Mostrar mensagens com a etiqueta História Local. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História Local. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Palácio do Egipto - actualização

.
Esta peça tem por finalidade mostrar a quem não passa pelo local há muito tempo, o estado actual das obras de recuperação e reabilitação do Palácio do Egipto, através de duas fotografias que tirámos hoje:

CLIQUE PARA AMPLIAR:


visto da Rua António Álvaro dos Santos, Oeiras
21-01-2009, 15:09

visto da Rua Dr. Neves Elyseu, Oeiras
21-01-2009, 15:38

fotos: © josé antónio • comunicação visual
.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

um crime hediondo em Oeiras...

.

D
esde os primeiros alvores da humanidade que as culturas humanas praticam dos mais diversos modos e múltiplos rituais o culto da morte. O desconhecido que esta representa exige que se encaminhe em segurança o espírito daquele que feneceu e se recolham os seus remanescentes como memória da sua breve passagem por entre nós, pobres mortais,


Morin dá-nos algumas pistas para a compreensão deste fenómeno, de contornos habitualmente tão dramáticos nas nossas sociedades. Eis a que me parece, na minha modesta opinião, a sua mais preciosa afirmação: "A morte não tem «ser»".

Esta ausência de 'ser', faz da morte algo incontrolável, obscuro, desconhecido, sinistro, e por isso merecedora do maior respeito.

De um modo geral todas as sociedades e culturas humanas tratam os seus mortos com grande respeito e dignidade.

Com exéquias, liturgias e rituais de inumação que dignificam quer o falecido, quer o mundo que abandonou para sempre.
Mas este não foi o caso...



O general Gomes Freire de Andrade (27-01-1757 Viena - 18-10-1817 Oeiras) cedo se destacou na carreira militar e política.
Era filho do embaixador de Portugal em Viena, Ambrósio Freire de Andrade (primo dos condes de Bobadela), e de uma condessa alemã da Boémia-Morávia. Foi comendador da Ordem de Cristo.

Chegou a Portugal em 1781, tendo ingressado como cadete no regimento de infantaria de Peniche. Posteriormente serviu na Armada Real.

Ascendeu rapidamente na hierarquia militar, tão rápido quanto possível a um oficial aristocrata, para o que contribuiu a sua passagem pelo exército russo de Catarina II (que lhe deu uma espada de honra) na guerra da Crimeia, e também uma passagem na frente de guerra contra os franceses entre a Prússia e a França além da sua participação com os espanhóis no bombardeamento de Argel e o comando do exército auxiliar português que combateu os franceses na Catalunha.

Tudo isto lhe deu um grande experiência, quer de combate, quer de comando de tropas, pelo que em pouco tempo atingiu o generalato (em 1795 era já marechal de campo).

Mas, apesar do prestígio militar alcançado, a sua vida, no final, não foi um glorioso mar de rosas, antes pelo contrário.

Acusado de liderar uma conspiração liberal e nacionalista contra a monarquia absoluta de D. João VI, montada pela Regência com a cumplicidade do governo militar britânico, representado por Beresford, foi detido como traidor na sua casa, na Rua do Salitre - e aqui entra Oeiras nesta tenebrosa e vergonhosa história...

o sinistro cárcere na torre de São Julião
(Forte de São Julião da Barra, Oeiras)

Gomes Freire de Andrade é transferido e encerrado num cárcere em rigoroso isolamento na base da torre do farol de São Julião da Barra, onde permanece cinco meses de total isolamento a aguardar julgamento. Um julgamento sumário que a cada documento que surge se revela ter sido uma farsa. Uma trágica farsa. Sem apelo nem agravo, a implacável e sórdida sentença foi lida.

E aos primeiros alvores do dia 18 de Outubro de 1817, no lugar onde hoje se ergue um monumento ao herói, procede-se à bárbara execução:

ENFORCAMENTO, DECAPITAÇÃO, CREMAÇÃO
e LANÇAMENTO DOS RESTOS AO MAR !!


O mais obsceno e desonroso tratamento que se podia dar a um militar e a um católico.

