terça-feira, 8 de abril de 2008

A CHUVA, A CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS E AS CHEIAS

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Jornal Público de 07.04.2008


A chuva, a Câmara Municipal de Oeiras e as cheias
Miguel Pinto

As cheias resultam do desordenamento do território. Nestas linhas será tratada, apenas, uma das formas de destruir o território, que é a violência exercida sobre as ribeiras. O leito da ribeira (caminho percorrido, em condições normais, pela água) e o leito de cheia (zona circundante ocupada pela água quando esta é muita) são construídos pela natureza.
A Câmara de Oeiras permite que as ribeiras sejam desviadas do seu percurso e as suas margens construídas em pedra e cimento, deixando as margens de ser elásticas e fazendo desaparecer o natural leito de cheia. Consequentemente a água circula mais depressa e o leito de cheia passa a ser o que foi feito ao lado, seja uma estrada, um prédio, que fica inundado quando a ribeira tem mais água.
Outra obra da Câmara de Oeiras é canalizar ribeiras. Deixa de haver leito de cheia e, se as canalizações enchem, saltam as tampas, abate o alcatrão da estrada, rebentam os passeios e os edifícios e as estradas em redor ficam inundados. Em termos ambientais a primeira solução é má, mas a segunda é péssima.
Basta dar, somente, dois exemplos:
Primeiro, Algés, no dia 18 de Fevereiro, ficou com a zona baixa debaixo de lama. Na cheia de 1983 a situação não foi tão má como agora. Desta vez a inundação ia desde a Avenida dos Bombeiros de Algés, cuja ribeira de Algés está canalizada sob o alcatrão, até ao Parque Anjos. Apenas a estação dos comboios não ficou inundada como em 1983 (convém referir que as obras feitas na estação não foram da responsabilidade da câmara). Não se compreende como é que a câmara aprovou a construção de um parque de estacionamento subterrâneo para a zona do Parque Anjos.
Em segundo lugar, veja-se a situação na Outurela (Carnaxide), em que uma urbanização foi edificada a 20 metros da ribeira do Alto de Barronhos. Mais tarde a câmara desviou a ribeira, ficando esta a oito metros dos prédios. A partir de então as garagens começaram a inundar-se.
É de referir que o desvio de ribeiras só é possível com autorização do Ministério do Ambiente. Os moradores lesados queixaram-se ao ministério, tendo este embargado a obra. Por azar não havia na câmara qualquer mapa ou planta em que aparecesse a ribeira. Porque é que a câmara desviou a ribeira?
Assim a estrada (Via Longitudinal Norte) foi construída junto à nova localização da ribeira e do outro lado da estrada nasceu um espaço para mais prédios. Mas o assunto será decidido pelo tribunal.
Entretanto, a câmara não aprendeu. Aprovou, em 2007, os termos de referência para a elaboração do Plano de Pormenor do Vale de Barcarena, que prevêem, segundo o presidente da câmara, a construção de uma unidade de saúde, um lar para a terceira idade e uma escola do primeiro ciclo. Esqueceu-se de dizer, na Assembleia Municipal de Oeiras, que também há 2000 fogos, mas a acta da reunião da câmara desmente-o. Não podemos esquecer que o Plano Director Municipal considera os vales como Zona Verde de Protecção Especial, facto que impede a construção.
Estranho é que o presidente da câmara tenha tido outras profissões, tais como delegado do Ministério Público, ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território ou professor de Direito de Gestão Urbanística na Universidade Atlântica e que seja tão insensível ao ordenamento do território. Também é estranho que o Partido Socialista, seu apoiante e parceiro na gestão da câmara, e também responsável pelo Governo da República, fique calado perante opções políticas com tão graves consequências.

Deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Oeiras

Fundação Marquês de Pombal

CONVITE
Lançamento de Livro de Graça Patrão
Fundação Marquês de Pombal

www.fmarquesdepombal.pt

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MARCAS DO TEMPO por Alexandre Gonçalves


Jornal de Oeiras, 8 de Abril / 2008

O Preço da Água

Jornal de Oeiras, 8 de Abril / 2008

ELUCIDÁRIO por Jaime Casimiro


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Agradecemos ao Jornal de Oeiras, 8 de Abril / 2008
e ao Autor do texto

Avaliação de Desempenho

. recebido por e-mail, sob o título em epígrafe.

imagem: autor desconhecido - CLIQUE PARA AMPLIAR
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noite de temporal...

. Praça do Duque da Terceira (Cais do Sodré) Lisboa
07 Abril 2008, ca. 20:42

fotografias: © josé antónio / comunicação visual - CLIQUE PARA AMPLIAR
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AVALIAÇÃO

Profs .... a culpa é deles!

