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Segunda-feira, Julho 14, 2008

Jantar-Tertúlia da Espaço e Memória

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O Jantar - Tertúlia da


terá lugar no dia 18 de Julho, sexta, às 18h45, no

CPAS - Centro Português de Actividades Subaquáticas

subordinado ao tema

Memória Histórica da Costa Portuguesa - Os Contributos da Arqueologia em Meio Aquático

A palestra será proferida por

Maria Luísa Blot

Antes da palestra visitaremos o museu (nas instalações)

LOCALIZAÇÃORua Alto do Duque, 45 1400 - 009 Lisboa
Tlf: 213016961 / Fax:213020356
cpas@cpas.pt


nota: o local é muito próximo da estação CP de Algés.

Visite o site do CPAS
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Quinta-feira, Junho 26, 2008

mais um atentado ao Património histórico-cultural de Oeiras?

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Caros, ao que sabemos de fontes seguríssimas, mais um potencial atentado ao Património Histórico e Cultural de Oeiras — e de toda a Linha de Cascais, quiçá de Portugal — pode estar em preparação, mesmo debaixo das nossas barbas.

Um atentado que vem na sequência daqueles que por aqui temos alertado, como os casos recentes do Palácio dos Arcos e da Fundição de Oeiras, e a ver vamos o que se prepara para o Palácio do Marquês e para a Quinta de Cima, atentados estes que apagam a nossa memória histórica, a qual temos por obrigação preservar para as gerações vindouras.

Dizia Braudel(1) "Estudar o passado para compreender o presente".
Pois claro que sim. Acontece é que o estudo do passado fica inviabilizado quando se apagam as memórias e se destroem os documentos e vestígios do passado, sejam eles de que natureza for.
Nestes documentos e vestígios inclui-se com grande pujança e visibilidade o património monumental e edificado.

Qualquer intervenção em tal património, frequentemente imposta pela necessidade, condicionada pela própria degradação dos edifícios, e mesmo necessidade de os modernizar para lhes garantir utilidade, deve ser feita de modo a minimizar os efeitos nefastos da intervenção, tantas vezes esta é descuidada, e a garantir o máximo de pregnância da memória, presente na linguagem do edifício e na sua relação de alteridade - em que o alter, o outro, é tanto o espaço envolvente como as pessoas que com ele se relacionam, directa ou indirectamente, desde fruidores do espaço interior ao simples passante.

O caso, sobre o qual de momento apenas dispomos de alguns indícios preocupantes de intervenção a breve prazo, é a Escola Secundária Sebastião e Silva, antigo Liceu Nacional de Oeiras.

19 de Fevereiro de 1988

Inaugurado em 18 de Outubro de 1952, foi no seu tempo o único liceu em toda a Linha de Cascais — de Algés a Cascais, foi criado especificamente para servir esta linha — construído pelo Estado Novo, dentro do estilo arquitectónico característico deste. Estilo direccionado para a exaltação dos valores caros ao regime.

Como tal, e porque foram felizmente poucas as vezes em que foi intervencionado, e estas intervenções não lhe destruíram a traça característica, o Liceu Nacional de Oeiras constitui o único, e já há poucos, exemplar deste tipo de arquitectura — ensino público liceal — deixado pelo Estado Novo no concelho de Oeiras.

Assim é indubitável a sua importância como património histórico e cultural.
É inquestionável a necessidade da sua consciente e coerente preservação.

Sabemos que o liceu está velho e degradado. Os soalhos de madeira estão apodrecidos, existem infiltrações de água que tudo destroem, é necessário reabilitá-lo, pois continua a funcionar, agora como escola secundária, e importa dar-lhe o máximo de boas condições para cumprir a sua função de ensino e pólo dinamizador da cultura portuguesa, humanística e científica.

O que tememos, a julgar pelo que ouvimos, é que a intervenção, tal como esta nos foi ventilada, possa pôr em causa estes aspectos patrimoniais do Liceu Nacional de Oeiras, descaracterizando-o e transformando-o numa vergonhosa salada de estilos arquitectónicos, que nada tenham a ver com coisa nenhuma. Uma mole de remendos e acrescentos que destrua a linguagem do edifício e anule o diálogo dinâmico deste com a comunidade.

Com toda a sinceridade dizemos: Oxalá estejamos profundamente enganados!