Não bastava a simples execução... Sob o comando do tenebroso general inglês Beresford, pretendeu-se apagar completamente da história e da memória dos portugueses que aquele bravo herói, e as suas ideias liberais, um dia tinham existido.
Mas não se pode passar uma borracha na história porque os homens não esquecem.
E o barão da Vitória de Nossa Senhora da Batalha, general Sebastião Francisco Severo Drago Valente de Brito Correia de Lacerda Green Cabreira, quando governador do Forte de São Julião da Barra, cargo para que foi nomeado em 1852, mandou edificar um singelo mas significativo monumento no local onde ocorreu o suplício.


o monumento que assinala o local da execução
(Estrada da Torre, Oeiras)

Q
uando visitamos este monumento, impressionante lugar de romagem patriótica cívica e da Maçonaria, parecem ressoar ainda no ar, sob o céu cinzento, as suas últimas palavras, já com a corda em volta do pescoço, alguns segundos antes do rufar dos tambores e do empurrão do verdugo, que pôs fim à vida dum patriota:


"Amei sempre a minha pátria e nunca fui traidor. Perdoem-me todos; e vocês, soldados, que foram sempre a minha gente, continuem a servir a pátria como sempre a serviram os portugueses".



Bibliografia e fontes:

Edgar Morin, O Homem e a Morte, 2.ª ed., Publicações Europa-América («Biblioteca Universitária, 19»), Mem Martins, 1988
Raul Brandão, Vida e Morte de Gomes Freire de Andrade, 4.ª ed., Lisboa, Alfa («Testemunhos Contemporâneos, 14») 1990 [in: Documentação distribuída em conferências e visitas guiadas Espaço e Memória]
Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Gomes_freire_de_andrade

imagem de Gomes Freire de Andrade: Wikipedia (crop)

fotografias do cárcere e monumento: © josé antónio / comunicação visual

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR


.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

ainda o Palácio do Egipto, para mais tarde recordar

.
Há dias andava eu por aqui a organizar fotografias antigas do meu arquivo, como de costume, porque é boa ideia deixar as coisas minimamente organizadas para os vindouros que possam vir a tirar partido delas, quando me deparei com duas que de imediato me despertaram uma especial atenção.

Lembraram-me um outra fotografia que tirei há algum tempo, pouco, e por curiosidade decidi compará-las no sentido de confirmar aquilo que eu já suspeitava.

As primeiras são duas fotografias a preto e branco, de 1986, do interior da Galilé de entrada do Palácio do Egipto.
Nestas, é possível ver como naquela época, apesar de alguns sinais de desmazelo e do que viria a acontecer, a degradação nos painéis de azulejo ainda não atingira aquilo que podemos constatar na fotografia a cores, mais recente, de 29 Julho 2006.

Apresento-as aqui para que possam fazer a comparação:

Era assim a Galilé em 1986...

O painel à direita do banco, ainda estava razoavelmente intacto...

O estado da Galilé em 2006
Notar o painel à direita do banco, quase completamente arrancado


Uma coisa salta logo à vista e não é preciso usar óculos. O painel de azulejos que se encontra à direita do banco foi completamente delapidado. E pelo aspecto, não se tratou da simples queda de azulejos por descolamento provocado pela humidade... Vê-se claramente na regularidade que se tratou de um acto deliberado, intencional, de alguém que arrancou e roubou - sim, roubou! - os azulejos, quase o painel todo na sua parte central, para certamente (sabemos que acontece) os vender no mercado negro.
Nota: Vêem-se tantos destes azulejos setecentistas azuis e brancos à venda pelas feiras de velharias e antiquários.

Já agora, e para matar saudades, ficam aqui mais algumas fotografias do Palácio do Egipto também tiradas em 1986, que desencantei no 'fundo do baú'. São 21 anos mais atrás. Uma memória que vai desaparecer dentro em pouco, da qual apenas nos restarão registos como estes (que guardo religiosamente, coisa que aconselho vivamente todos a fazerem às velhas fotos que possam ter encafuadas no sotão):

Fachada principal, voltada à Rua de Álvaro António dos Santos

O belo e elegante Portal de entrada

Pátio lateral, voltado à Rua de Álvaro António dos Santos

Curioso (e ingénuo) painel historiado com a figura
do Marquês de Pombal, afixado no Pátio lateral


Chaminés em dependências do Pátio lateral

Lanternim visto pelo interior

Frescos polícromos que decoravam as paredes interiors,
descobertos durante obras de reconstrução


Frescos polícromos que decoravam as paredes interiors,
descobertos durante obras de reconstrução

Escada emparedada (dava para a zona da adega e celeiro, a Sul)


fotografias: © josé antónio / comunicação visual e Júlio Batista - CLIQUE PARA AMPLIAR
.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

tunas, gosto...