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.

Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.

Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.

Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.

Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

segunda-feira, 7 de abril de 2008

UM VIVA! ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Salvo melhor opinião, parece-nos que as imagens em baixo são demonstrativas do que se pode e deve fazer no sentido da recuperação do património. Certamente que os STCMO tiveram uma palavra a dizer...até porque esta casa se encontra nas imediações do Centro Histórico de Laveiras. Certamente que o "restauro" foi promovido por particulares (não sabemos se com recurso a financiamentos públicos ou comunitários). Seja como for, parece-nos justo dar a devida nota aqui, no Oeiras Local.
Esta casa encontra-se situada na esquina da Rua Calvet de Magalhães com a Rua Visconde de Santo Amaro e está, igualmente adossada às casas referidas na postagem anterior.Repare-se no pormenor. Nesta imagem podemos observar janelas de guilhotina, suportes de floreiras em pedra, a bela chaminé e ao fundo as pás de um maravilhoso moinho de vento (igual a tantos que até meados do século passado vimos retirar água de poços e produzir energia eléctrica). Olhares ...!

CONTRASTES - ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Renasce a esperança?


Na mesma Rua referida no post anterior, marginando a Quinta de Santo Amaro, podemos observar um renque de casas adossadas entre si, que nos remetem para a ruralidade já referida, agora mais humilde . Devemos também realçar o contraste entre a casa "recuperada" e as que se encontram ao lado. Repare-se no pormenor da construção em alvenaria por debaixo do reboco antigo.

QUINTA DE SANTO AMARO EM LAVEIRAS - ESPAÇOS E MEMÓRIAS

Não haverá por aí alguém que queira transformar esta casa num qualquer hotel de charme?


Esta velha Quinta, situada de frente para a Rua Calvet Magalhães, próxima do núcleo histórico de Laveiras, deverá ter sido construída no virar do século XIX para o século XX. Quantas memórias terá para contar? Muitos de nós fomos testemunhas da existência no nosso Concelho de um rosário de Quintas idênticas, de maior ou menor imponência, próximas ou afastadas da zona ribeirinha, que cumpriam funções de habitação permanente ou de veraneio. Mas, acima de tudo, estas casas integravam-se de forma harmónica no meio rural que já fomos. Importava agora que todos, mas em particular os responsáveis pelo planeamento urbano, mantivessem nos seus "esquiços mentais" a vontade de aprender e respeitar o espaço e a memória que subsistem.

domingo, 6 de abril de 2008

O MENINO DO TELEMÓVEL


Há bastante tempo que se vinha sabendo de casos graves de indisciplina nas escolas e pedindo medidas drásticas contra aqueles que os praticam. Mas os tais ratios com que nos querem enganar, têm facilitado comportamentos e medidas intoleráveis: abolição de exames, maneiras de contornar as faltas dos alunos, pressão sobre os professores para elevar as médias para o bom nome das escolas e do ensino, cortes orçamentais que conduzem a falta gritante de pessoal nas escolas, burocracias para expulsar um aluno da aula, e muitas mais.

Mas… às vezes Deus escreve direito por linhas tortas: um menino utilizando as novas tecnologias e furando regras teoricamente proibidas, filmou uma cena talvez até banal, do comportamento corriqueiro de alunos “participativos” numa cena de má educação (e até de agressão), em que uma aluna não acata ser chamada a atenção pela professora que lhe retira o telemóvel por ser um utensílio não autorizado de ser usado durante a aula.

Como na carta a Garcia, o mensageiro que levou a carta será tão herói como o general que ganhou a batalha, também o aluno que colocou estas imagens na Internet obrigou a que durante estes últimos quinze dias finalmente os responsáveis não pudessem por mais tempo assobiar para o lado. Nada será como antes. O menino foi penalizado porque utilizou um utensílio proibido de usar na sala de aula e divulgou o seu conteúdo de modo a que outros o aproveitaram para informar o País. Às vezes é mesmo preciso aproveitar o erro para acordarmos quem anda distraído antes que aconteça um mal que fique depois sem remédio.

Clotilde Moreira / Algés

PORTO SALVO - S.I.M.P.S. - CAMPEÃS


O Andebol Sénior Feminino da S.I.M.P.S. - Sociedade de Instrução Musical de Porto Salvo, consagrou-se campeão nacional, e regressou à 1º Divisão. A dois jogos do final da época a matemática já garante o regresso das Campeãs da SIMPS.

