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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estão a apagar a nossa memória


A Igreja de S. Paulo em Elvas dentro de poucos dias será demolida, pedimos a todas as pessoas preocupadas com o património e com a cultura do nosso país, Elvenses ou não, que passem esta petição online aos vossos contactos, para conseguirmos o maior número possivel de nomes e assim evitar o desaparecimento da Igreja de S. Paulo.
As fotografias em anexo mostram a imponência e a importância que a Igreja de S. Paulo tem no conjunto histórico de Elvas; se tambem ficarem com a opinião de que a demolição da Igreja de S. Paulo constitui uma enorme perda para o nosso patrimonio, assinem a petição.

http://www.PetitionOnline.com/paulista/

Actualizações diárias e mais informações no blog:

http://www.salvemosaigrejadespaulo.blogspot.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

Governo compra 922 automóveis

Governo compra 922 automóveis - Exclusivo CM - Correio da Manhã

Património: Revela relatório da Agência Nacional de Compras Públicas

Em plena crise financeira, Executivo autorizou a renovação da frota do Estado. 608 viaturas novas terão custado 7,7 milhões de euros.

quarta-feira, 24 de março de 2010

ESTÁDIO NACIONAL

O Estádio Nacional está na Cruz Quebrada mas também em Linda-a-Velha.

Em Portugal haverá mas não conhecemos, uma área tão privilegiada, que reúna em tão curta distância um património e infra-estruturas ímpares.

A proximidade a um estuário e a um oceano, com uma geografia e um clima também ímpares, deveria levar todos nós a perceber que a defesa desta riqueza, deveria ser um desígnio nacional.

Existir uma Universidade, existir uma Capela do Séc. XXVIII, existir um Rio, são motivos de salvaguarda de uma paisagem, que não deve ser descaracterizada.

Não sei se conhecem ou já leram a Convenção Europeia da Paisagem. O Estado Português assumiu-a e subscreveu-a.

Tem que haver responsabilidade para assumir, respeitar e contribuir para tal compromisso.

Existe por via daquela Natureza uma Biodiversidade que deve ser preservada e enriquecida.

A águia que ainda aparece, a perdiz, o salmão e outras espécies, não podem desaparecer.

Os campos desportivos que existem, de Futebol e de Ténis são suficientes, só faltará áreas polivalentes de lazer e desportivas abertas à fruição popular como encontramos em Londres.

No rio pode existir nas suas margens “miradouros” de contemplação, lazer, leitura e de merendas, percursos pedonais e cicláveis.

A pesca e actividades náuticas poderiam ser compatibilizadas.

Por essa Europa há bons exemplos.

O que pretendemos?

Que através deste belo blog não se deixe de falar e acompanhar a iniciativa que os Amigos do Estádio Nacional “meteram” em ombros.

Portugal inteiro tem que saber, que o que pretendem fazer da Alta Segurança em Caxias ao Alto de Santa Catarina, é contrário ao interesse nacional.

Violação da RAN, da REN, PDM, Convenção Europeia da Paisagem e de outros instrumentos de ordenamento do território, talvez irão caber aos Tribunais apreciar, já que a opinião dos mais abalizados técnicos não foram levados em linha de conta até à presente data.

Por último o “encavalitar” a Nave do Jamor entre a Avenida e a Pista de Tartan (n.2), já está a “violar” aspectos vários, independentemente da utilidade que venha ter. A necessidade de construir aquela infra-estrutura teria que levar em consideração o local e os vários impactos.

Será que o desaparecimento da velha bancada era fundamental e agora não há necessidade de bancadas?

Agradecemos os contributos que possam dar a esta Causa.


