Mostrar mensagens com a etiqueta Restauro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Restauro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Palácio do Egipto - actualização

.
Esta peça tem por finalidade mostrar a quem não passa pelo local há muito tempo, o estado actual das obras de recuperação e reabilitação do Palácio do Egipto, através de duas fotografias que tirámos hoje:

CLIQUE PARA AMPLIAR:


visto da Rua António Álvaro dos Santos, Oeiras
21-01-2009, 15:09

visto da Rua Dr. Neves Elyseu, Oeiras
21-01-2009, 15:38

fotos: © josé antónio • comunicação visual
.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Palácio do Egipto - reconstrução ou alucinação?

.
Desde que numa palestra em 2006 tomei conhecimento do que se cozinhava em relação ao Palácio do Egipto e à sua reconstrução e reabilitação, que comecei a ficar preocupado.

O que vinha a público era muito pouco, como de costume, e das poucas informações que eu tinha, sobressaía que a intervenção poderia estar a ser feita, mais a pensar na vã glória de algum arquitecto e de algum autarca, do que para realmente dar àquele importante edifício seiscentista — Património pré-pombalino da Vila de Oeiras, integrado no Centro Histórico — a dignidade que ele mereceria, tão degradado que ele foi por ocupações sucessivas pautadas pela incúria dos ocupantes, p.ex. a A.D.O., degradação amplificada pelo desleixo da autarquia em relação ao mesmo.

Porquê esta minha 'paixão' pelo icónico Palácio do Egipto?
Conheço-o desde criança, quando vim habitar Oeiras por volta de 1970. A sua designação chamou-me desde logo a atenção. O que raio tinha o Egipto a ver com Oeiras e com aquele palácio? Eu apenas sabia do Egipto o que aprendera nos bancos da escola e não era capaz, é claro, de estabelecer uma relação.
Sei hoje que a designação advêm de Nossa Senhora do Egipto, a padroeira da propriedade ali erigida, que deu nome à quinta e naturalmente passou para a casa nobre entretanto ampliada e transformada em palácio, acabando por designar este. Cronos encarregou-se de fazer desaparecer a 'Nossa Senhora'... ficou orgulhosamente sozinho o 'Egipto'. Palácio do Egypto.

Aprendi muito sobre ele quando por volta de 1982/83 colaborei num trabalho de faculdade para História de Arte. Lembro de um contacto com uma arquitecta da C.M.O. que nos recebeu para nos fornecer alguns elementos sobre o palácio, contacto esse em que, entre outras coisas, ela nos mostrou fotografias de decorações afresco que tinham sido descobertas nos estuques no interior do palácio. Lamentavelmente esse trabalho de faculdade foi entregue sem terem sido feitas cópias... era uma época em que não havia dinheiro nem para uma bica...

Recordo-me também de, aos sábados, nos idos anos 70, lá ir assistir a sessões de cinema. Verdade! Juro!
Falha-me a memória e não garanto que fosse de borla, entrada livre. Mas se não era, os preços eram certamente muito mais acessíveis que os praticados na sala 'oficial' de cinema de Oeiras, o actual Auditório Eunice Muñoz, É claro que as coisas aconteciam duma forma menos 'profissional'. Era mais 'animatógrafo'. A sala era um corredor comprido com cadeiras de pau encostadas a um lado. O projector ficava atrás, no meio do corredor, e tinha ar de ter saído do fundo do baú, montado e desempoeirado a correr para o efeito. Mas funcionava, e isso era o importante! O écran era a branca parede do fundo. Arrisco chamar-lhe um ancestral dos mais tarde populares cinemas de bolso.

Ah, que magníficas cóboiadas ali vi!! Provavelmente filmadas em Espanha...
Ele era índios (os maus da fita), ele era cóbois, ele era cavalos, ele era enebriantes mulheres de saloon com um Ás na liga, ele era duelos ao amanhecer (que é de manhã que se começa o dia), ele era cavalgadas e grandes cenas de pancadaria... enfim, no fim o rapaz beijava a rapariga e casava com o cavalo.
E os gladiadores!? Eh valentes, à cachaporrada contra os gordos corruptos, lascivos e de ar amaricado, do Poder Romano!! Até lembra coisas de hoje... já não há é cachaporrada. Caiu o gládio.

Menos agradável, pelo contributo da sua existência para a degradação do palácio, são as memórias das jantaradas com amigos no restaurante/casa de fados que lá funcionou por volta de 1981 ou 82. Este também não durou muito, e ainda bem, que os estragos no edifício foram avultados.


Passemos à actualidade.
Há pouco estive a ler o "Oeiras Em Revista" n.º 92 - Julho 07, que nas páginas 71 a 75 apresenta um artigo sobre a decorrente reconstrução do Palácio do Egipto. Li o artigo, vi as imagens e os meus piores receios confirmaram-se! Fiquei literalmente estarrecido!

Aquele Pórtico é a maior aberração arquitectónica que se viu nos último tempos! Rivaliza com a pirosice das casas dos emigrantes em desintegração espacial e visual...
Tem uma estética que nada tem a ver com Oeiras e a sua história. Não existe nada em termos documentais em Oeiras que tenha a ver com aquele 'monstro'. Pelo menos que eu saiba.
Além disso tem uma volumetria completamente desadaptada ao espaço e construções envolventes — o Palácio, que fica 'esmagado' e a Igreja Matriz, que deixa de ser o centro de atracção visual, pólo condutor da visão através do Largo 5 de Outubro. Perde-se o equilíbrio daquele amplo espaço, que já tinha sido agredido pela abstrusa intervenção nele feita em tempos recentes, que em muito contribuiu para lhe retirar o carácter de centro vital de Oeiras, destruindo o comércio local e a vida, diurna e nocturna, que ali acontecia.

Já não bastava a aberração que é o portão-bunker da Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra no Centro Histórico da Vila de Oeiras, agora temos este novo mamarracho a atentar contra o Centro Histórico — será que o autor dos dois é o mesmo...!?

Sobre a prosa do artigo, em versão bilingue, apenas me ocorre dizer que é "para inglês ver".
Nada diz de concreto e soa permanentemente a 'desculpem qualquer coisinha'.
Tem uma grande falta de substância e de rigor histórico assim como no plano esteticamente conceptual, que sustenham e tornem compreensíveis as opções do projecto. Soa a 'poeira para os olhos'.


Sobre as imagens do artigo — chamo especial atenção para a quarta —, aqui ficam elas para que julgais por vós mesmos:

A propósito do andamento desta reconstrução, em 2 de Maio último publiquei
AQUI um pequeno slideshow que talvez mereça a pena rever, assim como os comentários.

Aguardo uma oportunidade para me deslocar ao palácio e verificar in loco o estado actual das obras. Nessa altura farei notícia.

imagens: extraídas do artigo supracitado - CLIQUE PARA AMPLIAR.
.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Palácio do Egipto

.
Um 'ponto da situação' em imagens:




Todas as fotografias usadas neste filme
foram tiradas em 29 Abr 2007, entre as 17:11 e as 17:18.

imagem: © comunicação visual 2007
música: António Carreira/Canção a Quatro Glosada, Segréis de Lisboa
.