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sexta-feira, 30 de março de 2012

Freeport: testemunha faz novas revelações

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/freeport-joao-cabral-tvi24/1336936-4071.html


Freeport: testemunha faz novas revelações

Depoimento do engenheiro civil João Cabral

Por: tvi24 / FC  |  29- 3- 2012  14: 29 


terça-feira, 27 de março de 2012

Freeport: Negociações secretas com Sócrates



Perdeu o sorrisinho que usava em Portugal!




Mesmo a viver em Paris, Sócrates está a par do que se passa em Portugaletr
a
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Julgamento: William Mckinney continua a ser ouvido hoje por videoconferência

Freeport: Negociações secretas com Sócrates

 

 

William Mckinney, irlandês que vendeu os terrenos em Alcochete ao grupo Freeport, garantiu ontem, no Tribunal do Barreiro, que o processo de licenciamento do outlet, em 2002, foi negociado directamente entre o arguidos Charles Smith e José Sócrates, então ministro do Ambiente.

Por:Ana Luísa Nascimento/ Sónia Trigueirão


"O problema existia e eu sabia que o Charles Smith estava a discutir com o ministro, creio que era o senhor Sócrates. Tudo isto era feito em grande segredo", afirmou a testemunha, que foi ouvida por videoconferência, explicando que Smith era o "ponto de contacto". "Sabíamos que havia conversações, não com o senhor Manuel Pedro, mas sim com Charles Smith", frisou Mckinney, cujo sucesso do negócio da venda de terrenos estava dependente da aprovação da construção do outlet de Alcochete, razão que foi determinante para o Freeport contratar os consultores Smith e Manuel Pedro: "Charles Smith sempre me disse que conhecia pessoas muito influentes, no decorrer do seu envolvimento no processo da ponte Vasco da Gama. Foi um dos motivos para o contratarmos".

Após o processo de licenciamento do Freeport - que acabou por ser aprovado em Março de 2002, já o Governo socialista de Guterres estava em gestão -, Mckinney, que foi aconselhado a "fazer contribuições para partidos políticos", diz ter ficado com a convicção de que o lóbi "parece ser a forma, culturalmente, de negociar em Portugal". O gestor de imobiliário irlandês continua hoje a ser ouvido por videoconferência.


sexta-feira, 23 de março de 2012

1,25 milhões para aprovar Freeport

Julgamento: Advogados confrontados com documento após contradições 


1,25 milhões para aprovar Freeport 

 

O escritório de advogados Gandarez & Antunes, que trabalhou para Charles Smith e Manuel Pedro, prometeu conseguir a aprovação do outlet de Alcochete por 1,25 milhões de euros. O valor consta de um memorando que ontem foi exibido na 7ª audiência do julgamento Freeport, no Tribunal do Barreiro, depois de José Gandarez e Albertino Antunes terem negado, até à exaustão, a referência a quaisquer valores monetários.


Por: Ana Luísa Nascimento

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Most convenient!



Investigadores do processo Freeport afastaram abertura de inquérito judicial por suspeitas de evasão fiscal devido à prescrição dos factos.

Maria Adelaide Monteiro e José Sócrates moram nos apartamentos do empreendimento Heron-Castilho desde a data da sua compra, em 1996. As duas casas foram adquiridas através de uma empresa offshore

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ingleses encontram novos factos que envolvem Sócrates no caso Freeport - Sociedade - PUBLICO.PT

Ingleses encontram novos factos que envolvem Sócrates no caso Freeport - Sociedade - PUBLICO.PT

Os investigadores ingleses encontraram um novo documento sobre o alegado pagamento de “luvas” no âmbito do licenciamento do Freeport e no qual aparece o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e do ex-secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves, noticia o “Correio da Manhã”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sol: Vara e Cofina quiseram afastar "pessoas incómodas" - TV & Media - DN

O director do Sol acusou hoje a Cofina de ter tentado mudar a direcção do jornal de forma encapotada para afastar "pessoas incómodas" e disse que o presidente daquele grupo o aconselhou a ser "menos contra o Governo". José António Saraiva também acusou Armando Vara, administrador do Millenium BCP, de ter tentado “decapitar” a direcção do jornal após as manchetes sobre o caso Freeport.

