Mostrar mensagens com a etiqueta Palácio dos Arcos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palácio dos Arcos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de março de 2009

Hotel no Palácio dos Arcos em Paço de Arcos




02.03.2009, Luís Filipe Sebastião – Público

Nova unidade terá 75 quartos e deve abrir em 2011, mas há quem tenha dúvidas sobre o impacte para a zona costeira de Paço de Arcos



O grupo Vila Galé venceu o concurso para a exploração hoteleira do Palácio dos Arcos. A Câmara de Oeiras deve confirmar a escolha na próxima reunião do executivo, apesar de um dos candidatos se preparar para recorrer da decisão nos tribunais.


O vereador do Património Municipal e Turismo, Carlos Oliveira, propôs em sessão camarária a adjudicação da adaptação e exploração do palácio em Paço de Arcos ao grupo Vila Galé, por ser o concorrente que "reúne as melhores condições para o desenvolvimento" do projecto. A proposta só não foi votada porque alguns vereadores não conseguiram analisar convenientemente a decisão do júri do concurso público.


De acordo com o relatório de análise das propostas, o projecto do Vila Galé ficou em primeiro lugar, seguindo-se as do grupo Pestana Pousadas, Montebelo, Garden Palace e Nova Caxias. Enquanto o grupo Pestana desistiu do concurso - na sequência de ser o único candidato à construção de uma pousada na Cidadela de Cascais -, a Nova Caxias não viu acolhida a sua reclamação e vai recorrer judicialmente da decisão (ver outro texto).


O simbólico Palácio dos Arcos foi doado ao município de Oeiras pelo falecido proprietário com a condição de ali ser criada uma casa-museu com o seu nome. Mas a autarquia liderada por Isaltino Morais optou por lançar um concurso público para a concessão, por 50 anos, do imóvel e respectivos jardins para uso hoteleiro. Os critérios para a adjudicação foram ordenados segundo a qualidade técnica e arquitectónica da reabilitação/ampliação do imóvel, a qualidade e viabilidade da operação hoteleira e, por último, a remuneração a pagar à câmara.


Espólio num "esconso"
A proposta do Vila Galé prevê um investimento total de 11,967 milhões de euros, dos quais 4,025 milhões se destinam à recuperação do palácio. O arquitecto Luís António projectou um novo edifício de quatro blocos, na parte superior dos jardins, do lado do caminho-de-ferro, até quatro pisos, para 75 quartos. No primeiro andar, além de meia dúzia de quartos, será exposta, "na zona esconsa", o espólio doado ao município.
A recepção, salas de estar, restaurante, bar, biblioteca e cozinhas situam-se no piso térreo do monumento classificado de valor concelhio. O piso inferior, ocupado por um dos herdeiros, "não é intervencionado". A adega será adaptada para sala de reuniões. O edifício abrigará os restantes 68 quartos, áreas técnicas, estacionamento e spa. Nos primeiros dois anos, a autarquia receberá uma renda mensal de 4175 euros, que aumentará para 5250 euros nos seguintes.


O vereador Carlos Oliveira considera que "não há qualquer dúvida de que a proposta do Vila Galé será aprovada". Isto apesar de algumas dúvidas manifestadas por eleitos do movimento de Isaltino Morais quanto ao impacte negativo da unidade hoteleira sobre o estacionamento na zona. O projecto, nota o autarca do PS, "cumpre as regras turísticas, mas subsiste um problema de estacionamento em Paço de Arcos".
O vereador adianta que a solução passa pela criação de mais 200 lugares na zona da estação da CP e de outros espaços junto aos bombeiros.