Isabel Cascão


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NB - A capela não é do séc. XVIII, é dos anos 40. Só a lápide é que é do século XVIII.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fábrica Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro

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Salvam-se bancos e banqueiros com tanto dinheiro. Porque não salvar uma empresa centenária que produz… ARTE?!

recebido via email:

Carta Aberta a Sua Exa. O Primeiro Ministro

Em 1884, Bordalo Pinheiro funda uma fábrica de cerâmica artística, que pretende exemplar, nas Caldas da Rainha. Aí, aquele que muitos consideram o maior artista português do séc. XIX desenha, inventa, modela e pinta milhares de peças que concretizam, excedem e amplificam toda uma tradição, definindo um estilo que ainda hoje, tantos anos volvidos, todos identificamos imediatamente. Mais de cem anos após a sua morte, a fábrica herdeira do seu saber continua a produzir esta obra genial.

As notícias recentes e inquietantes sobre o futuro da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro obrigam-nos neste momento a manifestar-nos publicamente. Por preocupação com um património histórico único e em defesa da obra de um artista que desde finais do séc. XIX integra o imaginário nacional.

Num momento em que a vida desta empresa conhece piores dias e quando se perspectiva a venda desta fábrica, apelamos a uma intervenção do Estado, qualquer que seja o seu futuro, no sentido de:

- Salvaguardar que o espólio do artista Bordalo Pinheiro (moldes, desenhos e peças originais) se mantenha na fábrica e seja a matriz de uma nova estratégia de qualidade e afirmação da marca Bordalo Pinheiro;

- Aprofundar a inventariação, estudo, preservação e divulgação deste espólio, promovendo o reconhecimento de uma faceta menos consagrada deste artista;

- Salvar uma fábrica única pela sua história e pelo saber especializado daqueles que aí trabalham, assegurando a transmissão deste na formação de futuras gerações, de modo a fazer também desta empresa um lugar de ensino;

- Estimular, simultaneamente, a renovação da marca Bordalo Pinheiro, envolvendo nomes prestigiados e novos valores do design e das artes;

- Contribuir para a definição de uma estratégia que reposicione a marca Bordalo Pinheiro num segmento de mercado de excelência, a nível nacional e internacional, investindo na sua divulgação, marketing e distribuição.

Os autores desta carta apelam pois ao Estado para que, neste momento crítico, olhe para a singularidade desta situação e, nós próprios, não nos demitindo das nossas responsabilidades enquanto cidadãos, disponibilizamo-nos para contribuir para essa reflexão.

Autores:

Raquel Henriques da Silva, Professora de História da Arte, FCSH Universidade Nova Lisboa.

Joana Vasconcelos, Artista Plástica.

Elsa Rebelo, Coordenadora do Atelier Artístico da Fábrica Bordalo Pinheiro

Henrique Cayatte, Designer, Presidente do Centro Português de Design.

Bárbara Coutinho, Directora do MUDE. Museu do Design e da Moda

Catarina Portas, Empresária A Vida Portuguesa

Lúcia Marques, Curadora Independente

Carmo Afonso, Advogada

ASSINE A CARTA ABERTA ATRAVÉS DO SEGUINTE ENDEREÇO:

http://www.petitiononline.com/Bordalo/petition.html

copie e cole, ou clique AQUI
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Palácio do Egipto - actualização

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Esta peça tem por finalidade mostrar a quem não passa pelo local há muito tempo, o estado actual das obras de recuperação e reabilitação do Palácio do Egipto, através de duas fotografias que tirámos hoje:

CLIQUE PARA AMPLIAR:


visto da Rua António Álvaro dos Santos, Oeiras
21-01-2009, 15:09

visto da Rua Dr. Neves Elyseu, Oeiras
21-01-2009, 15:38

fotos: © josé antónio • comunicação visual
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

núcleo arqueológico do Claustro da Sé de Lisboa

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ele é fenícios ele é visigodos ele é romanos ele é muçulmanos ele é gentes de todo o lado ele até é alfacinhas... este local deve ter uma magia qualquer que tudo e todos atrai
Lisboa não pára de nos surpreender!!



este video está também no YouTube
onde o pode ver, comentar, descarregar, guardar e partilhar
AQUI

video: © josé antónio / comunicação visual / demiurgo
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Leitura para a Eternidade...