Sol: Vara e Cofina quiseram afastar "pessoas incómodas" - TV & Media - DN

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Primo de Sócrates já prestou declarações

Caso Freeport

Por Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo
José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, prestou declarações hoje de manhã e negou ser ele o ‘Bernardo’ e o ‘Gordo’ referidos nos emails de administradores da Freeport


O primo de José Sócrates foi ouvido hoje de manhã pela equipa de investigadores coordenada pelos procuradores Paes Faria e Vítor Magalhães. José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, que tem estado ausente de Portugal (nomeadamente no Brasil e em Angola) compareceu no DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) depois de as autoridades o terem notificado na semana passada, na sua residência.

O primo do primeiro-ministro foi confrontado com as fotos divulgadas pela TVI na sexta-feira passada – em que aparece com José Sócrates –, mas indicou tratar-se do seu irmão António Pinto de Sousa, que se encontra em Angola, na província de Benguela (onde gere os negócios da família, nomeadamente salinas). José Paulo foi também confrontado com elementos constantes no processo (nomeadamente, nomes constantes em emails trocados entre administradores da Freeport PLC e Charles Smith, consultor do outlet), com a empresa Mecaso e uma offshore a que esta está ligada – a Sante Services Company, sediada em Gibraltar.

‘Conforme combinado com Bernardo’

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa é primo de José Sócrates pelo lado paterno. Em 2006, Alan Perkins – um funcionário da Freeport PLC enviado de Inglaterra para investigar o rombo financeiro que o empreendimento de Alcochete provocara na empresa em Londres – filmou, durante duas horas e meia, uma conversa com Charles Smith. Na gravação em DVD, estes dois consultores da Freeport em Portugal referem várias vezes, como seu ' homem de mão', um primo de José Sócrates.

Inicialmente pensou-se que seria o primo que se encontra na China, Hugo Monteiro (filho de Júlio Monteiro, que revelou ao SOL ter posto o consultor Charles Smith em contacto com Sócrates), pois este chegou a enviar um emall ao Freeport em que invocava o parentesco com o primeiro-ministro para conseguir obter um contrato com o outlet.

Mas, segundo o SOL entretanto apurou, Charles Smith enviou um email a Manuel Pedro, a 18 de Maio de 2002, pedindo-lhe que contactasse, «conforme combinado com Bernardo», os administradores da Freeport PLC para que fossem transferidas 80 mil libras para pagar a 'Pinóquio' (um nome de código usado para designar outra figura-chave no processo, ainda não identificada).

Em Janeiro deste ano, no seguimento de uma investigação do SOL às empresas em que participa Maria Adelaide Monteiro (mãe do primeiro-ministro, que desde o início da investigação faz parte da lista de suspeitos), apareceu a empresa Mecaso. Esta sociedade já estava referenciada noutro inquérito, em que se investigam indícios de tráfico de influências, corrupção, financiamento a partidos e branqueamento de capitais, por uma rede de pessoas ligadas à Câmara Municipal da Amadora e a empresas de construção civil. No âmbito deste processo e em buscas efectuadas pela PJ, em 2004, a empresas e a vários serviços da Câmara da Amadora foi apreendido um computador com uma listagem de empresas que teriam recebido 'luvas'. Aí aparece a Mecaso, da qual são sócios José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, o pai deste (António Pinto de Sousa), o irmão e a mãe de José Sócrates.