O júri do concurso para o Palácio dos Arcos conclui, no relatório final, que a Nova Caxias "apresenta uma proposta correcta e viável", mas que "a sua pouca notoriedade e eventuais dificuldades financeiras condicionam a sua aprovação", posição contestada por Rui Silva, gerente da empresa proprietária do Hotel Solar Palmeiras, que garante "ir até às últimas consequências" em defesa da proposta.
O relatório da comissão salienta que a Nova Caxias "apresenta-se a concurso numa posição frágil, argumentando com o potencial encerramento da sua unidade no caso de não lhe ser atribuída a concessão do Palácio dos Arcos". Rui Silva, que foi presidente da Câmara de Sintra pelo PSD, recusa a "interpretação" do júri, de que fecharia a sua unidade de quatro estrelas à beira da Marginal, e alega que pretendeu evocar a sinergia de meios entre as duas unidades. Só a sua empresa apresentou "cartas de conforto" de duas entidades bancárias e anunciou a intenção de integrar a cadeia Relais e Châteaux.
Na reclamação, o empresário defende que a solução arquitectónica, com 48 quartos, repartidos pelo palácio e dois pequenos blocos, ligados por um elevador horizontal, procurou afectar "o menos possível o espaço do jardim de usufruto público" e preservar "o espírito e matriz arquitectónica do palácio". Acusa a comissão de preferir "soluções de volumetria muito mais elevada".
O concorrente critica ainda as contas relativas ao investimento na recuperação do palácio - pouco abaixo da proposta pelo grupo Pestana - notando que foi o único a apresentar um relatório do Igespar e a propor a instalação do espólio na área ocupada por um herdeiro. Rui Silva lamenta também não ter sido valorizada a oferta de estacionamento, "numa área tão carenciada", e a criação do prémio Conde de Arronchela, em memória do antigo proprietário. Além de apontar o incumprimento da legislação em várias propostas, salienta que o projecto vencedor transforma a capela em acesso entre o palácio e o novo edifício. "Vou recorrer aos tribunais até onde for possível", garantiu Rui Silva.


O grupo Vila Galé previa iniciar a actividade comercial em Novembro de 2010, mas a demora na resolução do concurso deverá adiar a abertura das portas, mas que, de acordo com um porta-voz da sociedade, deverá acontecer em 2011, reservando outros comentários "para depois da aprovação" da proposta. Já o grupo Pestana apresentou duas propostas que se diferenciavam pela volumetria (cinco/quatro pisos), número de quartos (94/75) e investimento (12,5 milhões/10,6 milhões). Ficaram em segundo e terceiro lugar. Em quarta posição ficou a Montebelo (89 quartos e investimento de 18,9 milhões), seguida do Garden Palace (70/11,1 milhões) e Nova Caxias (48/6,389 milhões).


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Já não há “Charme” no Palácio dos Arcos?


No Jornal Público de hoje – secção Local pag. 22 – ficamos a saber que a empresa municipal Fortaleza de Cascais vai formalizar a adjudicação da concessão para a reabilitação e exploração da Cidadela ao Grupo Pestana, pelo que este Grupo já comunicou à Câmara de Oeiras a sua desistência ao concurso para adaptação hoteleira do Palácio dos Arcos, em Paço de Arcos, (aqui) por ter sido o único concorrente à Cidadela.

Lembram-se da noticia que era junto à linha do comboio? Parece que há mais concorrentes e não será esta desistência que fará com que a Autarquia coloque aquele património ao serviço da comunidade apesar das muitas e avisadas sugestões.

Mas, entretanto, mesmo em frente da entrada do Palácio está uma memória desta Vila – a antiga escola do professor Coelho – abandonada. Foi há dias que entrei em Paço de Arcos pela Rua Costa Pinto vindo da Marginal e ao ver o que vi – há quantos anos não passava ali? – deixei que os olhos se enchessem de tristeza. Recordações. Hei-de voltar a esta zona para ver se ainda lá está aquela papelaria do Campos Pereira...

Nota - Para saber mais sobre o Palácio dos Arcos aceda a 'Pesquisar no Blog'.


quinta-feira, 31 de julho de 2008

Palácio dos Arcos

5 candidatos de prestígio para o Palácio dos Arcos

Vila Galé, Sociedade de Empreendimentos Turísticos, S. A, Montebelo, Empreendimentos Turísticos, Nova Caxias, Empreendimentos Turísticos, Lda., Garden Palace, S.A e Pousadas de Portugal, Grupo Pestana, S.A. são os cinco candidatos ao Concurso Público para concepção, adaptação e exploração da Palácio dos Arcos a Unidade Hoteleira.

O edifício, localizado em pleno centro histórico da vila de Paço de Arcos, encontra-se na posse da Câmara Municipal de Oeiras desde 1997, após a morte do seu proprietário, o Conde de Arrochella e de Castelo de Paiva.

Com uma área bruta que ronda os 2000 m2 distribuída por 3 pisos, o edifício caracteriza-se por uma arquitectura cuidada de linhas simples e detentor de uma localização privilegiada sobranceira ao rio. A sua origem remonta ao século XV.

Os seus jardins extensos são o que resta de uma vasta quinta que outrora dava apoio a todo o Palácio.