.
D
um modo geral, acho que todos gostamos de tunas e daquela jovial alegria esfuziante e contagiante, ritmada no ingénuo balanço de músicas de teor popular, por vezes com letras humorísticas, até mesmo brejeiras e vernáculas ou cáusticas.


Este é um festival que me deixa com vontade de a ele me deslocar, para passar um bom momento de prazer e descontracção. Sei que é esse o ambiente, porque já assisti a diversos.
Neste sentido do divertimento, este artigo seria apenas para convidar os Munícipes a participar, aproveitando o facto da entrada ser livre, como forma de variarem da corriqueira rotina de sábado à noite. Assim é em parte, mas... não só.

Aproveito-o para relançar aqui um alerta que já fiz há muito tempo.
O espectáculo vai acontecer na Casa da Pesca...



E
sta - Casa da Pesca - está classificada como monumento nacional (ao que julgo saber), o que muito nos apraz e orgulha como oeirenses, apesar de por outro lado nos entristecer não ver qualquer real e efectivo esforço para a sua preservação. Talvez por estar tão longe e escondida das vistas.


Quando a visitámos em 9 de Setembro de 2006, visita de que demos testemunho AQUI, notámos e relatámos, a degradação causada pela sua utilização para a realização de espectáculos. Não que achemos que estes não possam ali ser realizados. Não é inédito, nem em Portugal, nem no resto do mundo.
O que criticamos é que a montagem das estruturas necessárias à realização de espectáculos seja descuidada e não seja acompanhada - não parece ser - da presença de um historiador ou um técnico com conhecimento sobre património e sensibilidade, que impeça certas barbaridades que por lá vimos, como sejam grampos de ferro cravados nas cantarias do enorme tanque de água e mesmo - pasme-se!! - nos painéis de azulejo, que contribuem com o resto do conjunto (casa da pesca propriamente dita, tanque, escultura e cascata) para tornar aquele um Local Nobre de Oeiras.


Porque não poupar aquele monumento e ao invés usar a Fundição de Oeiras para estes espectáculos? Se o critério é ser ao ar livre, também nesta existem amplos espaços desta natureza. A começar logo pelo pátio da entrada. Além de que a Fundição é perto da Estação da CP e muito mais acessível.

Lamentamos a falta de bom senso que preside à cedência destes espaços patrimoniais sem o devido acompanhamento técnico, como suspeitamos que irá ser (mais) um caso.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR

.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Espaço e Memória - Outono 2007

. A Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras continua activamente a promover diversas actividades no âmbito da História, da Cultura e do Património, em especial no que concerne a Oeiras. Apresento abaixo as próximas realizações programadas:


PROGRAMA DE
INICIATIVAS OUTONO 2007


ENCONTROS ESPAÇO E MEMÓRIA

25 Outubro
O Legado Islâmico em Portugal
Abdalah Kawli

29 Novembro
"As Oficinas" do Arqueólogo
Fernando Branco

13 Dezembro
Em Busca da Torre Perdida
O Futuro Museu da Fortaleza de N. Sra. da Luz
Margarida Ramalho

Quintas-Feiras: 20 h (local a designar - restaurante)

INSCRIÇÕES: Jantar e Palestra: Sócios 12,5 € / Público em geral 17,5 € N.° Mínimo 30 / N.° Máximo 50 Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra - 21 441 64 64 Associação Espaço e Memória - 96 512 87 63 / 91 260 87 20