Há alguns meses, em entrevista ao SOL, António Pinto de Sousa afirmou que a Mecaso é uma empresa «que nunca teve vida nenhuma». Mas, segundo o SOL apurou, continua a ser esta empresa a pagar um ordenado à mulher de Bernardo Pinto de Sousa.

felicia.cabrita@sol.pt e paula.azevedo@sol.pt

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Campanha negra para condicionar as eleições de... 2011

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Freeport: fax fala em dois milhões de libras em «luvas»
TVI teve acesso a documento altamente confidencial. Confira todos os dados

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/freeport-fax-ric-dattani-keith-payne-tvi24-jose-socrates/1096877-4071.html

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Londres confirma luvas do Freeport

Surprise, surprise! ou... Já estávamos à espera!?


CM 08 Setembro 2009 - 02h00
Investigação: Descoberta de ‘luvas’ em Londres faz mais suspeitos

Carlos Guerra não é o único arguido do caso Freeport que vai ter de explicar os 200 mil euros depositados numa das suas contas. A investigação descobriu depósitos em várias contas abertas em paraísos fiscais britânicos que implicam outros suspeitos já constituídos arguidos e também mais três pessoas. O CM sabe que serão constituídos arguidos mais dois ou três suspeitos com intervenção no processo administrativo do centro comercial assim que a polícia inglesa envie a documentação bancária pretendida pela investigação portuguesa.(...)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Caso Freeport - Depósitos avultados por explicar nas contas de Carlos Guerra

Por Felícia Cabrita

A investigação judicial ao caso Freeport descobriu depósitos de 200 mil euros, em 2002, nas contas bancárias de Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza, então dependente do ministro do Ambiente, José Sócrates, avança a edição do SOL desta sexta-feira

Os investigadores do ‘caso Freeport’ encontraram nas contas bancárias do arguido Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN), diversos depósitos em numerário ou por transferência, efectuados durante e após o processo de viabilização do centro comercial.
Os depósitos – feitos em várias tranches, totalizando cerca de 200 mil euros – não estão justificados e para a investigação indiciam que poderão ser contrapartidas pecuniárias pelo licenciamento do outlet de Alcochete.


Segundo o SOL apurou, Carlos Guerra alegou, nas declarações já prestadas no processo, que o dinheiro se referia a partilhas antecipadas que o sogro foi obrigado a fazer após a falência de uma sua empresa – uma explicação considerada frágil.

sábado, 9 de maio de 2009

Prisão Preventiva para os arguidos do caso Freeport


«José Maria Martins
Blogue do advogado José Maria Martins

Sexta-feira, Maio 08, 2009
Prisão Preventiva para os arguidos do caso Freeport

Os portugueses estão estupefactos pelo facto de Charles Smith e o outro arguido do caso Freeport estarem em liberdade.
Deveriam estar presos preventivamente.
Os factos são muito graves, há perigo de perturbação do inquérito e nomeadamente para a conservação, aquisição e veracidade da prova.
Os portugueses viram no DVD Charles Smith confessar a corrupção, incriminar José Sócrates.
Agora ele está a ser manobrado para desmentir.
Claro que o PS mostrou ter uma mão muito longa , mesmo na Oposição, aquando do caso Freeport.
O PS usa a maçonaria para chegar a magistrados e polícias.
Charles Smith, que falou no DVD, deve estar preso preventivamente.
Não se percebe que em Portugal - onde qualquer pé rapado fica em prisão preventiva por furtar uma carteira ou ter 4 ou 5 gr de droga na sua posse - Charles Smith possa andar a sorrir nas televisões!
A Justiça portuguesa tem de ter coragem e, com ou sem apoio do PM britânico , essa gente tem de estar presa.
Os superiores interesses de Portugal e da Justiça impõem medidas duras contra os confessos corruptos e corruptores.
O Ministério Público deve ordenar a detenção de Charles Smith e do outro arguido, submetê-los a primeiro interrogatório judicial e aplicar-lhe a prisão preventiva.
E interrogar José Sócrates como arguido e aplicar-lhe as medidas de coacção adequadas.
O caso Freeport não pode ser outro caso Casa Pia.
Num e noutro caso a Ordem dos Advogados esteve sempre ao lado dos grandes, intervindo na comunicação social a favor dos arguidos que têm dinheiro, amigos no Poder, influência social - até arranjando advogados para a Casa Pia e para as vitimas da incúria da Casa Pia! - pressionando a favor deles.
Antes foi José Miguel Judice - este arranjou advogados para a Casa Pia e para as vítimas - agora é Marinho e Pinto a escrever artigos no Boletim da Ordem dos Advogados a favor de José Sócrates.
Por isso, os assistentes que eu represento no caso Freeport querem a prisão preventiva de Charles Smith e do outro arguido.
Até pode ser que depois se lembrem a quem pagaram, quais os individuos que corromperam, onde entregaram o dinheiro!
A Justiça tem de ser imparcial, tem de ser corajosa, tem de ser confiável para os portugueses em nome de quem é administrada.
Charles Smith não pode andar a rir nas televisões como se fosse uma estrela de cinema. É um enxovalho para Portugal, é aviltante para o Povo Português.
A prisão preventiva para estes individuos é a medida de coacção adequada.

