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quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Quinta do Barão - mais elementos

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Caros Munícipes e Visitantes, na sequência dos meus posts sobre a Quinta do Barão e do profícuo e por vezes curioso e surrealista debate que aqui se gerou em torno do seu destino, a nossa distinta gestora fez-me chegar 'às mãos' (leia-se 'ao computador') dois links relacionados com o tema em apreço. Aqui fica o meu agradecimento a Isabel Magalhães.

Estes links parecem-me poder contribuir enormemente para nos dar uma ideia mais profunda, quer da história da quinta, quer do seu possível destino, pelo grande manancial de informação que contêm.
Não poderia deixar de os partilhar convosco.

O primeiro dá acesso a um ficheiro PDF (é necessário o Adobe® Acrobat), da responsabilidade da Câmara Municipal de Cascais.
Designa-se por "Estudo Preliminar do Plano de Pormenor da Quinta do Barão" e está datado de Março 2003.
Sobre ele não teço quaisquer considerações. Cada um que analise e julgue por si. O mesmo pode ser consultado CLICANDO AQUI.

O segundo conduz-nos a um site com a história de Carcavelos, e do texto presente na página (que cita a fonte, uma nossa 'conhecida' também da história de Oeiras), para os nossos propósitos, apenas nos interessa este trecho que transcrevo:

(…)

Coeva da época do marquês de Pombal é também a Quinta do Barão.

Os terrenos que a compõem foram comprados e murados por Jacinto Isidoro de Sousa, um afamado mestre-de-obras da Lisboa setecentista, o que dirigiu a conclusão do palácio Pombal, em Oeiras. A casa apa­laçada, de nobre estilo português, que é o encanto e a graça da Quinta do Barão, foi construída por esse mesmo mestre de obras com os restos do material do palácio do marquês, oferecidos pelo estadista ao mes tre que presidira ao remate da obra.

A casa foi concluída em vida do dono e habitada. Anos depois, com a sua morte, fecharam-se as portas do palacete. A viúva, sem amor à vida campestre, vendeu em 1794 toda a propriedade ao barão de Mossâmedes, um dos membros da grande família Almeida e Vasconcelos, e que era, ao tempo, o 12º senhor de Mossâmedes.

A quinta passou então a ter grandezas de propriedade senhorial. Brasões de família foram pintados nos tetos das suas salas. Um mobiliário sumptuoso recheou-a de ponta a ponta. Espalhou-se na terra, entre o povo, a nomenclatura “Quinta do Barão” baptismo popular e imperecível. O nome alongou-se às "cercanias, Alto do Barão, Baixa do Barão, etc., como um sinete de senhorio.

O vinho de Carcavelos" começava, pela época, a ter fama, nos mercados mundiais. O barão de Mossâmedes seguiu a indicação preciosa e plantou a sua propriedade de vinha. A adega, o vasilhame foram arranjadas nas proporções requeridas para as enormes colheitas. A marca de vinhos «Quinta do Barão» data dessa época.

nota: este site tem outras coisas, como fotografias e postais antigos, muito curiosas, que aconselho a quem gosta de vasculhar no passado.

O site pode ser visto CLICANDO AQUI

imagem: fotografia extraída do PDF citado acima e manipulada em Photoshop 4.0. CLIQUE PARA AMPLIAR.
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

rectificação

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Caros Munícipes e Visitantes, venho fazer uma rectificação ao meu post "rumores...", o qual aqui coloquei há pouco.

A correcção que pretendo fazer diz respeito ao helicóptero citado no texto.
Na verdade o mesmo, soube agora, é o da TVI, que na altura estava a fazer uma reportagem em directo dum incêndio ocorrido no Shopping Palmeiras. A notícia está AQUI.

O facto de o mesmo se encontrar em contra-luz acrescido do meu défice visual não me permitiram identificá-lo com rigor, e assim fui induzido em erro julgando que se tratava dum vulgar hélio de transporte. E também, não era visível nenhum incêndio, carros de bombeiros ou coluna de fumo, do ponto onde me encontrava. Nada que indiciasse o incêndio.

