Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo Amaral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gonçalo Amaral. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O caso Maddie McCann

Moita Flores defende Gonçalo Amaral denunciando "atentado à liberdade"
JN 15h15m


O ex-inspector da PJ Moita Flores afirmou hoje que o julgamento do livro de Gonçalo Amaral "Maddie - A Verdade da Mentira", em que se reproduz a tese de envolvimento do casal McCann na morte da filha, "é um atentado à liberdade".

Moita Flores, ouvido em vídeo-conferência como testemunha da defesa de Gonçalo Amaral, observou que a teoria da morte da criança consta da investigação policial e refutou a argumentação do casal McCann de que a difusão da tese prejudica a investigação sobre o paradeiro da criança.

Sublinhando que "os direitos constitucionais não podem ser atacados", o ex-agente da Polícia Judiciária (PJ) considerou "patética a ideia de que espalhar a tese" possa afectar o apuramento de factos e manifestou indignação "como cidadão pela tentativa de restringir a liberdade de expressão".

"Esta situação é aberrante e Gonçalo Amaral está a ser enxovalhado. Porque não se pode escrever sobre um caso que está encerrado? Há imensos casos assim, como o Ballet Rose ou o homicídio de John Kennedy, e já se escreveu muito", referiu o presidente da Câmara de Santarém.

Moita Flores acentuou que "ninguém pode ser impedido de pensar, independentemente de haver determinação judicial para arquivamento de um caso".

Acrescentou que um despacho de arquivamento "é um juízo de valor que um procurador faz sobre um determinado caso" e, em referência a esta decisão relativa aos arguidos Kate e Gerry McCann, produzida em meados de 2008, salientou que "outros dois magistrados poderiam ter chegado a duas conclusões diferentes".

Inquirido por Isabel Duarte, advogada do casal McCann, presente no julgamento, Moita Flores negou também que o livro de Gonçalo Amaral, cuja proibição de venda foi decretada provisoriamente a 09 de Setembro de 2009, afecte "o bom nome e a dignidade" da família inglesa.

"O livro é uma tese. A verdade absoluta não é de ninguém", disse Moita Flores, a única testemunha ouvida na parte da manhã na segunda sessão de julgamento, a decorrer no Palácio da Justiça, em Lisboa, em que a família McCann reclama na acção principal a protecção de direitos, liberdades e garantias.

Na parte da tarde, serão ouvidas mais três testemunhas de defesa, que prescindiu de uma outra: o criminalista José Manuel Anes, o ex-funcionário da Guerra & Paz Mário Sena Lopes e Tânia Raposo, responsável pela editora.

Além de Gonçalo Amaral, são visadas neste processo a editora "Guerra & Paz", a TVI, que exibiu documentário baseado no livro, e a produtora Valentim de Carvalho, pela comercialização de vídeo baseado no programa televisivo.

O livro "Maddie - A Verdade da Mentira" foi publicado em 2008 e lança a suspeita de que os pais da criança inglesa terão participado na ocultação do cadáver.

A criança inglesa Madeleine McCann desapareu em 03 de Maio de 2007 do quarto de um apartamento num aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve, onde se encontrava de férias com os pais e os dois irmãos.

Na qualidade de coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral integrou a equipa de investigadores que tentou apurar o que aconteceu a Madeleine.

Kate e Kerry McCann, que sempre mantiveram a posição de que Maddie foi raptada, foram constituídos arguidos em Setembro de 2007, mas acabaram por ser ilibados em Julho de 2008 por falta de provas para sustentar a hipótese avançada pelo inquérito de morte acidental da menina.

O Ministério Público arquivou o processo, que poderá ser sempre reaberto se surgirem novos dados considerados consistentes sobre o desaparecimento da criança.



Gonçalo Amaral: Maddie morreu no quarto
JN 2008-07-05 (aqui)

Justiça: Contestação à providência cautelar sobre ‘A Verdade da Mentira’

CM 13 Janeiro 2010 - 00h30


“Maddie morreu e pais ocultaram”

A investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, na Praia da Luz, em Maio de 2007, começou como se de um rapto se tratasse. Mas "Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos porque os elementos recolhidos durante a investigação apontavam para morte, simulação de rapto e ocultação do cadáver da criança", garantiu ontem em tribunal o inspector-chefe Tavares de Almeida, um dos investigadores da PJ que teve o caso em mãos até ser afastado – no início de Setembro de 2007 – quando pediu a alteração das medidas de coacção para prisão preventiva "para evitar a sua saída de Portugal".


'Sempre falámos em morte acidental. Até o procurador Magalhães Menezes [titular do processo] acreditava na morte de Maddie, tal como a própria Kate a determinada altura. Mas a PJ não tem poder de acusar e o processo foi arquivado', explicou Tavares de Almeida – perante o casal McCann – na primeira sessão de contestação à providência cautelar que proibiu a venda do livro do ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral ‘A Verdade da Mentira’.

'Os cães detectaram sangue e odor a cadáver no apartamento e no carro alugado. E tudo o que foi recolhido foi em conjunto com elementos do laboratório de Birmingham para não haver discrepâncias. Mas, por incrível que pareça, depois de o primeiro resultado ter mostrado que 15 em 19 alelos da amostra de ADN de Madeleine coincidiam, vieram dizer que tinham contaminado as amostras', acusou Tavares de Almeida.

A tese de morte e ocultação do cadáver foi defendida também pelo inspector Ricardo Paiva, que foi oficial de ligação entre a PJ e a família britânica. 'Partilho da afirmação de Gonçalo Amaral no livro. Maddie morreu, provavelmente num acidente trágico, e todos os indícios apontam para que os pais tenham ocultado o cadáver', afirmou.

A tese foi defendida pelo director da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo, Luís Neves – 'a simulação de rapto, ocultação de cadáver e morte acidental são hipóteses' – e pelo procurador Magalhães e Menezes – 'é mais provável que a criança esteja morta'.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Proibida venda de livro de Gonçalo Amaral

.
Caso Maddie

A 13ª Vara Cível de Lisboa deferiu hoje a providência cautelar apresentada pelo casal McCann, pais de Maddie – desaparecida na praia da Luz em Maio de 2007 – no sentido de proibir a venda do livro de Gonçalo Amaral, ex-inspector da Polícia Judiciária, que defendia a tese de que seriam os pais os responsáveis pelo desaparecimento e morte da criança.


McCann exigem 1,2 milhões de euros de indemnização a Gonçalo Amaral

A família McCann continua a exigir o pagamento de uma indemnização de pelo menos 1,2 milhões de euros ao ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral pelas suas declarações consideradas difamatórias a propósito do desaparecimento de Madeleine (...)