Foi no passado dia 5 de Abril, que Porto Salvo, ao vencer por 24-26 a equipa de Santa Joana na Maia, garantiu a vitória do Campeonato Nacional.

Nem a hora tardia da sua chegada a Porto Salvo, nem o vento que se fazia sentir, afastou a população que as aguardava para lhes transmitir o orgulho que sentiam e para as receber com um forte aplauso.

Edite Gil

sábado, 5 de abril de 2008

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS


Enfastiada e indiferente

Se ainda não percebeu, a Menina Idalina explica-lhe :

Não me chega a sua indiferença, nem o seu silêncio. Deve-me a mim , como cidadã, uma explicação.

Os números que deu, secamente, são assustadores. Quero mais explicações. Quero mais informação. E deixe de arranjar bodes expiatórios e sacudir a água do capote.

Para a Menina Idalina é muito diferente ser uma criança de 6 anos apanhada com uma pistola do que ser um jovens de 15/16 anos. Diferente na leitura, na responsabilidade e na actuação.

Tem a obrigação de responder aos portugueses, e não lhe é sequer permitido, pelo cargo que ocupa, adoptar esse ar enfastiado e negligente.
Não pode também ficar indiferente que os professores sejam agredidos e ameaçados no seu local de trabalho. Está obrigada a favorecer todas as condições para que estes desempenhem as funções que lhe confiou, nas melhores condições . E está obrigada a que os alunos dessas mesmas escolas tenham todas as condições para aprenderem.

Não lhe é permitido sequer a indiferença.
Demita-se. A sua postura não contribuiu em nada para a resolução dos problemas.

Com a devida vénia à 'Menina Idalina'.


sexta-feira, 4 de abril de 2008

GNR anunciou extinção do Regimento de Cavalaria

A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje a «extinção» do Regimento de Cavalaria e revelou a integração daqueles militares nas unidades de Segurança e Honras de Estado e de Intervenção, durante as comemorações do 86 aniversário daquela Unidade.

O Regimento de Cavalaria foi criado a 05 de Abril de 1922 sendo condecorado com o Grau Honorário da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo anterior Presidente da República Jorge Sampaio, enviou homens para a manutenção de paz no Iraque e integrou diferentes projectos de segurança pública.

Diário Digital / Lusa

04-04-2008 20:08:00

Dr. Martin Luther King, Jr.

Exclusive TIME-LIFE Photos
Rare and unpublished images of the civil rights movement from LIFE photographers

[Imagens raras e não publicadas dos fotógrafos da LIFE sobre o movimento dos direitos civis]

Novo contacto do blog "Oeiras Local"

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V CICLO DE ESTUDOS OEIRENSES DA VIAGEM

Coube A José Manuel Anes abordar nesta sessão o tema: A DESCOBERTA DO "EU" INTERIOR NAS RELIGIOSIDADES ANTIGAS E NAS MODERNAS

José Manuel Anes no Colóquio "Lisboa Imaginal" - Grémio Lisbonense (Rossio), 1993 acompanhado da esq. para a dir de Lima de Freitas, Natália Correia e Dórdio de Guimarães.




J.M.Anes é autor e co-autor de cerca de 30 obras nos domínios das religiosidades, das espiritualidades, do esoterismo, do simbólico, do imaginário, da transdisciplinaridade, e ainda no domínio da violência religiosa e do terrorismo religioso (respigámos da nota curricular).

Retirámos do pequeno resumo:
«A descoberta do Eu interior...é uma descoberta espiritual baseada quer nas antigas espiritualidades gnósticas, quer na recriação contemporânea, sob a forma de "novas espiritualidades". Quer umas quer outras falam, entre outros termos, do "germe da divindade" - tal como as religiões nos falam de "Cristo em nós" ou do "estado de Buda"». O palestrante diz que pretende verificar «...quais as correntes que valorizam essa descoberta e os caminhos que elas encontraram para desenvolver esse "eu interior".

Falou-nos também, o conferencista, a propósito do tema da sua palestra, que S. Paulo terá sido o maior dos gnósticos ao defender a ideia do "Cristo em nós". Esta corrente de pensamento seria muito comum no Oriente cristão e budista - "Buda em Nós". Remonta a Pitágoras ( para referir o "pentagrama" como símbolo da ressurreição espiritual-religiosa)e aos egípcios onde o pensador grego bebeu influência e conhecimento. Aludiu ao gnosticismo-cristão que defendia, a partir da "queda do homem", a divinização do próprio homem (corrente oriental). Do mesmo modo referiu a importância da dimensão interior para os "sufis" islâmicos, para, finalmente, chegar às correntes modernas de "New Age"