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sábado, 16 de fevereiro de 2008

CARLOS A. SARAIVA

Perdeu-se um Homem único, um não desistente, um lutador extremo que apoiava todos, tanto nas suas más horas como nos bons momentos.Tenho orgulho em ser filho dele e sinto pena não só pelos meus irmãos (principalmente por eles, que viveram com o meu pai os seus melhores anos de toda a sua curta vida)como por Oeiras em geral que perde um simbolo histórico desde a sua existência ...Peço a todos que honrem o BOM nome dele e que lutem pelo que ele lutava...

BERNARDO SARAIVA


No poiso final do meu Pai, moram com ele todo o amor que semeou com palavras embrulhadas em verdade e franqueza.Na minha boca, TODAS as palavras ficarão aquém do que é obrigatório dizer e qualquer grito é vago e iverosímil. Carlos Saraiva, mais que meu pai, foi seguramente o ser vivo mais irrepetível que alguma vez conheci, dotado de um carisma anormalmente desmesurado, o meu Pai bafejou almas várias com socorros a vulso e abraços gratuitos. No limiar da despedida fica um amargo de boca por seres tão grande, por seres tão ÚNICO.Curioso é de notar como o meu Pai se desdobrava no papel de cidadão interventivo e jornalista apaixonado, de caneta em riste Carlos Saraiva emocionou uns, fez tremer outros. Genuinamente inquietante, inacreditavelmente activo, este foi um Homem sem idade...Onde quer que estejas meu Pai, fica na garantia que o teu sangue transborda de orgulho de tudo o que representas e que (melhor seria) aqui estaremos para que, qual tribalismo, enchermos as tuas medidas naquele que é o teu apaixonante legado.Do espaço para o espaço, olho no olho, teu filho, meu Pai...

Amo-te muito.
Rodrigo Saraiva


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