assacada ao PSD. Não há inocentes neste drama. O PS talvez tenha um comportamento menos brutal; porém, nunca concebeu ou estimulou uma consciência ética e estética que se prolongasse para além de si mesmo. Não é de estranhar que a dr.ª Manuela ameace rasgar um número ainda desconhecido, mas certamente vultoso, de decisões tomadas pelo Executivo Sócrates, caso seja "distinguida com o Governo" [sic].

Se há, manifestamente, uma tendência nos jornais, nas rádios, nas televisões e nas sondagens para se inflectir no PSD, isso deve-se mais ao desencanto que o PS provocou do que a méritos da dr.ª Manuela. A senhora é, rigorosamente, o que aparenta. E nada de bom se adivinha nessa aparência: algo de anacrónico, de deformado, incapaz de esboçar os contornos de uma sociedade mais justa.

Olhem bem para os olhos dela. Está lá tudo o que assusta.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Se Moniz sair da TVI será escandaloso"

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À SIC Notícias, a líder social-democrata diz que não aumenta os impostos e que o Governo tinha de saber do negócio da PT, ao contrário do que José Sócrates afirmou hoje.


A líder do PSD fez ontem a primeira promessa aos portugueses se ganhar as eleições e formar governo: "Não aumentarei os impostos!" Manuela Ferreira Leite já tinha garantido na entrevista à SIC Notícias que nada dirá ao País que não possa cumprir. "É necessário crescer, enriquecer e as empresas desenvolverem-se", justificou a líder laranja.

Ferreira Leite aproveitou para responder às acusações que o primeiro-ministro fez ao Executivo de Durão Barroso, de que fez parte como ministra das Finanças, de que teria herdado um País prisioneiro de um enorme défice público. A líder social-democrata sublinhou que esse problema foi gerado no Governo socialista de António Guterres. E os "sacrifícios" que ela própria pediu aos portugueses para controlar - tendo admitido que não o conseguiu resolver - foram impostos pela União Europeia, que ameaçava cortar os fundos comunitários ao País.

Num ataque constante, embora sem agressividade, ao líder do Governo, Ferreira Leite lembrou a recente entrevista de José Sócrates também à SIC Notícias: "O que me preocupa é como o primeiro- -ministro não pronunciou uma única vez a palavra que define o problema do País: endividamento." E voltou à mesma ideia durante as respostas à jornalista Ana Lourenço: "O primeiro-ministro não sussurrou a palavra endividamento uma única vez."

Manuela Ferreira Leite reiterou que o Governo está a combater a crise de forma errada ao apostar nos grandes investimentos públicos, em particular no projecto de alta velocidade (TGV). "Se o País não estivesse endividado... não sou maluquinha contra os comboios", argumentou. "O TGV não cria emprego, as estradas não criam emprego", garantiu a líder social-democrata, acusando o primeiro-ministro de arrastar Portugal para o "emprobrecimento irremediável" caso persista neste rumo. E remetendo para o apelo público lançado pelos economistas contra as grandes obras, frisou: "Não existe um único economista credível que não partilhe desta opinião. O primeiro-ministro está sozinho."

O rumo que pretende traçar no programa de governo do PSD, e que será divulgado no final de Julho, é o de uma aposta forte no apoio às pequenas e médias empresas e no reforço do apoio social às famílias. Medidas como a recuperação do património e do parque escolar são aquelas que disse geradoras de emprego.

Ferreira Leite criticou ainda o processo de nacionalização do BPN e mostrou-se favorável à venda do banco. Elogiou a comissão de inquérito parlamentar ao caso e concluiu que "a imagem do Banco de Portugal" e do seu governador Vítor Constâncio "saíram afectadas". Quando questionada sobre Dias Loureiro neste processo, a antiga companheira dos governos de Cavaco Silva e até do Conselho de Estado preferiu "não fazer juízos de valor sobre as pessoas".