Sobre a história do Liceu Nacional de Oeiras consulte, p. f., esta página

(1) Fernand Braudel (Luméville-en-Ornois, 24 de Agosto de 1902 - Cluses, 27 de Novembro de 1985). Historiador francês, um dos mais importantes representantes da chamada "Escola dos Annales". Ver biografia aqui

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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Quarta-feira, Junho 25, 2008

Fundição de Oeiras


[Clique nas imagens para ampliar]
Jornal de Oeiras, Nº 210, de 24 de Junho / 2008

Segunda-feira, Junho 23, 2008

ainda Algés

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Como se pode perceber do nosso comentário datado 23/Jun/2008 18:22:00, do nosso post Algés - pedido de ajuda, admitimos ter-nos precipitado na identificação que no mesmo fizemos do edifício - aqui referido como E2 -, visível em último plano, na fotografia de Algés de 1905 (foto 1), quando colocámos a hipótese de se tratar do mesmo edifício - aqui referido como E1 -, mostrado na fotografia a cores do citado post, e sobre o qual pedimos ajuda para o identificar. Tratou-se de um erro grosseiro da nossa parte, vemo-lo agora, na posse de novos elementos entretanto obtidos após uma longa noite de netsurf.

Deixámo-nos, é claro, levar pelo entusiasmo e vimos na fotografia o que queriamos ver... Enfim, como todos sabem, não somos nem investigador nem historiador, pelo que acreditamos que estamos desculpados do nosso lapso.

Referimos também que íamos aqui trazer novos elementos para comparação. Não sobre o E1, a respeito do qual pretendemos obter informação histórica, mas sobre o E2 em relação ao qual nos equivocámos.
Apresentamos abaixo a fotografia (foto 2), que nos levou a presumir uma nova linha de investigação.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

1 - Algés, 1905

2 - Vila Castanheira, Algés, 1941
Fotografia de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Sobre a hipótese que avançámos de que o E1 pudesse ser a casa nobre da Quinta da Formiga, oiçamos Jaime Casimiro:

"(...) Quinta da Formiga (...) concluímos ter existido precisamente na área em que se ergue agora a denominada Torre de Monsanto, junto à auto-estrada A5, no desvio para a CRIL, quando após se descer de Linda-a-Velha se começa a subir a Serra de Monsanto. Situava-se entre Romeiras de Cima e a Ribeira de Algés, a poente, e, a nascente, a estrada da circunvalação, onde agora é a CRIL, que segue para Algés." (1)

Parece assim, pela descrição de Jaime Casimiro, que a dita quinta localizar-se-ia mais a Norte do que pensávamos, não podendo portanto ser onde se encontra o E1.

Para uma melhor visualização do que nos leva a pensar que o E2 (foto 1) possa ser a Vila Castanheira mostrada na fotografia 2, eis duas ampliações para comparação, sendo que numa delas assinalámos os elementos visuais da arquitectura que nos parecem corroborar a hipótese que levantamos.

3 - Ampliação da foto 2

4 - Ampliação da foto 1

Legenda:
1 - Torre com cobertura hexagonal muito saliente
2 - Janela no corpo central
3 - Área escura - janela? - cortada obliquamente pelo telhado do corpo esquerdo
4 - Zona clara sob o telhado no corpo adossado à torre
5 - Telhado do corpo central

nota: Algumas diferenças entre as fotografias advirão, claro, de não terem sido obtidas nem do mesmo ponto de vista nem na mesma altura e nas mesmas condições técnicas.

(1) Casimiro, Jaime, "Os Escândalos da Quinta da Formiga", Elucidário de Alguma Oeiras nº 22, Jornal de Oeiras, data desconhecida

Fotografias - todos os direitos reservados:
1 - Extraída do ppt "Lisboa", de Sabino.
2 - Extraída de Bic Laranja, a quem agradecemos.
3 e 4 - Edição digital nossa com base nas fotografias 1 e 2.

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Domingo, Junho 22, 2008

Algés - pedido de ajuda

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Caros Amigos, Algesinos em particular mas não só.
Necessitamos da V. ajuda para identificar o edifício representado na fotografia abaixo, localizado na Av. dos Bombeiros Voluntários (cremos), sobre o qual ainda não encontrámos referência alguma em nenhum lado. Estamos muito curiosos a respeito da história dele.
Seria a Casa Nobre de alguma quinta que ali tenha existido?
Alguém nos pode elucidar sobre o assunto?

CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR


Aproveitamos para vos deixar aqui uma fotografia de Algés referenciada como sendo de 1905.

Infelizmente a fotografia é de pouca qualidade e de resolução baixa.
Mesmo assim, parece ver-se o que poderá ser a Ribeira de Algés - alguma ajuda? - com um forte branco à direita - alguma ajuda neste também? - e no enfiamento da ribeira, um edifício de grandes dimensões ao fundo, que bem poderá ser o edifício ainda existente que referimos inicialmente (note-se o relevo da colina por trás dele, a elevar-se para a direita).
Eis uma ampliação:


Antecipadamente gratos.

fotografia a cores: 22 AGO 2007, 16H59 © josé antónio / Comunicação Visual
fotografia a preto e branco: extraída do ficheiro ppt "Lisboa", autoria indicada de Sabino, recebido via email

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Terça-feira, Junho 17, 2008

Visita Guiada a Silves e Arrifana IV

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Terminamos hoje a divulgação possível da Visita Guiada a Silves e Arrfana, da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, iniciada AQUI, e que passou por AQUI e também por AQUI, com as imagens do Ribat de Arrifana, na Ponta da Atalaia.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Arribas e praias para Norte

O dr. Abdallah Khawli esclarece o grupo de visitantes

Vestígios do Ribat

Vestígios do Ribat

Arribas para Sul

Vestígios do Ribat

Mesquita
a estrutura curva em 1.º plano corresponde ao mihrab

sobre alguns dos locais visitados, veja:

Ficamos ansiosos a aguardar as próximas visitas, que em devido tempo divulgaremos no Oeiras Local.

imagens: © josé antónio / comunicação visual 2008
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Segunda-feira, Junho 16, 2008

Visita Guiada a Silves e Arrifana III

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Continuamos a divulgação da Visita Guiada a Silves e Arrifana, da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras. Eis mais algumas imagens. Agora do Castelo, o maior do Algarve - ca. 12.000 m2.

CLIQUE PARA AMPLIAR

D. Sancho I

Alcáçova

Alcáçova

Reconstituição do Palácio da Alcáçova

Reconstituição do Palácio da Alcáçova

Alcáçova

Reconstituição do Jardim

Vestígios de ocupação

Castelo e Muralhas
panorâmica

imagens: © josé antónio / comunicação visual 2008
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Domingo, Junho 15, 2008

Visita Guiada a Silves e Arrifana II

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Continuamos a divulgação da Visita Guiada a Silves e Arrifana, da Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras. Eis mais algumas imagens.
Desta feita do Museu Municipal de Arqueologia, cujo espólio tem origem maioritariamente nas escavações no Castelo.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Menir

Poço-cisterna da época almoada - séc. XI - alvenaria e taipa
ca. 18 metros de profundidade e 2,5 m de diâmetro

Estela funerária

Dólio

Placa apotropaica
notar em fundo panos da muralha da Almedina

Mesa de jogo

Esqueleto de homem jovem
atingido em cheio no coração por virote de besta

imagens: © josé antónio / comunicação visual 2008
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Sábado, Junho 14, 2008

Visita Guiada a Silves e Arrifana I

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Como estava previsto, realizou-se no passado dia 31 de Maio a Visita Guiada a Silves e ao Ribat de Arrifana, integrada no Curso "O Legado Islâmico em Portugal", promovido pela Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras.
Trazemos aqui algumas imagens daquilo que nos foi dado visitar e observar no decorrer da visita. Começamos com alguns elementos patrimoniais da cidade de Silves.

CLIQUE PARA AMPLIAR

Pelourinho
reconstruído com elementos do séc. XVI

Porta da Almedina
torre albarrã do séc. XII ou XIII

Pórtico manuelino
Igreja da Misericórdia - séc. XVI

Sé velha
início da construção - 2.ª metade séc. XIII ou início séc. XIV

Sé velha
colunas adossadas no portal gótico

Sé velha
capitéis das colunas do portal

imagens: © josé antónio / comunicação visual 2008
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Quarta-feira, Junho 11, 2008