Apoio: Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra


CURSO DE ARTES DECORATIVAS
Reflexos em Oeiras


20 de Outubro
Talha Dourada
José Meco

27 de Outubro
Iconografia Mitológica no Azulejo
Ana Paula Correia

03 de Novembro
Chinoiseries
José Meco

10 de Novembro
Arte Sacra
Hugo Crespo

17 de Novembro
Pedraria e Mármores Embutidos
José Meco

24 de Novembro
Estuques
Isabel Mendonça

* Duas visitas de estudo em locais e datas a definir

SÁBADOS: 15-18 h, Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras

INSCRIÇÕES: N.° Mínimo 40 / N.° Máximo 110 Sócios, Estudantes e Funcionários C.M.O e J. F. O. S. J. B. - 30 € Público em Geral - 60 € Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra - 21 441 6464 Associação Espaço e Memória - 96 512 87 63 / 91 260 87 20

Apoios: Câmara Municipal de Oeiras e Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra [2.ª série, Abril-Maio 2008: Azulejaria; Embrechados; Mobiliário; Arte dos Jardins...)


Todo e qualquer pedido de informação deverá ser endereçado às entidades acima referidas.

Faço ainda notar a diferença de preços entre associados e não-associados, que pode ser um bom incentivo a que se associem antes de se inscreverem, para beneficiarem do desconto... :)
.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

a foto que fascinou o 'povo'...

.
Aquela enorme fotografia aérea da Fundição de Oeiras e zona envolvente, com data provável de finais dos anos 50 ou inícios dos anos 60 (a), deve ter sido das coisas mais olhadas, suspiradas e fotografadas na recente visita guiada à Fundição de Oeiras, promovida pela Espaço e Memória.

É inaudito o fascínio que exerceu sobre os visitantes, bem como duas outras enormes fotografias aéreas das obras de ampliação efectuadas, uma de Abril de 1956 e outra de Abril de 1966, expostas na sala contígua. A sensação de viajar no tempo quando se olha para aquela fotografia é absolutamente indescritível. Sê-lo-á sobretudo para aqueles que conheceram Oeiras assim - falei com algumas pessoas daquela época. Também eu não resisti a fotografar aquela magnífica imagem, aquela máquina do tempo, da qual o nosso leitor F. Lopes já tinha enviado também uma fotografia que aqui publicámos há dias.

Eu, como gosto de ter 'trabalho', não me fiquei pelo fraco resultado obtido com as fotografias que fiz e quis ir mais longe. Nomeadamente oferecendo uma imagem total, sem a perturbadora presença deste vosso humilde escriba. :) Alguns 'passes de mágica' em Photoshop numa das minhas fotografias permitiram-me obter a imagem que mostro aqui. Mas a minha ideia era ir mais longe ainda. Queria fazer a comparação com a actualidade.

Na impossibilidade de alugar um helicóptero ou um zepelim para fazer uma fotografia aérea a partir do mesmo ponto aproximado de onde foi tirada a original dos idos 50/60's, resolvi a 'coisa' recorrendo ao incontornável Google Earth (b), ao qual fui buscar uma vista aérea da zona considerada, tirada de um ponto de visão a cerca de 1.230 metros de altitude - a fotografia de época, assim a 'olho', parece-me coisa para ter sido tirada a uns 200/300 metros de altura.

Nela (Google) apresento - aproximadamente, é claro - traçada a vermelho a zona abrangida pela vetusta fotografia exposta na Fundição. Nesta projecção a posição relativa do avião é o canto superior direito da imagem - do lado do traço mais curto.

Divirtam-se a comparar as duas fotografias. É uma espécie de passatempo tipo "descubra as diferenças":



notas:

(a) O Bairro 'velho' da Medrosa é visível no canto superior esquerdo da fotografia. Segundo testemunhos que me deram foi construído por volta de 1958-60; O quarteirão onde fica o Café Agar ainda não existia nesta fotografia. Também de acordo com alguns testemunhos foi construído por volta de 1967; O Bairro 'novo' da Medrosa, contíguo ao Bairro 'velho' ainda não existia nesta fotografia. Foi inaugurado em 1971. Isto permite datar a foto entre 1958-1967.
(b) Apesar do © ser 2007, esta imagem do Google deve ser anterior, talvez de 2005.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Fundição de Oeiras - visita guiada

.

