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sexta-feira, 4 de abril de 2008

V CICLO DE ESTUDOS OEIRENSES DA VIAGEM

Coube A José Manuel Anes abordar nesta sessão o tema: A DESCOBERTA DO "EU" INTERIOR NAS RELIGIOSIDADES ANTIGAS E NAS MODERNAS

José Manuel Anes no Colóquio "Lisboa Imaginal" - Grémio Lisbonense (Rossio), 1993 acompanhado da esq. para a dir de Lima de Freitas, Natália Correia e Dórdio de Guimarães.




J.M.Anes é autor e co-autor de cerca de 30 obras nos domínios das religiosidades, das espiritualidades, do esoterismo, do simbólico, do imaginário, da transdisciplinaridade, e ainda no domínio da violência religiosa e do terrorismo religioso (respigámos da nota curricular).

Retirámos do pequeno resumo:
«A descoberta do Eu interior...é uma descoberta espiritual baseada quer nas antigas espiritualidades gnósticas, quer na recriação contemporânea, sob a forma de "novas espiritualidades". Quer umas quer outras falam, entre outros termos, do "germe da divindade" - tal como as religiões nos falam de "Cristo em nós" ou do "estado de Buda"». O palestrante diz que pretende verificar «...quais as correntes que valorizam essa descoberta e os caminhos que elas encontraram para desenvolver esse "eu interior".

Falou-nos também, o conferencista, a propósito do tema da sua palestra, que S. Paulo terá sido o maior dos gnósticos ao defender a ideia do "Cristo em nós". Esta corrente de pensamento seria muito comum no Oriente cristão e budista - "Buda em Nós". Remonta a Pitágoras ( para referir o "pentagrama" como símbolo da ressurreição espiritual-religiosa)e aos egípcios onde o pensador grego bebeu influência e conhecimento. Aludiu ao gnosticismo-cristão que defendia, a partir da "queda do homem", a divinização do próprio homem (corrente oriental). Do mesmo modo referiu a importância da dimensão interior para os "sufis" islâmicos, para, finalmente, chegar às correntes modernas de "New Age"

sexta-feira, 7 de março de 2008

V CICLO DE ESTUDOS OEIRENSES DA VIAGEM

Voltámos ao Auditório da Biblioteca de Oeiras para ouvir Miguel Real falar-nos de "A Viagem em Torno das Viagens do Padre António Vieira". Diz-nos o orador que esta figura ímpar da nossa História (e do Brasil), foi o mais famoso pregador religioso português, nascido em Lisboa, em 1606 e faleceu em 1697 em S. Salvador da Bahía, para onde partira aos 6 anos com a família. Foi missionário, orador, diplomata, político, profeta, escritor, nacionalista.
Miguel Real realça a vertente da denúncia social em Pe. António Vieira. A denúncia do tratamento dado: aos escravos negros, aos índios explorados e escravizados e por fim aos judeus e cristãos-novos.
Suspeito pela Inquisisção acaba por ser preso e condenado


Com os agradecimentos a: http://www.vidaslusofonas.pt/padre_antonio_vieira.htm


MIGUEL REAL

Nasceu em Lisboa, em 1953. É licenciado em Filosofia pela Universidade de Lisboa e Mestre em Estudos Portugueses, pela Universidade Aberta, com uma tese sobre Eduardo Lourenço. Especialista em cultura portuguesa, Miguel Real é, actualmente, professor de Filosofia e colaborador do Jornal de Letras, onde faz crítica literária. Da sua obra fazem parte o ensaio, o romance, o teatro e a filosofia

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

V CICLO DE ESTUDOS OEIRENSES - DA VIAGEM

Voltámos ao V Ciclo de Estudos Oeirenses – DA VIAGEM, agora com uma comunicação da Dr.ª Isilda Maria Ramos Leitão, subordinada ao tema: - O “Outro” e o Diferente – da Carta de Pêro Vaz de Caminha.

Disse-nos a conferencista que pretendia tecer algumas considerações sobre o "outro" e sobre o outro e a globalização, tomando como ponto de partida a Carta de Pêro Vaz de Caminha, num vaivém entre o passado e o presente, entre o achamento do Brasil (…)e a Nova Ordem a que chamamos globalização.

A célebre carta, certidão do nascimento do Brasil actual, estaria esquecida por quatrocentos anos, recebendo a sua primeira edição impressa já em pleno século XIX. Infelizmente temos, a partir dela, apenas a perspectiva da visão europeia do outro, visto que os relatos escritos dos nativos brasileiros nunca chegaram até nós.

Ficámos a saber, por exemplo, que não eram só os europeus que procuravam um “novo-mundo”, também os ameríndios (Tupis-Guaranis) procuravam uma “Terra Sem Mal”. Falou-se de Bartolomeu de Las Casas e do Padre António Vieira, defensores dos Índios, em épocas diferentes. Falou-se de Ferreira de Castro e de José Rodrigues Miguéis, escritores que viveram e relataram a viagem e o quotidiano dos emigrantes nos novos mundos.
Imagem em cima: Adoração dos Magos, óleo s/ carvalho, c. 1501-1506, oficina de Vasco Fernandes, Museu de Grão Vasco, Viseu. De notar a substituição do tradicional Mago negro, Baltazar, por um índio «brasileiro».