Posto por José Maria Martins 19:16 »

quinta-feira, 23 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

EM DIRECTO

DITO & FEITO

10 April 09 09:00 AM

EM POUCOS dias, José Sócrates e o seu Governo avançaram com processos judiciais contra três jornalistas do Público, contra a TVI, contra o SOL, devido à divulgação de notícias relacionadas com o caso Freeport ou matérias afins. E até interpuseram uma queixa-crime contra um jornalista do DN por causa de um normal artigo de opinião, em tom de crítica irónica e corrosiva mas não ofensiva, que terá desagradado particularmente à irritadiça susceptibilidade do primeiro-ministro. Não há memória, no passado recente, de um chefe de Governo com tão exacerbado furor punitivo contra a comunicação social e com tamanha incompatibilidade de conviver com uma informação livre e plural, sem dependências nem constrangimentos, e, por isso, inconveniente para os poderes em exercício.

Sócrates revela-se um paroquial aprendiz de Berlusconi, na sua fúria antidemocrática contra a diversidade de críticas e opiniões que ponham em causa a sua figura, os seus actos, o seu transitório poder.

MAS este passo, o dos processos em tribunal e ameaças de pesadas indemnizações, é apenas o coroar de uma estratégia de condicionamento e intimidação da comunicação social não alinhada com o Governo. Estratégia que começou com pressões directas, de Sócrates e dos seus assessores, sobre vários jornalistas por ocasião das primeiras notícias sobre a sua estranha licenciatura na Universidade Independente. Que prosseguiu com manobras de coacção e de asfixia financeira sobre patrões e empresas de media. Que se acentuou, perante a sucessão de episódios mal esclarecidos da vida e da carreira de Sócrates, com intervenções e inquéritos da ERC em oportuna convergência com as reclamações do próprio.

E que culminou agora, já em desespero de causa devido ao continuado desgaste do caso Freeport, com pressões sobre magistrados e o poder judicial acompanhadas desta chuva de processos à la carte contra jornalistas e órgãos de comunicação social.

São sinais preocupantes de intolerância face a princípios e direitos basilares da vida democrática. E sintomas de uma perigosa deriva para o autoritarismo. Não era Mário Soares que falava dos riscos da «ditadura da maioria»? Mas é fácil e barato pôr acções intimidatórias em tribunal, para quem não suporta as custas dos processos e os honorários dos advogados. Sócrates e a sua maioria controleira decidiram, agora, usar advogados como novos coronéis do lápis azul da censura. Pagos, como dantes, pelo Estado.

jal@sol.pt

terça-feira, 7 de abril de 2009

Hora do "Refresco" (1)


Caso TDM, em 1988
Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz

05.04.2009 - 10h24 Nuno Simas

Alberto Costa surgiu ontem no centro das notícias sobre alegadas pressões sobre os magistrados do caso Freeport, que o ministro da Justiça negou de forma pronta. Mas esta não é a primeira vez que o seu nome surge em notícias sobre pressões. Há 21 anos, suspeitas de pressões sobre um juiz levaram à sua demissão de director dos Assuntos de Justiça de Macau, quando o governador era Carlos Melancia.