Caro Visitante,
Venho lembrar que é AMANHÃ a programada visita guiada à Fundição de Oeiras, que nos é proporcionada pela ESPAÇO E MEMÓRIA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE OEIRAS, e ciceronada pelos nossos amigos Julião Guimarães e Jorge Miranda, que certamente nos irão proporcionar uma excelente e mui instrutiva visita.

O encontro é às 9h.30 no portão da entrada principal do complexo fabril.

Sobre a Fundição publiquei um post que pode ser lido clicando AQUI.

Relembro que a Fundição de Oeiras vai ser demolida a curto prazo para urbanização da imensa área que ela ocupa, pelo que esta poderá ser a ÚLTIMA oportunidade para conhecer o mais importante Monumento do Património Industrial Oeirense.

nota: A visita é gratuita.

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQU PARA AMPLIAR
.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

informação: Conferências e Visitas Guiadas

.

Caros Visitantes,
Aqueles que têm acompanhado os Diálogos em Noites de Verão (conferências) e os Caminhos da Memória (visitas guiadas) da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, terão certamente notado que houve algumas alterações no programa inicialmente previsto, com algumas trocas de datas, p.ex.
Por isso, deixo aqui a informação hoje recebida por e-mail em que se comunica as próximas realizações:

1. Na próxima 2.ª feira, pelas 21:30, temos Joaquim Boiça com o tema "A Fortaleza S. Julião da Barra - 450 anos de história", uma antevisão da visita marcada para dia 22.

2. No próximo sábado, temos a visita à Fundição de Oeiras, com concentração na entrada, pelas 9:30.

3. Por ter tardado o financiamento da publicação dos textos das Conversas de Verão de 2006, não se realiza o almoço nem o lançamento do livro. Recordamos que a visita à Fortaleza se mantém para 22 de Setembro, com a concentração à entrada.

Grato pela V. compreensão.

.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

ATENÇÃO

.

AVISO IMPORTANTE


Caros Munícipes, por motivos imprevistos e incontornáveis, a programação Verão 2007 da "Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras", sofreu algumas alterações.
Aqui ficam os próximos eventos:


Caminhos da Memória (visitas guiadas)

8 SET, sáb. 9h30 - "Paisagem e História - A Foz da Ribeira da Lage"

Rodrigo Dias; Jorge Miranda; Joaquim Boiça
[ o encontro é junto ao Pelourinho de Oeiras ]

Diálogos em Noites de Verão (conferências)

10 SET, seg. 21h30 - "O Marquês de Pombal e Oeiras"

Arnaldo Pereira
[ esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras ]

Aconselha-se os interessados na programação a contactarem a Junta de Freguesia de Oeiras e São Julião da Barra - 21 441 64 64 - no sentido de obterem mais informações.

Dentro do possível, tentaremos aqui alertar atempadamente para outras alterações de que tomemos conhecimento.
.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Forte-Farol do Bugio - III

.
Cá estão para acabar - para já - mais algumas fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007 ao Forte-Farol do Bugio:


PASSADIÇO ENTRE O CAIS E A ENTRADA DO FORTE
(pelo acesso à Bateria Baixa)


DESEMBARQUE DO TERCEIRO GRUPO
(aproveitamento das embarcações para regresso do segundo grupo)


AMARRAÇÃO NO CAIS


ESTAS PEDRAS SALVARAM O BUGIO DE SER TRAGADO PELO MAR

ADEUS E, SE DEUS QUISER, PARA O ANO HÁ MAIS!