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O Eterno é a Própria Vida

Segundo a expressão de Lavelle, a morte dá «a todos os acontecimentos que a precederam esta marca do absoluto que nunca possuiriam se não viessem a interromper-se». O absoluto habita em cada uma das nossas empresas, na medida em que cada uma se realiza de uma vez para sempre e não será nunca recomeçada. Entra na nossa vida através da sua própria temporalidade. Assim o eterno torna-se fluido e reflui do fim ao coração da vida. A morte já não é a verdade da vida, a vida já não é a espera do momento em que a nossa essência será alterada. O que há sempre de incoactivo, de incompleto e de constrangedor no presente não é já um sinal de menor realidade.

Mas então a verdade de um ser já não é aquilo em que se tornou no fim ou a sua essência, mas o seu devir activo ou a sua existência. E se, como Lavelle dizia em tempos, nos julgamos mais perto dos mortos que amámos do que dos vivos, é porque já nos não põem em dúvida e daqui para o futuro podemos sonhá-los a nosso gosto. Esta piedade é quase ímpia. A única recordação que lhes diz respeito é a que se refere ao uso que faziam de si próprios e do seu mundo, o acento da sua liberdade na incompletude da vida. O mesmo frágil princípio faz-nos viver e dá ao que fazemos um sentido inesgotável.

Maurice Merleau-Ponty, in 'O Elogio da Filosofia'

sarcófago de Infanta portuguesa
Capela de Santa Ana, Sé de Lisboa
. clique na foto para ampliar -



texto: Citador
fotografia: 04 OUT 2008 17:13, © josé antónio / comunicação visual
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sábado, 18 de outubro de 2008

CMO anos 40

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recebido via email:


C.M.O. e LARGO MARQUÊS DE POMBAL nos anos 40
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domingo, 14 de setembro de 2008

lugar aos poetas II

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Na continuidade do propósito do Oeiras Local de divulgar os poetas oeirenses, e na sequência do poema de Carlos Santos Bueno publicado AQUI, apresentamos hoje mais 3 excelentes poemas, do mesmo autor, que nos chegaram via email com pedido de publicação:

[ A pedido do autor retirámos os poemas aqui publicados.
Pelo facto, a que somos alheios, as nossas desculpas. ]

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

uma visita à Fundição de Oeiras

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Muito se tem falado ultimamente da Fundição de Oeiras, nomeadamente aqui no Oeiras Local, devido à polémica em torno da demolição daquele vetusto complexo industrial, importante memória histórica do passado recente de Oeiras, e do loteamento dos correspondentes terrenos para um projecto de urbanização. Há muita gente que conhece bem a Fundição de Oeiras. Em especial aqueles que por lá passaram como trabalhadores. Outras pessoas há que apenas a conhecem por fora ou do que ouviram contar ou leram a respeito dela, e em função disto a imaginam por dentro.

Para todos os que nunca entraram na Fundição de Oeiras, que verdadeiramente não a conhecem, e que provavelmente nunca lá entrarão dadas as notícias que vêm a público, construímos um álbum fotográfico, baseado numa Visita Guiada promovida pela Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, realizada em 15 de Setembro de 2007.

PARA VISITAR A FUNDIÇÃO DE OEIRAS, CLIQUE NA FOTOGRAFIA ABAIXO:
FUNDIÇÃO DE OEIRAS - 15 SET 2007

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A Fundição de Oeiras e a CDU

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recebido via email:

CLIQUE PARA AMPLIAR


Fonte, citada pelo remetente: Boletim CDU-OEIRAS Julho 2008
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

lugar aos poetas

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recebido via email com pedido de publicação:


As Torres do Isaltino Morais

O Isaltino Morais que é tio,
Quer lotear a fundição de Oeiras.
No lugar do picadeiro do rio,
Um estacionamento cheio de poeiras.

No lugar do Beer Hunter que tem brio,
O acesso a uma rotunda sem beiras.
No lugar da fundição que serviu,
Doze torres em betão sem eiras.

E se foi para isso que os moradores,
Da Medrosa votaram no Isaltino,
Oh, poderoso autarca, que dás dores,

Livra-nos de ti, usa o tino,

Deixa a Medrosa aos eleitores,
Que votámos num qualquer cretino!