Já o imbróglio do BPP mereceu--lhe as "maiores preocupações" porque envolve as poupanças de portugueses entregues a um sistema bancário que deveria ser de confiança. Neste ponto, Manuela Ferreira Leite garantiu que se fosse ministra das Finanças, ao invés do que aconteceu com Teixeira dos Santos, não ficaria oito meses calada perante um problema gravíssimo e enquanto as contas estavam congeladas. "O ministro das Finanças falhou rotundamente!"

Voltou à carga contra Sócrates ao acusá-lo de faltar à verdade ao dizer que desconhece a intenção da PT em adquirir 30% da Media Capital, proprietária da TVI. E se o negócio se concretizar e com ele a substituição do director-geral do canal de televisão, José Eduardo Moniz, então, disse a líder laranja, "é gato escondido com o corpo de fora". Uma eventual ingerência na linha editorial do canal mais agressivo para o Governo e o primeiro-ministro foi considerada por Ferreira Leite como "escandalosa" e "gravíssima para a democracia".

A presidente do PSD voltou a dizer que não vai pedir a maioria absoluta aos portugueses que apenas têm de escolher se querem manter Sócrates no poder. "Se não quiserem é melhor não dispersarem os votos." Recusou-se a falar de cenários pós-eleitorais, incluindo alianças com o CDS.

Disse claramente que os "barões" e "baronetes" do PSD não podem ser "menosprezados" e garantiu que o partido está unido para o combate eleitoral. Quanto a Pedro Passos Coelho ser candidato a deputado, colocou-o como hipótese: "Com certeza que daria um bom deputado."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

José Sócrates “está a enganar as pessoas”



É assim que Manuela Ferreira Leite interpreta a moção "PS: A força da mudança" que o Primeiro-ministro anunciou ontem e que é o cavalo de batalha das eleições directas que se realizam na próxima sexta-feira e sábado.

Em reacção à moção ontem anunciada por José Sócrates, Ferreira Leite acusa o Primeiro-ministro de ajudar classe média com falsas medidas, considerando que reduzir as deduções fiscais daqueles que beneficiam de maiores rendimentos não chega para ajudar a classe média

A presidente do PSD considera que a moção é insuficiente, sublinhado que não é nas classes mais altas que está a maior fonte de receitas para ajudar a classe média. Ferreira Leite insiste que a descida dos impostos é urgente e necessária mas implicará sempre uma perda de receitas.

Sentido das Letras / Copyright 2008 - 2/9/2009 9:49 PM

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MELHOR TIRO

"Sete meses depois de iniciar funções, Manuela Ferreira Leite dispara o seu melhor tiro contra Sócrates: desafio para debate público. Acertou na mouche. Sócrates recusou, a correr."
Marcelo Rebelo de Sousa

sábado, 8 de novembro de 2008

Ferreira Leite pede suspensão da avaliação dos professores

Educação
Ferreira Leite pede suspensão da avaliação dos professores
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, defendeu hoje a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas


Numa declaração na sede nacional do PSD, em Lisboa, Manuela Ferreira Leite defendeu também o fim da divisão da carreira docente em duas, a de professor e a de professor titular.

A ex-ministra da Educação falou aos jornalistas depois de se reunir com professores militantes do PSD que são dirigentes sindicais, na véspera de mais uma manifestação de professores convocada para Lisboa contra o actual modelo de avaliação.

«A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente», salientou Manuela Ferreira Leite.

A presidente do PSD criticou, contudo, o actual modelo, considerando que é injusto e que a sua burocracia está a perturbar a actividade docente.

«O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial», afirmou, na declaração sem direito a perguntas.

«O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo. A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino: a motivação dos professores», acrescentou.

Manuela Ferreira Leite anunciou que, «por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação» e entende que, «desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz».

«A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar. A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo», defendeu.

De acordo com a presidente do PSD, é preciso também «acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda».

«Insistir no actual modelo é pura perda de tempo. Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e, principalmente, os alunos e as suas famílias estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas», concluiu Manuela Ferreira Leite.

Lusa / SOL