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
.

sábado, 1 de setembro de 2007

Forte-Farol do Bugio - II

.
Eis mais algumas fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:


TECTO ARRUINADO DUMA DEPENDÊNCIA, PORMENOR


ACESSO AO PISO SUPERIOR DUMA DEPENDÊNCIA


INTERIOR DUMA DEPENDÊNCIA


INTERIOR DO FAROL ATRAVÉS DUMA JANELA DA TORRE
(desculpem-me o reflexo da objectiva)


FORTE DE SÃO JULIÃO DA BARRA ATRAVÉS DA FRESTA DUMA GUARITA


PORTAL DE ACESSO AO PÁTIO INTERIOR, PORMENOR


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Forte-Farol do Bugio - I

.
A pedido de várias famílias aqui ficam algumas, poucas, fotografias da visita guiada de 25 de Agosto de 2007:


LÁPIDE EPIGRAFADA NO ACESSO À BATERIA BAIXA


TALVEZ O ÚNICO SÍTIO 'LIMPO' PARA O MARINHEIRO COLOCAR O QUÉPI


PÚLPITO


ESPAÇO OCO ENTRE OS MUROS E AS PAREDES DE MADEIRA DA CAPELA


ESCADA PARA A TRIBUNA DO ALTAR VISTA ATRAVÉS DUM ROMBO NA PAREDE DA SACRISTIA


TANQUE DE AZEITE


imagens: © josé antónio / comunicação visual 2007 - CLIQUE PARA AMPLIAR
.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

a Fundição de Oeiras

.
A Fábrica de Metalurgia e Construção Metalomecânica de Oeiras, vulgarmente designada apenas por Fundição de Oeiras é um dos mais importantes, imponentes e interessantes vestígios históricos da indústria no Concelho de Oeiras. Nomeadamente e logo por ser um dos poucos sobreviventes das centenas de indústrias que existiram neste concelho e que tanto contribuíram para o seu desenvolvimento.

Foi indubitavelmente uma das maiores fábricas do concelho e aquela que empregou maior número de trabalhadores.
Tem uma longa história e constitui um relevante património concelhio.
Terá sido construída no Séc. XIX, na onda do movimento provocado pela Revolução Industrial.
Talvez tenha começado apenas por ser uma metalúrgica (fundição), tendo mais tarde expandido a sua área e enveredado pela metalomecânica, ampliando as suas instalações.

Foi o sustento de centenas — milhares? — de famílias oeirenses, que ali tinham maridos, mulheres e filhos empregados.
Atravessou a 'longa noite fascista' e sobre ela contam-se as mais incríveis e mirabolantes histórias. Algumas bem reveladoras da mentalidade fascista de uma certa época, como aquela - verídica? - em que os patrões, na ambição do esforço da guerra, fecharam os portões da fábrica, obrigando os operários a permanecer no interior e a laborar continuamente durante uma série de dias sem poderem sair para irem a casa comer ou dormir. Diz-se até que eram as mulheres que lhes levavam a comida em marmitas e que lhas passavam através das grades dos portões. Uma autêntica prisão.

Muitas são também as histórias de greves, tantas delas reprimidas à bastonada, lutas de quem apenas demandava a dignidade de ser operário e ver o seu esforço e sacrifício quotidiano recompensados.
São ainda incontáveis os mutilados. Uns sem braços outros sem mãos ou dedos, trucidados pelas traiçoeiras máquinas. Derrota da carne na luta inglória contra o ferro e o aço que trilham e trucidam os incautos.
É razoavelmente conhecido o papel da Fundição de Oeiras na guerra que opôs o Irão e o Iraque (1980-88), motivada pelo petróleo. A Fundição de Oeiras fabricou nessa altura granadas de morteiro que convenientemente Portugal vendia tanto ao Irão como ao Iraque! (dizem as más línguas...)
O que não se livra da fama, que as marca indelevelmente no panorama industrial, são as banheiras esmaltadas, os fogões e as máquinas de lavar roupa - de fama europeia -, todos considerados de excelente qualidade.

A Fundição de Oeiras guarda no seu interior, em especial no pátio de entrada e no edifício administrativo hoje ocupado por serviços da C.M.O., um valioso espólio de azulejaria, espalhado pelos muros, salas e corredores.
Merece também referência especial o enorme painel de azulejo figurado situado no edifício lateral à esquerda do grande pátio da entrada principal, de que deixo abaixo a imagem possível.