Dado que o estado de conservação do edifício é preocupante, sendo possível detectar uma série de patologias a necessitar de intervenção urgente, a autarquia decidiu proceder à adaptação do Palácio dos Arcos a uma Unidade Hoteleira, através da adopção de uma estratégia que permita a criação das condições inerentes à exploração de um equipamento deste tipo, mas que promova em simultâneo uma recuperação do edifício e respectivos jardins.

Refira-se que, no âmbito da recuperação e revitalização do Centro Histórico de Paço de Arcos, a autarquia, através do Departamento de Projectos Especiais, encontra-se a promover acções que contribuam para a reabilitação deste núcleo.

O Palácio dos Arcos assume um papel de relevo, sendo pelo seu elevado valor patrimonial uma referência não só na Vila de Paço de Arcos como no próprio concelho de Oeiras.

[Do site da Câmara Municipal de Oeiras]


terça-feira, 10 de junho de 2008

Ainda o Palácio dos Arcos

[Clique para ampliar a imagem]
Jornal de Oeiras, Nº 208, 10 de Junho / 2008
O Oeiras Local agradece ao Jornal de Oeiras e aos autores os artigos plublicados nesta data

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O PALÁCIO DOS ARCOS

Conclui-se aqui a publicação de uma série de artigos sobre o Palácio dos Arcos, publicados no Jornal Costa do Sol, da autoria do Dr. Jorge Miranda. Foi com agrado que demos conta aos nossos visitantes da perspectiva de um historiador e grande conhecedor da História Local do nosso Concelho.

Com os agradecimentos do Oeiras Local ao excelente Jornal Regional e ao autor dos artigos.

"PONTOS DE VISTA


CONTROVERSA UTILIZAÇÃO - VI


Com este conjunto de reflexões que temos vindo a publicar, quisemos chamar a atenção dos munícipes para a aprovada intenção da Câmara de Oeiras de converter o conjunto do Palácio dos Arcos, em Paço de Arcos, em hotel de charme. Esta utilização, pelas suas implicações no contexto da preservação do património, é, como o afirmámos no título destas notas, controversa. De facto, mesmo sem nos encontrarmos na posse da totalidade dos elementos da equação, pomos sérias reservas quanto à bondade da solução.
Com a concretização desta hipótese, a subversão do edifício e do espírito do testador – o conde de Arrochela – parece-nos um facto inquestionável que merecia cuidada ponderação. Ao contrário do que se disse, não será assim que se logrará contribuir para “recuperação e revitalização do centro histórico da localidade” nem se “atenderá à preservação do património”. Estas premissas passarão antes pela utilização cultural do conjunto, reservando ao mínimo as intervenções sobre as suas estruturas, de forma a evitar a sua descaracterização, e exaltando e valorizando as suas cargas simbólica, histórica e patrimonial.
Concordamos que se tem de encontrar uma solução que ponha cobro à progressiva degradação do imóvel. Mas não pode ser a qualquer preço. Terá de ser o erário municipal a suportar “os custos elevadíssimos para a sua manutenção”. Não podemos esquecer que o Município, ao aceitar o legado nas condições estabelecidas, conformou-se com as inerentes responsabilidades.
Parece-nos uma (boa) inevitabilidade a instalação da casa-museu e inquestionável a necessidade da preservação do todo. No entanto, para animar o espaço e dar-lhe alguma rendibilidade económica, admitimos que pudesse albergar, em simultâneo e em articulação equilibrada, uma vertente hoteleira, do tipo “clube britânico” de convívio. Esta solução potenciaria o desfrute da deslumbrante paisagem, impediria a agressão às estruturas do imóvel e garantiria o equilíbrio do conjunto, sem quebra da harmonia da paisagem.
A Câmara de Oeiras ao constituir-se proprietária deste nobre complexo assumiu uma enorme responsabilidade cultural que não pode declinar nem malbaratar.
Jorge Miranda
(jorge.o.miranda@gmail.com)

Nota: O blog Oeiras Local teve a amabilidade de transcrever estas notas e recebemos alguns e-mails de apoio ao que íamos expondo. Agradecemos a atenção. – J.M."

sábado, 22 de março de 2008

hotel de charme...

.
As duas imagens abaixo mostram aproximadamente a mesma área.
Como sou muito 'burro', expliquem-me lá os 'entendidos':

— Afinal de contas onde é que vai ser edificado
o tal de Hotel de Charme com 60-70 quartos?

No meio do Jardim?
Em cima da Estação?
Na Rua da Betesga?

IMAGEM AÉREA GOOGLE EARTH

EXCERTO DE MAPA DO SITE DA CMO
- AQUI -

CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
.

quinta-feira, 20 de março de 2008