Em 1988, Costa deixou o cargo na administração de Macau no meio de suspeitas de pressões sobre o juiz José Manuel Celeiro no caso do escândalo da televisão de Macau, TDM. Em 2005, José António Barreiros, que, enquanto secretário de Estado Adjunto para os Assuntos da Justiça, tinha demitido Alberto Costa, quebrou um longo silêncio de 16 anos e acusou-o de "conduta imprópria". Ontem, contactado pelo PÚBLICO, o advogado José António Barreiros não quis fazer quaisquer declarações sobre o caso de há vinte anos nem comentar as notícias de ontem do semanário "Sol".

O citado caso de Macau remonta ao mês de Abril de 1988, quando José Manuel Celeiro decretou a prisão preventiva do presidente da TDM, António Ribeiro, por suspeita de peculato. Numa entrevista a "O Independente", em 2005, Barreiros contou que optou por demitir Alberto Costa por ter considerado impróprio que o agora ministro tivesse tido então "conversas informais" com o magistrado defendendo que a prisão preventiva de António Ribeiro seria uma medida excessiva naquele caso. José Manuel Celeiro apresentou queixa.

Há quatro anos, depois da entrevista de José António Barreiros, o ministro, há sete meses no Governo com a pasta da Justiça, explicou que se limitara a dar ao juiz "uma opinião sobre uma matéria de índole jurídica". E lembrou que os factos pelos quais foi acusado e exonerado foram alvo de um inquérito que concluiu "não se ter comprovado a existência de pressão", pelo que foi proposto o arquivamento do inquérito. Além disso, recordou, o Supremo Tribunal Administrativo veio anular o acto de exoneração. A entrevista valeu a Alberto Costa um primeiro momento de contestação enquanto ministro da parte da Associações Sindical de Juízes Portugueses (ASJP), que exigiu esclarecimentos de forma cabal, aconselhando-o a "ponderar seriamente a sua capacidade para, de maneira credível, continuar a exercer as funções governativas".

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado"

( carregue nas imagens para ampliar)

Saíu hoje no Jornal de Notícias/RTP uma sondagem sobre o caso "Freeport" .

O sr. Sousa, que gosta de sondagens não pode sequer ignorar o seu resultado, pelo que terá de deixar a teoria da cabala negra.

Será que não o preocupa que 61% dos inquiridos considerem que não esclareceu completamente as dúvidas que surgiram neste caso ou deixou coisas por esclarecer ?

Será que não o obriga a pensar saber que 43% não acreditam na sua palavra quando referiu que não houve qualquer espécie de favorecimento no processo de aprovação do "Freeport"?

Sr.Primeiro Ministro: deveria saber que só a transparência pode transmitir qualidade à democracia que vivemos. Atitudes como as suas favorecem a descrença e podem pôr em causa a democracia.

O seu Governo não pode deixar de tirar consequências quando 48% dos inquiridos não tem confiança que a investigação vá esclarecer rapidamente todas as dúvidas e 42% avaliam a actuação das autoridades portuguesas neste processo como má ou muito má .

Sabe quando o cidadão têm a percepção que o sistema judicial não funciona só revela que os políticos foram incapazes, incompetentes e não estão preocupados com a qualidade da democracia .

Como diz Clara Ferreira Alves num artigo no Expresso e cito" Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura. E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas.(...) Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?(...)Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças,de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.(...) Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.

Como diria Almada Negreiros "Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado".