O texto que se segue foi recebido por e.mail com pedido de publicação na coluna principal. Sendo a administração do Oeiras Local desconhecedora da veracidade dos factos lembra que a informação nele constante é da responsabilidade do respectivo autor.
FRENTE RIBEIRINHA DE ALGÉS
ESPAÇO DE LAZER SOBRE UM ATENTADO ECOLÓGICO -
1ª PARTE.
Foi há vinte cinco anos sensivelmente que largas dezenas de camiões começaram a descarregar toneladas de terras e entulho ao lado da praia de Algés, dando inicio à construção de um aterro que entrou Rio Tejo adentro e se prolongou até ao Dafundo. Durante três anos as descargas foram constantes. Uma nuvem de pó permaneceu insistentemente sobre aquela zona ribeirinha, afectando milhares de cidadãos.
Para os mais novos - que por certo não sabem - este aterro tinha por finalidade servir de base à edificação do WTC (world trade center) português num projecto que prometia arranha céus em fartura naquela zona tão singela e de habitat tão delicado. Felizmente por bons augúrios o projecto foi chumbado mas, como é normal em Portugal, o mal estava feito, a tentativa de facto consumado deixou vastos hectares de terra nova, tirando por outro lado o direito dos pescadores em fazer a sua faina, banhistas usufruírem do lazer e aniquilando a fauna e a flora que ali prosperavam - para os ecológicos: não venham dizer que é o nível do mar que sobe...
Durante uns bons vinte anos este espaço esteve abandonado, entregue aos matagais, aos drogados e à prostituição. A delinquência encontrou um campo aberto, no sentido objectivo do termo, para pôr em prática os seus vis actos.
À noite, em altas horas, dezenas de carros estacionavam no aterro, após recolherem mulheres mais "levianas" ali na zona da Av das Descobertas, ou junto ao estádio do Belenenses que também por lá paravam e também que ali as havia, em grande número, em Pedrouços, bem junto ao antigo cinema Restelo. O circuito tinha como ponto alto o aterro de Oeiras onde no interior das viaturas a pouca vergonha tinha lugar, bem em cima de milhões de contos - moeda antiga - espoliados aos contribuintes honestos pagadores de seus impostos.
Este tema foi sempre negligenciado pela Câmara Municipal de Oeiras. Este aterro é um atentado ambiental levado a cabo pela CMO.
Não querendo tomar mais tempo ao estimado leitor, pois que continuo o tema daqui por uns dias com novas informações, datadas da história recente.
António Manuel Bento, um cidadão ao serviço da comunidade."