Carlos Santos Bueno
20/08/2008


n.b.: O autor é um poeta oeirense, com 2 livros de poesia publicados: "As Margens Vermelhas" (Minerva) e "Os Jardins do Éden" (ed. autor).
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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Leonardo Turriano, Engenheiro e Arquitecto-mor do Reino - palestra

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Caros Amigos,


Lembramos que dia 04 de Agosto, na próxima segunda-feira, às 21h30m, na Esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras, na Rua 7 de Junho de 1759, em Oeiras (ver foto mais abaixo), integrada no ciclo de conferências Diálogos em noites de Verão, promovido pela
Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, será proferida pela Dra. Fátima Rombouts de Barros, uma palestra subordinada ao tema:


Leonardo Turriano

Engenheiro e Arquitecto-mor do Reino


A entrada é livre e aconselhamos vivamente a Vossa presença.

X - A CASA DAS QUEIJADAS DE OEIRAS FICA NA RUA NAS TRASEIRAS DA C.M.O.

nota: Há estacionamento grátis a partir das 21h no Largo Marquês de Pombal, em frente à Câmara.

imagens: © josé antónio / comunicação visual e © Google Earth - CLIQUE PARA AMPLIAR


Aproveitamos para informar que estão encerradas as inscrições para a visita guiada ao Forte e Farol do Bugio (02 Agosto) assim como para a visita guiada a Mértola Vila Museu / Pomarão / descida Guadiana (06-07 Setembro).
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quarta-feira, 23 de julho de 2008

A Elevação de Oeiras a Vila - palestra

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Caros Amigos,


Lembramos que dia 28 de Julho, na próxima segunda-feira, às 21h30m, na Esplanada da Casa das Queijadas de Oeiras, na Rua 7 de Junho de 1759, em Oeiras (ver foto mais abaixo), integrada no ciclo de conferências Diálogos em noites de Verão, promovido pela
Espaço e Memória - Associação Cultural de Oeiras, será proferida pelo Dr. Jorge Miranda, uma palestra subordinada ao tema:


A Elevação de Oeiras a Vila

A entrada é livre e aconselhamos vivamente a Vossa presença.

X - A CASA DAS QUEIJADAS DE OEIRAS FICA NA RUA NAS TRASEIRAS DA C.M.O.

nota: Há estacionamento grátis a partir das 21h no Largo Marquês de Pombal, em frente à Câmara.

imagens: © josé antónio / comunicação visual e © Google Earth - CLIQUE PARA AMPLIAR
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segunda-feira, 14 de julho de 2008

Jantar-Tertúlia da Espaço e Memória

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O Jantar - Tertúlia da


terá lugar no dia 18 de Julho, sexta, às 18h45, no

CPAS - Centro Português de Actividades Subaquáticas

subordinado ao tema

Memória Histórica da Costa Portuguesa - Os Contributos da Arqueologia em Meio Aquático

A palestra será proferida por

Maria Luísa Blot

Antes da palestra visitaremos o museu (nas instalações)

LOCALIZAÇÃORua Alto do Duque, 45 1400 - 009 Lisboa
Tlf: 213016961 / Fax:213020356
cpas@cpas.pt


nota: o local é muito próximo da estação CP de Algés.

Visite o site do CPAS
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

mais um atentado ao Património histórico-cultural de Oeiras?

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Caros, ao que sabemos de fontes seguríssimas, mais um potencial atentado ao Património Histórico e Cultural de Oeiras — e de toda a Linha de Cascais, quiçá de Portugal — pode estar em preparação, mesmo debaixo das nossas barbas.

Um atentado que vem na sequência daqueles que por aqui temos alertado, como os casos recentes do Palácio dos Arcos e da Fundição de Oeiras, e a ver vamos o que se prepara para o Palácio do Marquês e para a Quinta de Cima, atentados estes que apagam a nossa memória histórica, a qual temos por obrigação preservar para as gerações vindouras.