Diálogos de Verão e Caminhos da Memória

. Como tem sido hábito, a ESPAÇO e MEMÓRIA - Associação Cultural de Oeiras, leva este ano de novo a efeito os já tradicionais Diálogos em Noites de Verão e os Caminhos da Memória, o primeiro um ciclo de conferências e o segundo um conjunto de visitas guiadas, que certamente serão do V. interesse e agrado. Eis os respectivos programas propostos para este ano (CLIQUE PARA AMPLIAR):

Recordamos que ainda estão abertas inscrições para o Jantar - Tertúlia, a realizar no restaurante Cascata Real em Caxias, subordinado ao tema "MEMÓRIA HISTÓRICA DA COSTA PORTUGUESA - Os Contributos da Arqueologia em Meio Aquático", cuja comunicação será proferida por Maria Luísa Blot.
O respectivo programa completo pode ser consultado AQUI. Para esclarecimentos e informações complementares, p.f., utilize os contactos disponibilizados nos programas.
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Terça-feira, Maio 27, 2008

jantar-tertúlia da Espaço e Memória II

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CLIQUE PARA AMPLIAR

Além de assistir a uma excelente palestra e fruir um óptimo jantar, a exemplo do que aconteceu recentemente, aproveite a oportunidade de estar presente para se associar na Espaço e Memória, e beneficiar, entre outros, das habituais reduções de preços nos eventos que não são de entrada livre. Para saber mais, consulte o nosso site clicando AQUI.

Honre-nos com a sua presença!


nota: O dia 20 de Junho é uma Sexta-feira.
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Sábado, Maio 24, 2008

em vias de extinção...

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A cada dia que passa, a cada segundo, cada vez mais se tornará impossível obter imagens como estas, pobres ilusões de um tempo que já foi, que deixará de ser. Dias virão em que serão mesmo apenas uma remota e singela memória da terra onde vivemos, da mãe onde fomos. Já não falta muito...

TEJADILHO DE COMBOIO PÁRA-EM-TODAS,
PAREDE DA FUNDIÇÃO DE OEIRAS,
COBERTURA DA PLATAFORMA DA GARE
ESTAÇÃO DE OEIRAS

fotos: 20 MAI 08, ca. 14:45H., © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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Quarta-feira, Maio 21, 2008

Curso de História da Arte - Espaço e Memória

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CLIQUE PARA AMPLIAR
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Sexta-feira, Maio 16, 2008

jantar - tertúlia da Espaço e Memória

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CLIQUE PARA AMPLIAR


ATENÇÃO!

NÃO GUARDE PARA A ÚLTIMA HORA A SUA INSCRIÇÃO.

PRESENTEMENTE JÁ HÁ MAIS DE 50 INSCRITOS
E O ESPAÇO É LIMITADO, COMO IMAGINA.


nota: O dia 23 de Maio é uma Sexta-feira.
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Quinta-feira, Maio 08, 2008

Espaço e Memória - Iniciativas 2008

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Caros Munícipes, Leitores, Visitantes, Amigos,

Apresentamos hoje o Programa Geral de Actividades para 2008 da "ESPAÇO E MEMÓRIA - Associação Cultural de Oeiras".

Naturalmente, este Programa é uma antevisão das iniciativas previstas, muitas das quais estão ainda em fase de delineação e programação, podendo vir a sofrer alterações no futuro, pelo que esta informação não dispensa a consulta de informação relativa a cada actividade.

Na medida do possível, procuraremos atempadamente ir dando aqui notícia dos programas definitivos de cada uma das actividades.

Aconselhamos os interessados a consultarem regularmente o Site da ESPAÇO E MEMÓRIA, para o que basta clicarem na imagem que está na coluna lateral direita deste blog, ou copiar este endereço e colar no vosso browser: http://espacoememoria.org/
Podem também utilizar, para o mesmo efeito, os contactos disponibilizados no fim deste post.


Programa Geral de Actividades
Janeiro • Dezembro


V Ciclo de Estudos Oeirenses (Conferências - A Viagem)
10 de Janeiro -15 de Maio
[Em execução - Inscrições fechadas]

O Legado Islâmico em Portugal: História - Arte - Cultura
Maio / Junho [1.° Módulo]
(Curso - Visitas de estudo em Portugal)
Setembro / Outubro [2.° Módulo]
[Inscrições abertas]

(Visita de Estudo a Marrocos)
21 a 26 Outubro
[Inscrições e condições a anunciar oportunamente]

Encontros Espaço e Memória
(Jantar - Tertúlia - ciclo mensal)
Maio / Dezembro
[Inscrições abertas para Jantar Tertúlia de 23 de Maio 2008]

As Artes Decorativas no Tempo de Pombal (Curso)
(Evocação dos 250 Anos do Município de Oeiras)
Junho / Julho
[Inscrições abertas a partir de 15 de Maio]

Diálogos em Noites de Verão / Caminhos da Memória
(Ciclo de Conferências e de Visitas Guiadas)
Julho / Agosto / Setembro
[Acesso livre; Visitas com inscrição e condições a anunciar]

Lançamento Editorial
Oeiras. História - Cultura - Património, N,° 1 e N.° 2
8 Setembro
[Acesso livre; local a anunciar]


As Artes e a Cultura no Tempo de Pombal (Conferências)
(Evocação dos 250 Anos do Município de Oeiras)
Novembro / Dezembro
[Inscrições e condições a anunciar oportunamente]

Colóquio Jornadas da Barra:
Mar e Rio - Museus Marítimos e Fluviais Portugueses
Novembro / Dezembro
[Inscrições e condições a anunciar oportunamente]


[Este programa está sujeito a alterações, que serão devidamente anunciadas; não dispensa a leitura e a consulta de informação relativa a cada uma das iniciativas]


Contactos: www.espacoememoria.org/ 91 260 87 20 / 91 992 66 52
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Quinta-feira, Maio 01, 2008

O PALÁCIO DOS ARCOS

Conclui-se aqui a publicação de uma série de artigos sobre o Palácio dos Arcos, publicados no Jornal Costa do Sol, da autoria do Dr. Jorge Miranda. Foi com agrado que demos conta aos nossos visitantes da perspectiva de um historiador e grande conhecedor da História Local do nosso Concelho.

Com os agradecimentos do Oeiras Local ao excelente Jornal Regional e ao autor dos artigos.

"PONTOS DE VISTA


CONTROVERSA UTILIZAÇÃO - VI


Com este conjunto de reflexões que temos vindo a publicar, quisemos chamar a atenção dos munícipes para a aprovada intenção da Câmara de Oeiras de converter o conjunto do Palácio dos Arcos, em Paço de Arcos, em hotel de charme. Esta utilização, pelas suas implicações no contexto da preservação do património, é, como o afirmámos no título destas notas, controversa. De facto, mesmo sem nos encontrarmos na posse da totalidade dos elementos da equação, pomos sérias reservas quanto à bondade da solução.
Com a concretização desta hipótese, a subversão do edifício e do espírito do testador – o conde de Arrochela – parece-nos um facto inquestionável que merecia cuidada ponderação. Ao contrário do que se disse, não será assim que se logrará contribuir para “recuperação e revitalização do centro histórico da localidade” nem se “atenderá à preservação do património”. Estas premissas passarão antes pela utilização cultural do conjunto, reservando ao mínimo as intervenções sobre as suas estruturas, de forma a evitar a sua descaracterização, e exaltando e valorizando as suas cargas simbólica, histórica e patrimonial.
Concordamos que se tem de encontrar uma solução que ponha cobro à progressiva degradação do imóvel. Mas não pode ser a qualquer preço. Terá de ser o erário municipal a suportar “os custos elevadíssimos para a sua manutenção”. Não podemos esquecer que o Município, ao aceitar o legado nas condições estabelecidas, conformou-se com as inerentes responsabilidades.
Parece-nos uma (boa) inevitabilidade a instalação da casa-museu e inquestionável a necessidade da preservação do todo. No entanto, para animar o espaço e dar-lhe alguma rendibilidade económica, admitimos que pudesse albergar, em simultâneo e em articulação equilibrada, uma vertente hoteleira, do tipo “clube britânico” de convívio. Esta solução potenciaria o desfrute da deslumbrante paisagem, impediria a agressão às estruturas do imóvel e garantiria o equilíbrio do conjunto, sem quebra da harmonia da paisagem.
A Câmara de Oeiras ao constituir-se proprietária deste nobre complexo assumiu uma enorme responsabilidade cultural que não pode declinar nem malbaratar.
Jorge Miranda
(jorge.o.miranda@gmail.com)

Nota: O blog Oeiras Local teve a amabilidade de transcrever estas notas e recebemos alguns e-mails de apoio ao que íamos expondo. Agradecemos a atenção. – J.M."