Este maravilhoso painel de azulejo está no pátio de entrada da fábrica
(esperemos que seja salvaguardado)

Como nota final, recordo que no próximo dia 15 de Setembro, às 9h30, irá ser efectuada uma Visita Guiada, com Julião Guimarães e Jorge Miranda como cicerones, integrada nos Caminhos da Memória, da responsabilidade da ESPAÇO e MEMÓRIA - Associação Cultural de Oeiras, para a qual convido todos os interessados. A entrada é livre - leia-se grátis - e o encontro, à hora referida, é na entrada principal da Fundição de Oeiras.
Como já aqui referi, talvez seja a última oportunidade que teremos de conhecer a Fundição de Oeiras como ela foi e é, a confirmarem-se os planos para a sua muito próxima demolição e urbanização da área.

Quero ainda pedir aos leitores que possam ter elementos ou informações sobre a Fundição de Oeiras, sejam de que tipo for, que me possam ajudar a melhor compreender a vida daquela fábrica, o encarecido favor de mos enviarem para o meu email particular - zetolas@mac.com - o que agradeço antecipadamente. Tudo pode ser importante, cartões, documentos, desenhos, fotografias, informações dispersas do género "o meu padrinho fulano de tal trabalhou lá entre 1945 e 1953 nos fornos"... Não interessa. Toda a informação que eu conseguir recolher poderá contribuir para que um dia alguém, certamente muito mais credenciado que eu, faça a urgente história daquele fascinante eco do passado.


imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR.
.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Forte de Nossa Senhora da Conceição, Algés

.


Com o pensamento nas informações que aqui nos foram gentilmente cedidas pela Sra. D. Maria Clotilde Moreira, munícipe de Algés, a propósito da destruição do Palacete sito na popularmente designada "Rua das Estátuas" — Rua Major Afonso Pala —, fiz uma pequena pesquisa nalgumas obras em busca de mais informação, para sabermos com maior rigor histórico e maior desenvolvimento do que falamos quando nos referimos, quer ao Palacete, quer ao Forte sobre as ruínas do qual aquele foi edificado.

Assim sendo, aqui fica um pouco do que consegui apurar na obra "Fortificações Marítimas do Concelho de Oeiras", de Carlos Pereira Callixto, 2ª reedição, C.M.O., Julho 2002.

De seu nome completo Forte de Nossa Senhora da Conceição de Pedrouços o forte estava situado na margem direita do Ribeiro de Algés, próximo da ponte de pedra da Estrada de Lisboa.

A primeira referência a este forte surge num Decreto Real de 30 de Agosto de 1701, que nomeia seu Governador o Visconde de Fonte Arcada. A segunda referência é uma planta incluída no trabalho de João Tomás Correa — "Livro de Várias Plantas deste Reino e de Castela" — no qual refere o autor que "Se fez no ano de 1703". Existe ainda uma terceira referência nas "Memórias Militares" de António do Couto (1719), Assim, pode-se apontar os finais do Séc. XVII para a planificação desta fortaleza e para começo da construção a data do Decreto Real que lhe nomeia Governador (1701).

Não me vou deter na descrição da fortaleza. A mesma pode ser encontrada, assim como demais pormenores, p.ex. o número de bocas de fogo, na obra citada, para os mais interessados. Retenho aqui o essencial.

Em 1735 a fortaleza foi inspeccionada por um oficial, cuja identidade é desconhecida, que a encontrou muito danificada pelas intempéries. Segundo um Relatório anónimo de 1751 foi "consertada de novo".

Em 1758 o forte é referenciado com a designação de Forte de Ponta de Palhais e em 1762 o seu Comandante era o Cabo Luís dos Santos Ribeiro. Nas Memórias da Barra do Tejo e da Planta de Lisboa, de autor desconhecido, de 14 de Agosto de 1803 o forte já não é mencionado. Sabe-se que em 1818 estava já transformado em residência particular e que nunca mais volta a ser mencionado em qualquer lista de fortificações.

Em 1938, Mário Sampaio Ribeiro escreve na sua obra "Da Velha Algés" que no "seu recinto [do forte] os nobres Condes de Pombeiro e Senhores de Belas levantaram sumptuoso palácio cujo portão é coroado pela imagem de pedra da Padroeira do Reino - N.ª S.ª da Conceição - "Este portão foi demolido há relativamente poucos anos para se edificar o grande prédio chamado do Patrício, no actual Largo da Estação".

Segundo Branca de Gonta Colaço e Maria Archer — "Memórias da Linha de Cascais", 1943 — em 1850 o forte já era uma residência particular que os Condes de Pombeiro nessa altura Marqueses de Belas, compraram e habitaram, em 1870. Dizem-nos as autoras que o Forte foi reconstruído de alto a baixo e transformado num palácio. Ao prédio construído no terreno, após demolição duma ala do palácio, chamam prédio do Senhor Agostinho da Bela.
E continuam, dizendo-nos que "no terreno ocupado pelas muralhas históricas vemos agora esse prédio e a velha construção arruinada onde estiveram o Correio, a Junta de Freguesia, o Registo Civil, etc., e uma garagem".

Pelo picaresco, não resisto a citar aqui o que refere Callixto no artigo do seu livro, citando um artigo de Henrique Marques que, por seu turno, se refere a um opúsculo de 1871 — "Digressão Recreativa, Passatempo Alegre ou Revista do Viver das Praias, na Época dos Banhos do Mar, no Corrente Ano de 1870" —, que diz o seguinte:

"Do lado fronteiro às casas referidas, apresenta-se qual Dona respeitável, uma habitação grande, de aspecto nobre e quatro faces rectangulares; jardim sem flores, seco, mirrado e tostado foi, dizem as crónicas, Forte, sempre fraco, e palácio de nobilíssimos marqueses, distintos, e elegantes, marqueses, que se por fatalidade, engano, acaso ou não sei porquê, deixaram de ser lindos eram sempre Belas, como ainda são. Agora vemos o Forte, que foi, e o palácio que deixou de ser, tudo enfim, convertido pelas alterações do tempo e variantes da sociedade, no afamado Hotel da Glória, templo dedicado aos Deuses da folia, e brincadeira, aonde vem por vezes, muitos celebrantes, entoar cânticos e hinos, em divertidas patuscadas, arranjando bicos, peruas, moefas e cabeleiras, de variados feitios, cada qual a seu gosto, para alegrar o espírito e refrescar a vista, crestada por aquelas areas, apesar de tão próximo das margens e ondas puras do nosso grandioso e velho padre Tejo".

Carlos Pereira Callixto termina o artigo do seu livro dizendo:
"E assim do velho Forte de N.ª S.ª da Conceição de Pedrouços, embora há muito desaparecido (...), apenas se manteve o, já também antigo Palácio da Conceição."


E nós acrescentamos com tristeza e mágoa:
... O Palácio da Conceição, também ele desaparecido, tragado pela voragem dos especuladores imobiliários!


imagens: Planta do Forte; Pormenor de gravura duma colecção privada alemã onde se vê Algés; Imagem recente do local onde se situava o Forte - Extraídas da obra citada - CLIQUE PARA AMPLIAR.

.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

um pequeno passeio...

.

E
stas fotografias, apenas 9 de um acervo de 285 tiradas nos últimos quatro dias, estão aqui para lembrar que o Concelho de Oeiras é imensamente rico em Património e que basta uma voltinha pela vizinhança das nossas casas para nos depararmos com muito desse património, desde que o façamos com calma e sem pressa, para termos o tempo necessário para ver, descobrir e apreciar.
Algumas das representações são coisas bem conhecidas de todos, outras talvez nem tanto.


Abegoaria da Quinta de Cima do Marquês de Pombal
6 AGO 2007, 17h05


Forte de São João das Maias, Sto. Amaro de Oeiras
7 AGO 2007, 16,40



Forte de São Bruno, Caxias
8 AGO 2007, 17h17


Forte de N.ª Sra. de Porto Salvo ou da Giribita, Paço de Arcos
8 AGO 2007, 17h39


Prédio junto à Estrada Marginal, Paço de Arcos
8 AGO 2007, 18h00


Conversadeiras num fontanário, Paço de Arcos
8 AGO 2007, 18h43


Ponte-cais do desaparecido Forte de N.ª Sra. do Vale, Caxias
9 AGO 2007, 17h27


Ermida na Rua Direita, Caxias
9 AGO 2007, 17h30


Farol da Gibalta, Caxias
9 AGO 2007, 17h39



imagens: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR


.