Seja como for, excluído este lapso, o resto do meu post é verídico e corresponde a uma realidade. A Quinta do Barão tem a importância histórica e ambiental que lhe atribuo e está efectivamente em risco de desaparecer, tragada na voragem do betão.
Fica-me também a satisfação deste inconveniente ter despertado a atenção dos munícipes de Oeiras e visitantes para esta questão. É caso para dizer: "Há males que vêm por bem"...

Para dar uma imagem melhor da quinta, ainda que uma pálida imagem, aqui ficam algumas fotografias para V. fruição:



Entrada principal, R. D. José I


Entrada principal, R. D. José I

Adega

Adega

Adega

Janelão a Sul, R. Dr. Joaquim José D'Almeida

Janelão a Sul, R. Dr. Joaquim José D'Almeida

O interior, visto de Sul. Ao fundo vê.se o bosquete.


imagens: © comunicação visual 2007 CLIQUE PARA AMPLIAR

Todas as fotografias entre 01nov2004 e 15abr2005.

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terça-feira, 9 de janeiro de 2007

rumores...

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Em 14 de Dezembro de 2006 fui contactado via mail por um munícipe, preocupado com os rumores, publicados na imprensa, sobre a 'betonização' em larga escala da Quinta do Barão (termo poente do Concelho de Oeiras).
Questionava-me este munícipe se eu dispunha de elementos sobre o assunto, que lhe pudesse fornecer.
Da troca de mails que então encetámos chegámos à simples conclusão de que ele dispunha de muito mais do que eu, nomeadamente de recortes de imprensa, e assim eu não podia contribuir em nada para o ajudar nas suas legítimas preocupações com o destino desta importante quinta. E assim continuo. Não disponho de mais informações. Excepto o que vi acontecer hoje.




A Quinta do Barão (ver as fotografias supra; na fotografia aérea a quinta encontra-se no centro da imagem) é relevante, quer do ponto de vista histórico, patrimonial, por ter sido o último produtor, o último reduto, do afamado Vinho de Carcavelos, quer por constituir uma enorme mancha verde, um pulmão, que purifica o ar na zona envolvente, nomeadamente defendendo-a da agressão da constante poluição da Av. da República e da via N 6-7 (portagens de Carcavelos - Estrada Marginal). A Quinta do Barão confina a Norte com a Quinta do Marquês, a nascente com a Quinta das Palmeiras, a Sul com os Lombos e a poente com a Quinta das Rosas, só para citar as mais importantes. Todas estas áreas envolventes estão hoje densamente urbanizadas e carecem de espaços verdes que ajudem a despoluir e purificar o ar.

Recordo o rude golpe que esta quinta sofreu na sua integridade, aquando da construção da N 6-7, que 'partiu' a quinta ao meio, deixando fora desta, desenquadrando, a importantíssima Adega (para a qual a Câmara de Cascais tem um projecto de instalação do Museu do Vinho).

Os rumores que num passado recente se levantaram referiam que a quinta seria transformada num empreendimento imobiliário com mais de 200 fogos que incluiria uma torre de 12 andares (a implantar no local onde se encontra o palácio e uma mancha de enormes, vetustas, e certamente centenárias árvores).
Os últimos rumores, que se parecem confirmar, apontam agora para a construção dum empreendimento hoteleiro de luxo da cadeia HOTÉIS REAL, que está referenciado AQUI.



Tenho um feeling de que as fotografias que aqui em baixo trago tenham a ver com este assunto e signifiquem que alguma coisa está para acontecer:


Este helicóptero - do tipo habitualmente usado para transporte de pequenos grupos de pessoas - andou uns bons 10 ou 15 minutos a pairar lentamente por sobre a Quinta do Barão, hoje de manhã, por volta das 9,30 h., até finalmente se afastar na direcção de Tires.
Quererá isto dizer que está para breve o

"Primeiro dia do resto da tua vida"...!?


nota: Peço desculpa pela péssima qualidade das fotografias mas, com o céu muito nublado, em contra-luz e a 'correr', era difícil obter melhores resultados.

imagens: © comunicação visual 2007 CLIQUE PARA AMPLIAR
fotografia aérea: © DigitalGlobe/Google Earth 2007 CLIQUE PARA AMPLIAR
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