Via Jornal de Oeiras, 4 de Maio / 2010
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terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Recordar o Jornalista Carlos Saraiva e prestar tributo à Liberdade

Recordar e memoriar a morte prematura do Jornalista Carlos Saraiva é acima de tudo, um grito pela libertação, contra o sofrimento dos povos naturais e residentes no concelho de Oeiras e na freguesia de Barcarena.
Melhor do que eu, ou todos nós, são os filhos quem mais sabem dizer sobre essa personagem apaixonante que foi em vida, o Carlos Saraiva. Um dos poucos homens que deverão, por nós oeirenses, ser recordado depois da sua prematura morte.
Para mim, cidadão deste concelho, foi mais do que um Jornalista de caneta em riste, na luta pela Liberdade, ele era sobretudo um português convicto, absolutamente ciente, dos seus direitos e acima de tudo, dos seus deveres. Aprendi com ele, mesmo com os meus 57 anos de idade, e vida sofrida nesta terra de Barcarena e neste concelho de Oeiras, que mal sei identificar.
Quero expressar aos seus filhos e demais família e amigos, o meu agradecimento, por ter conhecido e privado com Carlos Saraiva, sem dúvidas, uma referência de liberdade, de cidadania e de apurado sentido social e humano.
Conheci poucos oeirenses, com a sua garra e vontade de mudar este mundo, tornando-o mais plural e luminoso, para todos, e não apenas para alguns.
Mariano Gonçalves
(deputado independente pelo PSD à Assembleia de Freguesia de Barcarena)
17-02-2008 10:14
17-02-2008 10:14
[Recebido por e-mail]
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Até sempre Pai!
Cara Isabel,
Não sei se nos conhecemos (talvez sim), mas isso não importa. Quero começar por lhe agradecer o esforço para manter viva a memória do meu pai. Peço-lhe depois que publique este pequeno texto sobre o Carlos Saraiva, o meu Pai.
Não sei se nos conhecemos (talvez sim), mas isso não importa. Quero começar por lhe agradecer o esforço para manter viva a memória do meu pai. Peço-lhe depois que publique este pequeno texto sobre o Carlos Saraiva, o meu Pai.
Até sempre Pai!
O chão branco de uma folha não é suficiente para contar todos os ensinamentos que contigo aprendi. Mas uma coisa te prometo: não mais deixarei de dizer em voz alta o quanto foste (és) importante para mim, isto apesar das tensões e dos arrufos que são parte insubstituível da relação entre o melhor pai do mundo e qualquer um dos seus filhos.
No beijo do teu adeus, descobri a importância dos teus silêncios e dos teus olhares, por vezes de reprovação. Não eram mais do que um sinal da tua preocupação com o rumo que a vida dos que sempre amaste podia tomar. Afinal, e como sempre, tinhas razão.
Sabes, Pai... Não é fácil lembrar-me de ti sem que uma ou duas lágrimas escorram rosto abaixo, em sinal de uma saudade que é tudo menos gratuita ou, como tu dirias, é tudo menos "uma mariquice". Há no entanto algumas coisas que me confortam. Desde logo a convicção profunda de que, apesar dos teus exageros, foste profundamente feliz nos últimos quatro anos. Depois porque tinhas ao teu lado a Teresa Lima, certamente uma grande mulher. Por outro lado, fiquei a saber, por estes dias de despedida, que tu, Pai, foste e serás uma referência da vila de Oeiras que tanto amavas. Ouvir tanta gente falar de ti, dizer tantas coisas bonitas e verdadeiras a teu respeito, sabendo que não tinhas nada em troca para lhes dar a não ser a tua enorme grandeza como homem e como Pai fez-me sentir ainda mais orgulho em ser teu filho.
À Joaninha, minha "mana" e ao Miguel Morgado peço mais uma vez que não deixem morrer o sonho do meu Pai: resistam a tudo e a todos que queiram pôr um ponto final no Jornal de Oeiras. Por favor, não desistam de lutar e de continuar o sonho dele.
Pai, eu sei que, mais cedo ou mais tarde, havemos de nos encontrar. algures numa esquina do tempo. Até lá ficará para sempre a saudade e a responsabilidade de falar de ti a toda a gente porque, sem a menor das dúvidas, tu és e serás sempre a minha referência e o meu modelo. Até sempre, Pai!
Nuno Saraiva
sábado, 16 de fevereiro de 2008
CARLOS A. SARAIVA
Perdeu-se um Homem único, um não desistente, um lutador extremo que apoiava todos, tanto nas suas más horas como nos bons momentos.Tenho orgulho em ser filho dele e sinto pena não só pelos meus irmãos (principalmente por eles, que viveram com o meu pai os seus melhores anos de toda a sua curta vida)como por Oeiras em geral que perde um simbolo histórico desde a sua existência ...Peço a todos que honrem o BOM nome dele e que lutem pelo que ele lutava...
BERNARDO SARAIVA
No poiso final do meu Pai, moram com ele todo o amor que semeou com palavras embrulhadas em verdade e franqueza.Na minha boca, TODAS as palavras ficarão aquém do que é obrigatório dizer e qualquer grito é vago e iverosímil. Carlos Saraiva, mais que meu pai, foi seguramente o ser vivo mais irrepetível que alguma vez conheci, dotado de um carisma anormalmente desmesurado, o meu Pai bafejou almas várias com socorros a vulso e abraços gratuitos. No limiar da despedida fica um amargo de boca por seres tão grande, por seres tão ÚNICO.Curioso é de notar como o meu Pai se desdobrava no papel de cidadão interventivo e jornalista apaixonado, de caneta em riste Carlos Saraiva emocionou uns, fez tremer outros. Genuinamente inquietante, inacreditavelmente activo, este foi um Homem sem idade...Onde quer que estejas meu Pai, fica na garantia que o teu sangue transborda de orgulho de tudo o que representas e que (melhor seria) aqui estaremos para que, qual tribalismo, enchermos as tuas medidas naquele que é o teu apaixonante legado.Do espaço para o espaço, olho no olho, teu filho, meu Pai...
Amo-te muito.
Rodrigo Saraiva
[Da caixa de comentários]
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
CARLOS A SARAIVA
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Ao Homem, ao Amigo de uma década, a minha profunda tristeza na hora da súbita partida.
Ficou por tomar uma última 'bica' sempre adiada...
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Carlos A. Saraiva,
Jornal de Oeiras,
na despedida
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
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