Dizia Braudel(1) "Estudar o passado para compreender o presente".
Pois claro que sim. Acontece é que o estudo do passado fica inviabilizado quando se apagam as memórias e se destroem os documentos e vestígios do passado, sejam eles de que natureza for.
Nestes documentos e vestígios inclui-se com grande pujança e visibilidade o património monumental e edificado.

Qualquer intervenção em tal património, frequentemente imposta pela necessidade, condicionada pela própria degradação dos edifícios, e mesmo necessidade de os modernizar para lhes garantir utilidade, deve ser feita de modo a minimizar os efeitos nefastos da intervenção, tantas vezes esta é descuidada, e a garantir o máximo de pregnância da memória, presente na linguagem do edifício e na sua relação de alteridade - em que o alter, o outro, é tanto o espaço envolvente como as pessoas que com ele se relacionam, directa ou indirectamente, desde fruidores do espaço interior ao simples passante.

O caso, sobre o qual de momento apenas dispomos de alguns indícios preocupantes de intervenção a breve prazo, é a Escola Secundária Sebastião e Silva, antigo Liceu Nacional de Oeiras.

19 de Fevereiro de 1988

Inaugurado em 18 de Outubro de 1952, foi no seu tempo o único liceu em toda a Linha de Cascais — de Algés a Cascais, foi criado especificamente para servir esta linha — construído pelo Estado Novo, dentro do estilo arquitectónico característico deste. Estilo direccionado para a exaltação dos valores caros ao regime.

Como tal, e porque foram felizmente poucas as vezes em que foi intervencionado, e estas intervenções não lhe destruíram a traça característica, o Liceu Nacional de Oeiras constitui o único, e já há poucos, exemplar deste tipo de arquitectura — ensino público liceal — deixado pelo Estado Novo no concelho de Oeiras.

Assim é indubitável a sua importância como património histórico e cultural.
É inquestionável a necessidade da sua consciente e coerente preservação.

Sabemos que o liceu está velho e degradado. Os soalhos de madeira estão apodrecidos, existem infiltrações de água que tudo destroem, é necessário reabilitá-lo, pois continua a funcionar, agora como escola secundária, e importa dar-lhe o máximo de boas condições para cumprir a sua função de ensino e pólo dinamizador da cultura portuguesa, humanística e científica.

O que tememos, a julgar pelo que ouvimos, é que a intervenção, tal como esta nos foi ventilada, possa pôr em causa estes aspectos patrimoniais do Liceu Nacional de Oeiras, descaracterizando-o e transformando-o numa vergonhosa salada de estilos arquitectónicos, que nada tenham a ver com coisa nenhuma. Uma mole de remendos e acrescentos que destrua a linguagem do edifício e anule o diálogo dinâmico deste com a comunidade.

Com toda a sinceridade dizemos: Oxalá estejamos profundamente enganados!

Sobre a história do Liceu Nacional de Oeiras consulte, p. f., esta página

(1) Fernand Braudel (Luméville-en-Ornois, 24 de Agosto de 1902 - Cluses, 27 de Novembro de 1985). Historiador francês, um dos mais importantes representantes da chamada "Escola dos Annales". Ver biografia aqui

imagem: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Fundição de Oeiras


[Clique nas imagens para ampliar]
Jornal de Oeiras, Nº 210, de 24 de Junho / 2008

segunda-feira, 23 de junho de 2008

ainda Algés

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Como se pode perceber do nosso comentário datado 23/Jun/2008 18:22:00, do nosso post Algés - pedido de ajuda, admitimos ter-nos precipitado na identificação que no mesmo fizemos do edifício - aqui referido como E2 -, visível em último plano, na fotografia de Algés de 1905 (foto 1), quando colocámos a hipótese de se tratar do mesmo edifício - aqui referido como E1 -, mostrado na fotografia a cores do citado post, e sobre o qual pedimos ajuda para o identificar. Tratou-se de um erro grosseiro da nossa parte, vemo-lo agora, na posse de novos elementos entretanto obtidos após uma longa noite de netsurf.

Deixámo-nos, é claro, levar pelo entusiasmo e vimos na fotografia o que queriamos ver... Enfim, como todos sabem, não somos nem investigador nem historiador, pelo que acreditamos que estamos desculpados do nosso lapso.

Referimos também que íamos aqui trazer novos elementos para comparação. Não sobre o E1, a respeito do qual pretendemos obter informação histórica, mas sobre o E2 em relação ao qual nos equivocámos.
Apresentamos abaixo a fotografia (foto 2), que nos levou a presumir uma nova linha de investigação.

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR

1 - Algés, 1905

2 - Vila Castanheira, Algés, 1941
Fotografia de Eduardo Portugal in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Sobre a hipótese que avançámos de que o E1 pudesse ser a casa nobre da Quinta da Formiga, oiçamos Jaime Casimiro:

"(...) Quinta da Formiga (...) concluímos ter existido precisamente na área em que se ergue agora a denominada Torre de Monsanto, junto à auto-estrada A5, no desvio para a CRIL, quando após se descer de Linda-a-Velha se começa a subir a Serra de Monsanto. Situava-se entre Romeiras de Cima e a Ribeira de Algés, a poente, e, a nascente, a estrada da circunvalação, onde agora é a CRIL, que segue para Algés." (1)

Parece assim, pela descrição de Jaime Casimiro, que a dita quinta localizar-se-ia mais a Norte do que pensávamos, não podendo portanto ser onde se encontra o E1.

Para uma melhor visualização do que nos leva a pensar que o E2 (foto 1) possa ser a Vila Castanheira mostrada na fotografia 2, eis duas ampliações para comparação, sendo que numa delas assinalámos os elementos visuais da arquitectura que nos parecem corroborar a hipótese que levantamos.

3 - Ampliação da foto 2

4 - Ampliação da foto 1

Legenda:
1 - Torre com cobertura hexagonal muito saliente
2 - Janela no corpo central
3 - Área escura - janela? - cortada obliquamente pelo telhado do corpo esquerdo
4 - Zona clara sob o telhado no corpo adossado à torre
5 - Telhado do corpo central

nota: Algumas diferenças entre as fotografias advirão, claro, de não terem sido obtidas nem do mesmo ponto de vista nem na mesma altura e nas mesmas condições técnicas.

(1) Casimiro, Jaime, "Os Escândalos da Quinta da Formiga", Elucidário de Alguma Oeiras nº 22, Jornal de Oeiras, data desconhecida

Fotografias - todos os direitos reservados:
1 - Extraída do ppt "Lisboa", de Sabino.
2 - Extraída de Bic Laranja, a quem agradecemos.
3 e 4 - Edição digital nossa com base nas fotografias 1 e 2.

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domingo, 22 de junho de 2008

Algés - pedido de ajuda

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Caros Amigos, Algesinos em particular mas não só.
Necessitamos da V. ajuda para identificar o edifício representado na fotografia abaixo, localizado na Av. dos Bombeiros Voluntários (cremos), sobre o qual ainda não encontrámos referência alguma em nenhum lado. Estamos muito curiosos a respeito da história dele.
Seria a Casa Nobre de alguma quinta que ali tenha existido?
Alguém nos pode elucidar sobre o assunto?

CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIAR


Aproveitamos para vos deixar aqui uma fotografia de Algés referenciada como sendo de 1905.

Infelizmente a fotografia é de pouca qualidade e de resolução baixa.
Mesmo assim, parece ver-se o que poderá ser a Ribeira de Algés - alguma ajuda? - com um forte branco à direita - alguma ajuda neste também? - e no enfiamento da ribeira, um edifício de grandes dimensões ao fundo, que bem poderá ser o edifício ainda existente que referimos inicialmente (note-se o relevo da colina por trás dele, a elevar-se para a direita).
Eis uma ampliação:


Antecipadamente gratos.

fotografia a cores: 22 AGO 2007, 16H59 © josé antónio / Comunicação Visual
fotografia a preto e branco: extraída do ficheiro ppt "Lisboa", autoria indicada de Sabino, recebido via email

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